10 de agosto de 2008
“A Realidade”
(Parte 2)
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,
Na semana passada, iniciamos uma série de palestras sobre o tema: "A Realidade". Este é a segunda desta série. Para aqueles que não estavam aqui na última vez, vou resumir o que falamos na semana passada.
Conversamos sobre alguns aspectos importantes relacionados com o princípio
fundamental da consciência, ou espírito ou alma. Estamos tentando
experimentar e aprender mais sobre essa Realidade e, ao fazê-lo,
estamos também tentando compreender os obstáculos
e outros fatores no nosso caminho. Estes são os aspectos que falamos no
domingo passado, quando iniciamos esta série de palestras. Hoje gostaria de
continuar no mesmo comprimento de onda.
OS Upanishads
Os Upanishads falam de vários aspectos. Alguns dos aspectos referem-se ao nascimento do homem e outros se relacionam à vida do homem na terra. Certos aspectos são sobre a vida depois da morte, embora outros se refiram ao renascimento, várias dimensões do campo da ação e as profundezas da sabedoria. Mas um ponto deve estar muito claro para todos nós. É o seguinte: todos estes são apenas indicadores para aprender esta Realidade, mais do que para experimentá-la e realizá-la. Estes são somente indicadores.
Para dar-lhes um exemplo, foi Bhagavan Baba quem
disse que as mães alimentam seus filhos enquanto lhes contam histórias. As
mães sabem que a criança não come facilmente a sua comida. Então a mãe
continua contando algumas histórias, enquanto carrega a criança em seus
braços. Ela irá apontar a lua: "Existe a lua, existe a lua"!
A criança pergunta onde está a lua. A mãe diz, apontando seu dedo para a lua
e a árvore que se interpõe: "Veja, veja! Entre esses dois ramos, existe
algum espaço. Olha lá! Ali está a lua".
Você acha que a lua está ali? Não! A mãe só está mostrando a direção da lua.
É apenas uma indicação onde a lua está. No entanto, a lua não está
exatamente no final de seu dedo! Fui claro?
"Existe a lua"! Não significa que a lua está mesmo na ponta do seu dedo.
Não! Ela só está mostrando o caminho, dando apenas uma indicação. Portanto,
meus amigos, a literatura Upanishádica
apenas nos dá uma indicação da Realidade, uma espécie de orientação para a
Realidade. Não é a Realidade em si. Ela mostra somente a direção, isso é
tudo.
Em seguida, alguém pode começar a me perguntar quando começa a ver a
Realidade, quando alguém começa a perceber a Realidade, qual é o próximo
passo? O próximo passo é: Nenhum aprendizado adicional é preciso. Não são
mais necessárias outras indicações.
Um exemplo simples: Quando Neil Armstrong desceu na lua, você não precisou
mais lhe dizer que existia uma lua. Se o tivesse feito, ele diria: "Bem,
estou na lua, estou na lua! Você não precisa mais me dizer onde está a lua
porque já viajei até ela. Você não tem que descrever a lua. Você não tem que
me definir a lua ou contar as histórias da lua, porque estou na lua"! Então
meus amigos, realizem.
De forma similar, uma vez que experimentemos a Realidade, os
Upanishads, suas leituras, seus
conhecimentos cairão por si mesmos. Não precisamos de mais nenhuma
aprendizagem; não precisamos de mais aquisição de conhecimentos ou
informação. Esse é o primeiro ponto.
A realidade é A únicA-sem-UMA-segundA
Estaremos tomando um Upanishad após outro, a fim de descobrir a essência de todos eles. A essência é esta: a Realidade é uma, e essa Realidade é única. Essa realidade é Uma-sem-uma-segunda. Isto significa que existe apenas a Realidade, nada mais!
Nada mais! Não há nada como um indivíduo, não há nada como o cosmos, não há nada como o mundo. Nada em absoluto! É apenas uma Realidade. Você pode chamar isso de nomes diferentes para fins utilitários ou pessoais, já que até certo ponto nos movemos sozinhos. Mas a essência da literatura Upanishádica fala da presença de uma Realidade, Uma-sem-uma-segunda.
Upanishads são compassivoS e amorosoS
Os Upanishads são tão compassivos, tão amorosos, sua abordagem é totalmente diferente (talvez tenhamos alguma coisa a aprender com eles). Os Upanishads começam a falar como se eles concordassem com as nossas opiniões; eles parecem totalmente em acordo com os nossos pontos de vista, ou assim acreditamos. Sentimo-nos muito felizes. Mas então, lentamente, eles o levam na direção oposta, provando que o seu ponto de vista está equivocado, que a Realidade é algo completamente diferente da sua compreensão.
Então, eles começam concordando com você, mas lentamente discordam,
levando-o para a Realidade - uma maneira muito agradável de lavagem
cerebral. Por que é que eles o fazem desta maneira? Porque, se você ficar
repetindo: "Esta é a Realidade"! Ninguém vai lhe ouvir, porque o meu
conceito ou ideia de Realidade é diferente da
sua. Então, agora vou colocá-lo diretamente: Qual é a nossa
ideia de Realidade?
nossa ideia é Dualidade
A dualidade é a nossa ideia - Deus e o Universo. Portanto, enquanto os Upanishads continuam falando de dualidade, nos sentimos muito, muito felizes. Mas, de repente, ele nos chama de estúpidos! Não existe a dualidade; a não dualidade é o correto. Os Upanishads vão finalmente levá-lo até essa Verdade eterna da não dualidade. Por isso, os Upanishads viajam de um ponto de vista, da dualidade em que vivemos, que entendemos, que experimentamos - para o estado da não dualidade.
Então surge uma dúvida: "Por que isto deveria acontecer? Como isso
aconteceu"? É uma coisa simples. Se você quer convencer alguém, em primeiro
lugar você concorda com ele. Diz: "Sim, você está certo”!
Arreh! Arreh!
Que observação é esta! Lentamente, provem que o colega está totalmente
errado. Vagarosamente! Se você diz na cara dele que ele está errado, ele vai
se afastar de você e tratá-lo como o inimigo mais próximo. Em vez disso,
digam:"Senhor, o tempo está muito ruim."
"Sim, sim, sim! Perfeitamente correto! O Tempo está ruim".
"Não esperava que o tempo ficasse assim."
"Sim, sim, sim! Você está correto”!
Então ele chega para mais perto de você. "Você sabe, não tem chovido nos
últimos dias e as pessoas estavam rezando por chuvas. Os agricultores, os
fazendeiros estavam orando por chuvas devido o verão ter sido muito quente.
Por isso, creio que vieram brisas frescas e chuvas".
Esse companheiro, então, lhe disse: "Ah, ah, você está certo!" (Risos)
No começo, ele vai lhe dizer que o tempo está ruim. Continua com ele e diz
que está ruim. Diz: "Sim, sim." E em seguida, leve-o junto com você para
provar que esse tipo de clima é bom. Fui claro? Esse é o estilo usado nos
Upanishads.
O enfoque dos Upanishads é o de concordar com vocês no começo, mas lentamente discordar totalmente, levando-os para a Realidade, que é a existência, que é apenas uma, que é a supraconsciência, a Uma-sem-uma-segunda.
Por que os Upanishads deveriam fazer
isso? Como eles fazem isso? Por que digo isso? Então, ganhamos simpatia e
amizade com o conhecimento dos Upanishads.
Quando um amigo concorda com a gente, então, no fim, quando ele nos leva
para o seu próprio lugar, para aquele destino ou meta, ele quer que
alcancemos, que sejamos felizes. Correto! Como é
que alguém faz isso?
Um exemplo simples: suponha que diga que isto seja um bastão. "Este é um bastão". Os Upanishads não vão dizer que não é um bastão no começo. Eles vão dizer: "Ah, é um bastão, um belo bastão. Você descobriu que ele é um bastão. Somente para você é possível saber que é um bastão. Muito bem"!
Lentamente, os Upanishads vão começar a dizer: "Se é um bastão, não pode ser feito de papel. Se é um bastão, não pode ser tão suave como isto. Você está pensando que é um bastão, mas não é um bastão. É só um rolo de papel. Vocês impuseram ou sobrepuseram a natureza do bastão sobre o rolo de papel, de modo que você está pensando que é um bastão. Não, meu rapaz, é só papel".
Então, é um bastão? Não. Mas vocês estão pensando que é um bastão;
inicialmente, os Upanishads também
concordam que é um bastão. Finalmente, porém, os
Upanishads provam que não é um bastão. É só um rolo de papel.
Isto é o que se chama Adhyaropa
Nyaya Veda.
ADHYAROPA Nyaya Vada
Adhyarop significa “superposição”. As crianças jogam. Sabem, elas usam alguma máscara de macaco. Mas a criança é realmente um macaco? Não. Mesmo assim, também dançamos a dança do macaco! O bailarino não é realmente um macaco. Impomos aquela ideia do macaco sobre a criança que usa a roupa de macaco. Fui claro? Então, do mesmo modo, os Upanishads sobrepõem, parecendo que concordam com sua opinião, mas eles finalmente lhes mostram a Realidade.
Confundindo a corda como uma cobra
Aqui está uma corda, certo! Uma corda está sobre o chão. É uma noite escura, por isso, quando você vê a corda, você acha que ela é uma cobra e grita: "Amma! Uma cobra"! Os Upanishads dizem: “Sim, é uma cobra. Você tem sido muito cuidadoso. Você tem feito um bom trabalho”; assim, para começar, a dualidade.
Mais tarde, eles vão dizer: "Não há nenhuma cobra. É apenas uma corda. Você se enganou ao achar que é uma cobra, mas é apenas uma corda". Isto é o que se chama Adhyaropa Nyaya Vada: a teoria da superposição. Por isso, quando a realidade é finalmente conhecida, os Upanishads dizem: "Vamos! Por que você acha que é uma cobra? Não se preocupe. Vá e examine-a. Depois você vai ver, que não há nenhuma cobra". Os Upanishads continuam para dizer que nunca houve uma cobra.
"No princípio, era uma corda. Agora, você disse que a cobra tinha ido
embora. A cobra fugiu"!
"Ela não fugiu. Ela nunca esteve lá! É apenas uma corda. Você achou que era
uma cobra, então você pensou que ela tinha fugido. Agora olhe! É uma corda".
Por isso, esta Adhyaropa
Nyaya Vada é um
tipo de abordagem que os Upanishads usam
para levá-lo para o horizonte da Realidade ou consciência pura.
a luz da percepção lhe ajudará a sair da identidade equivocada
Em seguida, outro ponto é este: "O que vou fazer agora? Por que este mal entendido aconteceu? Não tenho olhos? Por que deveria pensar que uma corda é uma cobra? Por que"?
A razão para este equívoco é que não há nenhuma luz exterior. Como estava escuro, confundi uma corda com uma cobra. Se houvesse luz, não teria sido tão tolo. Meus olhos estão bem; minha visão está boa. Não preciso de um oftalmologista para checar minha visão. Não, estou perfeito. Devido estar escuro, havia apenas o crepúsculo, me confundi. Assim me enganei fazendo da corda uma cobra. Então, pensei que uma corda era uma cobra. Então, o que deve ser feito?
Agora, vamos, pega uma lanterna! Uma vez que você acenda a lanterna, você vai perceber que não é uma cobra; que é apenas uma corda. Portanto, esta luz é o conhecimento Upanishádico; esta luz é a sabedoria e a consciência. No momento em que há consciência, você compreenderá que não é uma cobra; que é apenas uma corda.
Por isso, meus amigos, achamos que o mundo é
real. Por quê? Não temos a luz do conhecimento. Não temos a luz da Verdade,
não temos a luz da consciência. Portanto, achamos que o mundo é Verdade.
Pensamos que o indivíduo é Verdade. Errado! É porque não temos conhecimento.
Portanto, o próximo ponto que temos de entender é que o conhecimento Upanishádico é como a luz que vai fazer você sair dessa identidade errada – confundindo a corda com uma cobra. Então, para sairmos da identidade equivocada, é preciso esse conhecimento Upanishádico. Esse é o ponto.
Assim, com relação as nossas vidas pessoais, somos muitas vezes enganados.
Por quê? Ninguém quer cometer erros intencionalmente. Por que estamos todos
equivocados? Por que todo o universo está enganado? Por que toda a
humanidade está equivocada? Por quê? É um grande erro dizer que os outros
estão enganados! Então, por que há um erro total?
Identificando-se com o não si mEsmo ou ANATMA
Aqui está a razão que os Upanishads dão: "Meu caro colega, você tem cometido um erro. Qual é o erro? Você tem se identificado com o não Si Mesmo. O Si Mesmo é a Realidade. Em vez de se identificar com a Realidade, você está identificando com a não Realidade ou não Si Mesmo. Por isso, toda a sua visão é um disparate".
Portanto, nossa identificação é com a não Realidade ou
anatma, (Realidade é Atma,
pura consciência.) Devido ao meu apego ao anatma
ou não Realidade, existe esta identificação errada, ilusão ou engano, como
quando a corda é visualizada como uma cobra. Nesse exemplo, depois de ficar
assustado e gritar, de repente, os Upanishads
dizem: "Pare de gritar e ligue a luz; então, você vai compreender". Fui
claro? Por isso, meus amigos, estamos enganados
porque nos identificamos com o não Si Mesmo, encontrando-nos continuamente
em anatma bhava.
Um exemplo simples: em vez de limpar a minha voz usando alguma água potável de vez em quando, ou usando uma pastilha para a garganta, me identifico com o microfone e digo que o microfone não está funcionando adequadamente e, portanto, não estou falando bem; alguns de vocês levantam-se e dizem que com o microfone está tudo bem. "Alguma coisa está errada com a sua garganta"!
Suponha que comece a cantar, mas não fui melodioso. Digo: "Deixem-me quebrar o microfone porque o meu canto não parece bom!" Algumas pessoas vão dizer, então: "Não há nada de errado com o microfone, senhor. Há algo errado com a sua melodia. Corrija sua música primeiro, ou pare a música. Mas não culpe o microfone”!
Da mesma forma, me identifico com o mundo externo, o
anatma, o não Si Mesmo, e, assim, cometo um erro. Por isso,
estou enganado e penso que a corda é uma cobra, me assusto, reclamo e crio
um grande problema por isso. É o meu erro. É isso o que nos diz os
Upanishads. Agora o que fazer?
Vire o espelho em direção a si mesmo
Portanto, os Upanishads dizem: Olhe aqui, meu jovem. Há uma única coisa que quero que vocês façam, só uma coisa. O que é? Até agora, você deu atenção em direção ao não Si Mesmo ou ao espelho. O espelho tem si voltado para “você”, ou seja, o não Si Mesmo. O que dizemos é: vire o espelho para o Si Mesmo. Vire o espelho do não Si Mesmo para o Si Mesmo; que é tudo que você tem que fazer. Isso é tudo!
Há um espelho para o qual todos vocês estão olhando, ajeitando os seus
cachecóis e apreciando como eles são bonitos. Mas continuo culpando-os. "Arreh!
Não consigo ver a minha imagem lá. Também quero ver quão terrível é minha
aparência. (Risos) Eu também quero arrumar o meu cabelo enquanto
estou de pé na frente do espelho"! Que devo fazer? O espelho esteve virado
em direção a seu lado até agora. Esse espelho tem
de ser virado para o meu lado, para que eu possa ver a minha própria imagem.
Certo? É isso! Fui claro?
De mesma forma, temos de mudar a nossa visão, a nossa perspectiva, a nossa dimensão, nosso ponto de vista e, em seguida, iremos compreender a Realidade, o Si Mesmo ou consciência.
a consciência individual está limitada pelo tempo e espaço
Agora gostaria de me referir aqui a um ponto. Certo, se sou o Si Mesmo ou consciência, muito bom! Sei o que está acontecendo neste momento. Sei a hora também. Conheço as pessoas, a situação e o lugar onde estamos reunidos. Então, a consciência individual, o “eu”, conhece o tempo e o local. A consciência individual é limitada por esse “eu”, pelo tempo e espaço.
Conheço o tempo; conheço o espaço. Sei o que aconteceu quando nasci, sei o
que aconteceu na minha infância. Sei o que aconteceu na minha época de
colégio, sei o que aconteceu durante a minha carreira. Sei o que ocorreu
neste dia. Mas só posso imaginar o que irá acontecer no futuro. Isso é tudo.
Mas e se alguém me pergunta: "Você pode me dizer o que aconteceu antes de
você nascer? Alguém pode me dizer o que aconteceu antes de você nascer"? Não
sei! Entendo. Alguém pode ser capaz de me dizer o que vai acontecer depois
que deixarmos este mundo? Não sabemos! Então, não sei nem o que aconteceu
antes nem sei o que irá acontecer mais tarde. Significa que a minha
consciência pessoal, meu "eu-ismo" individual
não está além do tempo. A consciência individual não está além do tempo,
porque ninguém sabe o que aconteceu antes nem o que acontecerá depois.
A consciência individual também não está além do espaço. Sei o que está
acontecendo aqui. Se alguém me perguntar: "Diga-me o que está acontecendo no
Mandir agora"? Eu não sei. "Você sabe o que está
acontecendo na estação ferroviária"? Eu não sei! "Você sabe o que está
acontecendo em Nova York"?
"Ah! Quando não sei o que está acontecendo aqui na estação ferroviária, como é que sei o que está acontecendo em Nova York"? Afirmar que não sei, significa simplesmente que a minha consciência individual é limitada pelo espaço. Esta consciência individual, que é limitada pelo tempo e espaço, é na verdade nada mais do que a supraconsciência, o que está além do tempo e do espaço.
o nome, a forma e a ação têm condicionado a SUPRaCONSCIência como a consciência individual
A supraconsciência está além do tempo e do espaço. Essa supraconsciência que está contida no corpo individual e limitada por ele. Dentro do indivíduo, ela atua como consciência individual. Então, dentro de mim, é consciência individual, ao passo que, em toda parte, é a supraconsciência. Esta supraconsciência em mim é a consciência individual. Ambas são as mesmas. A diferença é que a consciência individual é limitada pelo tempo e espaço, enquanto supraconsciência está além do tempo e do espaço.
Por quê? Essa é a pergunta seguinte: por quê? Se a consciência individual e
a supraconsciência são as mesmas, porque estou
limitado pelo tempo e espaço? E é por isso que a
supraconsciência não está limitada pelo tempo e espaço?
Pertencemos a era do computador, por isso somos
suficientemente científicos no nosso entendimento. Certamente somos
tecnológicos na nossa abordagem, como deve ser na era espacial, já que
conhecemos sobre as viagens espaciais e astronautas. Por último, se me torno
um caso de demência, então, naturalmente, teria dúvida de que a consciência
individual é limitada pelo tempo e espaço. Mas por que a
supraconsciência não é limitada pelo tempo e
espaço?
Ao mesmo tempo em que estamos de acordo que a consciência individual e a
supraconsciência são uma e a mesma, ainda que
percebamos que existe esta diferença quanto ao tempo e espaço; sendo
basicamente a mesma, então por que há esta diferença? Essa é a pergunta
seguinte.
A resposta é simples. É por causa do nome e da forma,
nama e rupa. Você também
pode adicionar kriya ou ação também.
Então, devido a nama,
rupa e kriya
- nome, forma e ação - a supraconsciência
tem sido condicionada às limitações da consciência individual.
Quando não existe um espelho, só vocês estão presentes
Trago um balão e o inflo com ar. O balão agora está cheio. De onde veio o ar? Eu não criei o ar neste momento, não soprei um ar novo dentro do balão. Não fui capaz de fazê-lo agora, nem vou ser capaz no futuro. Afinal de contas, o mesmo ar que está fora foi simplesmente soprado para dentro do balão agora; isso é tudo.
O ar externo é bombeado para dentro do pneu do caminhão; o ar de fora é bombeado para o dentro do pneu da bicicleta; o ar de fora é bombeado para os pneus de um avião. É tudo o mesmo ar de fora que é bombeado para estes pneus. A mesma qualidade do ar vai estar lá em todos os lugares. O ar dos pneus é como a consciência individual, enquanto que o ar em volta de tudo é a supraconsciência. Isso é tudo neste aspecto.
Não chamo a atenção para o ar no interior do pneu, "Oh, ar! Vamos ar, saia,
saia"! Não! Ele está dentro de um pneu. Eu inflei o ar para dentro dele,
então agora ele está cheio. "Oh, ar, vamos”! Não, ele não irá, ele não pode.
É um balão agora. Então, assim que o ar tomou essa forma e nome, está
limitado, como nos exemplos do balão e dos pneus. Por isso, o balão tem um
ar limitado. Então, vamos lá! Encha mais até que ele
exploda! Só dessa forma, quando o balão arrebentar, o ar pode
escapar. Isso é tudo.
Do mesmo modo, estou limitado a este corpo, que está submetido ao tempo e ao
espaço, por isso sou a consciência individual ou
pragna. Pragna é a consciência
individual, que é limitada; enquanto que a
supraconsciência, Brahman, a
Realidade, está além do tempo e do espaço. Este é o ensino dos
Upanishads.
Evidentemente, essas coisas foram ditas na semana passada, mas, uma vez que
vejo muitas, muitas caras novas, vocês vão me perdoar se as repito. Essas
coisas têm de ser repetidas uma e mais vezes. Quando podemos beber quatro
xícaras de café por dia, por que não quatro leituras dos
Upanishads, que são muito mais preciosas
do que uma xícara de café? Acho que sim! Se você acha que o café é mais do
que os Upanishads, tudo bem! Eu também
adoro café. Não me queixo, vejam!
Então, esse é um outro ponto: há algumas pessoas que dizem: "Não, senhor, sou a imagem de Deus." Hmm, hmm! Bom! "Deus está lá, e sou o Seu reflexo." Hmm, hmm! Bom!
Agora o meu ponto é que os Upanishads só são recolhidos da literatura de Swami. O que estou tentando fazer é buscar a essência dos Upanishads, misturá-los com os discursos de Sai, e compartilhar qualquer compilação, qualquer informação que tenha - mais para o meu próprio benefício, já que estou plenamente ciente de que a maioria de vocês sabe mais do que eu. Estamos felizes em compartilhar, isso é tudo, nada mais.
Quando penso que sou a imagem de Deus, quando penso que sou um reflexo de
Deus, a questão é esta: quando se consegue um reflexo? Quando surge a
questão de uma imagem? Certo, quando estou aqui de pé em frente a um
espelho; sim, estou aqui, e aí meu reflexo está lá. Correto? Quando estou
aqui, ali está a minha sombra, certo? A minha sombra não pode estar lá sem
mim.
Não posso dizer: "Senhor, estou aqui sentado sozinho. Meu amigo, por favor,
encontre minha sombra, por favor, chame-a". Ele vai dizer imediatamente: "Sr.
Anil Kumar, seu lugar não é nesta sala, senhor!
O hospital psiquiátrico é lá". (Risos) Por isso, não posso estar aqui
e minha sombra noutro local! Não posso dizer: "Veja, minha imagem está muito
ruim, por isso, tragam-me essa outra imagem; tragam aquele outro reflexo".
Por que aquele reflexo está ruim? Bom! Você parece com ele, portanto, o reflexo é assim. O que posso fazer? Como é o objeto, assim será o reflexo. De acordo? Sem você, não pode haver um reflexo. Sem você, não pode haver uma imagem. Fui claro?
Agora, na frente de um espelho, vejo o meu reflexo. Bom! Remova o espelho e não há nenhum reflexo. Aí você vai dizer que não há nenhum reflexo, porque não há espelho. Quando há um espelho, existe você e o reflexo. Quando não existe um espelho, somente você está presente. Fui claro?
o corpo é o espelho e deus é o reflexo
Da mesma forma, o corpo é o espelho e Deus é o reflexo. Deus é a consciência em mim, enquanto o corpo é o espelho. Uma vez que o corpo desapareça, o que acontece? Só resta a supraconsciência.
O finito e infinito são um; o determinado e o indeterminado são um. Fui claro? Por isso, meus amigos, para dizer que o indivíduo é um reflexo de Deus, ou para dizer que o indivíduo é a imagem de Deus, é basicamente errado. Mas no começo, dizemos que você está certo; os Upanishads dizem que você está certo. Vocês e o reflexo estão corretos; você está muito correto.
Mas, depois de algum tempo, os Upanishads
vão dizer: "Retire o espelho." Então, eles vão lhe perguntar: "Agora, onde
está o reflexo?" Ah, entendi! Não são dois! Só Um está presente. Quando há
um espelho, dois estão presentes: “eu” e o reflexo. Quando o espelho não
estiver lá, resta somente “Eu”.
A realidade permanece quando o apego ao corpo desaparece
Da mesma forma, uma vez o apego ao corpo ou a consciência corporal, quando nome e forma são abandonados, é a Realidade que se mantém. A Realidade é existência; essa Realidade é supraconsciência. É a mesma em todos, em todo o cosmos. É o Um-sem-um-segundo, a Realidade, o último. Esse é o ponto que queria chamar a sua atenção.
Em seguida, outro ponto é este: assim o meu problema está resolvido agora.
Por quê? Estou pensando que sou separado; penso que sou o reflexo. Agora,
está provado que não sou o reflexo; agora está provado que não sou a imagem.
Agora, está provado que sou a percepção, que sou a consciência, sou a
Realidade. Para citar Baba: "Eu sou o Uno".
Você se sente separado de Deus por causa do nome e da forma
Então, Baba diz: "Eu sou Deus." O que significa? Não tenho a sensação de que sou Deus por causa do nome e da forma. Uma vez que nome e forma tenham desaparecido, você vai entender que você é Deus. Por causa do nome e da forma, sinto que estou separado de Deus. Essa separação é devido ao nome e a forma.
Então, o meu problema está agora resolvido, porque está claro que não estou
separado de Deus. A teoria da dualidade é um disparate. A dualidade se
produziu apenas por causa deste problema do espelho, o espelho somente sendo
o corpo. Depois que se retira o espelho; não há nenhuma imagem e não há
nenhum reflexo; então resta apenas o “Eu” puro. Portanto, não há nada como o
indivíduo e Deus; existe somente Deus. Este problema está resolvido.
o mundo Não é diferente de deus
Agora vem o segundo problema: o mundo. O mundo está lá. Não posso dizer não há mundo. Se o digo, me perguntariam: "Sr. Anil Kumar, você está em outro mundo? Onde você está? Você não está neste mundo?"
A resposta é esta: não existe sequer um mundo. Como é isso? Vejo o copo de
água. Por quê? Porque existe. Suponhamos agora que o copo não está lá.
Se continuo a dizer que existe um copo, o que
você vai dizer? "Não existe nenhum copo". Assim, posso dizer que há um copo?
Não! Se insisto em dizer que há um copo de água,
você vai dizer: "Sr. Anil Kumar, você está tendo
algum problema, algum pesadelo, alguns sonhos, alguns problemas psíquicos.
Não há nenhum copo ali". Então, você só pode ver o que existe. Não está bem
claro? Não só isso, o que está na existência, deve também ser visto.
Portanto, meus amigos, há dois pontos aqui. Um: existência -
sat, e o segundo -
chit, sendo notado, sendo visto. Sat
e chit são as qualidades deste mundo.
Todos estão na existência.
Há uma série de montanhas perto de Caxemira. Lá
todos vocês verão as montanhas. Não posso dizer que há muitas montanhas
aqui. "Arreh, não existem montanhas! Como
dizem isso"?
Só que o que está na existência – sat - pode ser visto. Prakash significa a luz, o visto, o que é notado ou conhecido ou sentido. Fui claro? É isso que se chama chit. Então, sat e chit são as qualidades deste mundo. Sat e chit são qualidades de Deus também. Então como é que isto pode ser diferente Dele? Você vê isso?
Se o mundo é sat, se Deus é
sat, como pode este mundo ser diferente
de Deus? Quando o mundo é chit, quando
Deus é chit, como pode este mundo ser
diferente de Deus? Sat e
chit são qualidades de Deus e do mundo; por
isso, este mundo não está separado de Deus, meus caros.
o mundo e você não SÃO DIFERENTES DE DEUS
Os Upanishads informam-lhes que este mundo não está separado de Deus. Na realidade, é só Deus. Vocês não estão separados Dele - vocês são Deus. Se o mundo não está separado de Deus; o mundo também é Deus. Então, o que está presente? Só Deus, isso é tudo. É por isso que desde o próprio início, fizemos a declaração Upanishádica de que a Realidade é uma, apenas uma, Uma-sem-uma-segunda. Como indivíduos, não somos o segundo, somos Divinos. O mundo não é o segundo; é Divino. Por isso, é só uma consciência; é a única Realidade. Isso é tudo. Este é o ensinamento dos Upanishads.
Acho que muitas das informações que temos discutido até agora já foram tratadas na semana passada, se a minha memória não me engana. (Estou condicionado pelo tempo e espaço, é claro!)
o iSA-VASYA UPANISHAD
Agora, vamos começar de alguma forma, dentro do limitado tempo restante, a estudar a primeira Upanishad: Isa-Vasya Upanishad. Isa-Vasya Upanishad é o primeiro Upanishad.
Para sua informação, os Upanishads são o
máximo, a essência da literatura védica. Portanto, os
Upanishads são chamados Vedanta.
Veda refere-se à espiritualidade, enquanto anta significa “o
supremo". Esta é a literatura Vedanta
Upanishadic.
Então, vamos estudar essa literatura, chamada os Upanishads, um a um, na medida do possível, tomando apenas sua essência. Não iremos nos deter em cada sloka, estrofe-após-estrofe num estilo convencional. Em vez disso, vamos citar a essência e também a literatura de Swami, misturando os dois para entender, captar e experimentar o que há para ser aprendido. Isso é o que tem de ser absorvido nos satsangs como este.
Então, Isa-Vasya Upanishad é o primeiro de todos os Upanishads. Como tenho observado, meus amigos, depois de ter passado por todos os livros sobre Isa-Vasya Upanishad, entendo que a Isa-Vasya Upanishad quer que a gente saiba, quer que nós aprendamos, quatro pontos. Sim, o livro pode ser desse tamanho, mas são quatro os pontos.
Alguém uma vez disse: "Você pode resumir o Ramayana em três palavras"? Sim, Katte, Kotte, Theche. Katte significa “completamente amarrado”; kotte significa “Ravana foi vencido”, e theche,”Sita foi trazida”. Essas três palavras significam: Ravana é atacado, morto, e Sita é trazida de volta.
Katte significa que a ponte para Lanka é construída. A ponte foi construída atravessando o mar até Lanka - o primeiro ponto. Ravana é morto - o segundo ponto. Sita é trazida de volta para Ayodhya, o terceiro ponto. Apenas em três palavras e você tem todo o Ramayana, isso é tudo!
Então, da mesma forma, vamos pegar a essência deste Upanishad e tentar compreendê-lo. Certamente, não vamos ser examinados quanto aos Upanishads; nem estamos interessados em decorar a totalidade dos Upanishads - um exercício fútil e desperdício de tempo nessa idade. Então, vamos apenas tentar compreender a essência.
Assim, meus amigos, o Isa-Vasya
Upanishad, a primeira
Upanishad, nos fala de quatro pontos principais.
ISA-VASYAM IDAGUM SARVAM
O primeiro ponto é este: o mundo inteiro está cheio de Divindade, nada mais. Todo o cosmos, o universo, está cheio de Divindade:
Isa-Vasyam Idagum Sarvam
Sarvam significa “a coisa toda'” enquanto
Isa-Vasyam indica “cheio de Deus ou
Divindade”. Esse é o primeiro ponto de Isa-Vasya
Upanishad.
TENA TYAKTENA BHUNJITHA
Tena Tyaktena Bhunjitha
Este é o segundo ensinamento de Isa-Vasya
Upanishad. O que significa isso?
Tena Tyaktena
significa “sacrifício” e Bhunjitha
significa "participar".
Dois pontos aqui: primeiro, sacrifício. O que
estou a sacrificar? Não tenho nada para sacrificar.
Isa-Vasya Upanishad diz
sacrificar ou renunciar à sensação de apego ao corpo,
nama e rupa.
Kenat saktena:
renuncie a estes dois.
Como renunciar ao nome e à forma? Devo cometer suicídio ou o quê? Como
renunciar a eles? O que você quer dizer? Isso significa não ser apegado ao
seu nome e não se identificar demais com o seu corpo. Baba deu uma série de
exemplos sobre este ponto específico, que iremos estudar e conhecer no
devido curso do tempo.
Portanto, o primeiro ensinamento de Vasya
Isa Upanishad é que todo o universo está
repleto de Divindade. Apenas a Divindade o satura todo, o abarca todo e o
inclui todo.
O segundo ponto é Tena Tyaktena Bhunjitha: renuncie à identificação com o seu corpo e nome. Bhunjitha: participe desta experiência. Significa que só podem experimentar a Realidade que Deus está em toda parte se desistirem do nome e da forma. Entendem?
Se o médico quer ver o meu peito, o que ele vai fazer? Esta é a estação de
tosse e resfriado, de modo que encontramos algumas pessoas tossindo direto
em nosso rosto, às vezes. Então o que devo fazer? Se ele quiser testar meu
peito, o que devo fazer? Deveria tirar o meu casaco, deveria tirar a minha
camisa, e também a minha camiseta. Depois, "Senhor, agora vá lá e pegue o
seu estetoscópio para examinar meu peito".
Então, da mesma forma, se você quiser experimentar a
supraconsciência, se você quiser experimentar a Realidade, vamos lá!
Desista do apego ao seu nome e forma.
Então, Tena Tyaktena ou "desista disso”; e então Bhunjitha, e em seguida, ”então você pode experimentar". Esse é o segundo ponto. Aprenderemos em cada detalhe, como Swami posteriormente explica este ponto.
MA GRDHAH KASYASVID DHANAM
Ma Grdhah Kasyasvid Dhanam
Esta é a terceira lição que ensina Isa-Vashya
Upanishad. Qual é o significado?
Geralmente pensamos que casas, contas bancárias, ou posição, todas nossas comodidades e conveniências são Dhana ou riqueza. Dhana significa “riqueza”.
Ma Grdhah Kasyasvid
Dhanam
Não aspirem de forma alguma por essa riqueza, porque ela não é verdadeira.
Toda riqueza que você considera ser verdadeira, não é de fato verdadeira.
Não é Realidade.
Sabemos de pobres que se tornaram milionários; temos visto muitos
milionários se tornarem pobres. Sabemos disso. Então, o que é verdade?
Conhecemos pessoas que ocupam altos cargos; mas também temos visto pessoas
que perderam as suas posições. Conhecemos pessoas que são eleitas para
assumir posições, e sabemos também de outras que são destituídas de seus
cargos. Então, o que é verdade? Nada! Portanto, tudo o que você considera
ser riqueza não é verdade.
Ma Grdhah Kasyasvid
Dhanam
Não aspire por esse tipo de riqueza. Não é verdade, diz a terceira lição de
Isa-Vasya
Upanishad.
EKATVA MANUPASYATAH
Então, aqui está o quarto ponto ou lição que ensina. Você pode fazer a pergunta: "Por quê?" Por exemplo: "Por que deveria saber que todo o cosmos está cheio de Divindade? Por que deveria saber"? Poderia também receber uma pergunta como esta: "Por que deveria renunciar ao apego a meu corpo e nome quando o meu nome é conhecido de todos? Meu corpo parece estar toleravelmente bem. Por que deveria desistir dele? Por que não deveria aspirar à riqueza"?
Ma Grdhah Kasyasvid Dhanam. Oh! Upanishad! Você diz que tenho que desistir dele. Não, não! Por quê? (Estes dias não podemos dizer nada a ninguém. Eles vão lhe perguntar por que sim e por que não!) Portanto, temos de responder as suas perguntas seguintes, que é "Por quê?"
A resposta é muito simples. Explica-lhe muito claramente qual o benefício.
Declara-se claramente: você não vai ter qualquer tipo de miséria, quaisquer
altos e baixos e nenhum tipo de choque. Não, não, não!
Yasmin Sarvani
Butão Yatmaivabhudvijanatah
Tatra Ko
Mohah Kah
Soka Ekatva
Manupasyatah
Isso é o que diz o Upanishad. Depois de
compreender a Realidade, que só existe um, não há
nenhuma dor, não há prazer, não existe apego, não há desapego. Você ficará
num estado de bem-aventurança.
Kah Soka
significa que você não vai ter qualquer tipo de miséria.
Mohah significa que você não vai ter
qualquer tipo de apego. Ekatva
Manupasyatah significa que você terá esse
Ekatva, essa Unicidade, que é um estado
de vida equilibrado. Este é o próximo ensinamento deste
Isa-Vasya Upanishad.
O quarto ponto, o ensinamento final deste Upanishad é este. Sim, temos duas formas de conhecimento. Temos duas maneiras de Unicidade ou Ekatva Manupasyatah. Para experimentar essa Unicidade, para experimentar essa Realidade una, existem duas maneiras. Um é vidya, enquanto a outro é avidya.
VIDYA - o conhecimento escritural
As pessoas podem dizer: "Possuo vidya, conhecimento". Meu estimado amigo, você pode ter vidya, você pode ter todo o conhecimento das escrituras, mas não vai conferir-lhe moksha ou liberação. O conhecimento escritural não lhe dará liberação. Por que? O vidya ou conhecimento escritural o levará até as deidades ou devatas. Você vai usufruir dessas companhias, ser uma com elas, uma dessas deidades, anjos ou corpos celestiais. Mas isso não é moksha. Então, vidya não é o caminho.
AVIDYA - AÇÃO
Depois, o segundo é avidya. O que é avidya? Eles dirão: "Pratique pradakshana, pratique adoração, ou pare de comer toda noite!" Acrescento: pare de comer durante o dia também! (Risos) Não desperdice. (Muito bom! Esse problema está resolvido.) Estas são as coisas ritualísticas ou karma kanda. As ações são karma. Não lhes darão liberação. Quando muito, lhes levará até o pitruloka, onde estão os nossos antepassados.
Então avidya
irá levá-lo para o estado ou o local dos vossos antepassados, e
vidya irá levá-lo até os corpos
celestiais. Mas também não os levarão à liberação ou
moksha.
Então, se vidya não pode levá-lo até lá e avidya também não pode levá-lo até lá, o que os levarão até lá? Essa será sua próxima pergunta.
Novamente o Upanishad volta para a sua
segunda declaração. O que é isso? Renuncie a nama
e rupa. Dispense o apego a seu nome e
forma, Tena
Tyaktena Bhunjitha.
Então, uma vez que se sacrifiquem, experimentarão
Isa-Vasyam Idagum
Sarvam: que o Universo está repleto de
Divindade. Estes são os quatro principais ensinamentos deste
Ish-Vasya
Upanishad. Vamos aprender ponto-após-ponto,
nas próximas semanas.
Meus amigos, temos estudado experiências o
suficiente; tivemos o bastante delas. Conhecemos histórias suficientes. Mas
a vida não está repleta de histórias, não! Nossos pais nos davam chocolates
para irmos à escola, no começo, mas não podemos esperar que nossos pais
continuem nos dando chocolates quando vamos para a universidade, quando
fizermos nossos trabalhos de pesquisa. Meu pai não virá todo dia e
levar-me-á em seus braços e me dará chocolates.
Então, as experiências que temos tido, as histórias que ouvimos, são somente
chocolates ou cartões de visita. A vida não pode ser um negócio cheio de
chocolate. É algo mais sério, algo que requer indagação.
Bhagavan tem falado muito sobre esses assuntos. Então tomei a decisão de partilhar Seus pontos com meus amigos experientes e instruídos, um presente para mim de Bhagavan Baba, a cada domingo. Muito obrigado pela sua amável presença. Queira Bhagavan abençoá-los.
OM…OM…OM…
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti Shanti
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji ki Jai!