22 de julho de 2007
“Significado do Guru Purnima”
(Parte 2)
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,
Queridos Amigos,
Guru PURNIMA
Esta manhã, vamos estudar o papel do guru em nossas vidas. Esta é a segunda parte desta conversa. Na semana passada, também tratamos da importância do Guru Purnima e o papel do guru no caminho espiritual. Esta manhã, continuaremos no mesmo tom e alento, sobre o mesmo tema e veremos como podemos aprender melhor.
UNIDADE
Meus amigos, é o guru quem nos ensina o princípio da unicidade, da unidade. Gostaria de chamar a sua atenção para um ponto importante. Unidade não é meramente o reunir-se; unidade não é apenas concordar sobre algo; unidade não significa que pessoas de uma mesma ideologia se reúnam.
Esta unidade a que me estou referindo esta manhã é algo que está mais além, algo
mais que o simples entendimento. O nosso entendimento
de unidade encontra-se no nível físico, a nossa compreensão de unidade
encontra-se no nível psicológico, mas gostaria de levá-lo para o nível
para-psicológico da unidade. O que quero dizer com parapsicologia ou
aspectos místicos da unidade?
Unidade, do ponto de vista espiritual, é a percepção consciente de uma entidade
orgânica, a experiência da unicidade orgânica. Para ser algo mais claro, quando
respondo, quando reajo a tudo que está ao meu redor, não existe união. Haverá
felicidade num canto do mundo, se eu também sou feliz aqui. Sim, isto é unidade.
Existe uma tragédia numa parte do mundo, como o acidente aéreo em alguma parte
do Brasil, onde duzentas pessoas morreram. Quando acontece qualquer coisa
trágica, você se sente mal a respeito, você se sente muito triste e totalmente
perturbado. Algo aconteceu em algum lugar distante a pessoas as quais você não
tem nem idéia. Você não tem idéia de quem possam ser. Mas quando há sofrimento
num canto do mundo, você também sofre. Do mesmo modo, quando existe felicidade
num canto do mundo, você também se sente muito feliz. Isto é o que chamamos
“unidade”, isto é o que chamo “receptividade”.
Isto é o que chamo “reação”. Só então podemos dizer que estamos unidos. Esta é união espiritual.
Quando uma grande árvore é cortada com um machado, você sente a dor. Quando um
animal sangra fortemente, você sente a dor. Quando o cão de rua grita em agonia,
você se sente mal. Quando as aves voam por todo o céu, ah, você sente como se
saltasse de alegria, sente vontade de voar também (embora não seja fisicamente
possível, como as coisas são agora). Sentem-se felizes com as estrelas, com os
pássaros, com os rios e as flores. Não importa se é um lírio ou um grande
malmequer. Não importa.
Portanto, reagindo ante cada situação de cada vida, se é uma planta, um pássaro,
uma formiga, um animal, uma flor, ou uma montanha, reagindo positivamente e
partilhando, é o que se chama unidade. Compreenderemos este tipo de unidade por
estar na companhia do Divino Mestre. Portanto, o Guru Purnima chama para este
sentimento de unicidade com todo o universo.
Unidade é unicidade
Vejamos, por exemplo, unidade, universo, e universidade. A sílaba raiz uni – lhes é comum. Deveríamos ser capazes de experimentar a unicidade única que é unidade. No nível espiritual, no âmbito espiritual, é isso que se entende por unidade. Quando desfruta de uma brisa fresca, bem, você fica perdido onde você está. Quando você vê as nuvens passando, você esquece todo o resto. Neste momento, me lembro o que havia acontecido a Sri Ramakrishna Satyananda. Em um momento estava observando pássaros voando lá no alto. Quando viu as aves passar em grupos, ele perdeu a consciência; ele se tornou um.
Portanto, a unidade não é um ponto de concordância, não é um ponto de acordo, e
não é um ponto de convivência. Por unidade, quero dizer, não há um segundo. O um
– sem – um - segundo é a verdadeira unidade, apenas um – sem – um - segundo,
sim, uni, unidade. Isto experimentamos da Divina presença do nosso
Mestre. Encontramos muita gente, muitos gurus que sempre vivem sozinhos,
que sempre querem ser deixados entregues a si mesmos. Querem se manter longe da
multidão enlouquecedora. Querem passar a vida num eremitério, numa floresta ou
no topo de uma montanha, porque isso lhes proporciona uma experiência de emoção
da unicidade com a Natureza.
.
É assim, meus amigos, que o Guru Purnima expressa este importante ponto de experimentar a unicidade com a realidade, unicidade com a Natureza. Você é um com a Natureza, você é um com Deus. De fato não há nenhum segundo. Um - sem - um - segundo é a verdadeira interpretação da palavra unidade. Quando o indivíduo se funde na entidade cósmica, onde o indivíduo é um com o universal - este deve ser o sadhana, quando nos dispomos a celebrar o Guru Purnima.
A situação oposta é a seguinte: Se você se considera dividido, estarão
divididos: "Estou dividido por considerações geográficas e lingüísticas."
Existem plantas, existem animais; também há crianças e pessoas idosas. Mas, se
nos dividirmos, acabamos na loucura. De modo que a divisão é loucura, a unidade
é a realidade. A divisão é o estilo do mundo; a unidade é a senda do buscador.
Por isso, nos unamos espiritualmente, a fim de que possamos experimentar o
Divino interno. Em espírito somos um. Essa é a mensagem que devemos ter em mente
durante esta temporada de Guru Purnima.
Espiritualidade é o caminho do conhecimento
A próxima situação é esta. (Estes pontos têm de ser repetidos várias vezes porque ainda não estamos acostumados ao tipo de vida, acerca da qual lemos, ouvimos e falamos espiritualmente). A não ser que vivamos de acordo com o que pensamos, de acordo com os ensinamentos e com as escrituras, não podemos dizer que sabemos.
As pessoas dizem: "Eu sei, eu sei." O que é que você sabe? Você não sabe que
você não sabe! (Risos) Eu estava falando com estudantes dois dias atrás.
Aquele que sabe que sabe, é um homem sensato – sigam-no. Aquele que sabe que não
sabe, ensine-o. Aquele que não sabe que não sabe, é um néscio – evite-o. De modo
que aprender as escrituras, decorar as escrituras citando-as profusamente, tudo
isso é o trabalho de um computador, não de um buscador espiritual. (Risos)
A espiritualidade não é uma questão de memória. Existem máquinas que podem
memorizar muito melhor. A espiritualidade não é para a memória; não é para a
repetição. A espiritualidade tem que ser vivida. A espiritualidade tem que ser
experimentada. É nesta área que encontramos pessoas levando uma vida de
divergência; não é a vida de convergência; é uma vida de divergência.
Convergência significa viver de acordo com as escrituras e de acordo com seus
ensinamentos; Divergência vai numa direção diferente. Por isso, não encontramos
alívio, conforto e felicidade, mesmo nos ashrams, porque a nossa vida é
de divergência e não de convergência. Temos que aprender a viver de acordo com
as escrituras. Só então podemos dizer: "Eu sei." Até este momento, deveríamos
ser honesto suficiente para dizer: "Não sei." Estamos no processo de
conhecimento, amigos. Este é um ponto muito importante.
Saber é superior ao conhecimento. Algumas pessoas dizem: "Eu sei." Esse é o
conhecimento. Com relação à física, dizem: "Eu sei." "Como você sabe?" "Tenho um
Doutorado em Física, um mestrado em Ciências." Muito bem, isso é conhecimento.
Biociência? "Sim, eu sei." "Por quê?" "Tenho um mestrado." Muito bem, isso é o
conhecimento.
Espiritualidade não é conhecimento; a espiritualidade não é conhecimento! Se
reduzirem a espiritualidade ao nível do conhecimento, seria uma alergia, e a
alergia não é conhecimento. A espiritualidade é a senda do conhecimento. Não é o
estado de ter sabido. Aquilo que é sabido é conhecimento. Aquilo
que está no processo de conhecimento é o caminho de um buscador.
Sim, estou sabendo, significa estou aberto. Estou sabendo coisas
significa ainda sou inocente. Estou sabendo significa que ainda estou
fresco. Estou sabendo significa que sou ainda como uma criança, fresco e aberto.
Uma vez que se diz: "Eu sei", se terão fechado suas portas. Todo o conhecimento
que se tenha será a experiência de outro homem. Quando digo: "Estou sabendo,
estou sabendo", será minha experiência. Quando você diz: "Eu sei", você sabe
que é a experiência de alguém, não a própria.
É assim que, no processo de saber, vocês são a primeira pessoa. No processo de
ter sabido algo, é a terceira pessoa, em segunda mão, uma cópia carbono,
uma fotocópia, uma questão de cortar e colar. Antes não era assim. As pessoas
estudavam muito, liam muito e faziam algumas pesquisas. Mas hoje recortam e
colam – e é Doutor em Filosofia no dia seguinte. "Vou conseguir alguma
informação no Google, recorto e colo." Informações do Google, duplicá-las,
Doutorado! (Risos) Não é que estou rindo das pessoas. Está bem, que
continuem fazendo as coisas assim, mas a espiritualidade não é isso. A
espiritualidade não é dada a esse processo de 'cortar e colar'.
Estou usando uma linguagem de computador. Desculpe, não sei nada sobre isso.
Deus tem me protegido nesse campo. Achamos pessoas que passam horas e horas na
frente do computador. Receio que devam estar pressionando o botão do mouse
também em seus sonos! Inclusive as crianças assistem aos vídeos games e tudo
isso. Anteriormente, os pais tinham que comprar muitos brinquedos para as
crianças. Hoje já não é necessário. Presenteiam-lhes com um computador e vão
mantê-los ocupados pelo resto das suas vidas! (Risos) Amigos, não sou
contra a modernidade; não sou contra os últimos avanços, não. Sejamos modernos,
sim. Mas, ao mesmo tempo, espiritualidade é algo diferente. Querem que saibam.
Não querem que diga: "Eu sei." Por quê? Porque ao “estar sabendo” são frescos.
Em sabendo, você experimenta. Em saber, você é importante. Por outro lado,
quando você diz, "Eu sei, eu li, eu ouvi", é uma informação em segunda-mão. Já
se passou, é conhecimento passado.
A espiritualidade quer que você conheça por si mesmo; ao passo que, no mundo
você pode saber a partir de outra pessoa. O que disse Arquimedes, o que Pascal
disse, o que Galileu disse, o que Newton disse, se você conhece bem, você vai
tirar dez em física. Mas , na espiritualidade, você sabe, mas você ainda vai ter
um zero. Você obtém um zero, mesmo que você saiba. Por quê? Porque você ainda
não experimentou, porque você não está praticando. Portanto, Guru Purnima quer
que continuemos no processo de “estar sabendo”, e não no processo de recolher
conhecimento de segunda mão. Acho que dei o melhor de minha habilidade, me fiz
claro.
"isto Tambem haverá DE PASSar"
Terceiro ponto: o Guru Purnima quer também que tenhamos em mente um outro ponto importante. Qual é? Como posso dizer que fui beneficiado pela proximidade com Deus? Como posso dizer que tenho me beneficiado por estar aqui? Como vocês dizem que estão desfrutando da presença de Deus, ou que o estar na presença do guru não é um simples aparentar sincero?
Muitas pessoas dizem: "Como estás?" "Muito bem!" Com um sorriso de publicidade
de Creme Dental Colgate! (Risos) Sabemos que não estão bem. Eles não
estão bem. Não é que quero que todos chorem e digam: "Não, Não." Deixe-nos ser
felizes.
O que eu realmente quero dizer é que um homem que se apresenta ao guru
deve ter um estado de espírito equilibrado. O que quero dizer com estado de
espírito equilibrado? Equanimidade, serenidade, tranqüilidade. O que quero dizer
com isso? Nenhuma situação poderá permanecer por muito tempo. Tudo tem de chegar
a um ponto final em um ou outro momento.
Estamos dançando, muito bem, esta noite estamos todos dançando. Mas isso tem
que terminar em algum momento. Não posso continuar dançando por todo o dia.
"Sim, saboreio a comida." Bem, mas você não pode continuar comendo vinte e
quatro horas. "Gosto de música." Bom, você não pode ficar escutando-a
permanentemente. "Não", você diz? "Por favor, interrompa-a, deixe-me desfrutar o
silêncio." Você também desfruta o silêncio. Por que você gosta de silêncio? Por
causa do ruído, você gosta de silêncio.
Por que desfrutam da noite? Devido ao trabalho árduo que faz durante o dia, você
gosta de dormir durante a noite. Por que você gosta do dia? É o momento em que
você trabalha e ganha o seu pão. Dessa maneira, tanto o dia como a noite lhes
ajudam. A noite lhe dá descanso; o dia dá-lhe trabalho. Portanto, noite e dia
foram benéficas, tendo fontes de benefícios, fontes de lucro e vantagem. Ninguém
pode dizer: "Oh, Deus, quero apenas a noite." Animais noturnos devem orar assim.
Ninguém pode dizer: "Quero apenas a luz do dia," porque estão cansados. Às
vezes, vocês querem dormir e então desligam a luz. "Deixe-me dormir em paz."
Por isso, o que quero trazer à sua atenção é o seguinte: uma firme convicção de
que isso também vai passar, isso também vai passar. Pode ser um momento de
alegria, ou pode ser um momento de luto. Pode ser um momento de júbilo, ou pode
ser um momento de humilhação. Pode ser um momento de música, ou pode ser um
momento de miséria. Pode ser um momento de sorrisos, ou um momento de lágrimas.
A cada momento temos de ter em mente a citação: "Isso também passará. Isso
também passará."
Swami dá um exemplo de Dharmaraja do Mahabharata. Todas as pessoas se
sentiam muito triste: "Nós, os Pandavas, cinco de nós levamos uma vida virtuosa,
levamos uma vida correta. Como é que temos que passar nossas vidas no exílio?
Seria absolutamente insuportável para um príncipe viver numa floresta. É
inconcebível para um príncipe deitar-se no chão. É impensável para um príncipe
comer folhas e raízes disponíveis na floresta, abandonando todas as suas
deliciosas comidas e banquetes. Não é algo fácil."
Quando se lamentavam assim, o Senhor Krishna lhes deu uma mantra. Ele o
escreveu numa folha e a enrolou e disse a Dharmaraja: "Guarde este mantra.
Não abra e leia-o, até que você encontre dificuldades insuportáveis. Naquele
momento, se sentir: "Oh Deus, não posso suportar isso por mais tempo! Oh, Swami,
não, não! Ponha fim a este sofrimento! Não posso suportar isso por mais tempo",
assim, nesse momento intolerável, simplesmente abra a folha e veja o mantra,
e você estará livre do problema", disse Krishna.
Dharmaraja obedeceu como um servo e manteve o mantra em seu bolso. Havia
passado um ano incógnitos (agnathavasa), significa sem serem
identificados, sem serem notados. Assim haviam de passar um ano sem serem
reconhecidos. Naquele momento, eles sentiam muito pesar. É muito difícil levar
uma vida sem reconhecimento, porque você quer reconhecimento. Queremos
reconhecimento. "Não posso ser nada, mas deixe-me ser reconhecido por isso --
sendo nada." (Risos)
Um senhor estava impugnando as eleições. Eu disse: "Por quê?" "Excelentíssimo
Senhor, Presidente da União dos Desempregados." (Risos) Os desempregados
querem ser presidente dessa associação, muito bem! É assim que o reconhecimento
é importante, e não é pouco levar uma vida não sendo reconhecido.
Nessa altura, Dharmaraja recordou o que Krishna lhe havia dito, e leu o
mantra. Qual era esse mantra? "Isso também passará." (Risos) "Isso
também passará", significando o quê? Você está chorando, se sentindo miserável e
fatigado, mas o mantra diz, "Isso também passará." Portanto, meus amigos,
o Guru Purnima quer que se lembrem, conscientemente, a cada momento, esse
maravilhoso mantra, "Isto também passará." Nada vai ficar
permanentemente. Nada é eterno neste mundo, bom ou ruim.
"Então, o que devo fazer?" Não façam (Risos), não façam. "Excelentíssimo
Senhor, qual é o meu papel?" Você não tem nenhum papel. "Então, o que se supõe
que faça agora?" Simplesmente observe, escute impotente! (Risos) Nós
podemos também observar várias situações em nossas vidas, observe o que está
acontecendo, isso é tudo. Quando se identifica com isso, então surge o prazer ou
a dor. "Vejo que as coisas são perfeitas e agradáveis, ocorrendo de uma forma
positiva; simplesmente observo. "Bem, mas se pensar: "Esta positividade é devido
a mim, e, ah, coisas boas estão acontecendo por minha causa", isso é uma
tragédia. Simplesmente observe. Tudo de negativo que acontecer, tudo que termine
em fracasso, culpa, ou dor, também deveríamos observá-los. Por quê? Isso também
irá passar. "Não, senhor, isto não vai passar." Venha, experimente! Quando me
identifico com o prazer ou a dor, reações, solavancos, saltos, lágrimas - todas
essas coisas chegam. Mas os ensinamentos do guru, os ensinamentos do
Divino Mestre, não se perturbarão, não se identificarão com nenhuma situação,
porque aquilo também vai passar. Significa que o meu papel aqui é só como uma
testemunha, isso é tudo.
Eu sou apenas uma testemunha
Não posso dizer que o amanhecer ou a luz do sol se devam a mim. Vocês sabem disso. Perguntei ao sol na noite passada: "Apareça lá as 6:30 da manhã, compreende?" (Risos) Não se pode ter o crédito pelo amanhecer. Numa clara noite de lua você não pode dizer: "A Lua é meu tio, assim vou lhe pedir para brilhar radiante." (Risos) Não, você gosta do luar, você aproveita o período diurno. Você não pode dizer: "Eu pedi a esta rosa para ser bela; Por isso é bonita. "Não, não, ela é bonita, apesar de você! (Risos) Da mesma maneira que você testemunha, e desfruta da beleza de uma flor, da luz da lua, do amanhecer do sol, permita-nos ser testemunhas também dos acontecimentos nas nossas próprias vidas.
"Na minha vida, tem acontecido isso." Tudo certo. "Na minha vida, neste momento,
isso está acontecendo." Muito bem. Portanto, seja um observador, observe como um
observador. Seja uma testemunha de sua própria vida, da mesma forma que você vai
a um cinema ou vê um filme na TV. O filme vai acontecendo, mas você só observa,
isso é tudo.
"Não, senhor, não observo."
"O que você faz?"
"Eu também choro."
"Por quê?"
"A heroína está chorando."
E. por isso, ele também está chorando, muito bem! Ela simplesmente chora,
fingindo. Na verdade, ela está chorando porque o pagamento foi estabelecido --
chorar durante uma hora, tanto dinheiro! (Risos) Então, por que você deve
chorar? Você não recebeu nenhum dinheiro para fazê-lo! (Risos) E você
comprou o bilhete também, de forma que você perdeu dinheiro. Ela recebe
dinheiro para chorar; Eu choro e ainda perco dinheiro. Deixe-me também receber
algum dinheiro, por que não?
É assim, meus amigos, da mesma forma que você vê um filme, lembre - se de que
tudo que está acontecendo é apenas uma projeção. Com um projetor, você está
vendo um filme. Nossas vidas são resgatadas, nossas vidas são libertadas, nossas
vidas são paradisíacas (se me é permitido usar esta expressão), a nossa vida se
torna celestial se pudéssemos apenas assistir às situações em nossa própria vida
do mesmo modo que assistimos a um filme. Esta é a ciência de um buscador
espiritual. O que dizem disso?
Gurus vão alÉm do nÍvel corpÓreo
Muitas pessoas chegavam a Ramana Maharshi: "Swami, foste operado. Vemos-te agora
e pensamos: “Como é doloroso!" E Ramana Maharshi disse: "O meu corpo parece
assim, realmente?Será doloroso?"Isso foi o que Ramana Maharshi perguntou. As
pessoas, após vê-lo, começaram a chorar. Mas ele começou a brincar sobre o seu
próprio corpo: "Olhem, esses cortes, são tão bonitos. Nunca pensei que pudessem
ser tão bonitos. Tal como pedras preciosas, como a minha carne está brilhando,
você vê. Como é lindo!" Assim, ele estava apenas testemunhando seu corpo,
enquanto que outras pessoas estavam chorando por ele.
Então Ramakrishna Paramahamsa estava em seu leito de morte e não podia beber uma
gota de água, quando as pessoas recomendaram a ele, "Swami, por favor, descanse.
Com esse câncer da garganta, não consegues comer, nem podes beber, então, por
favor, descanse. Ele disse: "Quando todos vocês estão comendo, quando todos
vocês estão bebendo água, preciso comer separadamente? Preciso beber água
separadamente? Quando você todos tomam, isso é suficiente".
"Bhagavan Baba, estás cansado demais. Swami, por que não descansas? Vimos o
Senhor se deslocando uma série de vezes. Vimos o Senhor andando ao redor dos
devotos fazendo repetidas voltas. Swami, por favor, descanse."
Swami ficava sério e, com um olhar severo, Ele dizia, "Descanso? Eu não o quero.
Não o quero. Não preciso dele".
"Swami estás cansado."
"Não, não."
"Estás cansado."
"Nunca estou cansado!" (Risos) Oh, eu sei!
Algumas pessoas Lhe perguntam: ”Swami, como o Senhor está agora?"
”Ele responde: "Estou sempre muito bem. Como você está primeiro?”.
"Swami, sentes alguma dor?"
"Você pode ter dor. Eu nunca tive dor, nenhuma dor".
Eu sei. Como Ele é capaz de dizer isso? Ele é capaz de dizê-lo, porque Ele tem
ido além do nível corporal. Assim, uma sadguru, um Divino Mestre sempre
nos dirá para sermos testemunhas do que acontece durante nossas vidas bem diante
de nós, sem nos identificarmos com as situações.
Suponha que um trabalho é um grande sucesso. Se vamos até o administrador ou
presidente do centro Sai e dizemos: "Senhor, o trabalho foi muito bom --
parabéns!" Ele não vai dizer: "É pela graça de Swami".
Em vez disso, ele irá anunciar: "Você sabe que tipo de planejamento fizemos?
Você sabe quantas reuniões tivemos? Você sabe (Risos) o número de pessoas
envolvidas? Você sabe isso?!"
"Muito bem, chega! Tenho conhecimento suficiente. Foi meu erro ter feito essa
pergunta (Risos), não há nada de errado com você!".
Portanto, no momento em que consideramos que está acontecendo e pensamos: “Não
estou aborrecido, não estou preocupado; as coisas estão apenas acontecendo dessa
forma; sou apenas a testemunha", essa é a verdadeira qualidade do buscador ou
aspirante espiritual.
A vida é um sonho, percebam isso!
O próximo ponto: Uma vez que muitos têm se reunido aqui para o Guru Purnima e para a conferência internacional, temos ouvido muitas histórias engraçadas. Alguém virá e dirá: "Tive um lindo sonho ontem à noite." Alguém dirá: "Na noite passada, Swami apareceu no meu sonho e queria que falasse com você." Outro dirá: "Swami apareceu no meu sonho e me levou ao céu".
Existe um homem muito grande, uma pessoa muito importante (VIP), que sempre fala
de sonhos. "Swami me levou ao céu, e Swami (no sonho) me ensinou todo o
Bhagavad - Gita. Então Swami me levou a Kailasa", e nós simplesmente o
escutamos e sorrimos.
Mas os meninos são meninos, vocês sabem. Um estudante chegou e me disse:
"Senhor, tenho um comentário." Sou muito liberal com os meninos. Disse-lhes:
"Qual é o seu comentário?" Ele disse, "Senhor, Swami levou este VIP para o céu.
Teria sido muito agradável se o tivesse deixado por lá! Por que Ele o trouxe de
volta?" (Risos) Ele poderia tê-lo deixado ficar lá, porque agora temos
essas dificuldades com ele. Se o tivesse deixado lá no céu, teria sido muito
conveniente! Não o invejo, nem tampouco desejaria copiá-lo, porque não estamos
dispostos a ir para o céu agora. Ainda há um longo caminho a percorrer, por
algum tempo."
"A vida é um sonho, perceba-o", Baba diz. Não é a minha interpretação. Como
sempre digo, não é a minha própria interpretação. A vida é um sonho, perceba
isso! O que significa? O sonho que tive na noite passada não está aqui agora. No
sonho da última noite, estava lá num carro Rolls Royce, ou num hotel sete
estrelas. Uou! a noite passada! Ontem à noite, era um homem muito importante,
presidindo algo importante. Agora, em estado de vigília, sou empurrado por um
seva dal, fora! É tudo (Risos), Só fico na 50ª fila! O que é
verdadeiro?
A verdade de ser muito importante no sonho é tão verdadeira quanto a de ser
irrelevante agora. O estar numa presidência em sonho na última noite é tão
verdadeiro quanto ser empurrado para fora por um seva dal voluntário
desta manhã. Por quê? Porque, aquele foi um sonho noturno e este é um sonho
diurno. Este é um sonho acordado; aquele foi um sonho noturno. (Risos)
Por isso, quando começa o sonho noturno, não haverá sonho diurno. Sim, quando o
sonho diurno está em pleno andamento, não há sonho noturno. Algumas pessoas
podem sonhar durante o dia também, porque eles têm poderes especiais de entrar
em samadhi enquanto estão no trabalho, na sala de aula, ou na estação de
trem. Alguns podem dormir em pé devido a uma tecnologia avançada. Alguns podem
dormir com os olhos abertos também (Risos). Vocês sabem, são alguns
poderes extras!
Portanto, meus amigos, o que quero que entendam é que o que você sonhou na noite
passada já passou. O que você experimenta agora já se foi, porque ambas as
situações são somente sonhos. Algumas pessoas terão alguns sonhos trazidos
adiante pelas experiências da manhã. Suponha que durante o dia são torturados,
assim também no sonho você continua a ser torturado, porque é o prolongamento da
experiência. (Risos)
Não, não, meus amigos, não deveria ser assim. Vamos entender que a vida é um
sonho, realizem-na, significa que, aquilo é tão verdadeira como isto. Isso é
tão verdadeiro quanto aquilo. Ambos já se passaram. Com a vinda de um, o outro
desaparece. Com a perda de um, existe o outro. Como o dia começa, a noite se
vai. Quando começa a noite, o dia já passou. É algo assim. É a terra que se
move; o sol continua lá no centro. Quando um lado da terra está no sol, é dia;
do lado contrário, é noite. Estou certo? Mas o sol está lá no centro, isso é
tudo. Ele permanece onde está.
Da mesma forma, sonhos vão e vêm, mas você, o sonhador, permanece lá todo o
tempo. Você é o sonhador, mas não o sonho. Sonhos são muitos; sonhador é um.
Suponha que eu diga: "Me encontrei com Anil Kumar na última noite em sonho. Eu
sou este Anil Kumar que vêem agora. " Estou certo de que nenhum de vocês estará
aqui da próxima vez, porque vocês têm vindo aqui para ouvir o que Swami disse, e
não o que diz um louco! Como posso ser diferente no sonho noturno? O mesmo
homem, o que sonhara na noite passada, é aquele que está sonhando agora; o
mesmo.
De modo que, sonhos são muitos -- devaneios, sonhos noturnos, sonhos horríveis,
sonhos terríveis, sonhos maravilhosos. Algumas pessoas tiveram um sonho
maravilhoso na noite passada. Por favor, continuem sonhando assim, por favor.
Portanto, o sonhador é mais importante do que o sonho. O sonhador é constante,
enquanto que o sonho é passageiro. O sonhador é a realidade, enquanto o sonho é
falso. O sonhador é o Divino, o sonho não é mais que um tema. O sonhador é uma
constante, o sonho é mutável. Por favor, estou sendo claro? Portanto, este Guru
Purnima deveria nos ajudar a conhecer o verdadeiro sonhador, e não nos deixar
levar por cenas de dualidade, não se deixe levar pelos sonhos noturnos ou sonhos
diurnos, já que o sonhador é eterno.
"Portanto, senhor, o que devo fazer?" Para conhecer o sonhador, você não precisa
de sonhos. Não, necessita de visões. Portanto, vamos ter visões, não sonhos.
Sejamos cuidadosos nas nossas expressões. Pode-se dizer que tive uma visão, mas
nunca dizer que tive um sonho. Porque sonhos são reações psicológicas; sonhos
são desejos insatisfeitos; sonhos são tarefas incompletas. Mas as visões são
Divinas.
Não estou descartando que você sonha com Baba. Não estou negando os que sonham
com Swami. Os sonhos que vocês têm com Swami não são realmente sonhos; Eles são
visões. Considerando que todos os que sonham, sendo Presidente da América, é
apenas um sonho passageiro. Tudo o que sonham, como sendo proprietário do
Palácio Birla, é só um sonho. No entanto, Swami estando perto de você –
falando-o, consolando-o, persuadindo-o, aconselhando-o, dirigindo-o -- não é um
sonho. Trata-se de uma visão. Portanto, fenômenos espirituais são visões, e
fenômenos físicos e mentais são sonhos. Assim, deixe este Guru Purnima nos
ajudar a ter visões, que são totalmente Divinas e espirituais.
a ESPIRITUALIDADE É PARA “EXISTIR
“
Tenho um outro ponto para compartilhar com vocês. Estamos sempre fascinados para fazer algo. Faço isto. Devo fazer aquilo. Algumas pessoas dizem: "Você sabe o que faço?" "Oh, não. O que faz?"
"Acordo às três horas."
"Oh! Bom".
"Vou ao templo".
"Bom".
"Faço isso. Faço aquilo".
"Muito bem!"
O que sinto é: se diz que você se levanta às 4 da manhã, diria, por que não às
três horas, ou não dormir em absoluto? Muito bem. Insônia é um sadhana,
ou a insônia é uma doença? Para sua informação, dormir é bom. Pergunte aos
médicos. Nenhum médico aconselha deixar de dormir. Se sofre de insônia, algo
anda mal com você. Durmam, mas não durante todo o dia, porque queremos fazer
algo e anunciar, Isto é lamentável!
"Escrevo alguns pequenos poemas, sabe que escrevo uns poucos."
"Você é John Milton? Por que essa publicidade"?
"Quero que saiba que também sou escritor".
"É certo?"
Por favor, salve o mundo partindo de você! O ponto é que os feitos anunciados
são todos, ações-- ações de publicidade, que estão cheias de ego e cheio de
propaganda. São orientadas para a sociedade. Buscam reconhecimento.
Meus amigos, não vivamos para fazer, nem para anunciar as nossas atividades.
Vivamos para o nosso existir. Existir é mais importante do que fazer.
Assim, a espiritualidade quer que me concentre no meu existir, e não no meu
fazer. Por quê? Uma vez que chegue a conhecer meu “ser”, meu “existir”, posso
sentir o centro do universo. O centro do universo é realmente o mesmo que o meu
próprio ser. O meu próprio ser ou existir é também o mesmo que o seu.
Pode haver uma grande quantidade de círculos, mas todos eles terão o mesmo
centro. É assim que esse círculo é similar ao existir, enquanto que todos os
círculos são como os afazeres. Os afazeres são muitos, de muitas diferentes
áreas, diferentes periferias, ou dimensões diferentes, mas o centro é um único e
o mesmo ser ou existir.
Por isso, meus amigos, deixe este Guru Purnima nos ajudar a meditar sobre o
nosso existir e não pensar em afazeres, porque quanto mais afazeres ou ações
existem, mais longe você está do centro. E quanto maior o círculo, mais longe
você estará do seu centro. Portanto, quanto menor o círculo, mais próximo você
estará do centro; quanto maior o círculo, mais afastado estará do centro. De
modo que os afazeres lhes afastam do centro, porque o existir é a realidade.
Limitemos a periferia da nossa atividade humana, nossos afazeres, para que
possamos estar mais perto de nosso ser ou existir, que é
universal. Isto é o que queria compartilhar com vocês esta manhã.
Conhecendo nosso valor
A outra coisa que quero chamar a sua atenção é isto: Oxalá este Guru Purnima nos ajude a conhecer o valor de nossas vidas. Sabemos o valor de tudo, mas infelizmente não conhecemos nosso próprio valor, significando o valor de nossa vida. Sei o valor deste relógio – entre duzentas a trezentas rúpias. Sei que o valor destes óculos é cinco a dez rúpias. Mas qual é o seu valor? Você não pode responder.
Qual é o valor da vida? Você não pode dizer. Não pensamos no valor da vida; nós
só pensamos nos valores dos objetos. Mas não pensamos no valor de um sujeito. A
objetividade é barata; a subjetividade é preciosa. Quando você pensa no assunto,
é precioso, digno de conhecer; mas se você é regido pelo objeto, é inútil.
Por mais valiosa que seja uma pedra preciosa, mesmo que seja um diamante, continua sendo somente uma pedra. Por preciosa que seja, continua sendo apenas uma pedra. De forma similar, os objetos, por mais caros que sejam, são somente materiais, inanimados. Só porque tenho um anel de brilhantes, não posso dizer que meu anel fale. Não, não, você fala para si mesmo. Anéis de brilhantes não falarão.
Algumas pessoas dizem: "Você sabe, os meus óculos Ray Ban são caros." Oh! Mas a
minha pergunta é: "Afinal, você só vê através dos óculos? Com meus óculos,
também posso ver. Os seus óculos são muito caros. Você também vê. Você não fecha
seus olhos e seus óculos não mostram nada diferente daquilo que está à sua
frente. Com meus óculos, vejo você. Com seus óculos também você vê uma pessoa.
Mas seus óculos não vão ajudá-lo a ver uma pessoa no ponto de ônibus, certo"?
"Não senhor, estes são os meus óculos caros, de modo que posso ver um homem
perto do terminal de ônibus, estação ferroviária ou aeroporto." Deve haver algo
de errado com você! Vamos mantê-lo afastado de nós, a uma distância respeitável,
para que não nos ponha em perigo. (Risos) Assim, o ponto é que os óculos
sejam caros ou baratos são úteis apenas para ver.
Chinelos. . . Sapatos. . . Alguém estava perguntando: "Você sabe o preço disto?"
"O que, senhor?"
"Três mil e quinhentos."
Então disse: "Coisas tão caras não podem ser calçados! Por favor, mantenha-os em
sua cabeça como Padukas; eles são Padukas de três mil, quinhentos!
Por favor, não use -- mantenha-os sobre sua cabeça!" Eles são calçados muito
caros. Mas o calçado, por caro que seja, terá que servir apenas como calçado;
não pode ser usada como uma coroa, impossível.
Então como conclusão, meus amigos, por mais caros que sejam os objetos, são apenas materiais. Objetos nunca poderão ser superiores ao sujeito. Um exemplo simples: se não estivesse aqui, tudo o que tenho é imaterial. Quando Alexandre, o Grande, morreu, seu império não morreu. O império estava lá, mas aquele companheiro estava em outro planeta. Os objetos são assim, mas o sujeito é o mais importante.
Portanto, deixe este Guru Purnima nos ajudar a nos concentrar no sujeito muito
mais do que no objeto, mais no sonhador que nos sonhos. Também deixe que esta
ocasião nos ajude a conhecer o valor de nossas vidas. Temos estado valorizando
todos, mas temos que nos valorizar. Quão valiosa é a nossa vida!
Jornada espiritual, julgamentO NÃO
Deixe que este Guru Purnima nos ajude a parar de julgar os outros, porque estamos muito ansiosos por julgar todos. Quando olhamos para uma pessoa, ela parece ser baixa. Em que lhe afeta ela ser baixa? (Risos) "Bem, acho que ela é muito alta." Então, o quê? Você não é tão alto como ele. "Ele é de aparência bonita." Então, o quê? "Ele é de aparência média." Então o quê? "Ele é um pouco escuro." Então, o quê? Este tipo de julgamento -- este fulano é bom. . . ruim. . . escuro. . .louro -- é muito injusto.
No momento em que pararmos de julgar os outros, começaremos nossa caminhada espiritual. A viagem espiritual começa quando os julgamentos param. Enquanto vocês estiverem julgando, serão mundanos. Enquanto julgarem, vocês são físicos. Enquanto vocês estiverem julgando, vocês são somente objetivos. Mas quando vocês não julgarem, estarão viajando para Deus, estarão viajando para o sujeito, estarão viajando rumo a essa unicidade, a essa unidade. Estarão viajando para o centro de seu sonho, de sua vida, da realidade da verdade. Estarão fugindo da falsidade -- tudo isso é falso.
Portanto, julgar os outros é feio. Julgar os outros é verdadeiramente ridículo,
porque, como é que você julga uma pessoa? Uma pessoa é bastante boa. Você não
sabe como ela era há dez anos; você não sabe como ela foi ontem; você não pode
dizer o que ela vai ser amanhã. Você só a vê hoje, na sua frente e diz: "És o
homem mais excelente que jamais encontrei." Ou "Que homem horrível"! Você pode
julgar desta maneira?
Vocês não podem julgar, meus amigos, não se pode dizer fulano é bom, ou sicrano
é mau. Não, não, não! Isso tudo é um reflexo do seu ser interior. É tudo apenas
um reflexo do ser interior. Portanto, não vamos julgar ninguém, pois todos são
preciosos.
Vamos desfrutar a presença de Bhagavan, o que é mais importante do que a
comunicação. Temos de alcançar esse estágio. Anteriormente, a comunicação
desempenhava um papel importante: Swami conversando com todos, Swami dando
entrevistas ao maior número possível de pessoas, e assim por diante. As coisas
estavam no nível da comunicação, então. Mas, hoje em dia, O vemos internamente,
além da comunicação. Por isso, vamos receber as vibrações Divinas, as
vibrações Divinas na Divina Presença mesma.
Que Deus ajude a todos a crescer na senda espiritual. Vamos marchar adiante na
direção espiritual, pelo caminho espiritual. Que Bhagavan abençoe vocês, e
possa Bhagavan estar com vocês para sempre.
Sei que esta sala está comprometida com outro propósito – foi proporcionado um
encontro aos nossos irmãos. Que não me subestime; não quero perder a sua
amizade. De modo que, senhor, que nos saúda para irmos, e lhes damos as
boas-vindas para entrarem!
Obrigado. Sai Ram.
OM…OM…OM…
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti Shanti
Jai Bolo Bhagawan Shri Satya Sai Babaji ki Jai!
Jai Bolo Bhagawan Shri Satya Sai Babaji ki Jai!
Jai Bolo Bhagawan Shri Satya Sai Babaji ki Jai!
DEUS LHE ABENÇOE!