"O Que há Mais Alem?"
(Parte 6)
(Sobre os Upanishads)
2 de novembro de 2008
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus do nosso mais Amado Bhagavan,
Prasnopanishad
Por Sua infinita graça, podemos compartilhar algumas idéias sobre o Ishavasyo Upanishad, que foram seguidas pela Kenopanishad, com um par de idéias também sobre Kathopanishad. Hoje compartilharemos alguns pensamentos sobre a Prasnopanishad, o quarto Upanishad da série. Prasnopanishad: o próprio título em si é eminentemente claro. Prasna significa “perguntas”; portanto, Prasnopanishad significa "algumas perguntas que são colocadas para o guru”. Há seis perguntas no total, a sexta resume toda a discussão que aborda as cinco perguntas anteriores. Repito: a resposta à sexta pergunta é um sumario de todas as cinco perguntas anteriores.
Pensemos nestas seis perguntas em geral. Como estava lhes dizendo no início, não estamos estudando os Upanishads de maneira tradicional, convencional. Estamos tentando conhecer alguns dos pontos principais, os destaques ou a essência dos Upanishads.
Dessas seis perguntas, quatro se referem ao prana,
o princípio vital. Todos os pontos relativos ao
prana – P-R-A-N-A ou princípio vital
estão contidas nestas quatro perguntas. A quinta é sobre
Pranava ou Aumkar.
Desta forma, existem seis questões: quatro sobre
prana ou princípio da vida e à quinta questão é sobre
Pranava ou Aumkar.
A sexta questão resume tudo que foi abordado nas cinco perguntas anteriores.
Acho que fui claro.
Estas são perguntas feitas por maharshis.
Eles não são pessoas comuns. São pessoas que passaram sua vida em busca da
Verdade, cuja única ambição é a realização e a percepção consciente, nada
mais do que isso. Assim, tendo dedicado suas vidas a esta indagação, eles
têm algumas questões genuínas - quatro perguntas sobre a vida. Como
disse, as quatro primeiras questões dizem
respeito ao princípio vital. Então, podemos estar perguntando por que razão
deveria as primeiras perguntas ser sobre a vida? Por que não sobre algum
outro assunto?
Tudo começa com a vida; sem vida, não há sentido tratar de qualquer outra
coisa. Devo estar vivo; deveria ter vida em mim para que possa ser
inquisitivo, de modo que vou ter interesse através do qual posso interagir.
Por isso, a vida é tratada no início.
Não só isso. É vida que entra no ventre da mãe. Após isto, a vida do bebê entra no ventre da mãe. Lentamente, mês após mês, começam a aparecer os diferentes indriyas. Estes são os sentidos da cognição, jnanendriyas; sentidos da ação, karmendriyas; manas, a mente; buddhi, o intelecto. Todos estes começam a aparecer no desenvolvimento da criança somente depois da vida entrar no óvulo. A vida é a primeira coisa a entrar no óvulo; de modo que é muito adequado lidar com a vida, em primeira instância.
O Prasnopanishad considera todos estes pontos. Bhagavan fez uma observação antes, que quero compartilhar com vocês. Qual é a relação entre a vida e o resto do corpo? Qual é a relação entre os dois? Podemos manter a vida num canto e o corpo em outro? Impossível! O corpo inteiro é funcional devido à vida. Os dois estão interligados e interdependentes. Primeiro, a vida e o corpo são ativos e, subsequentemente, funcionais. Aqui Swami frisa este ponto:
Yendu
Matti Thodarkundali
Kundarku Mali Cheyaledu
Neeru Checha Kunda
Yendu Matti Thoda
O oleiro não pode fazer um vaso só com argila; a água também é necessária.
Argila seca não serve para fazer um pote. Para suavizar a argila, um pouco
de água tem que ser misturada. Quando a argila está mole, ela pode ser
colocada num molde, cozinhada no forno e, em seguida,
termina-la para sua venda e utilização. O oleiro não faz o vaso
apenas com argila seca. Ele o faz com a ajuda da água.
Yendu
Matti Thodarkundali Kundark
Mali Cheyaledu
Neeru Checha Kunda
Yendu Matti Thoda
Srushti Hethuvuganu Shiva Shakti Iruvaru
Srushti Hethuvuganu Shiva Shakti Iruvaru
Vinuvu Bharathiya Veera Suthuda
Vinuvu Bharathiya Veera Suthuda
Aqui Bhagavan fala da combinação de Shiva-Shakti:
Shiva é o barro, enquanto
Shakti é a água. O pote é a criação dos dois. Do mesmo modo, a força
vital combinada com as outras partes do corpo - membros, sentidos, a mente,
o intelecto – em conjunto fazem este ser. Todos os seres vivos são compostos
por estes dois: um, a força vital e dois, todos os demais sentidos.
Essa é a comparação que fez Swami. As conversações com Swami estão cheias de comparações, cheias de exemplos. Ele sempre faz com que seja bastante interessante. Desta forma, é mais fácil para entendermos.
Prana, a vida, e pranava, AUMKAR, são um e o mesmo
Tudo bem, posso entender que a vida é o primeiro tópico. Também entendo que esta força vital entra nos sentidos; o que acabará por se transformar num bebê recém-nascido. Logo, posso entender o nascimento de uma criança. Agora a minha pergunta é: qual é a origem da vida? De onde veio? A vida é fabricada? É gerada?
Aqui o Upanishad diz que a vida se originou da
consciência. A consciência é o princípio fundamental da qual a vida se
originou. O Atma, a consciência e o prana
nasceram dali. Isso é o que torna a Prasnopanishad
amplamente clara. Este Atma ou consciência se refere no
Upanishad como Purusha.
Purusha é o princípio
Átmico ou consciência. Esse é o nome que se dá.
Baba tem repetidamente dito em Seus discursos: enquanto você respira e
expira, está acontecendo o Aumkar, o
processo So-hum
continua: soooo. . .
huuum. . .
soooo. . .
huuum. Esse processo está acontecendo na
sua respiração. Este So-hum
é o Aumkar ou o som primordial.
O Aumkar tem três componentes: A-U-M.
A-U-M são os três componentes do Aumkar.
Estes três falam do nascimento, crescimento e retirada. Como Baba
explica, GOD (DEUS) = “g” para “gerador”, “o”
para “organizador”, e “d” para “destruidor”. Então Deus é
Aumkar. A-U-M. Estas três letras
A-U-M são chamadas mathras. Então, há
três letras ou mathra
thraya, thraya
significa "três". Essas três letras A-U-M formam o
Aumkar.
Agora o ponto é: o maharshis
unem o prana e
o Aumkar. Então daqui por diante, podemos
dizer Pranava.
Pranava e Aumkar são os
mesmos. Aqui o maharshis diz que
prana e Pranava
são iguais; são um e o mesmo. Então, quando respiramos, encontramos este
Pranava nada (som). Encontramos a
vibração do Aumkar. Escutamos o som do
Aumkar em nosso corpo durante o processo
de respiração.
Então, onde está o Aumkar em você? Bem,
não sei. Isso é uma pena! Como saber? O professor lhe diz. Quem disse isso?
Um maharshi, um grande sábio. Não está
escrito por qualquer Tom, Dick ou Harry, mas por grandes sábios ou
maharshis.
Portanto meus amigos, Prasnopanishad
deixa muito claro que prana ou vida e
Pranava ou
Aumkara são um e o mesmo. Como? O homem com a vida não pode ser
estático. As bonecas de plástico ou os manequins de gesso que você vê na
frente de algumas lojas de sari podem ficar
perfeitamente imóveis. Muito bonito! Bem, nós não podemos fazer isso, não
podemos ficar daquela forma o dia todo, sem nunca se mover. Quando
respiramos, vai haver algum movimento no nosso corpo. O processo de
respiração, Aumkar, vem da região do
umbigo. Em seguida, vem até a garganta, e depois para os lábios:
AAAA-UUUUUUUU-MMMM
AAAA-UUUUUUUU-MMMM
Três níveis! Então Aumkar tem movimento.
A vida tem movimento, o movimento é vida. Suponha que alguém não possa mover
suas pernas e fica imóvel; ele tem todos os motivos para chorar. Há todas as
razões para pedir o último resultado dos exames médicos; todas as razões
para tentar alguma coisa e tudo para recuperar o movimento, uma vez que o
tenhamos perdido. Assim, o movimento. É por isso que o
Maharshi diz que o prana ou
a vida e Pranava ou
Aumkara são os mesmos. Por que?
Devido ao movimento, ou spandana
(vibrações). As vibrações existem no nosso corpo, algumas são conhecidas,
outras não.
TODOS os alfabetos se originaram do AUMKARA
Então, desta forma, as vibrações prana ou Pranava são só uma e a mesma. Outro ponto que os maharshis dizem é este: Foi a partir do som do Pranava que existe o som de todas as letras ou alfabetos. Posteriormente, todas as línguas e toda a literatura provem também do Aumkara. Todos os alfabetos vieram do som primordial, o Aumkar. O Aumkar é a mãe de todas as letras. Por conseguinte, este Pranava ou Aumkar tem outro nome - NAMA. Portanto meus amigos, Pranava ou Aumkara e prana, a vida, são os mesmos. Por que? Devido a spandana ou vibração. Fui claro? E depois este Pranava tem outro nome - NAMA. Isso é o que dizem os Upanishads.
Muito bem, agora surge uma pergunta: de onde vem toda esta criação?
Srishthi ou
prapancha? Pancha significa os
cinco elementos; Pra significa “com ele”, assim o mundo inteiro está
contido neles, no prazo de cinco elementos do fogo, ar, água, terra, éter, e
por isso é chamado prapancha. Como é que
o mundo passou a existir? Essa é a sua próxima pergunta. E aqui os Upanishads
dizem claramente, meus amigos, que há três fatores responsáveis por toda a
criação.
Aqui gostaria de salientar que os Upanishads é
verdadeiramente literatura espiritual clássica se é lida com profundo
interesse e um espírito de indagação. Os Upanishads não são para
entretenimento. Os Upanishads são para a iluminação, e não para o
entretenimento. E exige uma séria investigação; exige um espírito de
indagação, para ir profundamente no seu conteúdo.
É um exercício sério. É um tema difícil, mas ainda vale
a pena. É muito difícil obter ouro puro, mas é muito fácil conseguir
peixes na peixaria. O que vocês preferem?
"Estou feliz com os peixes." O que posso dizer? Embora seja difícil, embora
exija seu compromisso, vale a pena ter ouro, em
vez de peixe. Esse é o tesouro dourado, que está escondido, que requer uma
eterna busca, um interesse profundo e permanente. Anelar é aprender. Temos
visto tudo que o mundo tem a oferecer; temos ouvido muitos falarem. Sim, por
que não? Temos nos divertido bastante; temos tido bastante música; temos
tido literatura suficiente. Bom! Mas então, vão ter problemas para enfrentar
um dia ou outro. Não podemos evitá-los para sempre.
OS UPANISHADS SÃO LITERATURA ESPIRITUAL CLASSICa
Portanto meus amigos, aprender os Upanishads é uma indicação de crescimento espiritual. Entender os Upanishads é um sinal de progresso espiritual. Se não houver entendimento algum em minha mente como um resultado de estudar os Upanishads, então tenho que fazer algumas tarefas caseiras, isso é tudo. Se quiser trabalhar com matemática superior, deveria ter algum conhecimento mínimo de matemática elementar. Sem matemática elementar não posso compreender a matemática superior. Do mesmo modo, os Upanishads são conhecimento superior, merecem o esforço. Qualquer dia teremos que aprender. Esse conhecimento abre as portas da felicidade, a realidade do Si Mesmo. Portanto, vale a pena todo o esforço; vale a pena.
O primeiro fator DA CRIAÇÃO - ADHI-BHOUTIKA ou assunto
Agora, os maharshis explicam claramente como esta criação, prapancha, passou a existir. Três pontos são citados aqui. Quais são eles? A primeira coisa que vemos à nossa volta é o denso: a sthula bhouthika; em outras palavras, a realidade física que chamamos matéria. Vamos entender isso. Então, a matéria é física; a matéria é a parte densa. Uma coisa, adhi-bhouthika é o primeiro fator, o primeiro ingrediente ou primeiro componente deste mundo. O que é? Materia. Isto que vemos, o aparente. O aparente: o que chamamos moortha. Moortha significa "aquilo que é aparente, o que pode ser visto". Isso é moortha. Esse é um fator.
O segundo fator DA CRIAÇÃO - ADHI-DAIVIKA ou tempo
Existem dois fatores que não se vê, que estão ocultos, chamados amoortha. Quais são esses dois fatores? O que se vê é matéria, adhi-bhouthika. O outro que não é visto é amoortha. Eles são estes dois fatores. Quais são eles? Um deles é adhi-daivika. O que é? O tempo. O tempo é um fator desta criação. É por isso que as pessoas calculam em termos de tempo.
As pessoas vêm e me perguntam: "Sr. Anil
Kumar, quanto tempo vai durar a
Kali Yuga"?
O que devo dizer? Posso dizer que só uma coisa é certa: ele não vai durar
até o fim de toda a Yuga. Isso eu sei. Alguns
colegas vêm e me perguntam quanto tempo durou
Dwapara Yuga. Já se acabou,
terminou! Por que você está interessado? Quanto à atual, não vamos estar
aqui até o final dela. Dwapara
Yuga e Tretha
Yuga se acabaram; são
história! Não estamos interessados.
Então ele me olhou muito surpreso e disse: "Que resposta evasiva este homem
está dando! Quando quero saber quantas centenas de anos, esta
Yuga compreende,
o Sr. Kumar disse que já se acabou, então por
que se incomodar"! Os colegas devem ter achado que ele perguntou a fonte
errada, ao homem errado.
Então disse-lhe: "Olhe aqui, meu menino. O fato
que as eras previas podem durar centenas e milhares de anos não vai lhe
mudar, não vai lhe melhorar, e não vai lhe ajudar. Isso tudo é história.
Então, sobre esta Kali
Yuga: suponhamos que vai existir por mais
1000 anos, assim, você não vai viver até o fim da época. Então por que você
está interessado em descobrir se são mais 500 ou 1000 anos de duração? Por
favor entenda! Você deve estar interessado no presente, neste momento.
O que é a vida? A vida é o presente. A vida é existência; a vida é
movimento, não no futuro e não no passado. Temos de lembrar-nos do presente
constantemente, porque é o Tempo que é a causa de nossas preocupações.
Sempre pensamos no passado ou no futuro. O que fazer? "Ontem, Swami deu
darshan. Esta manhã Ele dará ou não, não
sei. Hoje peguei a primeira linha. Amanhã posso obtê-la ou não, não sei".
Hoje você a conseguiu, então fique feliz. Por que você se preocupa com amanhã? Portanto meus amigos, o Tempo é a causa de todas as ansiedades, de todas as tensões, de todo o estresse. Finalmente, esta fixação com o Tempo lhes deixarão com problemas de saúde também, porque vocês está tão cheios de tensão. Por que se incomodar em relação a isso?
O terceiro fator DA CRIAÇÃO - ADI ADHYATMICA
Portanto meus amigos, o Tempo é um fator nesta criação ou prapancha; o que é chamado adhi-daivika ou Tempo. Adhi-bhouthika é matéria densa. Adhi-daivika é kala ou Tempo. O segundo fator está oculto ou amoortha. "Você vê o Tempo? Senhor, este é o Tempo". Então, você vai dizer". É hora de ir"! Como você pode mostrar o tempo? É amoortha ou sem forma.
Depois há uma outra,
adhi-adhyatmika. Adhyatmika
significa “espiritual”. Como é? Onde está a vida? "Senhor, aqui está
a vida". "Mostre-me".
"Você tem a vida, ou não?"
"Você mostra a sua vida, então vou mostrar a minha vida!"
Então, a vida não pode ser mostrada. É amoortha,
sem forma. Portanto meus amigos, adhi-adhyatmika
é prana, a vida;
adhi-daivika é tempo; adhi-bhoutika
é matéria. Em outras palavras, a criação é uma combinação destes três: vida,
tempo e matéria - isso é tudo. Nos Upanishads, estas coisas são
explicadas em pormenores, uma e outra vez em diferentes
slokas. E esta é a quintessência, o resumo de tudo.
O que está acontecendo agora? Há um tipo de combinação: Atma ou
consciência, anna
ou matéria, mais samyoga ou interação.
Você entendeu? Combinar Atma ou consciência,
anna ou matéria, e
samyoga ou interação. A consciência e a
matéria se unem - esta é a criação. Se a consciência não estiver aqui, a
criação perde a sua existência. Se a consciência não estiver aqui, perco a
minha existência.
É a consciência aqui a que pode ver a consciência lá. Se não houver
consciência aqui, esta bandeja não pode ver o copo. A bandeja não pode ver o
copo, no entanto eu posso ver a bandeja. Por que?
Devido à consciência! E então esse copo e essa bandeja são vistos por causa
da luz. De modo que com esta luz a bandeja é vista. É nesta luz que estou
vendo a bandeja. Essa luz é a consciência. Fui claro?
Portanto, a consciência é a testemunha; a consciência é a luz em que tudo
brilha, em que todos vêm. Você me vê e eu lhe
vejo por causa da luz, que é a consciência. Portanto meus amigos, o
Upanishad diz claramente que a criação é
a combinação de prana ou vida,
anna ou
matéria, e samyoga ou união. Isso é o que
o Prasnopanishad deixa muito
claro.
Atmana
Yesha Prano
Jayate.
Prano Jayate: todos os seres viventes chegaram a existir devido à combinação destes dois. Perfeito, então a próxima pergunta é esta (não ficamos tranqüilos, vocês vêm): Os maharshis têm algumas dúvidas, de modo que devemos ter também algumas dúvidas. Ter uma dúvida não é um ponto negativo.
Algumas pessoas se irritam, quando apresentamos nossas dúvidas. Na sala de
aula, se qualquer estudante apresenta uma dúvida, o professor tem uma
dúvida. Por que? Um, eles estão esperando
completar o programa de estudo; dois, eles se prepararam apenas até este
ponto; eles não podem responder a estas dúvidas. Número três, eles não
sabem, porem não podem dizer em voz alta. Então, apresentar uma dúvida não é
um erro. O Bhagavad
Gita está cheio de dúvidas e erros. E os
Upanishads não são outra coisa que perguntas e respostas, assim como
poso dizer: "Não apresentem suas dúvidas"?
A espiritualidade é uma ciência
A espiritualidade é uma ciência. Apenas alguns insensatos dizem que a espiritualidade é dogma. As pessoas insensatas dizem que a espiritualidade é fanatismo. As pessoas sensíveis sabem que a espiritualidade é uma ciência, uma ciência espiritual. Ela explica claramente, é lógica, racional e científica. Essa é a razão pela qual a espiritualidade tem resistido à prova do tempo até a atualidade. Se não houvesse conteúdo nela, se não existisse uma lógica, deveria ter sido um mito. Ninguém haveria acreditado nela. Mas como é que esta literatura continua até hoje? A literatura Upanishadica espalha luz sobre a vida de todo mundo devido a sua validade. Por que é válida? Devido à sua autenticidade. Por que é autêntica? Devido às suas explicações científicas, a sua exploração, as provas dadas após a realização. Nenhum Upanishad é uma hipótese.
A consciência está em todos os lugares
Cada dito Upanishadic é uma expressão nascida da experiência e da realização daqueles maharshis. São válidos e autênticos. Agora a pergunta é esta: muito bem, essa consciência, onde está? Como é? Onde está e como é? Essa é a pergunta seguinte.
A resposta é muito simples. Não há nada que não seja a consciência. Isso é o
que estudamos em Ishavasyo
Upanishad. Onde está?
Arrey! É a única coisa que está presente! Não posso dizer que
a consciência está presente naquela esquina, ou que a consciência está
presente nesta outra. Não, não, não. É a única coisa na existência. Tudo
está contido nela.
Baba disse uma coisa em Hyderabad que é muito
interessante. Ele pode fazer qualquer coisa simples muito interessante. Ele
também pode tornar interessante, o assunto mais complicado! E Ele vai dizer
isso, no mais belo estilo, um estilo Divino. (Outro dia estava falando com
os meus rapazes, porque estavam complicando as coisas. Disse-lhes: Deus
simplifica, enquanto o homem complica. Por que não podemos simplificar?)
Baba disse, "Suponha que sustente uma flor. A flor está aqui agora. Então, o que significa isso? Sou maior do que essa flor, assim posso segurá-la. Sou maior do que ela. Então, se vocês dizem: "Deus está em mim“, significa que vocês são maiores do que Deus. Então é melhor dizer: “Eu estou de Deus” assim Deus é maior. Vocês não são maiores do que Deus".
a cONSCIÊNCIA é ao mesmo tempo divisível e indivisível
Portanto, se disser que a consciência está em outro lugar, isso significa que vocês são diferentes da consciência. Mas vocês são consciência. E não há nada mais que esta consciência. Toda a criação é variedade; toda a criação é diversidade. Mas a unidade em toda ela é o princípio da consciência; é o único que existe.
Eu digo: "Então como é que pode ser um quando há tantas formas diferentes de
vida, tantas coisas diferentes"? Esta é a beleza da consciência. É uma que
aparece como muitas. Quando essa consciência aparece como muitos, é
divisível. Mas quando é una, é indivisível. Isso é a literatura
Upanishadica - duas declarações
contraditórias.
Quando a vê como diversidade, é divisível. Quando
a considera como unidade, é indivisível. "Ah, não entendo". Então vamos à
sala de cinema. A luz projeta luz, somente luz. Olhe para a luz; há apenas
uma luz. Olha para a tela: tantas cenas, tantas cores, tantos atores, tanta
música, e tantas outras danças na tela. Mas há apenas uma luz. Portanto, se
vocês olham para a luz, é indivisível. Se olham
para a tela, é divisível. Então o que é o cinema? Ambos, indivisível e
divisível.
"Não senhor, quero somente o divisível. Quero apenas a tela, não quero a
luz". O que você faz com uma tela? É branca e vazia,
isso é tudo. As pessoas sabem que quero o indivisível, não o
divisível, muito bem. Quero a luz, nada de música nem de dança - somente
luz. Portanto, o filme é tanto luz indivisível como divisível sobre a tela;
fui claro? Do mesmo modo, a consciência é divisível sob a forma de objetos
materiais, de seres vivos - as plantas, os animais, os seres humanos, as
montanhas, os vales, os campos e tudo o mais. De modo que, quando vocês
olham para toda a criação, os vales, as montanhas, os mares e os rios,
é divisível. Mas quando a considera como um
projetor ou uma luz, é indivisível.
Assim a consciência é tanto indivisível como divisível. Essa é a resposta
dada por este Upanishad, que é bastante
sensato. Um exemplo simples: há vida no meu corpo. Há vida na mão, ha vida
na perna, ha vida nos olhos, e ha vida no ouvido também. Não há “vida do
ouvido”, “vida do olho”, “vida da mão”, “vida da perna", etc. A força vital
é só uma; os membros são muitos. Então quando olhamos para o corpo, é
divisível. Mas quando olhamos para a vida, é indivisível. Fui claro?
Outro exemplo: na época dos aniversários das crianças, as pessoas distribuem alguns brinquedos, coisas feitas com caramelo. Elas são feitas de açúcar, estas pequenas bonecas de açúcar que os adultos distribuem. Um parece com uma boneca, outro com um macaco, outro com um leão, outro com um pavão. Todos são confeccionados do mesmo material. Então eles vão distribuí-las e as crianças estão pensando: “Oh, estou comendo um pavão. Estou comendo um pombo. O próximo quero um leão. Quero um cachorro". Então, quando vocês pensam nas formas, sim, elas são muitas. Mas o açúcar com a quais são feitas é um e o mesmo. Do ponto de vista do açúcar é indivisível. Do ponto de vista dos bonecos de açúcar que foram dados, são divisíveis.
Portanto, a consciência é tanto divisível quanto indivisível. Isto é explicado de muitas maneiras pelos Upanishads, a fim de que possamos compreender isso totalmente. Parece como se a vida estivesse dividida em mim. De outra forma, quando o médico quer fazer alguns exames de sangue, ele somente dirá: "O que vocês estão fazendo esses dias? Como estão as coisas"? e vupt, ele irá colocar a agulha lá no meu braço. Ele vai me envolver numa conversa agradável e, em seguida, pronto, colocar a agulha. Aaah! Por que, há vida lá no meu braço! Quando um espinho nos fura, ai! Você sente a dor. Se alguém lhe der dois golpes, você sente a dor. Se você quiser, você pode testá-lo em si mesmo. Assim, há vida em cada parte do corpo. Fui claro? Se a vida fosse só nas pernas, por que haveria de sentir dor nas mãos? Então do ponto de vista do corpo a vida está dividida; mas a força vital em si é indivisível. A vida como ela é, como força vital, é indivisível, mas com referência à partes específicas do corpo é divisível. Fui claro? Esta é a explicação dada pelos Upanishads, que proporcionam uma série de exemplos para nos incutir sobre a natureza da vida.
a criação é unicidade PRojetada em MUITOS
Então, a próxima pergunta é, quando a consciência é indivisível, como tenho que ver essa consciência indivisível? Como tenho que experimentar essa consciência indivisível? Como tenho que conhecê-la?
Eu vejo um filme; muitas pessoas num teatro ou assistindo à televisão,
continuam chorando; muito bem. Eles vêem alguma menina chorando lá na tela
do televisor para que possam também aderir ao coro. Sim, podemos chorar. Por
que não ir a um cinema e chorar lá? Como fazer-lhes entender que vocês não
estão realmente chorando? Como fazer para que vejam que não estou realmente
chorando na sala de cinema? Só tenho a dizer-lhes que não é a verdade, o que
está acontecendo na tela; não é real, então não estou realmente triste.
Estou apenas chorando junto com a atriz da tela. A atriz do filme está
chorando porque a pedem nos diálogos do escritor. E o diretor também lhe diz
como chorar, porque ela não está chorando de uma forma natural. Fizeram-na
chorar, embora ela não chore realmente. E ela chora para o diretor,
pensando no dinheiro que vai receber mais tarde por todo o seu trabalho.
Assim, o diretor tem que dizer para ela quando chorar, como chorar, por
quanto tempo chorar, e quando parar. Ponha também um pouco de glicerina sob
os olhos dela, de modo que ela possa impressionar os outros que isto é um
choro realmente verdadeiro. Fui claro?
Outro exemplo: você pode ter um cartão de papel impresso com uma máscara,
que mostre a cara de um leão, um tigre, com dois furos para poder ver.
Então, você põe a máscara, e as crianças pequenas se assustam - "Amma,
leão"! Quando as crianças estão com medo, o que você deve fazer? Diga-lhes:
"Não é um leão, é apenas um papelão, uma máscara". Remova-a e eles verão que
é seu irmão, isso é tudo. "Não é um leão, é seu irmão. Ele é apenas um
garoto, não é um leão. Por que você está com medo dele"? Então, de modo
semelhante, o que temos a fazer é conhecer a natureza indivisível. O que
devemos fazer agora? Temos de compreender que este
divisível, dividido, diversificada nesta criação provem de uma só
unidade. Isso é tudo. Então, é tudo apenas uma única manifestação em muitos.
Suponha que existem duas xícaras de café aqui. Quero esta xícara. Esta
xícara de café é melhor que aquela xícara de café. As crianças brigam assim.
"Arrey! É a mesma coisa. Por que queres
um copo diferente"? "Não, não, quero aquela. Essa não". Isto é dito por
ignorância. Uma vez que saiba que é o mesmo café que está presente em todas
as xícaras, não importa, podem tomar em qualquer xícara. Vocês entenderam?
Do mesmo modo, uma vez que vocês entendam que a divisão, a criação, o universo não é senão o reflexo. . . ou que a unidade não é senão a unidade projetada em muitos, vocês podem perceber essa natureza indivisível da consciência. Enquanto nos guiarmos pela miragem, enquanto seguirmos os reflexos nunca poderemos entender essa natureza indivisível da consciência. É isso o que a Prasnopanishad estabelece claramente, e isso é o que Baba disse.
Ele o apresenta de uma maneira muito simples. Todas as pessoas, sempre que
se reúnem, perguntam: “Quem é você, quem é você"? Baba disse, em primeiro
lugar saiba quem vocês são. Se vocês souberem quem vocês são, vocês poderão
conhecer todos os outros. Sem saber quem vocês são, qual é a graça em
conhecer todos os outros? Quem são vocês? Antes de tudo, quem são vocês?
Existe um senhor idoso que disse: “Anil Kumar,
Swami chamou alguém para uma entrevista. Quem é ele”? Eu respondi: "Eu vim
aqui para saber quem eu sou, e não quem ele é". O homem idoso riu e riu e
riu.
Do mesmo modo, meus amigos, se sei quem sou,
saberei que a matéria que está em “mim” é a mesma em todos. Isso é o que é
chamado a senda da indagação,
vicharana. Por isso, para conhecer a
natureza indivisível, em primeiro lugar conheça a unidade dentro de você, a
unidade que compreende a unidade. A mão não pode funcionar de forma
independente, a perna não pode funcionar de forma independente, e ha uma
mente dizendo: "Primeiro isto, próximo este". Não posso andar, sentar e
comer ao mesmo tempo. Alguém que tente: caminhar, sentar e comer ao mesmo
tempo. Alguém pode fazer isso? Impossível! A mente vai lhe dizer: "Termine a
caminhada; agora se cale, sente-se pacificamente, coma até que sua barriga
esteja cheia". O monitor está aqui; a mente lhe diz: "Agora o primeiro,
depois o próximo”, assim não há confusão. Se há confusão, bem, não tenho
necessidade de explicar. Realmente vemos algumas pessoas assim por aí – um
pouco confusas.
A consciência é tanto ativa como passiva
Portanto, meus amigos, como é que a mente funciona? A mente funciona, só isso. Por que você pergunta: "Como a mente funciona?" É funcional, ou não? A mente é sempre funcional? Não. Às vezes a mente não é funcional. Às vezes olhamos uns para aos outros e falamos; repentinamente vamos a outro lugar, olhando para algum lugar lá longe. "Arrey! Estou na sua frente e você está olhando para não sei onde, o que aconteceu"? A mente se foi!
Vejo rapazes assim na sala de aula. Acho que estou ensinando muito bem, com
todos os tipos de imagens e gráficos. Então vejo esse sujeito. Então o que
faço? Não os repreendo; afinal são crianças. Não os xingos. Paro e começo a
olhar para ele. "Arrey”,
disse: "O que aconteceu com você? Que problema você está tendo? Algum
problema com o seu colega de quarto ou alguém"? Então, todos começam a rir.
Então, às vezes, a mente está desligada; acontece. Você pode ver as
crianças, enquanto elas estão jogando, estão em outro lugar. É assim.
Portanto, há momentos em que a mente não é funcional. Enquanto dormindo, a
mente não é nada funcional. Pukka
silenciosa no sono, sono profundo. Agora a mente está funcionando; mas no
sono não está funcionando. Por que e como? Arrey,
é assim. Por que faz essa pergunta? Bom, vamos investigar a razão
pela qual a mente é funcional agora, e porque a mente não é funcional no
sono profundo.
A consciência é silenciosa e, ao mesmo tempo ativa. Então, a consciência é
ativa ou passiva? É ambos as coisas. Em sono
profundo, é passiva, enquanto no estado desperto, ela é ativa. Por isso, é
tanto ativa quanto passiva. Fui claro? Durante o sono, a mente não está
ativa, está passiva. Então, como você pode dizer que a consciência é
responsável pela passividade? Do contrário, você será declarado morto. "Ele
não morreu, apenas sua mente não está ativa". Então a mente está em repouso
no sono. Não se está morto, porque o dormir não é morte. Pode ser um tipo de
morte, mas não total. Portanto meus amigos, para a mente ativa como para a
mente passiva, a consciência é a mesma responsável. Fui claro? Qual é a
consciência? Está ali tanto na atividade da mente como em sua passividade.
Agora o que é consciência? É divisível ou indivisível? É divisível como na criação, ou indivisíveis como só uma. A criação está na tela, e é vista como divisível. De modo que a tela da criação diz que a consciência é divisível. Como a única, é indivisível. Este é o paradoxo e a ironia da natureza da consciência.
Tome Swami por exemplo. Ele fica na sua frente, mas Ele olha para outro
lugar. "Ei, estou
aqui"! Pensam. “Por que Swami não quer olhar para mim? O que é isso tudo?
"Nós estamos sentados em frente a Ele, mas Ele vai olhar para outro lado,
como se nós nunca houvéssemos encontrado antes, como se não nos
conhecêssemos”! E ainda esta manhã, o Senhor me deu tão bela entrevista,
sobre a qual dei ampla publicidade a todo mundo, e a tarde, o Senhor
convenientemente me esquece. Quem vai acreditar em mim agora"? A pessoa pode
simplesmente estar sentada ali.
Inclusive, às vezes sobre o estrado, enquanto o programa
continua Ele olha para o vazio. Por que?
Quando Ele vê a apresentação, Ele tem a sua total atenção, como se Ele
estivesse vendo isso pela primeira vez. Essa é a centésima vez que Ele está
assistindo ao teatro, ainda vê como se Ele estivesse assistindo pela
primeira vez. Quem é Swami agora? O Swami observador concentrado ou o Swami
distraído, quem é Ele, agora?
O mesmo Swami pergunta: "Eppudu
occhavo?" (Quando foi que você chegou?) O
mesmo Swami. O Swami que fala, o Swami silencioso são
um e o mesmo. Agora quem é Swami, o silencioso ou o que fala? Ambos. Não vê
isso? Quem é Swami? Ambos. Quando Ele não fala, Ele é o silencioso. Quando
Ele fala, Ele é o som. Quem é Ele? Ambos. Som mais silêncio é Swami. Fui
claro?
Do mesmo modo, a consciência é indivisível e também divisível. É tanto ativa
quanto passiva. Isso é o que queria deixar muito claro. Às vezes, quando Ele
dá lanternas aos estudantes, Ele abre todos os pacotes por si mesmo. Ele vai
mostrar-lhes: "Arrey, esta é uma lanterna, este
é o interruptor, mas tem uma lâmpada e uma bateria que está dentro". Ele
abre a caixa e explica a todos como se Ele fosse a
lanterna. Ele continua mostrando-o, o que implica envolvimento profundo.
Uma pessoa veio aqui trazendo canetas de ouro. Conheço uma pessoa do Reino Unido, Talwar. Ele trouxe canetas de ouro. Swami não olhou para ele. Mas eu estava olhando para ele. Então eu disse: "Swami, ele trouxe canetas de ouro". Ele disse: "Então o que"? Eu disse: "Swami, o Senhor queria da-las". Swami disse: "Vai e pegue uma se quiser".
Então a pessoa a quem Ele dá algo - seja uma lanterna ou uma caneta –
maquina fotográfica, muito bonita, lentes, ou coisa assim – aquele
companheiro vai começar a querer saber tudo. Quando há canetas de ouro, e
Swami não presta atenção, agora quem é Swami? Interessado ou desinteressado,
que é Swami? Diga-me.
Uma vez, um homem entrou muito superior, um VIP. Swami estava sentado na
varanda. Ele não olhava para aquele homem. Aquele homem, então, começou a
enviar mensagens: "Por favor, diga a Swami que devo ir". Ele me disse
também: "Anil Kumar, por favor, informe a Swami
que devo ir". Eu disse: "Não estou preparado para ir com você". (Risos)
"Se eu disser a Swami que você está indo, também tenho de ir com você. Não
estou preparado para ir com você. Por favor, deixe-me sozinho".
Depois disso, de repente Swami vê um outro devoto, que tomou aquele lugar VIP na varanda. Swami já foi para a sala de entrevista e, depois, Ele fez uma segunda chamada. Ele foi diretamente para aquele novo devoto e falou com ele: "Como vai você?" O VIP estava sentado ali antes, mas Swami nem sequer olhou para ele. No primeiro momento, Swami não foi para aquele lado; então, veio por todo o caminho de volta para falar com outros devotos novos: "Como você está?" Agora quem é Swami? Ele é o interessado ou o desinteressado? Ele é apego ou desapego? O que Ele é? Em relação a você, naquele momento, desapego; depois disso, total desapego. Agora, quem é Ele? Apego mais desapego - ambos. Do mesmo modo, a consciência é ambos, divisível e indivisível. É isso que queria chamar a atenção de vocês.
OS DEZESSEIS ASPECTOS OU KALAS
Agora o que tenho que fazer? Para experimentar esse indivisível, quais são as coisas que estão vindo em nossa direção? Há dezesseis aspectos, eles são chamados kalas. Dezesseis kalas, o que são?
O primeiro é prana ou a vida e o último é
Pranava ou
Aumkara. Entre eles há catorze aspectos ou
kalas, cores diferentes. Às vezes, temos um programa de dança
no palco. Um colega opera as luzes; ele tem uma roda com cores diferentes.
Ele faz girar essa roda, por isso vemos diversas cores no palco. É uma
ferramenta utilizada para todos os programas de dança: uma roda com cores
diferentes. Faz com que os bailarinos apareçam amarelo, vermelho e assim por
diante. Se você não quiser as cores o que deve fazer? Peça que o homem:
"Sente-se e não gire a roda. Por favor, sente-se. Por favor, não seja um
incômodo para si próprio e para minha visão".
Do mesmo modo, uma vez que você não se entusiasme pelos dezesseis
kalas ou dezesseis cores, ou dezesseis
ramificações, dezesseis implicações, dezesseis expressões, dezesseis
manifestações. . . vamos, pare com isso! Então
terá uma consciência indivisível.
Quais são os dezesseis kalas? A primeira
é a vida ou prana; a última é
Pranava ou Aumkara.
Entre elas, há catorze. Vou lê-los rapidamente:
shraddha ou constância, Pancha
buthas ou os cinco elementos,
indriyas ou os sentidos, manas
ou mente, annam ou matéria,
veeryam ou poder ou energia, tapas
ou penitência, mantra (essa vocês conhecem!), carma ou ação,
loka ou o mundo.
Portanto, estas são todas as diferentes cores ou tonalidades ou
kalas que fazem esta consciência aparecer
como se fosse divisível. Quando estes kalas
são retirados você pode ver a consciência indivisível. Vocês entenderam?
Isso é o que os Upanishads concluem claramente.
Existe uma bela palavra, pravilapana. O
que você quer dizer com isso? Significa retirar todos os
kalas, retirando toda a diversidade,
retirando todas as dimensões, retirando todas as cenas da pluralidade e da
diversidade de modo que terão esse original, a
consciência indivisível. Este é apenas o
Um-sem-um-segundo. Isso é o que Bhagavan explica claramente neste
Prasnopanishad.
Muito bem, como retirar? Essa é a nossa pergunta. Compreendemos o Um
aparecendo como muitos. Retirado-o dos muitos nos fará conhecer esse Um.
Quem vai me dizer o procedimento? Como fazer isso? Muito bem, todos esses
diferentes doces são feitos de açúcar e farinha de trigo.
Vamos, fazê-los. As pessoas que vêem televisão
vêem como se faz diferentes pratos: como fazer doces. Mas eles nunca podem
preparar os doces por si mesmos, não, não em sua vida. Alguém tem de lhes
ensinar. Se elas vêem um programa de televisão sobre como fazer doce, se ler
um livro e depois vão fazer os doces, mesmo assim elas não podem comê-los.
Alguém deve ensinar-lhes - alguma avó, mãe, ou algum cozinheiro muito
experiente. Não podem fazê-los simplesmente observando.
Para conhecer a CONSCIÊNCIA indivisível sigam a senda indicada pelo Guru
Então, quem é este que lhe ensina? É dito claramente, gurupanishta marga: guru ou mestre + upa ou perto + nishta ou sentar-se + marga ou senda. Estando perto do seu guru, avançando ao longo da senda mostrada por ele, isso é a única maneira para experimentar a consciência indivisível. Isso é o que Bhagavan afirmou claramente no seu discurso.
Então o que acontece? Muito bem, o meu guru me mostrou; ele me falou na
meditação. Ele me disse namasmarana e ele
me entregou muita literatura. Ele me deu upadesha,
então, o que vai acontecer? Queremos sempre saber o que vai acontecer a
seguir. Algo deve acontecer. Do contrário não ia querer ir onde está um
guru.
Então os Upanishads lhes dizem que, quando rios diferentes chegam e
se unem no oceano, o que acontece? Os rios perdem os seus nomes, os rios
perdem suas formas, e doravante serão chamados
apenas “oceano”. Quando um rio se fundiu no oceano, onde está aquele rio?
Ele não está lá; é só oceano. Do mesmo modo, uma vez que experimento essa
consciência indivisível, não sou um individuo, não sou uma pessoa, não sou
alguém com nome e forma, sou cósmico, sou universal, sou Divino. Isso é o
que Baba queria dizer quando Ele falou: "Vocês são Deus".
Divyatma
Swarupalara: Encarnações do Atma Divino. Isso é possível
somente se experimentarmos essa indivisível consciência interna dentro de
nós, ao seguir o caminho mostrado por Ele, como Bhagavan disse aqui.
Agora um ponto que é muito interessante é este. Quero muito especialmente
compartilhar isso com vocês porque tenho selecionado toda essa literatura a
partir de Seus livros.
Manasu,
Buddhi, Chittamu,
Ahamkaramu
Yendu Putti Yendu Anagu
Manasu, Buddhi, Chittamu, Ahamkaramu
Yendu Putti Yendu Anagu
Adi Yettipudu Atma Arasi Chooda
Maranlendumuledu Manyulaara
Maranlendumuledu Manyulaara
A mente nasceu dessa consciência.
O intelecto emanou dessa consciência,
E ambos se unem de volta nessa consciência.
A partir do oceano, os rios nascem,
E os rios se unem de volta no oceano.
Isso é o que Baba disse.
Simples: a fonte é o oceano, os produtos são os rios, e a meta final é o
oceano mais uma vez. Essa é a essência deste
Upanishad. E então, finalmente, Bhagavan disse isto.
Portanto, meus amigos, a nossa conclusão é esta - veja como Ele o diz
belamente. Algumas pessoas dizem: "Isso é bom, isso é mal; isto é pecado,
isto é meritório, ela é boa, ela é ruim". Arrey!
Quem são vocês para dizerem isso? Como vocês dissem:
"Ele é bom"? Ele é amigável a vocês, então ele é bom. Quando ele não
concorda, vocês vão dizer: "Ele é mau". Como pessoa ele é o mesmo. Quando
tomado isoladamente, ele é o mesmo. Quando ele lhes favorecem, vocês dizem:
"Sim, ele é grande." Quando ele não concorda com vocês, vocês dizem: "Ele é
idiota, estúpido Numero Um". A sua mente está mudando. O bem e o mal
dependem da sua situação mental. Não existe nada como bom e ruim nesse
mundo, porque tudo é consciência. Isso é o que Baba disse.
Okkati
Manchiyenusu
Okkaticheddayensu
O rotular um como bom e outro como ruim,
Srushtiyanthunirnay
Vocês podem decidir isso?
Um casaco de lã é bom no inverno, no verão, ele é ruim. O sorvete é bom no
verão. No mês de dezembro, no inverno, perto do Natal, de nada serve! A
garganta ficará seca. Então o que é bom e o que é ruim? Depende do momento,
isso é tudo.
Adiyu,
Idi Okka
Eshwarudu Chese
Adiyu, Idiyu Okka Eshwarudu Chese
Ambos são feitos do mesmo Deus.
O sorvete e o café são ambos Sua criação. Ambos
são necessários. Portanto, não rotule nada como mau nem como bom. Isso é o
que Baba disse no final deste poema que vou lhes recitar.
Sakalamahidharavanasamyuthamai
Toda a terra, a linda terra, a Mãe Terra
Jalanidhilanduvithamayuthaye
As águas, os animais, todos eles
Ele compara o conjunto da
Natureza com um anjo, uma bela deidade, uma bela forma de uma mulher, cheio
de vales, rios e árvores, toda a criação é tão bonita – isso é o que
Bhagavan diz:
Paravashamu Tha Vrukshamucheyaga,
Observando esta natureza, continuamos dançando. Esta é a canção de Swami.
Ganamuseyagadhe
Krishna
Ganamuseyagadha.
Oh Krishna, por que não tocas a sua flauta?
Permita que Sua melodia seja a beleza por trás de toda essa criação. Por isso, não há um Deus além deste universo. Todo o Cosmos é Divino. Toda a Criação é Divina, como uma consciência única desfrutada separadamente. Essa é a mensagem da Prasnopanishad.
Obrigado por estar aqui. Obrigado pelo seu tempo, e obrigado por escutar-me
com atenção concentrada. Num ou outro momento da nossa vida, devemos passar
pela literatural Upanishadica,
embora seja difícil, porque contém a essência da espiritualidade.
Um exemplo simples: em homeopatia existem pílulas de açúcar. O medicamento
está no centro, enquanto todo o resto é açúcar. Mas queremos açúcar; não
queremos medicamentos. Queremos apenas o açúcar e não o medicamento.
Portanto, temos açúcar no corpo ou diabetes. Quando você toma remédio, não
será diabético. Mas você quer só açúcar, o corpo se transforma numa fábrica
de açúcar, como Baba diz.
Portanto meus amigos, estou muito feliz que a
maioria de vocês tenha podido estar aqui desde o início. Estamos tentando
aprender uns com os outros, em conjunto, os segredos dos Upanishads.
Deus lhes abençoe! Muito obrigado. Agora que estamos tentando entrar na
caverna da consciência, tentando compreender os segredos do
Vedanta que em breve aprenderemos com
Ramana Maharshi.
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Samastha Loka Sukhino Bhavantu
Samastha Loka Sukhino Bhavantu
Samastha Loka Sukhino Bhavantu
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Baba Ji Ki Jai!
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Baba Ji Ki Jai!
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Baba Ji Ki Jai!
OM…OM…OM…
Om Shanti Shanti Shanti