24 de fevereiro de 2008

“A Verdade Fundamental”

OM…OM…OM…

Sai Ram

Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,

Queridos Irmãos e Irmãs,

 

A vida é um ciclo

Esta manhã gostaria de falar sobre o tema: ‘A Verdade fundamental’. A vida é um círculo, o chamado ciclo da vida em termos biológicos. O que entendemos por "ciclo da vida"? Nascimento, crescimento, mortes repetidas uma e outra vez é o ciclo vital ou ciclo da vida.


a experiência do si mesmo é a única maneira de sair do ciclo da vida

O nosso dever como buscadores espirituais é tentar sair deste ciclo de vida, ver que não temos que passar várias vezes pelo ciclo da vida. Por quê? Alguém deve nascer para não nascer de novo; alguém deveria morrer, para que não tenha que morrer novamente. Esse é o propósito do buscador religioso. Ele deve concentrar todo o seu sadhana neste sentido em particular.

 
A questão fundamental é como saímos deste ciclo de nascimento e de morte? A menos que realizemos a Divindade, a menos que realizemos o Si Mesmo, temos de passar por este ciclo de vida e repeti-la. A única forma de sair é a experiência do Si Mesmo, a experiência da percepção ou consciência.

 
Então, o que fazemos aqui? Meditamos, repassamos as Escrituras e fazemos tantos exercícios espirituais. Por quê? Eles fazem o nosso tempo sagrado, mas todos são preparatórios. Eu não diria que eles são desnecessários, mas eles só são preparatórios. A última coisa é experimentar a percepção, a experiência do Si Mesmo supremo, esse Si Mesmo cósmico. Essa é a única Verdade fundamental, e a única forma de sair deste ciclo de vida de nascimento e morte.


Então, o que acontece entre o nascimento e a morte?


a vida oscila entre desejo e tempo

Bhagavan afirma que há duas coisas: uma é kama ou desejo, e a outra é kala ou tempo (ou morte). A vida oscila como um pêndulo entre estes dois extremos de kama e kala. Devíamos tentar fazer com que esse pêndulo parasse. É apenas quando experimentamos o cósmico ou o Si Mesmo Divino, o qual é imaculado, eterno, imortal e nectarina, que a oscilação pára.


o sadhana espiritual é o experimentar o estado de realidade

Há muitas coisas que podemos afirmar. Alguns dizem que têm conhecimento escritural, alguns dizem que têm tido muitas experiências espirituais. Não os negamos. Mas a Verdade fundamental está em sair da ignorância. Alguém tem de sair da ignorância e passar para o estado de conhecimento.

 
O que é a ignorância? A ignorância é sentir que esta vida é permanente. A ignorância é passar pelos ciclos de vida inconscientemente, apenas permitindo que as coisas aconteçam, deixando que continue o ciclo do nascer e do pôr do sol. Tenho que citar Baba: "Carregando, descarregando; carregando, descarregando". Essa é uma maneira de fazê-lo. Tudo isso é ignorância.


Então, o que significa o sadhana espiritual? Significa sair desta ignorância e experimentar esse estado de realidade!

Asato Maa Sad Gamaya,


Oh, Deus, leva-me do irreal à Verdade,

 

Tamasoma Jyothir Gamaya.


 
Oh, Deus, leva-me das trevas à Luz.

 

Até irmos das trevas da ignorância à luz da consciência, temos de manter os ciclos da vida. Aqui temos de compreender claramente um ponto importante.


O COMPROMISSO Mental é mais importante

Meus amigos, podemos participar em atividades de serviços, o que é bom. Podemos adorar ou dar voltas em torno de Ganesha ou recitar o Gayatri o número de vezes que quisermos. Não há nada de errado com eles. Mas a Verdade fundamental é que tudo o que quer que façamos com o corpo será inútil. Não há qualquer compromisso nisto. A menos que alguma coisa seja feita com consciência ou conhecimento, o que quer que seja feito com o corpo é inútil, porque a mente ou compromisso mental é mais importante.


Por exemplo, as pessoas cantam bhajans ou visitam vários lugares. Algumas pessoas caminham em volta de Ganesha, olhando para as pessoas que estão lá e conferindo para ver quem os está vendo. (Risos). Enquanto cantam, olham em volta para comprovar se os outros acham que estão cantando bem ou não. Às vezes, o próximo cantor estará ocupado ensaiando sua própria canção. Estas são atividades físicas e tudo o que fazemos com o corpo físico é inútil.


"Como você pode dizer: ‘o que quer que façamos?’ Senhor, estamos fazendo yagna"!

 
Muito bem! Continue a fazê-lo. Yagna! Muito bem! Pelo menos algumas pessoas estarão envolvidas. Não irá nos beneficiar. É a mente ou o envolvimento mental o que é mais importante. Essa é a razão porque Baba diz que comer, ler, escrever, falar e andar são todos meditação. Baba diz que tudo é meditação.


O que for feito conscientemente é "meditação"

Quando você caminhar conscientemente, essa caminhada é meditação. Andar conscientemente significa que você anda e que é tudo; você não pensa em mais nada. Quando estou andando, penso no programa do próximo dia. Penso se estas pessoas estarão no meu caminho. Isso não é caminhar consciente. Se caminho conscientemente, então o caminhar torna-se meditação.


Eu como. Se eu como com gratidão, desfrutando do alimento e oferecendo-o a Deus, então, o comer é meditação. Portanto, o que quer que seja feito conscientemente é meditação. Isso é o que se entende por fazer as coisas com a consciência psicológica.

 
Essa é a razão pela qual alguns de nós estão insatisfeitos, apesar de observar tantos rituais. Algumas pessoas dizem que jejuam. Muito bem! Algumas dizem que adoram. Muito necessário! Mas não estamos felizes, não estamos satisfeitos. Por quê? É porque a mente não tem se aprofundado no processo da atividade. Temos de ver que a nossa mente está completa e conscientemente envolvida, de modo que todos os aspectos da nossa vida se transformem em meditação.


Bhagavan Baba não fixa um tempo específico para a meditação. Bhagavan Baba não mostra um procedimento específico em nome da meditação. Tudo é meditação. Uma vez que você esteja total e completamente imerso num processo ou numa atividade, isso é meditação.


O que queremos dizer com estar total e completamente envolvido numa atividade? Quero dizer que minha mente mergulhou nela, que minha mente está totalmente envolvida. Porque devemos salientar a importância da mente? Por que não o fazemos com o corpo? Por que não? Meus amigos, estes são pontos que Baba disse que são muito importantes para que todos nós reflitamos sobre eles.


a mente é mais importante que o corpo

É a mente que cria o sentimento da existência do corpo. Podemos não entender isto, mas podemos ser literalmente impactados a pensar que, enquanto o corpo está aqui, é a mente que o cria. Mas, por favor, deixe-nos entender isso.

 
Vocês vão dormir toda noite. Onde está então o corpo? O corpo está na cama, mas vocês não sabem. Enquanto estão dormindo, vocês não sentem o corpo. É só quando despertam que pensam no corpo. Por isso, é a mente que reconhece e sente a existência do corpo.

 
Portanto, a mente é mais importante do que o corpo. Um louco não sabe o que está acontecendo com o corpo; uma criança não está cônscia do que está acontecendo ao corpo. Por isso, a mente é mais importante.


O mundo inteiro é a criação da mente

O segundo ponto é que a mente é responsável por todo o ambiente - todas as relações sociais, nosso entorno e inter-relações – toda a criação é um produto da mente.

 
Adi
Shânkara foi o maior expoente do Advaita, e aqueles que estão interessados em Adi Shânkara certamente concordarão comigo de que o mundo é a criação da mente. Adi Shânkara disse claramente que o mundo inteiro é a criação da mente.

 
Adi Shânkara dá o exemplo do estado de vigília, o estado dormindo e o estado do sono profundo - avasthatraya. Avasta significa “níveis de consciência”; traya significa “três”. Por isso avasthatraya significa “os três níveis de consciência".


Uma vez que estão em sono profundo, onde está o mundo? Onde está Nova Iorque? Onde está Washington? Onde está Delhi? Onde está Bombaim? Nenhum destes existe. No momento em que a mente começa a trabalhar, o mundo inteiro está a sua frente. Quando a mente está passiva, não há nenhum mundo. Por isso, meus amigos, o mundo é criação da mente.


Primeiro, cria o sentimento da existência do corpo. Segundo, é a mente que cria todo o mundo no qual me encontro, e com o qual interajo. Terceiro, é a mente que anseia por uma identidade separada, "Eu sou fulano de tal", "Eu sou de tal lugar”, e “Eu sou este". Este eu-ismo é devido à mente.

 
Finalmente, é a mente que é responsável pelo nascer e renascer. Por isso, temos de trabalhar conscientemente, andar conscientemente e comer conscientemente, com a mente totalmente em tudo que se esteja fazendo. Então, tudo se torna meditação.


É uma falsa noção o pensar que a meditação está limitada a um processo em particular ou a um determinado período de tempo. Não negamos essas práticas, mas estas são um começo. Elas podem ser essenciais para um iniciante, de modo que mais tarde o processo completo de vida se transforma em meditação; toda a vida torna-se meditativa.


O OUTRO NOME DA Mente é ignorância

Muito bem, a mente está cheia de ilusão, a mente está cheia de imaginação, a mente está cheia de pensamentos e de medo. O que devo fazer?


Ninguém pode dizer que não tem pensamentos em suas mentes. Ninguém diria que eles não têm qualquer desejo. Essa é a natureza da mente. A mente é ilusória, enganadora e ignorante.

 
Pensamos que a ignorância se refere às pessoas que não foram às faculdades e escolas. Não, não, não! Aqueles que vão às escolas e universidades são mais ignorantes do que aqueles que não freqüentaram qualquer um desses lugares. Em termos práticos, as pessoas bem sucedidas são aquelas que nunca foram a quaisquer faculdades ou escolas. Nenhum dos profetas teve qualquer educação formal.


O problema imediato, então, é como sair desta ignorância da mente. A mente tem outro nome, é ignorância. A mente sente que é muito grande, muito especial e que sabe muitas coisas. Mas não sei que não sei. Por isso, sou ignorante. Mas não sei que sou ignorante. Que ignorância colossal! Ignorância grande como os Himalaias! Por isso, meus amigos a mente é um símbolo, a personificação, a própria metáfora da ignorância. O problema, então é: como sair dela? É muito simples.


Siga as escrituras

Sigam as escrituras: sigam a Bíblia, sigam o Santo Alcorão, sigam a Dharmapada, sigam o Bhagavad Gita. Se os observam em ação, e não simplesmente a leitura ou a aprender de memória, você vai sair da ignorância. De nada serve falar e não utilizar nada na prática.

 

Se alguém compreende as escrituras e tenta viver de acordo com elas, esse alguém sairá da ignorância. Quando alguém sai da ignorância, a mente torna-se meditativa.

 
Muito bem,
aqui existe um ponto muito importante: se leio as escrituras e vivo de acordo com elas, deveria rezar ou não? Será suficiente ler a Bíblia ou o Bhagavad Gita e tentar viver segundo eles? Ou devo também orar? Das 5 às 6 da manhã, devo cantar alguns bhajans ou o Suprabhatam? Devo assistir a eles? Não é suficiente ler as escrituras e viver de acordo com elas, tanto quanto possível? Por que orar? Qual é a verdade por trás da oração?

 

A oração nos dá uma vida  sagrada

Penso freqüentemente que a oração é submissão, que a oração é um apelo para sair dos nossos problemas, ou que a finalidade da oração é que se cumpram os nossos desejos. Este é o nosso conceito de oração, não é?

O que é a verdadeira oração? Qual é a verdade fundamental sobre a oração?

 
Oh, Deus! Rezo para o Senhor. Swami! Rezo para o Senhor - não para prolongar a minha vida, de tal forma que minha vida seria eterna como um poste de iluminação! Não! Certamente não estou rezando para o prolongamento da minha vida! Rezo, para que possa levar uma vida sagrada.

 
A vida sagrada (divya) é mais importante do que uma longa vida (deergha). Você quer uma vida longa ou uma vida sagrada? A oração nos dá uma vida sagrada. Esse é o propósito da oração, de acordo com Swami.


Depois há uma outra questão: porque é que devemos nos concentrar? As pessoas freqüentemente nos dizem para fechar os olhos e nos voltarmos para o nosso interior, para sentirmos Deus dentro de nós. Por quê? Por que não posso abrir os olhos e olhar tudo em volta? A resposta é simples.


A finalidade do exercício espiritual é passar do olho exterior para o “verdadeiro olho"

Quando você fecha os olhos e desenvolve esse espírito de concentração ou intensidade, o que acontece? Todas as derivações, digressões e desvios que nos atrai no mundo exterior são lentamente retirados. Por isso, este tipo de concentração é necessário para cortar nossa ligação com o mundo exterior.

 

Sentamo-nos pacificamente para estarmos calmos e tranqüilos, para nos concentrar a fim de estarmos afastados de nossas associações com o mundo externo. O objetivo da concentração é o de estabelecer contato com o olho interno. Vemos o mundo exterior somente com o olho exterior. O olho exterior e o olho interior são dois, mais do que como um espelho. O olho externo vê nome, país, profissão, altura, peso. Uma vez que me concentre com os olhos fechados, o olho interior ou real despertará naturalmente.

 
O olho externo é aquele que temos desenvolvido ao longo de um período de tempo, devido à cultura, à civilização, aos pais, à escolaridade, à educação, às normas e valores da sociedade, à personalidade que temos de desenvolver, à imagem que temos e ao status de que gostamos. Tudo isso está ligado ao olho externo.


Uma vez que feche os olhos e internalize e me concentre, o olho externo se retira e começo a ver com o olho interno, o verdadeiro olho. Portanto, o propósito de qualquer exercício espiritual é a mudança do olho externo para o verdadeiro olho.


Por que isso é necessário?


Só existe um, sem Um segundo

Enquanto olho o exterior, vejo variedade. Enquanto estou ligado no exterior, encontro heterogeneidade ou multiplicidade, pluralidade ou dualidade - baixo, alto, escuro, branco, marrom, para cima, para baixo. Toda esta dualidade é o mundo exterior.

Uma vez que fecho os olhos e me concentro, e penso no olho interior, só existe um, sem um segundo; isto equivale a dizer, o verdadeiro olho, o olho cósmico, a consciência real, e o núcleo do meu ser. Esse é o propósito da espiritualidade. É por isso que somos chamados para sermos calmos e tranqüilos e nos voltarmos para dentro. Tal como Bhagavan disse, é um ponto muito importante.


os locais de culto proporcionam apoio para o nosso sadhana espiritual

Outra questão é esta: se estou me voltando para dentro, se isso é tudo o que se suponha que faça, o que dizer dos templos, igrejas e sinagogas? Para que servem? A resposta é simples: eles nos apóiam.
 

Um templo me apóia, uma igreja me apóia, uma mesquita me encoraja, uma sinagoga me impulsiona e um mosteiro me provém com uma atmosfera. Portanto, todos estes lugares de adoração, todos estes locais de concentração, com suas estátuas e ídolos, nos fornecem um apoio adicional para o nosso sadhana espiritual. Não são a única coisa - são um meio e não um fim.


Se o ir ao templo fosse um fim, todas as pessoas teriam alcançado a salvação! Todos teriam atingido o Vaikunta, o próprio céu, e não haveria mais espaço para ninguém mais - o salão já estaria cheio! É por isso que todos os templos estão ocupados, todos os ashrams estão cheios, cada guru tem, pelo menos, vinte e cinco mil seguidores! Se somente a visita fosse suficiente, seria tão fácil, não seria?

 
Os templos, as igrejas e os ashrams os apóiam. Mas são apenas um meio para atingir um fim, e não um fim em si mesmo. Mas, é o mesmo com qualquer coisa que fazemos - não sei quantos de vocês concordam comigo - em nossas ações, pensamos apenas no nosso próprio proveito pessoal.


Pensamos: "Se vou até esse homem, ele me favorecerá ou não"?

 
"Se leio o Bhagavad Gita, conseguirei a salvação ou não?"


"Se canto bhajans, vou para o céu ou não?"

 

"Se tenho o darshan de Swami, isso me ajudará de alguma maneira ou não"?

 
Nós temos dúvidas. E as dúvidas não terminam aí. Se a dúvida terminasse aí, seríamos pessoas muito felizes! A dúvida os levam ao medo.

 
"Ah, já vejo! Posso ir para o céu, mas tenho tantas apólices de seguro e de propriedades, o que acontecerá com essas coisas? Não fiz meu testamento, e algumas vantagens ainda não foram creditadas à minha conta bancária".


O medo se desenvolve. As escrituras nos pedem para desenvolver o desapego. "Muito bem! Mas o desapego me ajuda”?


A dúvida é seguida por medo: "Se me desapego, então quem irá se apegar a mim? (Risos) Alguém deveria me servir. Por isso, quando me desapego, alguém deveria apegar-se a mim, porque alguém deveria me ajudar"!

 
Por isso, meus amigos, a dúvida e o medo são como a pressão arterial elevada (hipertensão) e açúcar (diabetes) - eles vão juntos (Risos). A pressão arterial não se vai por si só; espera por seu irmão gêmeo – o açúcar. Se entendem muito bem juntos (Risos). Por isso, como saímos dessa dúvida e do medo?

 
Essa é a nossa próxima pergunta. Não perguntamos, não fazemos introspecção; vamos e voltamos, e permitimos que a vida se torne uma rotina.

 
Se alguém me perguntar: "Onde você está indo?"

 
Eles respondem: "Para os bhajans".


"Por que você vai?"

 
"Não há nada mais a fazer." (Risos)


"Por que você vai?"

 
"Todos estão indo, portanto, deixe-me ir também." (Risos)

 
"Por que você vai?"

 
"Já que estou aqui, permitam-me ir também."

 
"Por que você vai?"


"Pode me ajudar no futuro."

 
"Por quê?"

 
"Deixe-me tentar."

 
Isso é tudo. Tornou-se uma rotina. A vida tornou-se programada ou condicionada. Isso não nos ajudará, meus amigos. No momento em que qualquer coisa se torna mecânica, no momento que qualquer coisa se torna rotina, tudo se torna programado, torna-se um aborrecimento verdadeiro. Não há nada mais aborrecido do que qualquer coisa que seja mecânico.


Deus não permita que alguma coisa desse tipo aconteça a qualquer um de nós! A cada momento haverá de ser novo. Todos os dias devem ser energizados, todos os dias deveriam ser um motivo de comemoração, e devemos desfrutar a vida todos os dias! Não deveria ser uma questão de rotina. Não!


A Rendição incondicional pode fazer da vida "umA celebração"

Como fazemos da vida uma celebração? Como fazer para que a vida não seja mecânica? Como é que podemos ter certeza de que a vida não esta programada? Qual seria a solução permanente para fazer com que a vida seja interessante todo o tempo – de manhã, ao meio-dia e à noite? Bhagavan tem dado uma boa resposta.


Quando se entregam a Deus, quando simplesmente deixam que as coisas aconteçam, aceitando o bom ou o mal, ganhos ou perdas, quando você aceitar tudo incondicionalmente com um espírito de entrega, a vida é feliz.

 
Vocês estão imaginando como é que podemos dizer isto. Cristo foi perseguido, Sri Ramakrishna Paramahamsa sofreu até o final da Sua vida, Sri Ramana Maharshi sofreu até o final da Sua vida, e Sócrates foi obrigado a morrer bebendo cicuta. Eles sabiam isso; eles sofreram e ainda sorriam. Mesmo nos momentos extremamente dolorosa, eram felizes. Como?

 
Eles aceitaram-na como a vontade de Deus. "É a vontade de Deus; por isso aconteceu. Trata-se de um desígnio divino; por isso aconteceu. Está bem, vou aceitá-lo".


Portanto, para viver a vida como uma celebração, a chave está na rendição incondicional ou aceitação total da vontade de Deus. Quanto mais cedo aceitarmos isso, melhor será. Desfrutemos a vontade de Deus. Por essa razão, para tornar a vida interessante, temos de renunciar, aceitar aquilo que nos foi dado. Para desenvolver este tipo de atitude de aceitar a vontade de Deus incondicionalmente, o que devo fazer?


Meus amigos, sendo um professor, meu trabalho é examinar Seus discursos, organizar as coisas numa ordem seqüencial, sob a forma de perguntas e respostas, quase como uma reação em cadeia na química ou passos num teorema de matemática. É isso que faço. E Swami dá um exemplo simples para responder a esta pergunta.


Portanto, para desenvolver a rendição incondicional, para desenvolver esse espírito de aceitação da vontade divina, o que devemos fazer?

 
Baba nos diz de uma maneira muito simples. Ele diz: "Sintam que a sua erudição, o seu status, suas propriedades, sua dignidade, sua comunidade, sua nacionalidade e seu prestígio estão todos externamente. Eles não têm nada a ver com o verdadeiro você. Você não tem nada a ver com o seu status. Você não tem nada a ver com a sua dignidade, com o respeito que as pessoas lhes mostram, ou algo do gênero. Tudo é externo".


As pessoas podem me amar, porque tenho uma posição; uma vez que me aposente, esse colega não vai nem mesmo me dizer: "Sai Ram!" (Risos) Somente esta manhã, ele disse: "Sai Ram"; à noite, ele se recusa a me reconhecer porque me aposentei na parte da tarde! (Risos) Não nos sentimos tão orgulhosos pelo que sabemos, mas na frente de alguém mais erudito, não somos nada.


Portanto, todas as coisas sobre as quais nos sentimos orgulhosos são externas. Quando a mente está disposta a aceitar qualquer coisa como a vontade de Deus, você percebe que elas não têm nada a ver com vocês.

 
"Oh Swami, tenho um Mestrado em Ciências; tenho 45 anos de serviço."

 
"Muito bem! Continue servindo ".

 
 "Sou muito rico."

 
"Continue até que os fiscais do imposto de renda recolham o seu dinheiro!" (Risos)


Portanto, em termos absolutos, tudo aquilo acerca do que pensamos é falso. Quando você desconectar disso, a mente estará disposta a entregar-se. Vocês não serão solicitados a descartá-la, abandoná-la ou rejeitá-la. Não! Mais ainda, enquanto estiverem nesse estado, entendam que não são isso. Estando nesta situação, deveria saber que não sou isso.


O belo exemplo do lÓtUs dado por BHAGAVAN

A flor de lótus cresce na lama e na água, e ainda assim a flor é intocada pela lama e pela água. Ela cresce acima da superfície da água, imaculada. Apesar da flor de lótus estar sobre a água, a água não entra na flor.

 
Tomemos o exemplo de um barco na superfície de um rio. Embora o barco esteja na superfície do rio, a água não entra na embarcação. Embora o barco esteja sobre o rio, o rio não está no barco. Estes são os exemplos que Baba dá.


De maneira similar, meus amigos, podemos ter milhares de coisas como posição, status, dignidade e bens, mas não permitamos que essas coisas façam parte de nós. Vamos permanecer no meio delas. Quando somos capazes de agir desta forma, a mente estará preparada para aceitar a vontade de Deus incondicionalmente, como Bhagavan disse.


Do “eu 'INDIVIDUAl" AO "eu CÓsmico'”

Há outros dois pontos sobre esta questão da Verdade fundamental. Um deles, penso que sou, sei que sou, mas este “eu sou” deve crescer no eu-ismo universal ou eu-ismo cósmico. O que quero dizer com o "eu individual" e o "eu cósmico"?

 
Tome um exemplo simples. Suponha que vou a um cabeleireiro. O cabeleireiro terá uma série de espelhos por todos os lados. Supondo que há dez espelhos; então vou encontrar dez Anil Kumars em volta! Oh! Vejo, dez! Já não sou um, mas dez! Se fosse um lugar maior, com vinte espelhos, então veria vinte Anil Kumars! Se mais espelhos existissem, mais Anil Kumars haveria!

 
Então, deixado a mim mesmo, eu sou um; nos espelhos sou muitos. Esse é o eu cósmico: só você, mas em várias formas. Você é o mesmo em diversas formas. Portanto, o “eu individual” é o “eu cósmico" em muitos: o um em muitos. Acho que estou sendo claro. Isso tem de ser plenamente compreendido. Como fazê-lo?


Seguimos de muito perto os discursos de Bhagavan, porque Ele não nos deixa com perguntas. O nosso bom Deus também fornece respostas. Se alguém nos deixa com perguntas, é o mesmo que ouvir o discurso de um diplomata ou político. Swami não é nenhum deles. Por Sua compaixão, Ele dá um problema, e sugere uma solução. Então, qual é a solução que Ele deu? O que devo fazer para crescer a partir do eu individual ao eu cósmico?


Esteja alerta e consciente com sua mente

Bhagavan disse que quando você encontra uma pessoa, quando estão frente a um objeto, ou quando estão numa situação, observem o que se passa na sua mente. Vigiem, esteja alerta e desperto para tudo o que está acontecendo em sua mente, em qualquer dada situação.


Aqui está um exemplo simples. Quando vejo esta taça de prata, qual é o meu pensamento imediato? Gostaria que fosse minha! Espero que o proprietário não tenha me visto, porque quero apanhá-la! Se ele me vê, poderá não me convidar no próximo domingo! (Risos) Quando vemos algo interessante, a mente naturalmente quer possuí-la.

 
Quando me encontro com um alto funcionário, digo: "Olá, senhor, como está"?

 
Mas o que estou pensando realmente é: "Posso pedir-lhe algum favor? Oh! Ele é um dos administradores. Será que ele pode ajudar a sentar-me na primeira fila”?


Então, quando encontrarmos uma pessoa, naturalmente fazemos estas conexões. Perguntamo-nos se é possível extrair algum tipo de vantagem ou benefício a partir da situação. Quando vemos um objeto, queremos possuí-lo, se for possível. Quando vemos um belo edifício, pensamos: "Oh! Como seria agradável se vivesse ali"! Como você pode viver lá? Não é o seu edifício! (Risos)


Se vou a um shopping bonito, penso: "Oh! Isto é muito interessante! Suponha que me pertencesse”?

 

Observem o seu processo pensante

Portanto, o ponto está em vigiar o processo pensante para observar o modo como a mente pensa numa situação em particular. Então entenderão que precisam de muita correção. Normalmente não observamos o nosso processo pensante;  simplesmente vemos um objeto e queremos tê-lo.

 

Meu pensamento será: "Oh! Isto é tão bonito! Não tenho um em casa. Muito bem, vou tê-lo". Logo me preocupo com pensamentos sobre como obtê-lo, perguntando-me se já vi alguma vez uma coisa dessas em algum lugar, ou se está disponível em qualquer outro lugar. Está facilmente disponível aqui – pode estar no meu bolso! (Risos)

 

Em vez de ficar identificado com esse pensamento - o pensamento de ter visto e querer adquiri-lo - observe o pensamento e, depois, vão perceber quantos pensamentos são inúteis. "Eu já vi este pequeno arquivo, e gostaria de tê-lo. Quão bonitinho! Não, não! Ele não é meu".

 
Uma vez que se mostrem vigilantes com respeito a seu próprio processo pensante e, então quando estiver na frente a uma pessoa ou objeto, ou numa situação em particular, o processo pensante se corrigirá por si mesmo. Se retificará e a intensidade diminuirá.

  

Um exemplo simples: se quiser levar o arquivo, mas observo meus pensamentos, pensarei: "Não, não! Esse arquivo é bonito, assim deixe-o ficar aí. Será mais bonito se o deixar lá. Permitam-me não adquiri-lo". A intensidade deste sentimento de agarrá-lo, de segurá-lo ou possuí-lo abrandará quando estiver vigilante com seus pensamentos. Por favor, compreenda este ponto.

 


A filosofia de Sri Ramana Maharshi

Sri Ramana Maharshi desenvolveu toda uma filosofia em torno disto. O que ele disse? Ele disse: "Estejam atentos a seus pensamentos".

 
Observamos todo mundo, mas não vemos a nós mesmos. Essa é a tragédia. Sabemos que o outro é ruim. Tudo bem, mas não sabemos como estamos mal. (Risos) Talvez sejamos até piores!

 
Conheço alguns que são pessoas boas, conheço outras pessoas que são más, mas não sei se sou bom ou mau. Penso sempre que sou o melhor! (Risos) Não há esperança de melhoramento por centenas de vidas que estão por vir. Impossível!


Por isso, meus amigos, Ramana Maharshi, um dos maiores sábios que o mundo já viu (sendo Adi Shânkara o maior) sempre disse: "Observem sua mente, observem seus pensamentos e saibam como vocês estão pensando".

 

Como podemos saber como estamos pensando? Aqui vai um exemplo simples. Surge um pensamento sobre o almoço. Reconheço este pensamento.


Outro pensamento me vem agora: esta noite há uma probabilidade dos estudantes de Bangalore apresentarem um programa, porque vejo o diretor caminhando na varanda. Assim, agora reconheço que este pensamento está lá.


Se alguém disser que não reconhecem seus pensamentos, que os pensamentos apenas vêm e vão, não concordo. Ainda não chegamos ao ponto de ser um lunático!


Portanto, conheçam seus pensamentos. Uma vez que vocês observem o seu processo pensante, a intensidade e as suas reações irão abrandar. Vocês se verão corrigidos, retificados, modificados e alterados por si mesmos, disse Ramana Maharshi. Isso é também o que diz o nosso Bhagavan.


Quando se concentram em deus, você se torna deus

Então, chegamos a outro ponto. Muito bem, sou devotado.

 

Algumas pessoas dizem: "Você sabe, Senhor Anil Kumar, minha mulher é uma grande devota".

 

"Isso é muito bom! E quanto a você"? (Risos)


Sua esposa é uma devota, mas isso não significa que ela vai doar 50% de sua devoção a você. Não! Algumas pessoas dizem
que têm sido um devoto de Bhagavan nos últimos 50 anos. "Por favor, me mostre o seu registro de serviço!" (Risos) É tudo falso, vocês sabem. Como nos tornamos entusiasmados!

 

Baba nos diz a forma, meus amigos. Ganho mais e mais benefício recolhendo estes pensamentos e falando sobre estas coisas. Me perco quando penso nestas coisas - a mais profunda, a mais fundamental filosofia é a que é mais necessária.


Será que não devemos entrar na filosofia, ir a fundo, ao verdadeiro âmago do que Baba tem dito? Não estou dizendo nada por mim mesmo. Deixe-nos saber o que Baba tem dito, para que não nos esqueçamos. Temos tabletes cobertos com açúcar. Tomamos o açúcar, mas não tomamos o remédio. Assim, esquecemos a essência, a filosofia do que Baba tem dito. Esse é o problema, um eterno problema!


Por favor, meus amigos, cada declaração de Bhagavan tem que ser deliberada, que ser debatida intensamente, cada uma das Suas belas declarações. Então o que é que Ele disse?


Você é um devoto. Sim, concordamos. Agora vem o problema: sou um devoto de Baba; a devoção é um processo entre o devoto e Baba. Existe um processo de devoção, uma ligação da devoção entre o devoto e Deus. Mas o que disse Baba a respeito?


Quando se concentram em Deus, cantam em louvor a Deus, esta ligação desaparece. Não há mais nenhuma ligação, não há mais conexão, não há mais devoto - você é Baba. Você é Deus! Isso é o que Baba quer dizer quando Ele fala que você é Deus. Nos  cansamos de ouvir essas coisas, porque sabemos que não somos! (Risos)

 
Quando estou pensando numa xícara quente de café, como  posso dizer que sou Deus? (Risos) Não somos capazes de digerir, não somos capazes de aceitar a verdade fundamental de que todos nós somos Deus. Não somos capazes de aceitá-la, porque temos nossas próprias idiossincrasias, preferências, escolhas e fraquezas.


VOCÊ s são Deus - "AHAM BRAHMASMI"

O que Baba diz? Ele diz que quando você cantar bhajans ou meditar sobre Deus, você pensa que é bhakti ou devoção. Mas lentamente este processo pára, e você se torna uma não-entidade, vocês são Aquele. Aham Brahmasmi – Eu sou Aquele. Isso é tudo. Essa é a razão pela qual algumas pessoas se perdem na meditação.

 
Quando Sri Ramakrishna Paramahamsa estava numa condição meditativa, as pessoas pensavam que Ele havia partido. Seus pais suplicavam muito perto do Seu ouvido: "Oh! Vem, vem, o que aconteceu com você"?


Então, após algum tempo, Ele voltava a consciência. Na meditação, com a idade de oito anos, Sri Ramakrishna Paramahamsa ficou absorto. Ele se tornou como uma pedra. Por quê? Ele não estava lá, apenas o Divino estava presente. Quando “eu”, estou aqui, meditando em Deus, estarei olhando meu relógio pensando, "Oh! São 11:10 ...agora mais cinco minutos". (Risos)


Quando “eu” estou aqui, estou confortável? Pergunto-me se o microfone está funcionando corretamente e se as pessoas estão me ouvindo. Quando “eu”, não estou lá, não há tempo. Quando “eu”, não estou lá, não há espaço. Então, quem está lá? Somente Ele está lá. Esse é o processo de evolução, do progresso do coração espiritual.


De modo que, no início, eu sou Deus, o próximo estado é somente Deus. No primeiro estado, quando ambos Deus e eu permanecemos, existem fatores como tempo e espaço. Uma vez que só Deus existe, não há “eu”, e tampouco nenhuma questão de tempo e espaço. É isso que Bhagavan disse num dos Seus discursos.


Naturalmente, somos pessoas muito inteligentes, porque nascemos na era do computador. Por isso, podemos perguntar: "Muito bem, quando Ele e eu somos um, por que deveria vir para o Salão Sai Kulwant? Por que ir para o darshan? O que acontece quando vejo Bhagavan"? A questão fundamental é esta: o que acontece na presença de Bhagavan?


as divinas vibrações de baba se espalham em todos os lugares durante o DARSHAN

Não o dizemos em voz alta, porque outros podem nos entender mal e pensar que somos ateus ou não-crentes, mas o que acontece durante o darshan? Quando você e Deus são um, o que acontece durante o darshan? Quando Deus está em você e você está em Deus, quando não existe qualquer ligação como devoção, quando você não existe, e só Ele existe, por isso você deve ir para o Salão Sai Kulwant para o darshan? Esta é a pergunta que Bhagavan responde, meus amigos.

 
Swami dá um exemplo simples. A fragrância de uma flor está em toda parte. A flor pode estar aqui, mas a fragrância se espalhará por toda parte. Não estou certo? Do mesmo modo, Baba pode estar no estrado, mas as Suas Divinas vibrações se espalharão por todos os arredores. Todos somos tocados por estas Divinas vibrações.


Temos suficiente desse tipo de vibrações que recebemos dos nossos amigos. Às vezes, elas até mesmo nos fazem subir a pressão arterial. Elas são vibrações de péssima qualidade. Portanto, é necessário estar na companhia de gente piedosa. É extremamente necessário que estejamos em boa companhia - que devamos estar na companhia de bons buscadores, aspirantes e pessoas cultas, porque têm vibrações positivas. Por isso, na presença de Baba, recebemos vibrações Divinas.


Muito bem! Como sei que recebo vibrações? Se recebo prasadam, sei porque posso comê-lo! (Risos) Como você sabe quando recebe as vibrações?


Você se transformará inconscientemente na presença de baba

Baba disse o seguinte: a prova do recebimento de vibrações é que você sai do seu vasanas ou maus hábitos. Você vai lentamente deixar esses velhos hábitos bestiais, as qualidades animais de egocentrismo e egoísmo. Você terá saído desse velho casulo do egoísmo. Você irá remover lentamente a capa de identificação com o corpo. Lentamente você vai sair de debaixo daquele cobertor de auto-centramento. Esse é o efeito das vibrações.

 
Eu já estou mal, mas se estou na companhia de uma colega mal e, então, sob o efeito de suas vibrações, tornar-me-ei pior. Enquanto que, na companhia de Baba, existe uma possibilidade de evolução, de ser transformado inconscientemente. Essa é a grandeza das vibrações Divinas.

 
Sri Ramakrishna Paramahamsa tocou a cabeça de Vivekananda e imediatamente ele teve uma experiência transcendental e tornou-se um santo. Quando Swami os olha, vocês são transportados para um outro mundo. Quando Swami lhes fala, vocês estão no topo do mundo. Quando você olha para Ele, você fica alegre. Ele não precisa falar com você, Ele não precisa tocar-lhe. Se você olhar para Ele, você começará a se transformar naturalmente. Estas são as vibrações Divinas.


Por favor, compreendam, meus amigos: Baba disse que um olhar é suficiente para produzir transformação. O silêncio do Mestre Divino é eloqüência, é uma mensagem. O silêncio do Mestre Divino produz incrível transformação. Swami pode estar sentado ali silenciosamente, mas a transformação tem lugar dentro de você sem que a perceba. Essa é a grandeza de um Mestre Divino.


Muito obrigado por estarem aqui. Vamos continuar na próxima semana. Deus os abençoe.

 
Na próxima semana, é o último domingo antes do Shivarathri. Portanto, no próximo domingo teremos literatura relativa a Shiva. Certamente, falarei com vocês sobre Shiva e tudo o que Baba tem dito sobre Shiva - o espírito de Shiva, a filosofia do Shivarathri e da observância ao festival do Shivarathri.

 

Espero e rogo vê-los no mesmo dia, no mesmo horário, na próxima semana. Deus os abençoe.

Sai Ram. (Aplausos)

             OM…OM…OM…

Asato Maa Sad Gamaya

Tamaso Maa Jyotir Gamaya

Mrtyormaa Amrtam Gamaya

 

 

Om

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Om Shanti Shanti Shanti

          Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!

       Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!

     Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!