“CELEBRAÇÃO DO NATAL”

21 de Dezembro de 2008

 

OM…OM…OM…

Sai Ram

Com Pranams aos Pés de Lótus de nosso mais amado Bhagavan,

 

Queridos Irmãos e Irmãs,

 

 

VOCÊS TÊM QUE NASCER NOVAMENTE PARA HERDAR O REINO DOS CÉUS

É bom encontrar com vocês depois de tanto tempo; o hiato foi devido a circunstâncias inevitáveis. Estou particularmente feliz por estar no meio de vocês nesta manhã agradável, especialmente agora, com a aproximação do Natal.

              
Tenho um fascínio especial pelas celebrações de Natal, pela simples razão de que sou produto de um colégio cristão e tenho estado ligado a ele por três décadas. Na verdade, devo a minha carreira à formação que recebi lá. Tive a sorte de ter professores ilustres, que foram altamente educados e muito conhecidos, que me inspiraram e guiaram. Minhas humildes saudações a minha alma mater, meus professores e o evangelho cristão – o legado e a herança da qual ainda estão comigo.

 
Nesta ocasião, gostaria de discutir alguns pontos sobre um aspecto muito importante do pensamento cristão. É dito na Bíblia Sagrada: "A pessoa deve nascer novamente para herdar o Reino dos Céus." O que significa dizer: "Você tem que nascer novamente para herdar o Reino dos Céus"?


Essa afirmação parece ser impossível. Vocês querem que eu morra agora? Nascer novamente não está em minhas mãos, de qualquer maneira! O que realmente quer dizer quando afirmam: "Se alguém não nascer novamente, não podem herdar o Reino dos Céus"? Gostaria de dizer algumas coisas relacionadas a este tema específico de nascer novamente.


OS ATRIBUTOS DE UMA CRIANÇA

Quando você nasce novamente, você se torna uma criança. A criança é conhecida por sua inocência, a criança é conhecida por brincadeira, a criança é conhecida pela alegria. Portanto, jocosidade, alegria, inocência, simplicidade, humildade e natureza sem ego são os atributos de uma criança. A criança não tem nenhum traço de ego, ela não sabe o que é ego. Ela é totalmente inocente.

 
Mas, quando uma criança cresce e torna-se um adulto, ele ou ela torna-se ou representa o que somos hoje. Passamos da inocência à ignorância. Como uma criança, éramos inocentes. Mas como um adulto, somos ignorantes. Como uma criança, ficamos sem ego; mas hoje, temos um ego conosco do tamanho do Himalaia. Enquanto crianças éramos animados - brincávamos o tempo todo, recolhendo pedras do mar ou do leito do rio, jogando, pegando borboletas, construindo pequenas cabanas, brincando na areia e pulando por toda parte. Mas todas as brincadeiras agora desapareceram. Nós reduzimos a vida à um jogo cruel. A brincadeira acabou.


Tal jogo é horrível - mas jogar é divertido. Um jogo está voltado para os negócios, enquanto o jogo for altruísta e alegre. Numa brincadeira, não há ganho ou perda, ao passo que num jogo um ganha ou perde. Não existe fraude, engano, hipnotismo ou inimizade na brincadeira, enquanto que num jogo, essas coisas dominam. Portanto, vamos nos questionar: "Será que realmente crescemos? Vale a pena”?


Crescemos. Mas o que crescemos? Crescemos o ego. Crescemos, mas no processo perdemos toda a simplicidade e humildade que estava conosco quando éramos criança. Crescemos com as informações recolhidas dos livros, o conhecimento e as informações acumuladas. A criança não está incomodada com as informações acumuladas. A criança não é incomodada com contas bancárias, muito menos com taxas de juros ou mercado de ações. Mas, como adultos, reduzimos a vida a um negócio, como um adulto, fizemos da vida um negócio. Portanto, podemos realmente dizer que crescemos?


Éramos tão felizes e alegres naquela época. Mas hoje, nossa alegria é condicional. No ato de brincar, a criança brinca com o resto das crianças e é alegre e feliz. Mas agora me sinto alegre quando os outros não estão. Fico feliz quando faço os outros infelizes! Portanto, a qualidade da minha felicidade e alegria agora é diferente. Naquela época, como uma criança, tudo era em conjunto – felicidade coletiva, pulando e sorrindo juntos. Mas hoje, não é assim.  


O ESTADO DA INOCÊNCIA INFANTIL

A criança sente-se feliz com as pequenas coisas: com algumas pequenas pedras, seixos, ou coletando conchas à beira-mar. As conchas e as pequenas pedras de cores diferentes fazem a criança feliz, pois cada pedra é um diamante para a criança. Mas e nós? Não nos sentimos satisfeitos com essas pedras. Não, não, não, não! Já transformamos o nosso coração em pedra dura, tão áspera e dura, que não precisamos de mais uma pedra! Portanto, essas pedras da natureza não nos seduzem. Queremos moedas e cédulas, metal e ouro, não meramente pedras! Então, meus amigos, como adultos estamos acostumados a vida não natural e artificial, ao passo que a criança vive num ambiente natural. A criança é natural, enquanto o adulto é artificial.

 

Então, se alguém não nascer novamente, não podem herdar o Reino dos Céus. O significado disso na Bíblia Sagrada, é que precisamos voltar para aqueles dias da infância, os dias de inocência, brincadeira, alegria, dança e sorrisos, o estado de total inocência e de amor incondicional. Todas essas qualidades de uma criança devem voltar para nós. Isso é o que significa infância.

 
É por isso que Cristo amou as crianças tanto assim. Cristo estava sempre rodeado por crianças, como Bhagavan Sri Sathya Sai Baba. Quando Bhagavan Sri Sathya Sai Baba é cercado por crianças da escola primária, Ele nem sequer olha para o presidente da Índia, que também pode estar presente. Isso porque ele encontra em cada criança, um Presidente potencial da Índia. (Risos) Em cada criança, ele encontra um Ministro de Relações Exteriores. Em cada criança, ele vê um santo. Portanto, Ele não está incomodado com o resto do mundo, a burocracia, as hierarquias, ou a riqueza de qualquer pessoa. Isto é porque quando Ele fala para as crianças, Ele fala para Si Mesmo. Quando Ele olha para as crianças, Ele vê a Si Mesmo. Elas refletem Sua beleza. Elas refletem Seu silêncio. Elas falam com a fragrância do Seu amor. É por isso que Swami adora a companhia das crianças.


Portanto, meus amigos, devemos voltar à infância. A ignorância é algo a ser condenado, enquanto a inocência é algo a ser acolhido. A ignorância é preconceituosa ou tendenciosa, enquanto a inocência é tão clara e neutra, imparcial e sem preconceitos.

 
Quando uma criança de uma família rica está com um filho de uma empregada, eles jogam juntos. A criança não se importa. Uma criança pode ser de uma família real e os outros de uma família de classe média, mas eles jogam juntos. Nós adultos não nos misturamos porque somos VIPs. (Risos) Uma pessoa que não pode conviver com todos - por favor, tire-a de perto de mim – tem algo psicologicamente errado com ela. Aquele que não pode sorrir para todos é a personificação do ego.


Quem não pode se comunicar com todos e restringe-se a um grupo restrito é um pária, ou intocável, enquanto que o Divino Mestre poderia misturar-se com qualquer grupo. Jesus andava na companhia de pastores, reis, sábios, ladrões e bandidos. Ele estava na companhia de crianças inocentes, bem como na companhia de senhoras inocentes, sem educação e analfabetas.


O AMOR É SACRIFÍCIO

Jesus o sábio, Jesus o Senhor, o Deus encarnado Jesus não tem distinção de casta, credo, dignidade ou qualquer falta de senso, porque o Amor sobre dois pés é Jesus Cristo. E hoje é a mesma coisa: o Amor sobre dois pés é Bhagavan Sri Sathya Sai Baba.


O amor em ação é Jesus. Colocamos amor num pedestal e falamos de amor em palanques, mas não há amor em ação. Mas o amor em ação encontra-se na vida de Jesus Cristo. Se queremos saber o que é amor, temos que seguir a vida de Jesus Cristo, porque o amor não é simplesmente um sentimento, uma expressão, um sentimento ou uma emoção. O amor é sacrifício.

 
A menos que me sacrifique, não posso amar a todos. O que é que devo sacrificar? Você não tem que sacrificar sua conta bancária ou sua roupa bonita, não precisa sacrificar sua bela casa, mansão ou edifício palaciano. Por puro amor, a única coisa que você tem que sacrificar é o seu ego.


ELIMINEM O EGO

Apenas um homem sem ego pode amar verdadeiramente. Quando o ego de alguém se vai, o amor se instala lá. Um homem de ego é demasiado ambicioso e cheio de desejos. Ele é cheio de ciúme, raiva e vingança. Mas quando o ego cede, a presença de Deus é sentida. A única maneira de acolher Deus em nossas vidas é pedir ao ego para sair, porque há lugar apenas para um no coração, e não dois! Como Baba diz: "O coração é um sofá de um lugar, não um sofá-cama." Assim, só um pode sentar-se lá.


Você quer que Deus esteja sentado no sofá de um lugar no seu coração, ou que o ego se sente lá? Para experimentar Deus, preciso pedir ao ego para sair. Essa é a única opção. Afinal, meus amigos, aconteça o que acontecer, seja qual for sua religião, seja qual for o caminho que vocês seguem, que mantras vocês podem cantar, independentemente do guru vocês podem correr atrás, que escrituras vocês lêem, o propósito de todos esses esforços podem ser resumidas numa frase: a eliminação do ego.


Nenhuma religião diz: "Venha, meu querido devoto! Seja egoísta". Nenhuma religião, nenhum grande homem ou verdadeiro Mestre diz que o ego é o único caminho para Deus. Portanto, como um devoto, como um buscador, como aspirante, o nosso dever é conduzir para fora e se livrar desse ego sujo.

 

A criança não tem nenhum traço de ego. Portanto, temos de nos tornar como uma criança, mas não infantil. Há uma diferença entre ser criança e ser infantil. Se um homem de sessenta anos continua jogando como um menino, ele é infantil. Então, não vamos ser infantis, mas seja como uma criança com toda a sua suavidade. O sorriso de uma criança é tão doce. Como um adulto, o sorriso é falso ou sarcástico, o riso é expectante, buscando um favor, buscando algo em troca. A criança simplesmente sorri sem motivo, sem esperar favor.


Como Baba diz: "Nenhuma razão para o Amor, nenhuma temporada para o Amor". . . isso é o amor de uma criança. Mas temos uma razão para o amor, porque esperamos que alguém nos corresponda. Temos uma razão para o amor - tempo para negócios. Mas a razão ou a época do ano não vai comprar-lhe o amor. O amor é algo além de tudo isso, é ilimitado, incondicional e abnegado.

 

O AMOR LIMITADO É GRUPISMO

Onde há amor, não pode haver ódio. Mas não posso dizer: "Amo meu grupo." Em que "grupo" você está? O que é um “grupo”? Você pode pertencer a um grupo, mas você não deve ter a sensação de um grupinho separado.


Grupinho é diferente de um grupo. Grupinho fará de você um escravo. Um grupo faz de você um membro de uma comunidade. Você pode dizer: "Pertenço a esse grupo da Nova Zelândia", mas você não deve dizer: "Somos um grupo dos Estados Unidos". Por que? Ter algo em comum faz de você um membro de um grupo, mas qualquer sentimento de grupinho desta associação, estreita você. Uma sensação de grupinho fará você odiar algum outro grupo. O grupinho irá contrariar e prejudicar; o grupinho divide e se diferencia. Portanto, meus amigos, o amor limitado é grupinho, o amor restrito é grupinho, o amor confinado é estreiteza.

 

O AMOR VERDADEIRO É PODER AMAR A TODOS

Então, o que é amor verdadeiro? O verdadeiro amor é ser capaz de amar a todos. Não posso dizer: "Amo o meu povo, meu lugar, meu país, pessoas que falam a minha língua." Horrível! Deveríamos sentir vergonha de dizer isso. Esse tipo de amor, é chamado chauvinismo regional, é morte. O amor que é difuso e universal é Divino. Aquele amor divino é a de uma criança.


O amor em ação refere-se a esse amor que é Divino e universal, sem qualquer ódio em nenhum momento. Então, como ser livre de ódio? Temos ódio por certas razões. Talvez odeie um homem porque ele me feriu. Odeio um homem porque ele me tem explorado. Odeio uma pessoa, porque ela estava profundamente envolvida em difamar o meu nome. Como posso amar os meus adversários? Então, os odeio.


Este sentimento é compreensível, e talvez até mesmo justificável. Mas quando podemos subir acima desta consideração e fazemos o que a Bíblia Sagrada diz: "Ame a teu próximo como a ti mesmo", podemos ser capazes do amor Divino. Se você recebe uma tapa na cara, esteja pronto para apresentar a outra face. Como Baba diz: "Dar e perdoar." O amor é o perdão.


Jesus amou aqueles que O perseguiram. Jesus amava a todos aqueles que O pregaram na Cruz. Ele amava a todos aqueles que cuspiram em seu rosto. Você pode imaginar esse tipo de amor? Não somos capazes de amar uma pessoa que não dizer: "Sai Ram" para nós. Não somos capazes de amar uma pessoa que não nos dá tratamento VIP. Não somos capazes de amar uma pessoa por motivos bobos. Mas Jesus pode orar pelo perdão de todos aqueles que O perseguiram! O que mais você quer?


AMOR INCONDICIONAL

Portanto, meus amigos, se queremos que o amor esteja sempre lá, se queremos amar da melhor forma, se queremos amar a nossa própria vida, tem que ser incondicional, desinteressado e perdoador. No perdão reside o amor.

 

Então, o amor tem um outro lado da moeda que é o dar. Se há uma pessoa que está tremendo de frio, preciso dar-lhe cobertores. Quando há uma pessoa que está com fome e que não comeu nos últimos dias, preciso alimentá-la. Se uma pessoa está gravemente doente, preciso servi-la. Estes são os sinais do amor. Isso é o que Jesus diz na Bíblia Sagrada: "Se você não me alimentou quando estava com fome, se você não me visitou quando estava doente, se você não me deu uma roupa quando estava nu, então não tem Me amado".


Portanto, a quem quer que sirva é serviço a Deus. Isso é puro amor; esse é o Amor Divino, sem vestígios de qualquer ódio. Óleo e água não podem ser misturados, não importa o método que você utilize. Da mesma forma, o amor e o ódio não pode estar juntos. A água é amor, o óleo é o ódio. Eles jamais podem se misturar. A luz e escuridão jamais podem ser misturadas. Onde há luz, não há trevas. Da mesma forma, onde há amor, não há trevas.

O CORAÇÃO É O CENTRO DO AMOR

Outro ponto, meus amigos, é este: temos alguns instrumentos que nos foram dados por Deus. Temos o nosso belo corpo, nosso próprio corpo bonito (de acordo com nossa própria e humilde estimativa, particularmente quando ficamos em pé na frente do espelho!) Mas o ponto é, o que existe no corpo humano que é o instrumento mais poderoso para o caminho do amor? É o coração! O coração é o centro do amor.


Mas funcionamos com a nossa mente. Quando a mente é o centro do nosso amor, torna-se muito feio, muito poluído e cheio de estupidez absoluta, astuto, enganador e trapaceiro - vocês podem adicionar mais a esta lista que é interminável. Nunca deveríamos funcionar ao nível da cabeça porque a cabeça também barganha. A cabeça acredita no sistema de troca: Se eu lhe amar, quanto você me amará? Quando lhe dou isto, quanto você vai me dar em troca? Quando lhe perdôo, você deve sempre me perdoar! Esta é a situação patética do amor da mente!


Meus amigos, o amor opera a partir do centro do coração. O coração não conhece negócios. O coração jamais vai negociar. O coração realmente se derrete ao ver o sofrimento, com a visão da miséria de nossos semelhantes. O coração se deleita com a visão da natureza. Suponha que diga: "Vá e veja aquelas belas montanhas", o coração diz: "Deixe-me ir." Mas a mente diz: "O que você ganha indo lá?" O coração diz: "Há uma música melodiosa e bonita, então me deixe ir lá. "Mas a mente diz:" O que você ganha indo lá”?


Então, esse tipo de expectativa: "O que você ganha com isso?" É a natureza da mente. É culta, é externa, é material, pravritthi. Mas o coração é interior, cheio de virtudes, cheio de valores, absolutamente cheio de convicção. A mente representa conveniência, enquanto o coração simboliza a convicção. Portanto, o coração é o centro do amor, de onde temos de operar.


O AMOR ESTÁ ALÉM DOS CINCO SENTIDOS

Outro ponto sobre o corpo é este: Para tomar uma decisão, tenho que ver a cena antes de avaliar se ela é bonita; para julgar se é boa música, tenho que ouvir essa canção; para dizer que o cheiro é bom, devo cheirar com meu nariz. Preciso desses sentidos do tato, audição, olfato, paladar ou da visão para fazer um julgamento. Assim, os cinco sentidos, os cinco elementos, estes são os instrumentos de meu corpo que me ajudam a decidir. Depois de usar os meus sentidos, então posso julgar e dizer que algo é belo, é algo melodioso, que é macio, que é doce, que é quente, que é amargo. Mas o amor? Vamos lá, alguém pode explicar o que é o amor? Se alguém conhece o amor verdadeiro, ele nunca pode expressá-lo. Se ele tenta expressar ou descrever o amor, isso significa que ele não sabe como soletrar amor - porque o amor está além da expressão. O amor não tem expressão; não deixa senão uma impressão. Na verdade, sem amor, há depressão! (Risos) Por isso, meus amigos, o amor que é verdadeiro, amor que é Divino, não pode ser expresso ou decidido por esses sentidos da visão, da audição ou do tato.


O AMOR FALA COM A LINGUAGEM DO SILÊNCIO

O amor não pode ser descrito em palavras. Posso descrever tudo em palavras, mas não o amor, porque o amor não tem linguagem. O amor pode ser comunicado apenas pela linguagem do silêncio. O silêncio é a linguagem real do amor, o silêncio é a eloqüência no mundo do amor.


A minha declaração parece ser contraditória: como o silêncio pode ser a linguagem do amor? Quando Baba senta na cadeira no auditório, sem falar, por que você está feliz? Swami está sentado lá. Ele não está falando com você, então por que está feliz? Isso é romance Divino. O amor em silêncio que se dá pela Sua mera presença Divina, pelo Seu gesto Divino, é uma expressão. Cada movimento é uma expressão. O sorriso é uma expressão. O olhar é uma expressão. Olhares, sorrisos, gestos são eloqüentes quando estamos em silêncio.


Quando a gente continua falando, essas coisas são afogadas. As palavras tornam-se mais importante; o vocabulário se torna mais importante. O dicionário se torna mais importante, a erudição e as questões se tornam mais importantes; mas não há nenhum significado real interior. Isto é algo semelhante a um pacote bonito que é vazio por dentro. A embalagem é bonita, mas não contém nada.

 

Às vezes, nos casamentos, as pessoas trazem enormes pacotes para a cerimônia. O purohit (padre) começa a desempacotar, retira papel após papel e, finalmente, ele chega a nada! Esta é a qualidade de um erudito, esta é a qualidade de um pundit - de um homem de palavras que é muito particular sobre a sua expressão, seu estilo de falar.


É por isso que o amor pensou: "É melhor que não esteja na sua boca!" O amor decidiu: "É melhor não estar na sua mente!" É por isso que a linguagem do amor é o silêncio. Quando uma criança sorrir no berço, qual é a sua linguagem? Quando uma criança sorrir num pátio, que linguagem está falando? É a linguagem do silêncio, do amor.


Assim, o amor fala a linguagem do silêncio. O amor é uma atitude. O amor é uma atitude, porque o amor controla seus pensamentos e controla suas ações. O amor controla todos os seus relacionamentos, porque o amor é o condutor. Quando o amor é o condutor, você será naturalmente cheio de amor. Você vai estar amando, e sua vida será repleta de beleza. Tal vida - uma vida de beleza - é possível em silêncio.

 

Isso é possível no homem de sentimento e não no homem pensante. O pensamento e o sentimento são diferentes. Dizemos que alguém é um homem profundo quando pode pensar o bem. A maioria das pessoas, os pensadores profundos, pensam, pensam e pensam, e se tornam de renome como um cientista. Mas eles podem acabar com suas vidas num hospital psiquiátrico! Pensar demais é perigoso. Portanto, meus amigos, vamos cultivar essa linguagem do silêncio, principalmente no que diz respeito ao amor.

 

ALBERT SCHWEITZER - "AMOR EM AÇÃO

Você deve ter ouvido falar de um grande homem chamado Albert Schweitzer, um homem de serviço, um médico muito conhecido, que passava o tempo nas selvas africanas servindo os pobres e os necessitados. Alguém perguntou a Albert Schweitzer: "Oh doutor, antes o senhor era o diretor de uma faculdade e conhecido como um professor de renome. Por que agora escolheu ser um médico?" A resposta de Schweitzer foi simples: "Como médico, posso agir sem falar. Como médico, posso fazer o serviço sem falar. Posso falar menos e trabalhar mais. Eu não falo; no lugar disso posso servir sempre como um médico". Esse é o melhor exemplo de amor em ação, como demonstrado em sua vida.


O DOM DA ÁSIA PARA O UNIVERSO

Ao olhar a vida de Jesus, posso encontrar uma outra dimensão. Todas as máquinas que temos são os produtos do Ocidente. A ciência e a tecnologia que adotamos é um dom do ocidente - modernos computadores, artefatos diversos, ciência e tecnologia, seja no campo da agricultura ou medicina - tudo isso é por causa do Ocidente. Tiremos o chapéu para eles que fizeram da nossa vida um paraíso, uma vida de conveniências e de conforto! Mas, uma vida de eternidade, uma vida de imortalidade, uma vida sem mácula, sem mancha, uma vida de beleza, grandeza e esplendor, é um dom do Oriente, sob a forma de Jesus Cristo, para todo o mundo. A filosofia oriental é muito representada na vida de Jesus Cristo. É um dom da Ásia - Jesus é um dom da Ásia para todo o universo.


Também gostaria de compartilhar com vocês um outro ponto: Jesus é conhecido por Suas parábolas, Suas belas histórias. Se alguém pode comunicar a Verdade e doutrinas religiosas complicadas da forma mais simples através de histórias e parábolas, esse foi Jesus, e Sathya Sai Baba agora! (Aplausos) Todas as histórias e parábolas de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba comunicam as verdades profundas da vida, como foi o caso durante a vida e a missão de Jesus Cristo.

 

Essas histórias não são complicadas; eles não precisam de uma aprendizagem, em particular de um idioma ou erudição. Elas são tão simples e interessantes, pois representam a qualidade de uma criança. Se eu contar uma história ao meu filho, em sânscrito, a criança vai fechar minha boca ou começar a chorar! Eu deveria tornar a história interessante para que a criança vá ouvir com extrema atenção e compreenda o que é falado. Da mesma forma, meus amigos, a qualidade de uma criança é se comunicar de uma forma fácil, de uma maneira compreensível e bem-humorada - da mesma forma que Jesus se comunicava.


NÃO JULGUEM OS OUTROS

Então, novamente como crianças, seguimos as orientações de nossos pais. Claro que fazer isso agora também, embora não temos certeza se os nossos filhos farão! Se alguém diz: "Estou seguro de meu filho", tiro o chapéu para ele. Enfim, no nosso tempo, nós simplesmente fazíamos o que nossos pais nos diziam para fazer. Hoje, a criança pergunta "Por que?" Naquela época, nunca perguntei, "Por quê?" Ou "Por que não?"


Se dissermos a uma criança: "Sr.Anil Kumar veio aqui! Diga 'Sai Ram' e faça Namaskar", a criança imediatamente fazia. Por outro lado, se dizemos a mesma coisa a um estudante de faculdade, ele dirá: "Tenho visto milhares de Anil Kumars. O que há de especial nele? Ele é um homem rico, um Bill Gates ou Manmohan Singh? Não, ele não é! O que me importa!" (Risos) Mas a criança não pensa assim, ela imediatamente faz o que se diz para fazer.


Basta olhar para a vida de Jesus Cristo. Na Última Ceia, que foi a última refeição que ele teve na companhia dos discípulos, Ele serviu. Ele não tinha ninguém para servi-Lo, Ele não disse: "Venha, seva dal! Me sirva a comida. "Não! Ele serviu a Sua própria comida. Ele lavou os pés de Seus discípulos, e Ele os serviu. Que simplicidade Ele personificava! Que exemplo de austeridade, humildade e simplicidade! O que poderia ser mais do que isso? Essa é a vida de Jesus Cristo. Ele nunca julgou a qualidade ou a qualificação dos Seus discípulos. Ele simplesmente lavou os pés de cada discípulo na Última Ceia.


Essa é a qualidade de um filho: "Não julgueis, para que não sejais julgados." Mas nós julgamos: "Ele merece minha saudação 'Sai Ram' ou não? Ele é elegível para o meu namaskar ou não? "Se julgar assim, você é o único que é o mais inelegível! Portanto, meus amigos, aqui está Jesus lavando os pés dos Seus discípulos, Ele sendo o Senhor encarnado, o homem mais respeitado, com milhares e milhares de seguidores, lavando os pés dos Seus discípulos! Ele era tão simples, tão humilde.

 

O AMOR É ETERNO E CONTINUO

Lembro muito bem algum tempo atrás, quando Bhagavan levou um par de chappals (sandálias) para uma senhora idosa em Kodaikanal que tinha acabado de chegar de Bombaim as 19 horas,  numa noite fria, muito fria. Bhagavan veio e viu essa senhora, trazendo um par de chappals para ela. Ele disse: "Venha! Calce-as. Está frio lá fora. "Então Ele trouxe um prato de comida para ela, e disse:" Venha, coma". Esse é Bhagavan Sri Sathya Sai Baba.

 

Assim era Jesus Cristo, e assim é Sathya Sai Baba agora: o amor era, o amor é e o amor será. O amor é um valor eterno. O amor é uma virtude. O amor não tem começo nem fim. Os indivíduos podem ou não ter o amor. Vocês podem amar um dia e não no outro, mas o Amor Divino é permanente. É eterno e contínuo. Isso é o que realmente me espanta!


A VIDA DE JESUS CRISTO É UMA VITÓRIA

A vida de Jesus é uma vitória. Vocês podem perguntar: "Se a vida de Jesus é uma vitória, por que Ele não impediu a sua crucificação? Por que Ele não deteve aqueles que O colocaram na Cruz? Por quê?" Do ponto de vista humano, parece como uma derrota. Mas o sucesso reside nesta aparente derrota.


É um sucesso porque a visão de Jesus pregado na cruz, sangrando muito, fala de Seu sacrifício. Fala de Sua grandeza e paciência. Fala do controle sobre Suas emoções, de Sua devoção. Fala de Seu respeito por Deus. Fala de Seu amor e fé no Pai Celestial. Estes são os valores que podemos encontrar manifestados na vida de Jesus.


Então, o que é uma derrota em todo o mundo é uma vitória no Reino dos Céus. O mundo inteiro pode dizer que você é um derrotado. Mas, se vocês são triunfantes no reino espiritual? Pode ser que sofram perdas neste mundo, mas isso pode fazê-los ganhar bênçãos ilimitadas no Reino dos Céus.


Isso é o que encontramos na vida de Jesus Cristo, porque (como é dito na Bíblia): "Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão o Reino dos Céus." O próprio Jesus era suficientemente manso, portanto Ele pode tornar-se o Senhor dos Céus. Ele pode se tornar o Filho unigênito de Deus. Quando você é Divino - quando a sua visão e compreensão, conversação e relacionamento - quando tudo isto são transformados, então depois disso, a vida Divina é diferente da vida mundana normal.


ASSIM COMO FOR O CONTEÚDO, ASSIM SERÁ O QUE FLUI

A vida humana mundana é diferente da vida espiritual: prema rasa (o sumo do amor) - isso é como Baba o denomina. Quando um recipiente está cheio de buracos contém payasam (um prato doce feito de arroz) ou xarope ou suco doce, você verá apenas o suco doce que sai dos buracos, certo? Quando o pote contém suco doce, você não verá o suco amargo saindo. Da mesma forma, como for o conteúdo, assim será o que flui do recipiente. Quando a taça do nosso coração está cheia de amor, as nossas palavras são de amor, nossas ações serão amorosas, nossos pensamentos estarão cheios de amor, e nossa atitude é amar.


Vejamos um exemplo simples: um cachorro morto estava deitado na rua. Alguém veio e disse: "Horrível! Estas pessoas deveriam ter removido o cadáver". Outro veio e disse com desgosto total: "Está com mau cheiro aqui. Não sei por que as pessoas não estão preocupadas com isso”. Outra pessoa chegou e disse: "Quanto tempo esse animal morto vai ficar na rua?" Nesse momento, o Senhor Jesus Cristo estava passando na margem da estrada. O que Ele disse? "Vejam os belos dentes do cachorro morto - como eles são brilhantes e reluzentes!" Os dentes do cão morto, como são brancos e brilhantes! Assim, Ele poderia ver a beleza na feiúra, ele podia ver a fragrância da decomposição. Ele poderia ver a vida na morte. Esse é Jesus Cristo.


Portanto, meus amigos, esta atitude deve dar-nos uma mensagem sobre nossas atitudes. Se alguém fala mal de outro, Bhagavan nunca aprecia isso. Se você diz que alguém é um bom homem, então Bhagavan lhe ama. Se você disser que ele é um homem de serviço, Ele gosta de você. Assim: "Seja bom, faça o bem, veja o bem". Quando há boas qualidades em você, você vai ver o bem e irá naturalmente fazer o bem.  


Meus amigos, assim como Jesus podia ver somente o bem em tudo, assim também é a atitude de uma criança. Como uma atitude de uma criança é que tudo é bom, assim ele gosta de recolher qualquer coisa de todos os lugares, e não é seletiva. Às vezes, você vai encontrar uma criança fazendo certas coisas que nós adultos não gostamos, mas é porque a criança não tem esse tipo de atitude de julgamento. E essa é a atitude amorosa que encontramos na vida de Jesus Cristo.


A INTUIÇÃO DE UMA CRIANÇA

Também quero dar outro exemplo: Nicodemos era um seguidor de Jesus Cristo, um homem de fé no cristianismo. Ele era um discípulo de Jesus Cristo, mas não tinha coragem de declarar que Cristo era o Senhor. Ele sabia que Cristo era o Senhor, ele tinha experimentado que Ele era o Senhor, mas ele nunca declarou. Por quê? Nicodemos conhecia somente livros texto e tinha só um conhecimento acadêmico. Ele estava familiarizado com as escrituras, mas não teve a intuição de uma criança.

 
Qual é a intuição de uma criança? Se uma criança não gosta de você, ele diz abertamente: "Oh! Eu não gosto de você". Muitas pessoas dizem: "Eu te amo", mas sabemos que não é assim! (Risos) Mas a intuição de uma criança não é assim. Se ela não gosta de você, ela vai evitá-lo. A intuição da criança é natural, perfumada, não poluída, vibrante e radiante. À medida que crescemos ou avançamos na idade, perdemos a intuição de uma criança. Nicodemos foi um dos que perderam toda a intuição de uma criança e, portanto, não tinha coragem de declarar que Cristo era o Senhor.


A ERA DOURADA

Encontramos também uma outra frase que muitas vezes aparece na Bíblia Sagrada: "O Reino dos Céus". Sim, o que é o Reino dos Céus? Baba fala da Era Dourada, Swarna Yuga. O que é isso? Quando é que a Era Dourada vai surgir? Onde está o Reino dos Céus?

 
Neil Armstrong (astronauta americano) não o encontrou em nenhum lugar na lua. A tecnologia espacial também não descobriu. Aryabhatta, um matemático e astrônomo indiano, não o encontrou. Os lançamentos do foguete Sriharikota também não o revelaram. Onde ele está? Meus amigos, o Reino dos Céus falado por Bhagavan como a Era Dourada é na verdade o 'Reino' em seus corações.


O Reino do Céu ou o paraíso ou a Era Dourada, todos estes não são uma hipótese. Eles se referem ao reino de seu coração, que já existe. Temos que ter a consciência de que temos que redescobrir a nossa verdadeira identidade. Temos estado perdidos na falsidade; partindo da falsidade e da ignorância, temos que tomar consciência da realidade. A realidade é que nós pertencemos ao Reino do Céu, que é o coração. . . o coração dos valores humanos.


A Bíblia Sagrada diz que quando você entende os valores do Reino dos Céus, e está contente com o Reino dos Céus, então está voltado para o seu interior. Você vai ver o reino do coração quando se voltar para dentro, no entanto você experimenta a tirania da mente quando olha para o exterior. O Reino dos Céus chega até você através da experiência e da meditação. A meditação é o processo para chegar lá, a meditação é a técnica para seguir na Era Dourada.


A Bíblia Sagrada diz claramente que, quando você conhece o Reino dos Céus, você vai vender todas as suas propriedades, porque o Reino dos Céus vale a pena. Toda a riqueza que você tem não é senão uma moeda de um centavo em relação a ele. Jesus Cristo diz que este reino tem toda a riqueza do mundo.


Agora, qual é a característica do Reino dos Céus? Como é a vida lá no Reino dos Céus, e o que é a Era Dourada? Não haverá morte lá? As pessoas continuarão sendo jovens? Sonhamos com Swarga Loka, o céu, onde as pessoas continuam a ser eternamente jovens. Como podem ser eternamente jovens? Em Vaikunta (a morada do Senhor Vishnu, a terra da felicidade eterna), eles dizem que as pessoas nunca ficam velhas. Impossível!


Desde que não quero ser velho, portanto imagino que Vaikunta não tem idade. Também é dito que amritha (o néctar da imortalidade) está disponível gratuitamente em Vaikunta. Bebidas de Amritha estão disponíveis em lojas aqui também! (Risos) Dizemos que no céu, podemos ver as mais belas dançarinas celestiais, Ramba, Tilothama e Urvashi. Bem, temos casinos e Holiday Inns aqui, mais não temos que morrer e ir para o céu para ver belas mulheres! E talvez as mulheres aqui são mais jovens do que as senhoras celestial que devem ter milhares e milhares de anos até agora! (Risos) Por isso, meus amigos, a eterna juventude, amritha, mulheres celestiais, tudo isso é apenas nossa imaginação. É a nossa imaginação, porque tudo o que não podemos conseguir aqui, pensamos que podemos conseguir lá após a morte, num mundo imaginário que criamos.

 

Portanto, meus amigos, a Era Dourada ou o Reino dos Céus implica a existência de vida na morte. A vida na morte significa que, embora a morte possa ser a retirada do meu corpo, enquanto que a morte pode ser o fim da jornada desta vida, ainda assim sou eterno. Meu corpo nasceu, meu corpo está vivo, e meu corpo vai ter que morrer. Mas eu fui, eu sou e vou continuar a ser. Este eu-ismo, a alma, o Atma, a consciência, são eternos. Essa é a vida na morte. Esse é o Reino dos Céus ou a Era Dourada.


A CARACTERISTICA DA ERA DOURADA

Qual é a qualidade da Era Dourada? Não é a qualidade de renúncia ou tyaga, vairagya ou desapego. Desistindo do apego, isso é a qualidade do Reino dos Céus ou da Era Dourada.


Meus amigos, esses são os pontos dito por Guru Nanak, o fundador do Sikhismo e o primeiro dos dez gurus dos Sikhs. Estas são as coisas ditas por Jesus Cristo, e estes são os mesmos pontos de vista de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba também. Todos os seus pontos de vista são os mesmos, porque a verdade é uma só, Ekam Sath. Os estudiosos podem descrever esta verdade em estilos diferentes, de modo a ser compreendido por pessoas de era em era, mas a essência é a mesma.

 
Outro ponto sobre o Reino dos Céus ou a Era Dourada é auto-anulação. "Auto-anulação? O que você quer dizer com isso?" Nunca realmente ouvimos esta expressão porque não é exibida em nosso estilo de vida atual. As pessoas vêm e dizem: "Tenho feito isso, sou isto, sou aquilo" - o "eu" ego continua sempre.

 
Uma vez que o eu-ismo é cortado e o ego se vai, uma vez que se renuncia a propriedade, uma vez que acabe a autoria - isto é chamado de auto-anulação. Auto-anulação significa: "Afinal de contas, o que sou eu? Um grão de areia, apenas uma gota no oceano." Esta é a verdadeira renúncia - não reivindicar, não ter um sentimento de autoria ou propriedade. Assim, auto-anulação é a característica do Reino dos Céus.


As pessoas que pertencem ao Reino dos Céus estão conscientes, enquanto outros estão dormindo. Diz-se no Bhagavad Gita (escritura indiana famosa, também conhecida como "A Canção de Deus") que os sábios e videntes estão despertos, enquanto que outros estão dormindo. Quer dizer que os santos são como vigias acordados durante a noite, enquanto outros dormem? Não é isso. Estar acordado é estar consciente. Estar atento é estar vigilante. Estar desperto é está alerta. Assim, os santos são homens de visão que estão despertos, enquanto outros estão em sono profundo ou dormem continuamente. Fui claro? Essa é a qualidade do Reino dos Céus.


Aqui está outra qualidade dos que estão no Reino dos Céus. Suponha que eu vá a sua casa, e a elogie como uma grande dama, enquanto você está dormindo. Você não vai ouvir isso, porque está dormindo. Ou, se digo-lhe que é estúpida, você não vai ouvir isso também, porque está dormindo. Se você está acordada e Eu a louvo, você certamente vai me dar uma xícara de café. Mas quando você está dormindo, você não vai reagir. Da mesma forma, o Reino dos Céus pertence aos que estão dormindo para o louvor e a critica; pertence às pessoas que não reagem frente ao elogio e a critica. Elas são igualmente indiferentes, não-reativas, insensíveis ao louvor e à culpa. Este é o Reino dos Céus ou a Era Dourada.


Não apenas isso, um homem do Reino dos Céus está sempre em comunhão com Deus. Um homem da terra está em comunicação com todos. Encontramos algumas pessoas que anotam os endereços e números de telefone de todo mundo. Eles são como um agente de relações públicas, que conhece a arte da comunicação, a fim de fazer uso das pessoas. Não, não, não! Um homem da Era Dourada, um homem do Reino dos Céus nunca faz isso. Ao contrário, ele comunga com Deus em silêncio, se volta para o interior, consciente das vibrações, e em seguida cai em meditação, como fez Jesus.

 

Um homem do Reino dos Céus está sempre feliz. Não importa o que aconteça a ele ou ao seu redor, ele está sempre feliz. Por que? Porque ele gosta de sua própria música interior. A vida é música. A vida é uma canção, então a cante. Há uma canção celestial acontecendo no interior, com um ritmo, compasso e uma melodia forte. Vamos ouvir essa música da alma, não a música do corpo. A música da alma é mais doce do que uma canção de ninar. A música da alma tem uma qualidade melódica, é melodiosa no Reino dos Céus. Assim, a vemos na vida de Jesus Cristo.


DEIXE-NOS AMAR A NÓS MESMOS

Sejam uma criança, sejam pequenos, sejam desconhecidos. Sim, seja desconhecido! Vamos entender cada fracasso, cada fraqueza, cada queda que sofremos. Não vamos condená-las. Há pessoas que dizem: "Tenho três fraquezas." Se você sabe que é uma fraqueza, por que dar-lhe publicidade? Outra diz que ele é um fracasso. Por que você deve me dizer? Não é necessário dizer.

 

Vamos engolir e esquecer nossas fraquezas ou quedas. Vocês não são julgados por suas fraquezas, nem são julgados por seus fracassos - vocês são julgados por seu sucesso. Pontos são dados para as respostas certas. Não cobramos os pontos de suas respostas erradas. Notas são dadas pelos acertos, e não pelas respostas erradas. Então, vocês serão julgados por sua retidão, vocês têm que ser julgados por sua conduta correta e suas virtudes, e não por outras coisas.

 

Meus amigos, com a aproximação do Natal, enterremos o passado. Vamos queimar o passado, e vamos esquecer o passado. Vamos viver o presente. Vamos amar a nós mesmos. Vamos aceitar a nós mesmos em primeiro lugar. Temos aceitado a nós mesmos? Não. Quando digo que você é um grande homem, isso significa que sou um homem horrível? Quando digo que você é um homem espiritual, isso significa que não sou espiritual? Por que essa comparação? Existe uma balança para decidir a quantidade de espiritualidade, ou um termômetro que decide a presença do amor e da sua intensidade? O que é toda esta insensatez?

 

Portanto, meus amigos, deixem-me amar a mim mesmo em primeiro lugar. Permitam-me que me respeitem como sou. Você pode dizer: "Amo a mim mesmo sempre que. . . " Não serve de nada! Sou o que sou com todos os meus pontos positivos e negativos, com todas as minhas fortalezas e fraquezas, sou o que sou.


Este é um sentimento que tem de ser desenvolvido, uma atitude que deve ser cultivada, pois a autonegação, o auto-repudio ou a auto-condenação são ruins. Estes são tão maus quanto o auto-elogio. Se continuo a gabar-me, é mau. Se continuo a condenar-me, é muito pior. Então evitem a auto-negação ou a auto-condenação. No entanto, não deixe que haja auto-elogio também!


É também evidente que nós vamos realmente desfrutar de um Natal bonito por ser sem ego. Dançaremos nesta época de Natal, quando aprendemos a compartilhar e cuidar. Este Natal vai trazer sorrisos e alegria aos nossos rostos se realmente servimos os outros. Ao servir, é Natal. Alegria é Natal, contentamento é Natal, e a música é Natal. Que o Natal permaneça em nós para sempre! Jai Ram Sai! (Aplausos)


Professor Anil Kumar terminou seu discurso com o Bhajan, "Jai Jai Giridhari Prabhu Natawara Nandalala".

 
Muito obrigado. Desejo a todos um Feliz e Santo Natal e Ano Novo. Sai Ram!

 

OM…OM…OM…

 

Asato Maa Sad Gamaya

Tamaso Maa Jyotir Gamaya

Mrtyormaa Amrtam Gamaya

 

Samastha Loka Sukhino Bhavantu

Samastha Loka Sukhino Bhavantu

Samastha Loka Sukhino Bhavantu

 

Om Shanti Shanti Shanti

 

Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!

Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!

Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!