25 de março de 2007
“Paralelos Entre os Ensinamentos de Sai Baba e Rama”
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,
Estou extremamente feliz em estar novamente com vocês após um longo período afastado. Nesse ínterim, experimentei uma perda trágica, e gostaria de agradecer a todos meus numerosos amigos que enviaram suas condolências e que compartilharam minha dor ante a partida de minha mãe.
CADA FESTIVAL É UM LEMBRETE DO VALOR DA VIDA
Logo mais, estaremos comemorando um festival muito importante e grandioso, Sri Rama Navami, que cai no dia 27 de março. Na cultura indiana, temos uma celebração a cada mês que, embora possa servir para aumentar o nosso número de feriados anuais, nos lembra o valor e a meta da vida: para despertar. Essa é a razão de termos uma celebração a cada mês. Acordem amigos, e vejam o que é a vida - esta é a maneira que devemos considerar estes festivais.
As celebrações são eventos sociais, e cada um tem suas próprias tradições e rituais específicos; mas por trás deles se encontra um significado profundo e vasto. Cada celebração tem uma mensagem particular a comunicar.
Nosso país é único na qual nossa cultura antiga resistiu a diversas invasões estrangeiras. Se você examinar a história mundial, você encontrará que a cultura existente em quase todos os países foi substituída em algum ponto por aquela do invasor estrangeiro. Somente aqui tem predominado a cultura original antiga. Não foi e não poderia ter sido apagada. Impossível! Continua florescendo até hoje. É por isso que a chamamos Sanathana Dharma: a cultura eterna, a cultura antiga.
Como é possível que nossa cultura antiga pudesse resistir neste país e não em outra parte? Por que outros não puderam destruí-la e substituí-la? A razão é que a observância estrita destes festivais desperta nosso povo. A mensagem única do festival reacende a luz em seu coração. É por isso que celebramos cada festival com regozijo, alegria, emoções e entusiasmo.
Os mesmos festivais são repetidos a cada ano, contudo cada vez o festival parece novo. Meus amigos, no momento que sentimos que algo é repetido, em particular um festival, perdemos o interesse pela vida. Tudo deve ser fresco e radiante; deve ser perfumado. Tudo deve ser sentido como novo - como quando o experimentamos, nós experimentamos uma vida nova, um novo vigor, um novo entusiasmo e dinamismo – como algo doce e bonito.
ESTUDAR OS VALORES ESPIRITUAIS bem como A HISTÓRIA DO RAMAYANA
O próximo festival, Sri Rama Navami, nos fornece uma ocasião para celebrar o nascimento de um Avatar que levou o nome de Rama. Não quero entrar em muitos detalhes sobre Sua história porque já é bem conhecida. De todos os épicos, o Ramayana é o mais popular. Cada aldeão conhece a história, e é popular mesmo em outros países. Na Tailândia, nas paredes perto do palácio real, uma pintura descreve de uma maneira muito bonita a história do Ramayana. O conteúdo do Ramayana resulta em atrativo para toda a humanidade porque comunica uma mensagem espiritual universal.
VÁRIOS AUTORES DO RAMAYANA
Diversos autores escreveram livros sobre a vida de Rama. A versão mais famosa é o Ramayana, escrito por um santo chamado Valmiki. Esdta. É como a versão padrão, mas há muitas outras incluindo Ram Charithra Manas, Kambha Ramayana, e Mula Ramayana. Cada autor tem sua própria visão, sua própria interpretação da história, e todas estas versões são muito populares. A história do Ramayana é cantada em cada casa, em cada vila, povoado e cidade. Todos o cantam, analfabetos e letrados. Cada casamento terá certamente uma apresentação musical no Ramayana. É extraordinariamente popular e, portanto uma história importante.
Enquanto o Ramayana reconta a história real da vida do Senhor Rama, o livro intitulado Adhyatma Ramayana, uma história relatada pelo sábio Vyasa, nos fala de seus significados internos e aspectos espirituais. Por causa desta combinação da história e de valores humanos, o Ramayana tem perdurado através das eras. Se fosse meramente um relato, haveria se perdido para a história e estaria esquecida; mas não é simplesmente um conto bonito.
Todos têm sentimentos. Ninguém pode honestamente dizer: “Não tenho nenhum sentimento.” Mesmo dizer que não tem nenhum sentimento é um sentimento. Como todos têm sentimentos, emoções, paixões, ambições e sentimentos, a epopéia do Ramayana os capta e os retrata belamente.
Nós, pessoas modernas, devemos estudar ambos os aspectos. A história deve ser aprendida para desfrutar de sua beleza, seu valor literário, e com o objetivo de experimentar as emoções humanas fundamentais embutidas nela. Devemos assegurar-nos também de estudar os aspectos espirituais da história.
PARALELoS ENTRE BHAGAVAN baba E O SRI RAMACHANDRA
Revisando a história, é assombroso anotar os paralelos entre o Avatar Bhagavan Sri Sathya Sai Baba e Sri Ramachandra.
Ramachandra pertenceu à era chamada Tretha Yuga, e Sathya Sai Baba pertence a esta era moderna da Kali Yuga, não obstante Sua mensagem é a mesma; Seus valores, mistério e idealismo são impressionantemente similares.
Nenhum Avatar nasce de uma maneira habitual. Jesus Cristo, Krishna e Sai Baba não nasceram de maneira habitual e nem tampouco o fez Rama. O Ramayana nos diz que o pai de Sri Ramachandra, Dasaratha, não pôde ter filhos por muito tempo, de modo que rezou e suplicou, fez penitência e executou o Putra Kameshthi Yaga (sacrifício do fogo para ter filhos). Fez o payasa, uma oferenda ao Deus do fogo e distribuiu o prasadam (alimento consagrado) a suas esposas. Como resultado de tudo isto, Rama nasceu. Rama nasceu por causa da penitência estrita de seu pai, de sua oferenda ao fogo, e da realização da Yaga Putra Kameshthi.
Quanto a Bhagavan Baba, Seu nascimento proveio do Sathya Narayan Swami puja que Seu pai ofereceu. Depois do qual, Eswaramma, Sua mãe comeu do prasadam. Como resultado foi concebido Bhagavan Baba, não com uma concepção normal (prasava) mas sim como pravesa, a entrada da Divindade no útero. Quando Eswaramma estava tirando água do poço da aldeia, chegou uma luz azul que entrou em seu corpo. Como o explica Bhagavan Baba, esta luz azul ocorre com o pravesa.
Conseqüentemente, o nascimento de Sri Ramachandra era o resultado do yagna payasa, a oferenda, e o nascimento de Baba foi o resultado do Sathya Narayan Swami puja.
Compreendemos também que no momento em que Rama nasceu, no mesmo momento que Seus irmãos, se produziu uma chuva de flores. Direto dos céus, todos os anjos regaram flores! No momento do nascimento de Bhagavan Baba, instrumentos musicais começaram a tocar por si sem um músico. Estes são sinais de alegria que produz o nascimento de um Avatar.
Rama sempre representou o dharma: a retidão, a ação sem compromissos. Devemos também seguir o dharma a nossa maneira. (Quando a ação dharmica não interferir com nossos interesses egoístas, não nos importa segui-lo; mas se parece estar em conflito com nossos interesses, adiamos o agir corretamente, dharmicamente, postergando-o para amanhã ou talvez para o próximo ano!)
Bhagavan Baba declarou abertamente o que é dharma, e Ele tem condenado abertamente sua inversão - não fazer aquilo que deve ser feito. É inflexível a respeito. Uma natureza assim intransigente também se encontra na história de Rama e esse rigor de não fazer uma filosofia baseada na conveniência.
IDEALISMo É PERSONIFICADO EM RAMA E EM BABA
Encontramos também personificado o idealismo em ambas as histórias destes Avatares. Nelas, encontramos que os ideais, como a Verdade, tomou a forma humana. Se você fala de Verdade, você não pode senão se referir a Sri Ramachandra, porque Rama significa a verdade.
“A verdade é Rama,” Baba diz. “A verdade é Deus; Deus é verdade. Viva na verdade.” O nome “Sathya Sai Baba” mesmo significa “Aquele que descansa na verdade”. A verdade é um ideal inflexível que não tem que mudar jamais. Uma vez que se tenha pronunciado a verdade, ela deverá acontecer. Por exemplo, quando Rama disse: “Seguirei esta linha de ação. Seguirei o comando de meu pai,” então foi isso exatamente o que aconteceu.
Mesmo Seus próprios irmãos Lakshmana e Bharatha tentaram fazê-Lo desistir uma ou duas vezes. Quando souberam de seu exílio, disseram-lhe: “Não há nenhuma dúvida que o Pai quis que fosse para a floresta. Nós aceitamos aquilo. Entretanto, no palácio e na corte pública, ele disse que você agora é o rei, então, qual declaração é válida? A indicação feita na corte, na frente de todos os reis, é válida. A declaração feita no quarto na presença de sua esposa não era pública, e por isso não é válida.”
Mas Sri Ramachandra respondeu: “Se disse confidencialmente ou publicamente, esqueça-se. O desejo de nosso pai era que partisse para a floresta e, portanto, isso é o que farei”.
Se você ou eu estivesse em Sua posição, haveríamos aproveitado esta contradição para encontrar uma saída fácil. “Ele me disse para ser o rei e devido ter dito isso publicamente, me atenho a isso!” Mas eu não sou Rama. Sri Rama aderiu ao dharma.
Quando Baba estava em Kodaikanal, em 1989, descreveu estes argumentos entre Rama e seus irmãos. Enquanto Baba descrevia seus acalorados debates, senti como se a corte estivesse diante de meus próprios olhos, com Bharatha e Lakshmana perguntando por um lado e Rama respondendo. Que debate bonito foi esse!
Uma vez que Rama se tinha decidido na Sua linha de ação, Bharatha tocou num segundo ponto, dizendo: “Muito bem! Aceito o que diz; mas segundo a lei, o filho mais velho deve ser o rei, não o segundo. Você é o mais velho nesta família e conseqüentemente você deve ser o rei”.
Rama respondeu então, “Não. O desejo do pai é que você devia ser o rei e assim será.” Assim, Bharatha perdeu também seu segundo argumento.
Então, Bharatha apresentou um terceiro argumento, dizendo a Rama: “Swami, tudo bem, agora sou o rei; e assim enquanto rei Lhe devolvo este reino. Como rei, Lhe ordeno que seja o rei.”
Que lindo! Certamente uma oferta bonita! Mas Rama não concordou. Disse: “Quem é você para passar-me o reino? Porque nosso pai disse que você deve ser o rei e não eu, outra vez, você será rei e não eu!” Tal era a natureza da adesão de Rama ao dharma.
Quanto a Baba, quando Seu avô repartiu seus bens materiais entre seus filhos, ele insistiu que Sathyam Baba constituísse sua própria parte da propriedade, que Swami permanecesse ao seu lado. O jovem menino não disse: “Deixe-me ir com meu pai” ou “Devo estar com meus pais.” Permaneceu com Seu avô. Assim era inflexível Seu compromisso com o dharma.
A ÁRVORE CRESCE ONDE A SEMENTE CAI
Baba segue estritamente aquilo em que acredita. Isso é dharma. Quando criou primeiramente o ashram aqui, o Pata Mandir de Seus dias mais jovens, muitas pessoas o visitaram vindos de cidades distantes como Bombaim, Deli e Madras. Muitos pediram a Baba para mudar Sua residência para outro lugar mais conveniente, mas Baba quis este ashram aqui na remota Puttaparthi.
“Não há nenhuma estrada para chegar aqui,” eles argüiam, “e temos que viajar até um lugar por trem, o seguinte de ônibus, e então temos que andar. Não há nenhuma facilidade aqui, não há acomodações, e temos que dormir sob as árvores. Você quer permanecer aqui? Não. Não. Não! Por que você não se estabelece em algum lugar como Bangalore? Porque não poder construir um ashram em Bombaim onde há aeroportos e outras comodidades?”
Baba respondeu: “A árvore cresce onde as sementes caem. Aqui está a semente e onde a semente brota, germina para converter-se numa árvore enorme. Você nunca encontrará a semente num lugar e a árvore em outro. O Avatar nasceu aqui e, portanto, a Divindade se manifestará aqui. Todos virão sob a sombra desta Divina árvore.” Isso reflete a estrita adesão de Baba ao dharma.
DEUS ESTÁ presente EM TODOS OS SERES
Era a natureza de Ramachandra para tratar tudo igualmente, sejam eles um barqueiro, um macaco, um pássaro, um santo, uma senhora idosa, um esquilo, mesmo um demônio como Vibhishana. Todos receberam igualmente o calor de seu amor. Não fez nenhuma distinção. Como isto pode ser explicado - que um pássaro, gado, animal, macaco e esquilo, todos receberiam seu amor em igual proporção - como isso é possível?
A filosofia subjacente de Ramachandra era Iswar Sarva Bhutanam, esse Deus está presente em todos os seres, seja pássaro ou gado ou animal. Seja um esquilo ou um macaco, Deus está presente em todos os seres. Vasudeva Sarvamithi Anor Aniyan Mahato Mahiyan: Tudo é Divino, do microcosmo ao macrocosmo. Devido Ramachandra ter sido capaz de ver seu próprio reflexo em todos os outros seres, em toda a criação, Ele poderia lhes dar abrigo, abençoá-los, e considerá-los todos perto.
RAMA E BABA TRATAM TODOS OS SERES IGUALMENTE
E sobre Baba? Swami ama pássaros e fica rodeado deles. Ama os cães, que sempre são encontrados em sua companhia. Vacas, elefantes, pavões, ama-os todos! Ama sua companhia tanto que, quando visitou a África, pediu especialmente para ir à selva para observá-los. Quando fala de sua viagem a Uganda, a Kampala, Ele se perde recordando os animais maravilhosos que vira. Realmente se esquece do tempo quando recorda esses dias!
Quando Ele descreve aqueles dias, vemos, no olho da nossa mente, Swami em Seu carro numa densa selva africana quando de repente um elefante vem, estende seu tronco, e toca no carro. Oh! Chegamos a tremer quando ouvimos estas histórias. E Ele ama contá-las! Descreve como viu leopardos e leões, como observava a manada de elefantes que se banhavam. Tudo é tão belo. Fala de ter observado uma leoa alimentar seu filhotes. Ele não estava receoso destas criaturas. Ele os ama. Todas estas criaturas receberam Suas bênçãos igualmente.
Do mesmo modo que Ramachandra caminhava através da floresta de Dandakaranya e os animais selvagens ali recebiam Suas abundantes bênçãos, assim encontramos Bhagavan derramando suas bênçãos sobre todos os tipos de criaturas. Vocês devem ter visto a fotografia em que um papagaio descansa na mão de Swami. Existem muitas fotos de Swami com Seus amados animais. Você vê cães desfrutando de Seu amor bem perto dele. Você deve ter observado no Mandir uma pele de tigre sobre a qual Swami se senta. [Essa é uma história triste: um caçador havia matado uma tigresa e deixado órfãos seus filhos; Swami fez com que parassem o veículo desse homem, lhe advertiu pelo que havia feito, e o obrigou a voltar para recolher os filhotes e levá-los a um lugar em que cuidariam deles, e o homem terminou sem mais caçar. Este caçador voltou tempos depois e estando com Swami lhe deu de presente a pele da tigresa e mostrou a câmara fotográfica que seria sua “arma de caça” a partir dali... A história é contada por Howard Murphet em um dos seus primeiros livros sobre Swami. – N.T.] De modo que não há nenhuma dúvida a respeito, Ele ama toda a criação!
AMAR a TODOS IGUALMENTE
Uma pergunta foi posta uma vez a Swami: “Como é que você acredita em todos e nós não acreditamos em ninguém?”
Baba respondeu: “Acredito em todos porque sei que vocês e eu somos um. Eu sou você. Sei disso. É por isso que acredito em vocês. Acredito em Mim mesmo. Vocês não acreditam em qualquer um porque não sabem disto. Você pensa que está separado. Você pensa que é diferente e, conseqüentemente, você não acredita. Mas Eu nos considero como um, e conseqüentemente acredito.” “Portanto, amem a todos igualmente. Amem cada um igualmente, seja ele um barqueiro, um empregado, um santo, ou qualquer um”.
Como Swami bendiz os empregados! Recordo muito bem o que aconteceu em Bangalore quando estava lá. Alguns empregados estavam trabalhando no jardim. Swami esteve lá e chamou de repente um empregado e disse: “Sua esposa está grávida! Dê-lhe prasad.”
Durante sua recente viagem a Madras, Swami saiu de Seu Mandir lá, Sundaram, em Sua cadeira de rodas. Enquanto Ele circulava, chamou alguém da multidão e deu-lhe prasadam. Ele não leva em conta nenhuma patente, nem posição. Todos são iguais para Ele e os ama igualmente. O mesmo valia para Rama.
AS DECLARAÇÕES DOS AVATARS SEMPRE SE tornam VERDADEIRas
Era Rama que disse aos rishis: “Não se preocupe! Você está fazendo este yagna aqui nesta floresta. Você pode ter sido perturbado por todos estes demônios, mas não tema. Esteja certo de que Eu o protegerei. Eu matarei todos. Esteja certo de minhas bênçãos.” Isso foi o que declarou e exatamente o que fez.
Do mesmo modo, Swami disse: “Esteja certo de que terei estabelecimentos educacionais. Esta área terá estabelecimentos médicos. Esta área terá instalações de água potável,” e as fez. Isso mostra quão forte é Sua Vontade. Aqui não se trata de planos, nem de atribuições pressupostas, nem de comitês, nem de votações. É simplesmente fazer uma firme declaração e isso simplesmente se torna realidade. Baba e Rama fizeram isto consistentemente.
E quanto amor Ramachandra sentia pelas pessoas! Como as pessoas O amavam e como Ele as amava nesses dias, em que havia reis e reinos. Hoje em nossa democracia, temos entre nós Bhagavan Baba, o Rei dos reis, o fazedor de reis.
Pessoas O amam também e Ele ama a todas as pessoas. Com o terrível calor que fazia em Madras recentemente, Ele se movia por horas sem fim entre as pessoas que haviam chegado até ali, abençoando a todos não importando quão quente ou ensolarado estava o dia. Seu amor é ilimitado - é infinito. Por amor as pessoas, Ele é capaz de fazer qualquer coisa.
AS PROMESSAS FEITAS UMA VEZ nunca serão RETIRADAS
Uma vez em Madras, o Coronel Jogarao perguntou a Baba: “Não temos dinheiro suficiente, assim como é que vai realizar estes projetos de água?”
Baba simplesmente lhe disse: “Não se preocupe. Isso é problema meu. Você não precisa aumentar sua pressão sanguínea por isso. (Risos) Simplesmente se acalme. Isso é problema meu”.
Quando Baba declarou isso, a pressão sanguínea do coronel Jogarao realmente disparou. Mas seguiu dizendo: “Mas Swami, não há nenhum dinheiro no banco! Nós necessitamos de centenas de crores para realizar este projeto, assim como vamos fazer isso?”
Swami apenas respondeu delicadamente: “É meu problema. Apenas seja feliz.”
Isso é tudo o que Baba disse: Para surpresa de Jogarao, quando foi ao banco no mesmo dia, encontrou centenas de crores de rúpias depositados no banco por um devoto. Esse é o toque Divino. Quando Baba diz que acontecerá, com certeza acontecerá. Não há nenhuma pergunta a respeito do resultado. Sua promessa, uma vez dada,, jamais será retirada.
Quando Rama deu refúgio a Vibhishana, as pessoas do lado de Rama levantaram muitas objeções. “Swami! Este companheiro é perigoso. É um espião. Não o incentive. Expulse-o.” Mas Rama disse: “Uma vez que eu disse que o protegeria, Eu o protegerei, aconteça o que acontecer. Uma vez que uma pessoa se rende a Mim, ela me pertence. Eu cuidarei dele”.
Encontramos muitas pessoas assim em torno de Bhagavan, tal como os jornalistas que têm escrito coisas contra Ele. Havia um jornalista chamado Thakur que escreveu, há uns 30 anos, contra Swami numa revista chamada Current. Escreveu o seguinte: “Quando Baba estava dando darshan, olhando para Ele, pensei que muito bem poderia ser uma estrela de cinema, uma estrela de cinema de Hollywood, com um halo no cabelo. Será verdadeiro esse cabelo ou é uma peruca?”
Momentos mais tarde, Baba passou perto dele durante o darshan e disse: “Thakur, eu pareço uma estrela de cinema?” (Risos) Ele pegou a mão de Thakur e a pôs sobre Sua cabeça e perguntou: “Você gostaria de testar para ver se este é realmente Meu cabelo?”
Diante disto, Thakur começou a tremer e rogando: “Perdoa-me, Swami. Perdoa-me, perdoa-me. Que erro cometi!”
E, então, Swami disse-lhe: “Não se preocupe, você é um genuíno buscador da verdade. Não se preocupe, tomarei conta de você. Não se preocupe”.
DAR E PERDOAR É O TEMA DE SUAS VIDAS
O arrependimento é bastante para ganhar novamente o favor do coração de Deus. Vibhishana se arrependeu, e conseqüentemente pôde apreciar o abrigo de Sri Ramachandra. Uma vez que você diz: “Eu lhe pertenço,” isso é bastante.
Que outra coisa pensam que podia ter levado Swami até a casa de Karunanidhi em sua recente visita a Madras? Este velho homem, que havia sido um ateu toda sua vida, um verdadeiro campeão do ateísmo! O que levava Baba a visitar a residência desse homem? Por que Ele o fez?
“Baba! Você tem feito um bom trabalho. Você deu água a estas pessoas. Sou grato a Ti,” é o que Karunanidhi expressou e derreteu o coração de Baba, e assim Swami visitou sua residência. Este homem pode ser um ateu, pode ser qualquer coisa, contudo disse: “Sou grato a Ti. O estado é grato a Ti pela Sua generosidade, pela Sua compaixão.” Isto basta. Isso fez com que Swami o visitasse em sua casa.
Isso é perdão. Dar e perdoar é o que Ramachandra fez durante toda sua vida. Dar e perdoar é o que nosso mais amado Bhagavan Sri Sathya Sai Baba fez durante toda sua vida. Na realidade, se pensamos sobre isso, não há nenhuma diferença entre Ramachandra e Baba.
DIVINo É O MAIor ENTRE O GRANDE E MENOR ENTRE O PEQUENO
Como rei, Rama usava uma coroa e sentou-se no trono; mas quando estava entre o povo, na floresta, ou no meio dos sábios, era muito comum.
Swami, enquanto sentado na Sua cadeira por ocasião da inauguração do ano acadêmico, ou junto do Presidente da Índia, se vê tão digno e majestoso, mas quando desce para saudar as crianças da escola primária, Ele torna-se novamente uma criança no meio delas, fazendo perguntas tais como: “O que você comeu hoje, idli ou dosa? Quantos?” (Risos)
Quando se senta com as crianças da escola primária, Ele torna-se uma criança; mas em sua cadeira ao lado do Presidente ou do Primeiro Ministro, sim, Ele está acima deles como um rei, dignificado e majestoso. É o menor entre os pequenos, e o maior entre os grandes. Isso é Divindade!
O ESPÍRITO ATRÁS Da OFERta É MAIS IMPORTANTE DO QUE a OFERta
Conhecemos também a história de Sri Ramachandra aceitando as frutas dadas a Ele por Shabari, uma senhora idosa pobre que vivia na floresta. Ela Lhe deu uma fruta que já havia provado e Rama aceitou esta oferenda da pobre senhora.
Recordo muito bem uma vez quando Bhagavan visitou a faculdade em Bangalore. Ele chegou, de repente, no escritório e ninguém estava lá. Chegaram de imediato alguns subalternos para recebê-Lo. Ofereceram-Lhe pipoca (Risos). Sim, Swami comeu alguma pipoca e disse: “muito agradável, muito agradável.” Lhes concedeu padnamaskar. O que você diz agora? A pipoca oferecida pelos subalternos do escritório a Swami, e as frutas da floresta coletados pela rústica e pobre senhora Shabari e ofertadas a Rama. Cada Avatar aceitou estes presentes com gratidão e amor.
O ponto mais importante aqui é que o espírito por trás da oferenda é mais importante do que o que é oferecido realmente. Pode ser que a oferta valha seu peso em ouro, mas Ele se importa somente com o espírito com que a oferenda é feita e não com seu valor.
Quão próximo Ele fica daqueles que fazem ofertas com o espírito de devoção! Podemos ver um menino que Lhe oferece cravos-da-índia em suas mãos, enquanto outros lhe oferecerem cheques. Coletará os cheques e os jogará de volta para as pessoas; mas então Ele receberá os cravos-da-índia e os colocará sobre sua língua. Obviamente os cravos-da-índia são mais valiosos do que cheques quando o espírito por trás da oferta é o da devoção.
“RAMA”, “SAI” E O “AUM” TÊM Significados SIMILARES
O nome de Rama representa três aspectos importantes. Há três letras em seu nome: Ra, Aa, Ma. Cada letra significa uma deidade importante - o fogo, o sol, e a lua. O Ra é o fogo que queima. Similarmente, quando pronunciamos o nome de Rama, todos nossos pecados são queimados. Então vem Aa, o sol. Quando há luz solar, a escuridão é dissipada. Quando dizemos “Rama”, a escuridão da nossa ignorância desaparece. Então há a lua, Ma. A luz da lua é calmante e confortante. De maneira similar, todas as nossas emoções e paixões são acalmadas pela luz da lua por esse nome sem par, “Rama”.
Assim, Ramanama queima nossos pecados, dissipa nossa ignorância e pacifica nossas emoções. Esse é o nome Rama, e o nome Sai significa e faz o mesmo.
Você deve ter ouvido uma outra palavra sagrada, Aum. Aum tem três letras - A, U, e Ma. Elas representam estes três aspectos: destruir nossos pecados, fazer-nos inteligentes e sábios, e confortar-nos.
Conseqüentemente, o nome Rama é igual ao nome Sai que é igual a Aum. Esta informação tem sido retirada dos discursos Divinos de Baba. Esta não é minha interpretação. Não sou capaz de interpretar coisas, nem quero fazê-lo. Temos suficiente literatura Sai --100 volumes ou mais! Este mundo não requer de mim interpretação, confusão, deturpação ou distorção. Simplesmente, quero transmitir-lhes Sua mensagem de uma maneira destilada e concentrada, sem diluí-la.
“RAMA” SIGNIFICA “atração” e SAI É ATRAÇÃO
Baba disse: “O nome deste país é Bharath. Bha-Deus, rath -atração.”
As palavras Rama e Sai são também outros nomes para atração. Como as pessoas correm atrás de Sai, seja meio-dia ou meia-noite, seja à tarde ou no nascer do sol, aurora ou anoitecer. Quando as pessoas sabem que está indo ao Gokulam, as pessoas correm atrás Dele. Quando ouvem que Ele está indo ao hospital, correm atrás do Seu carro. Quando vai a Kodaikanal, cem carros O seguem. Quando vai a Bombaim, todos os vôos ficam cheios!
Você O viu aqui, assim porque você necessita também ir lá para vê-Lo? Você O viu pela manhã, então porque você precisa vê-Lo outra vez à tarde? Vocês gostariam de me ver repetidas vezes assim? Estou certo que não! (Risos) Estou certo que já estão fartos de mim, então porque correriam para ver-me outra vez? Não sentimos desejo de ver as mesmas pessoas constantemente, repetidamente, mas sentimos desejo de ver Swami uma e outra vez, de novo, de novo, de novo.
Tempos atrás, caminhava entre nós, mas agora Ele está numa cadeira de rodas, então porque continuamos querendo vê-Lo? Desde que começara a dar darshan numa cadeira de rodas, as multidões, de fato, têm aumentado! E agora que Ele dá o darshan principalmente do carro, as multidões continuam crescendo. Mais pessoas estão vindo agora do que nunca antes. Por quê? Atração! Qual é a atração? Atração Divina. Atração magnética. Atração eletrizante, energizante.
Conseqüentemente, o termo Rama significa atração e Sai é atração, a atração Divina. Bharath, significa atração para Deus, atração para a Divindade, é o nome deste país. Isso é o que encontramos em Swami e no Senhor Ramachandra.
BABA REMOVE AS QUALIDADES malÉficas E CONSERVA NOSSAS VIDAS
Sabemos também como os malvados foram aniquilados e os piedosos foram salvos por Rama; mas Sai Rama escolheu um método diferente. Por quê? Em dias de Rama, determinadas pessoas eram más e outras eram piedosas e boas. Mas hoje em dia somos piedosos pela manhã, emocionais à tarde, e bestiais à noite. Somos sátvicos pela manhã, rajásicos à tarde e tamásicos à noite. Todas estas qualidades estão tanto em mim como em vocês.
Se Baba, como Rama, terminasse com todas as pessoas más agora, Ele restaria sozinho! Por isso, quis tomar um caminho completamente diferente. Disse: “Eliminarei as más qualidades no homem e o salvarei.”
Remover a úlcera para conservar um homem; não o matar por causa da úlcera. Remover o apêndice -- não permitir que morra por causa do apêndice. Remover estas coisas. Fazer a cirurgia. Salvar o paciente: isso é o que Baba faz. Remover todas as nossas más qualidades e salvar nossas vidas.
BABA realiza uma transformação VOLUNTÁRIA
Quem é o cirurgião? O cirurgião Divino é Bhagavan Sri Sathya Sai Baba. Qual é seu instrumento Divino? Simples, Ele não lhe fala. Isso é bastante. Quão dolorosa é Sua cirurgia? É muito pior do que a cirurgia física. Depois de tudo, uma intervenção cirúrgica leva somente um par de horas e depois disso estamos muito bem; mas esta cirurgia Divina pode continuar por alguns meses e até por um número de anos. Conheço alguns amigos que estão sob o tratamento cirúrgico Divino do próprio cirurgião espiritual Baba! Confie em Mim, não é fácil! (Risos)
E tudo que Ele usa é Seu silêncio! No início, Ele não lhe falará, e então Ele o ignorará completamente. Ele olhará as pessoas e o evitará, como se você fosse uma entidade não existente. Isto me aconteceu muitas vezes, e aquilo significa somente que me submeti a repetidas cirurgias espirituais. Assim, este silêncio, quando Ele o ignora, quando o negligencia, é algo que aplica para que você faça uma introspecção, se examine, se avalie e se reforme.
Também não usa a força nesta reforma e transformação cirúrgica. O processo é totalmente voluntário - você muda por si mesmo. Essa é a técnica Divina.
UM impulso DE DENTRO
Ontem um cavalheiro disse a mim: “Anil Kumar, provei toda sorte de alimento não-vegetariano sob o sol, em toda parte do mundo”.
“E o que tem agora?” Eu perguntei-lhe.
Disse: “Agora sou um vegetariano”.
Perguntei: “Devo ter piedade de você”?
“Não. Um dia olhava para Swami e recebi a mensagem que devia ser vegetariano. Desde esse dia, não toquei mais em nenhum prato não-vegetariano.”
Baba não lhe disse para parar ou disse: “Seja um vegetariano de hoje em diante.” Este homem, ele mesmo decidiu-se. Essa é a técnica Divina. É Sua tecnologia Divina. Ele faz você mesmo resolver as coisas, sem ter dito especificamente o que fazer. Conheço muitas pessoas que pararam de beber, muitos que pararam de fumar, muitos que começaram repentinamente a fazer sacrifícios. Conheço muitos que começaram a prestar serviço, que eram muito egoístas até o momento em que decidiram mudar.
Há uma chamada do seu interior que diz: “Levanta-te. Vamos. Faça-o. Levante-se. Não durma. Levante-se, companheiro. Levante-se e faça-o.”
Ele os impulsionam e os dirige de dentro. Que fenômeno maravilhoso é! Que maneira democrática é! Se o dissesse diretamente para fazer algo, seria uma imposição, como um comando militar feito pela força. Mas quando o sente por si mesmo, as pessoas de imediato começaram a olhá-lo e a pensar: “Como é que este companheiro tornou-se assim tão amável? Ontem ele latia como um cão alsaciano e agora vemos que só sacode sua cauda? (Risos) Tão amigável! O que há de errado com ele -ou sou eu?”
A transformação ocorre dentro. Aquela é Sua maneira democrática de divinizar a humanidade.
a mãe pÁtria É MAIor DO QUE O cÉu
Depois de ter conquistando Lanka e matando Ravana, o irmão de Rama Lhe disse: “Lanka é tão bonita, tão cheia de árvores. Todas estas árvores dão frutas tão encantadoras, e os jardins são tão bonitos. São brindavans que excedem qualquer jardim cheio de dinheiro ou palácio construído de ouro. Ah! Por que não podemos nos estabelecer aqui? Deixe Ayodhya para seu irmão mais novo. Depois de tudo, o temos governado pelos últimos quatorze anos.”
(De acordo com a lei, se você viver em qualquer casa por mais de quatorze anos, ela lhe pertence. Conseqüentemente, devemos pedir aos nossos arrendatários para abandonar nossa propriedade, porque do contrário a perderemos. Os donos de casa devem ter de ser cuidadosos a esse respeito, de acordo com a lei, se qualquer arrendatário permanecer mais de 12 a 14 anos, pode se despedir de qualquer esperança de recuperar sua propriedade.)
Rama lhe escutou e disse-lhe então: “Não. Janani Janma Bhoomischa Swarga Dapi Gariyasi. Tua mãe pátria é maior mesmo do que o céu.”
Baba realizou uma devoção similar a Sua mãe pátria quando Ele prometeu a sua mãe: “Eu não deixarei Puttaparthi. Eu permanecerei aqui e farei esta vila uma vila global e ideal, um centro internacional. Daí em diante, as mensagens de Amor, fraternidade e a unidade das religiões se espalharão por todo o mundo, partindo de Puttaparthi.”
Bhagavan pergunta a seus estudantes agora: “Por que você vai para o exterior com uma bacia de esmola? Por que você não serve a seu próprio país? Pó rque você não serve às vilas onde você nasceu?”
Apenas porque uma outra mulher é mais bonita do que sua mãe, você não começa chamando essa senhora de sua mãe. Sua mãe pode ser feia, mas você não a rejeita por isso. Similarmente, o país onde você nasceu pode ser pobre, mas você deve amá-lo! O Patriotismo, o espírito nacional, deve residir em seu coração. Isso é o que disse Sri Ramachandra.
A MISSÃO DIVINa É CONSTANTE
Há muitos outros paralelos entre os dois Avatares. Deus querendo, se nos encontrarmos na semana seguinte, continuarei com isto e discutirei um pouco mais de paralelos entre estes dois Avatares. Vocês conhecem Ramayana e Baba, mas devemos conhecer os paralelos entre os dois porque a missão Divina é constante. Se entendermos a continuidade da missão Divina, sem consideração dos nomes e formas da Divindade, em diferentes momentos do tempo, alcançaremos nossa meta. Se compreendemos a linha de ação e nos prendermos a ela, seremos capazes de entendermos sua beleza.
Muito obrigado por estar aqui e por seu tempo. Deus os abençoe. Desejo a todos um feliz Sri Rama Navami no dia 27 deste mês. Sai Ram!
OM…OM…OM…
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti