17 de junho de 2007

 

“Kodaikanal 2007” (Parte 3)

 

OM…OM…OM…

 

Sai Ram

 

Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,

 

Queridos Irmãos e Irmãs,

 

 

Esta é a terceira conversa na qual discutiremos a recente viagem de Bhagavan a Kodaikanal. Como disse previamente, hoje discutiremos o que Swami disse lá sobre as grandes pessoas como Adi Sankara e Sri Ramakrishna Paramahamsa, e sobre determinados devotos do passado, como o coronel Jogarao e Rajmata.

 
Primeiramente, gostaria de discutir um par de coisas que Swami nos disse sobre o Ramayana quando em Kodaikanal. Então podemos seguir sobre o que Swami teve que dizer sobre alguns de seus devotos mais antigos.


no ambiente atual nECESSITAMOS DE UNIDADE E amizade
Bhagavan mencionou um par de episódios do Ramayana, dizendo que estes devem servir como ideais para toda a humanidade. Kaushalya, Sumitra e Kaikeyi eram as três esposas do rei Dasharatha; entre as três, é interessante assinalar que não havia nenhuma rivalidade. Interagiam como se fossem irmãs - Kaushalya, Sumitra e Kaikeyi. Nunca havia qualquer competição entre elas, e nunca brigavam. Swami disse que, entre elas, havia perfeita compreensão. Adicionou ainda que este tipo de concórdia, este tipo de unidade, este tipo de amizade, é absolutamente necessária hoje em dia.


LAKSHMANA EstavA SEMPRE aO LADO DE RAMA, SHATRUGHNA EstavA SEMPRE ao lado de BHARATA

Em Kodaikanal, Bhagavan destacou também um outro ponto importante a respeito do Ramayana. Depois do nascimento de Rama, de Lakshmana, de Bharata e Shatrughna, todas estas quatro crianças choravam amargamente. O rei Dasharatha fazia todo o possível para fazê-los felizes, mas fracassou. Os médicos mais eminentes de toda Ayodhya foram chamados para que viessem tratar destas crianças; mas suas tentativas foram em vão. Nenhum médico pôde diagnosticar por que as crianças choravam permanentemente. As próprias mães não sabiam o motivo da agitação das crianças.


Finalmente, se pediu a Vashishta, o sacerdote da família, que examinasse as crianças. Vashishta disse: “Aqui vai uma receita muito simples: façam com que Lakshmana durma perto de Rama, no mesmo berço, e façam com que Shatrughna durma muito perto de Bharata.”


Até então, todas as quatro crianças estavam em berços separados. Agora ao contrário, quando se fez com que Lakshmana dormisse ao lado de Rama, e Shatrughna com Bharata, de acordo com o que Vashishta havia prescrito, tudo haveria de ficar bem. E assim as crianças foram mantidas juntas. Então, todos os quatro estavam felizes, se alimentavam bem, jogavam juntos e dormiam juntos tranqüilamente.


Ao ressaltar isto, Swami disse: “A partir de então, Lakshmana estava sempre junto a Rama, e Shatrughna estava sempre ao lado de Bharata. Foi assim que, por temperamento, ao longo de suas vidas, cada um seguia seus irmãos.”


Swami continuou para explicar que ambos, Lakshmana e Shatrughna, haviam nascido de Sumitra. Por quê? Porque Sumitra havia bebido a metade da parte do yagna payasam dos ritos celebrados para Kaushalya, e a outra metade da dose de Kaikeyi. Por isso, ao consumir a metade da dose de uma parte e metade da outra, deu a luz a dois meninos, Lakshmana e Shatrughna. De modo que, Shatrughna foi o resultado da metade da parte do payasam que sua mãe tinha tomado de Kaikeyi. Por isso, Shatrughna seguiu sempre Bharata. Lakshmana era o resultado da porção que havia tomado de Kaushalya; assim Lakshmana seguia sempre Ramachandra.

 
Esta foi a explicação de Swami do porquê todos eles se sentirem muito felizes quando juntos. Aqueles de vocês que são familiarizados com estes nomes apreciam esta história, enquanto aos outros deve parecer completamente estranho, se não irrelevante. Em todo o caso, foi assim como Swami explicou com êxtase estes episódios do Ramayana e, o surpreendente, foi que estes segredos eram desconhecidos para muitos de nós.


DEVEMOS TER CUIDADO acerca de ONDE VIVEMOS E O com quem passamos o TEMPO

Em seguida, Swami fez menção a um outro episódio do Ramayana. Lakshmana seguia sempre Rama, e o normal era que mostrava uma estrita obediência, acatando tudo o que Rama dizia, e atendendo a cada comando Seu. Mas, depois de alcançar Chitrakoota, Lakshmana começou imediatamente a falar de forma estranha.

 
Assim, o que ele disse? Disse: “Irmão, o que está acontecendo? Por que devemos ser enviados à floresta? Que danos causamos? Por que Kaikeyi queria que se aceitasse sua solicitação? Por quê?” Lakshmana parecia inflexível e mesmo desafiante, enquanto seguia  questionando desta forma.

 
Então Swami adicionou algo aqui. Escutando os comentários de Lakshmana, Rama disse: “Olhe aqui, posso compreender porque está falando deste modo. Mostrava-te tão sereno antes, tão razoável, e seguia obedecendo a Meus comandos. Somente agora é que estás questionando. Não é tua falha. Esta é a senda que era habitada pelos demônios, e o caminho pelo qual passavam. Todos os demônios percorriam esta mesma senda, e ela exerce sua própria influência. É por isso que você está agora desafiante.” Isso foi o que Swami disse.

 

Isto transmite indiretamente uma mensagem que devemos também ter cuidado sobre onde vamos. Isto nos ensina que devemos ter cuidados sobre onde passamos nosso tempo, e com quem. As pessoas com quem nos socializamos e os lugares nos quais passamos nosso tempo nos influenciará naturalmente com determinadas vibrações, que afetarão nosso psicologia e nosso comportamento. É por isso que temos que ter cuidado. Isso é o que Swami disse.

 

O lugar por onde transitavam os demônios induziu Lakshmana a desafiar as ordens de Rama. Isto significa somente que temos que tomar cuidado com relação ao lugar que escolhemos para viver. Não é que haja alguma acomodação melhor ou algum lugar melhor para se viver, onde devemos buscar como empregar mais uma vez nossas vidas. É que as pessoas em torno de nós e os lugares que escolhemos para viver são muito importantes em termos de suas vibrações. Essa é a mensagem que Swami nos deu narrando esta história em particular.


RAVANA trata sita com REVERÊNCia E RESPEITO

Baba disse também em Kodaikanal que Ravana era um grande homem. Ravana, um homem bom? Isso me surpreendeu! Se Ravana fosse bom, não sei quem é mau neste mundo! Se Ravana era um homem bom, devemos todos ser sábios e santos, as pessoas maiores na terra! Ravana é conhecido como vilão consumado, que seqüestrou a mãe Sita. Não pode haver nenhum pecado pior que este; contudo, Swami disse: “Ravana foi um homem bom”.

 
Se isto for assim, como Swami teve que dizer isto, então onde está o homem mau de hoje? Não pude compreender isto, e assim respondi imediatamente: “Swami, somente o Senhor poderia dizer que Ravana era bom. Ninguém mais diria isso. Bhagavan, em Suas histórias e descrições têm seu próprio e único estilo. Nunca caracteriza qualquer papel, nenhuma parte ou nenhuma personalidade como baixa. Não! Eleva a todos até às sublimes alturas. Nunca há um vilão em suas histórias. Isso me surpreende. Mas não sei por que você diria que Ravana era um homem bom.”


De modo que Swami disse: “Ravana era um homem bom porque, embora seqüestrasse Sita, não tocou nela. Nunca tocou nela. Sita esteve seqüestrada por dez longos meses; e durante todo esse tempo, ele a tratou com reverência e respeito. Em segundo lugar, não foi arrancada, nem arrastada pelo solo donde estava. Foi transportada. Mesmo quando foi tirada desse lugar, não tocou nela. Então como pode você dizer que Ravana era mau?”


RAVANA SEQÜESTROu sita para MORRER NAS MÃOS DE RAMA

Além disso, Baba disse: “A menos que Ravana seqüestrasse Sita, Rama não ficaria irritado com ele.” Rama não era uma pessoa mesquinha, que lutasse por qualquer trivialidade, como os políticos modernos. No caso de Ravana, entretanto, o dharma tinha que ser re-estabelecido. Quando foi perdido o dharma, como era também um assunto sério o rapto de Sita, teriam que ser adotadas medidas sérias. De modo que, para restabelecer o dharma, Rama estava preparado para entrar em guerra contra Ravana. E com o objetivo de assegurar-se que Rama estaria irritado, Ravana seqüestrou Sita.

 
Por que Ravana queria que Rama ficasse irritado com ele? Com o objetivo de morrer pela mão de Rama! Ravana queria morrer nas mãos de Ramachandra. Estava disposto a morrer assim. Por quê? Por que você deve tentar morrer? Isso acontecerá automaticamente, naturalmente. Ninguém necessita tentar morrer. Se alguém tentar morrer, é suicídio. Bem, a resposta para aquilo é que ele queria morrer pela mão de Rama.

 
Então Bhagavan explicou porque ele tinha esse desejo. Disse: “Ravana tinha feito o serviço de porteiro em Vaikunta, no paraíso. Era um seva dal lá, um homem de guarda na porta de Sri Maha Vishnu. Devido à arrogância de Ravana (a mesma arrogância que você encontra entre a maioria das pessoas hoje), foi maldito para nascer assim, nascer como demônio. Após ter recebido tal maldição, Ravana caiu aos pés dos sábios rogando: “Swami, como é que vocês me amaldiçoaram dessa forma? Não posso estar separado de meu Deus!“.

 
Então os sábios disseram: ”Sendo um demônio, vais lutar com Deus na forma humana, e você morrerá em Suas mãos. Somente então  você pode voltar para seu dever de seva dal! (Risos) Somente então você voltará a seu dever de porteiro”. Isso é o que Bhagavan nos contou.


E assim, o único desejo de Ravana era recuperar sua posição de guarda ante as portas de Sri Maha Vishnu no paraíso, em Vaikunta. Então, como pode ser mau? Teve que cometer estes crimes porque não poderia carregar as dores da separação de Vishnu. Ele queria estar em Sua companhia, e conseqüentemente fez isto.


A VERDADE NÃO NECESSITA DE JUSTIFICATIVA

Eu disse: “Swami, que justificativa maravilhosa é essa!”

 
Swami disse: “Não é uma justificativa. É a verdade. Corrija seu inglês!” (Risos)

 
Verdade e justificativa são diferentes; você tem que justificar aquilo que não é certo. “Isto é verdade, não estou justificando. São vocês que conhecem a verdade aqui.” Isso foi o que Baba disse.

 
Conseqüentemente, quando Swami explica o Ramayana, leva a análise às alturas completamente diferentes.


MANTHARA COMO UMa EMPREGADa FIEL

Manthara veio também a Kodaikanal. Vocês ouviram falar de Manthara?! Manthara simboliza o ódio encarnado e a personificação da inveja. Esta Manthara teve que desempenhar um papel muito mau no Ramayana. Se chamasse qualquer senhora de Manthara, ela definitivamente não consideraria isto amavelmente. Dar-me-ia provavelmente uma ou duas tapas! (Risos) Acabaria comigo! Assim Manthara não é um nome bom para ter. Nenhuma mulher gostaria de ter o nome de Manthara, apenas porque nenhum homem gostaria de ser chamado “Ravana”.

 

Se eu chamasse qualquer uma de “Ravana”, diria imediatamente: “Gostaria de falar com você!” (Risos) Quem seria louco suficiente para querer ser chamado de “Ravana”? Assim também, é uma coisa vergonhosa ser chamada de “Manthara”. É assim que Manthara é má, porque representa a inveja e o ódio. Ou isso é o que pensamos.

 

Mas nosso bom Deus diz:: “Não, não, Manthara era uma boa senhora”. (Risos)

 
“O que é isto? Swami, se Manthara foi uma boa senhora, então não há ninguém neste universo que seja mau. Se isto é assim, então todas as senhoras são boas!”

 
Então Swami disse: “Manthara relembrou Kaikeyi dos favores que havia recebido de Dasharatha. Dasharatha tinha concedido favores a Kaikeyi, e Manthara somente a lembrou. Isso foi tudo o que fez. Quem os outorgou? Dasharatha. E a quem? A Kaikeyi. O que foi que Manthara fez? Nada. Assim, como você pode dizer que Manthara é má? Ela não é má! Não fez mais do que recordar a Kaikeyi.”


“Swami, que tipo de lembrete é este?! É um lembrete saudável? Por que ela deveria lembrar de uma coisa tão má?”

 
Então Swami respondeu: “Não, não, não! Manthara era uma senhora muito boa. Por quê? Era empregada de Kaikeyi. Sendo sua empregada, teria que cuidar dos interesses de Kaikeyi. Seu pai a havia enviado para servir a Kaikeyi, de maneira que Manthara a serviu  devidamente. Era dever de Manthara lembrar a sua senhora aquilo  que havia esquecido. Manthara não cometeu nenhum erro. O erro realmente foi de Dasharatha, não de Manthara.”

 

“Oh, entendo Swami. Então, Kaikeyi era má. Por que havia de pedir que estes favores lhe fossem outorgados?”

 
Baba disse: “Não, não! Era uma senhora muito boa.”

 
“Por quê?”

 
Assim, Baba explicou: “Dasharatha tinha dito: “Peça qualquer coisa e dar-lhe-ei.” Assim, ela pediu o que queria, e as foram concedidas. Basicamente lhe deu um cheque em branco. Então o datou e descontou-o. Pediu simplesmente seu favor e o concedeu. Nunca tinha mencionado como ou quando. Não o disse. Simplesmente havia dito: “sim”. Ela o disse. “Muito bem,. você me disse há muito tempo que concederia estes favores; agora quero que me outorgue. De modo que tampouco foi erro dela”.


De acordo com Swami, nenhum papel desempenhado na vida é baixo, ruim ou mal. Haver nascido neste país, muito de nós aqui deve ter ouvido repetidamente esta sagrada mitologia (porque na Índia vamos aos templos freqüentemente). Por isso, apesar de ter ouvido esta história repetidamente, estou ainda certo de que nenhum de nós nunca havia visto este tipo de interpretação. Somente Baba é que ensina a história desta maneira. Estas são coisas que somente Swami diz acerca do Ramayana.


PARAMHANSA ESCOLHEU BRAHMANANDA DEVIDO A SEU ESTADO DE MENTE EQUILIBRADa

Gostaria também de chamar sua atenção para algumas poucas declarações que Swami fez a respeito de Sri Ramakrishna Paramahamsa.
 
Swami disse: “Embora Paramahamsa tivesse muitos discípulos, dois em particular foram muito importantes: Vivekananda e Brahmananda. Sempre pensamos que Vivekananda era maior do que Brahmananda, mas na realidade Sri Ramakrishna Paramahamsa sentia um afeto especial por Brahmananda. Por quê? Vivekananda personificava uma qualidade rajásica, uma natureza emocional, sentimental, que o fazia propenso a explosões emocionais, visto que Brahmananda foi conhecido pela sua qualidade sátvica, seu estado de mente piedosa e equilibrada. Não era inclinado a perder seu equilíbrio como Vivekananda.

  
Assim, quando perguntamos: “Por que Ramakrishna Paramahamsa fez de Brahmananda o cabeça, e não Vivekananda?” Swami respondeu: “Devido a seu temperamento, a seu estado mental equilibrado.” Isso foi o que Baba disse. Brahmananda se manteve consistentemente imperturbável. Possuía o chitta pradnya. Nunca perdia seu equilíbrio mental.

 

NUNCA Dê OPORTUNIDADE AOS OUTROS PARA COMENTAR SOBRE SEU CARÁTER

Brahmananda também nunca deu uma oportunidade para que qualquer um criticasse seu caráter ou comentasse sobre sua integridade. Sua conduta era tal que não havia nada que o público pudesse apontar para criticar seu caráter ou perguntar sobre sua integridade. Este ponto é importante para todos nós ouvirmos.

 
Alguém perguntou a Baba: “Swami, vós tendes tomado medidas contra mim. Vós sabeis que não tenho cometido falha alguma, mas somente porque alguém o informara, vós tendes tomado medidas. Entretanto, sabes a verdade. Assim, por que deveis tomar medidas  contra mim?”


Baba respondeu com uma declaração que é importante para todos nós. Que disse Swami? “Cavalheiro, é necessário que você seja bom e é igualmente necessário parecer bom. Você deve ser bom e também deve parecer bom.”


O que significa “parecer bom”? Significa vestir-se de forma asseada? Não. Significa que não deve permitir nenhuma condição para que outros comentem sobre seu caráter, suas ações ou sua integridade. Neste respeito, Brahmananda era certamente maior do que Vivekananda. Isso foi o que Swami teve que dizer sobre a biografia e missão de Sri Ramakrishna Paramahamsa. Estou seguro de que é um aspecto com o qual não havíamos estado familiarizados.


PARA SHIRDI SAI BABA, ERA BASTANTE QUE CHEGASSEM ATÉ ELE

Bhagavan fez também referência em Kodaikanal ao Shirdi Maharaja, Shirdi Bhagavan - Sua encarnação anterior. Naturalmente, quando pensamos em Shirdi Bhagavan, nos emocionamos bastante. Shirdi Bhagavan agiu como um avô típico. Ninguém necessitava demonstrar nenhuma característica especial para ganhar Seu favor. Se alguém fazia sadhana ou japa ou seva, nada disso tinha qualquer impacto sobre Ele!


Se qualquer um viesse a Shirdi Bhagavan, Ele considerava Seu dever cumprir seus desejos. Isso é tudo. Sentia que se alguém chegasse até Ele, e pedido algo, isso era o bastante. Não verificava quanto serviço você tinha prestado previamente. Não investigava o bom ou o mal que alguém tinha feito durante esta vida ou numa anterior. Tudo isso não era preocupação de Shirdi Bhagavan. Foi muito gratificante quando Swami falou de Shirdi Bhagavan!


O estilo de vida DO AVATAR ESTÁ de acordo COM O Seu TEMPO

Alguém perguntou a Baba: “Swami, como é que Shirdi Bhagavan vestia uma roupa tão pouco atrativa?” Os retratos mostram que Shirdi Bhagavan usava roupas velhas, esfarrapadas. De modo que me perguntava como Baba responderia a esta pergunta.

 
As pessoas aqui são tão religiosas que se Swami fosse dizer que a roupa velha, rasgada, esfarrapada representava a maneira correta de se vestir, a seguir todos chegariam essa tarde para o darshan com tal indumentária! Nesse caso, a roupa usada e rasgada se venderia aqui como bolos quentes! (Risos) O pessoal aqui é assim!

 
Bem, você sabe o que Baba disse? Disse: “O estilo de um Avatar estará em consonância com o da Sua sociedade contemporânea. Shirdi Bhagavan vestia-se de uma maneira que era adequada e apropriada para Sua época e para o lugar onde viveu.”


Shirdi Bhagavan viveu numa aldeia muito rústica. Havia ali uma rivalidade constante entre os hindus e mulçumanos. Numa aldeia pequena, freqüentemente as pessoas não sabem como viver juntas. Lá, os hindus e mulçumanos estavam brigando constantemente entre si. Assim, a missão de Baba de Shirdi era a de fomentar a amizade e um sentido de união entre os hindus e muçulmanos. Então, conduziu a sua vida de acordo com a missão e o propósito que havia proposto.


BABA DE SHIRDI ERA ONISCIENTe E ONIPRESENTe

Swami contou também outras histórias sobre a vida de Shirdi Sai. Em uma delas, parece que havia um devoto que veio uma vez a Shirdi Bhagavan e tentou tocar em Seus pés. Quando fez isto, Baba de Shirdi perguntou: “Por que você fez isso? Você já fez padnamaskar antes. Por que você quer fazê-lo outra vez? Por que você quer o repetir?”
 
E o devoto respondeu, “Bhagavan, o que está dizendo? Acabo de chegar agora. Por que diz que estou fazendo padnamaskar pela segunda vez? Somente agora que cheguei até Vós.”

 
Então Shirdi disse-lhe: “Antes de partir de sua casa em Bombaim, você fez namaskar na Minha foto. Sei disso. Por isso, perguntei por que você quer repetir pela segunda vez.”

 
Esta história ilustra a onisciência e a onipresença de Shirdi Bhagavan. Sabia de tudo que estava acontecendo em toda parte, porque estava em toda parte. Bhagavan explicou este episódio assim belamente.

  

DEUS ESTÁ presente EM TODOS OS SERES

Baba descreveu então um outro episódio da vida de Shirdi Bhagavan, dizendo que ninguém nunca soube com que forma Ele viria os visitar. De fato, uma senhora convidou Shirdi Bhagavan para o almoço. Swami disse: “Por que não? Virei.” Mas não veio.

 
A senhora mais tarde foi a Shirdi Bhagavan e queixou-se: “Swami, o esperei, mas você não veio. Preparei uma refeição deliciosa, incluindo os doces que sei que gosta; mas não viestes. Porque não cumpriu com sua promessa?”

 
Então Baba disse: “Eu fui, sim.”

 
“Viestes? Não, nunca viestes!” disse a senhora. “Swami, por que dizes mentiras como esta?”

 

Baba de Shirdi respondera então: “O que quer que seja que diga é dwarkamayi - nada exceto a verdade.”

 
“Agora você está falando mentiras! O que é isto?” perguntou aquela senhora.
 
Assim, Shirdi Bhagavan mostrou-lhe então Suas costas onde havia umas marcas listradas. “Swami, o que são estas listras em suas costas? O que é isto? Quem o bateu?”

 
Então, Baba disse-lhe: “Vim a sua casa esta tarde na forma de um búfalo. Vim muito perto de sua casa, mas você bateu neste búfalo, e isso criou essas listras nas Minhas costas!”

 
Numa outra ocasião, uma outra senhora convidou Shirdi Bhagavan para o almoço e Swami aceitou; mais outra vez Ele aparentemente não apareceu. Assim, mais tarde a senhora perguntou-lhe: Por que  não viestes?”

 
Swami respondeu: “Vim, mas você me expulsou!”

 
“Eu O expulsei?! Após tê-Lo convidado? Não fiz isso, Swami! Por que falas desse jeito?”

 
Então Shirdi Bhagavan disse: “Vim na forma de um cão, mas você me pôs para fora. Você não me reconheceu.”

 
Swami explicou que Deus pode chegar numa grande variedade de formas. Então como poderíamos reconhecê-Lo? Bem, é difícil dizer, porque Deus pode vir em qualquer forma que queira, em qualquer momento. Iswara Sarva Bhutanam: “Deus está presente em todos os seres.” Vasudeva Sarva Bhiti: “Deus mora em toda parte.” Esta é a lição que nos foi dada por Baba durante uma de Suas conversações sobre a vida de Shirdi Bhagavan.


resposta de sai BABA DE SHIRDI ao PEDIDO DE “MOKSHA” de um homem

Baba falou também de um incidente em que uma pessoa veio a Shirdi Bhagavan e disse: “Swami, quero a senda da liberação, a senda de moksha.”

 
Um pedido muito bom, contudo Swami fez ouvido de surdo a este pedido, como Sai Baba mesmo agora faz a algumas de nossas perguntas. É a mesma coisa! Vocês vêem? A mesma ação retornada e repetida! (Risos) Assim, então, o que aconteceu?


De repente, Shirdi Bhagavan pediu a um outro homem: “Por favor, vá à casa de um determinado companheiro e consiga cinco rúpias dele.”

 
O homem partiu para encontrar o outro homem, mas retornou mais tarde dizendo: “Swami, fui lá, mas a pessoa que queria que contatasse não estava lá.”

 
“Sei,” disse Swami. “Tudo bem, vá então à casa deste outro companheiro e consiga as cinco rúpias.”

 
Outra vez o homem foi como solicitado, mas logo retornou: “Swami, o companheiro também não estava lá.”

 
“Sei. Bem, então vá a casa deste outro companheiro e obtenha as cinco rúpias dele.”

 
Dessa forma, Shirdi Bhagavan foi pedindo que este homem visitasse as residências de outras duas ou três pessoas; mas o homem sempre retornava dizendo que eles não estavam disponíveis.

 
Finalmente, Baba se voltou para o homem que havia solicitado a liberação. “Você quer a liberação. Tens bastante dinheiro em seu bolso. Quando enviei essa pessoa em busca de cinco rúpias, você não foi capaz de pegar uma nota de cinco rúpias de seu bolso? Um companheiro que não poderia se afastar de cinco rúpias quer moksha? Como é isso possível? Você não está preparado para sacrificar cinco rúpias porque você considera cinco rúpias mais valiosa do que moksha, do que a liberação.”


Nosso Swami nos disse isto. Por isso, meus amigos, Swami mencionou estes episódios durante Suas conversações lá em Kodaikanal. Estas histórias são indicações, são advertências, são ensinamentos para todos que foram bastante privilegiados de ouvir seus pensamentos e conversações que ocorreram lá.


 
ALGUÉM NÃO DEVERIA OLHAR AO MENOS O KARMA OU AO BHAKTHI

Swami falou também em Kodaikanal sobre Adi Sankara. Swami disse aquilo só porque Adi Sankara foi conhecido como proponente de Advaita (não-dualismo), isso não significa que ignorou outros aspectos da espiritualidade. Adi Sankara estabeleceu mutts ou centros para a discussão sobre Advaita, em quatro localidades diferentes da Índia. Viajou, também, ensinando por todo o país. Isso é karma yoga, ou a senda da ação. Adi Sankara também compôs muitos hinos em honra da Mãe Sharada, na honra e na adoração da Mãe deusa. Essa é devoção, ou a senda de bhakthi.


Adi Sankara mesmo é o fundador do Advaita (não-dualismo). Mas, o praticar o não-dualismo não significa que alguém deve olhar menos a karma yoga, ou senda da ação, ou bhakthi, a senda da devoção. Em Adi Sankara, encontramos a combinação perfeita de karma, bhakthi e jnana.

Isto foi o que Swami explicou tão belamente: todos estes três estão integrados - uma senda conduz a outra. São trajetos complementares, e não opostas ou contraditórias. Mas, tendemos a pensar que Adi Sankara representa Advaita somente e nada mais. Mas não é assim. Isso foi o que Ele explicou sobre Adi Sankara durante Sua estada em Kodaikanal.


RAJMATA mostrou toda sua vida uma grande DEVOÇÃO por BABA

Então Swami falou sobre alguns dos devotos de antigamente. Swami mencionou Rajmata de Navanagar, elogiando sua devoção. A maioria de vocês deve ter ouvido seu nome, porque é uma velha devota de Bhagavan.


É uma senhora suave, muito inteligente, sacrificada e com amplos conhecimentos, particularmente nos campos da lei e da medicina de Ayurvédica. É uma mulher muito sábia. Teve a coragem de dizer “não” a Jawaharlal Nehru, Primeiro Ministro da época. Personifica valor e fortaleza. Ela tem um conhecimento elevado da medicina indiana e tem uma imensa devoção por Bhagavan.

 

Recordo o que aconteceu em Brindavan há muito tempo. No estrado em Brindavan, você deve ter visto um grande ídolo, a grande estátua de bronze de Sri Krishna. O dia em que essa estátua chegou a Brindavan, enquanto era transportado de uma camionete para o salão, Swami me perguntou que tal me parecia.


“Swami, é uma estátua muito bonita.”

 
Então, Swami perguntou ao administrador: “Gostam dela?”

 
“Swami, é excelente, maravilhosa, e muito bonita!”


 
Rajmata estava também lá, assim Swami perguntou a Rajmata: “Te agrada?”

 
Você sabe o que ela disse? “Não é tão bonita quanto o Senhor, Swami.” (Risos e aplausos) “Não é tão bonita quanto o Senhor é. Para mim, nada é mais bonito do que o Senhor, meu Sai Krishna.” Isso é o que ela disse.

 
Quando lembrei a Swami disto, Ele disse: “Rajmata sempre pensava assim de Mim. Ela foi tão devotada durante toda sua vida,” disse Bhagavan.

 
Então, Ele recordou sua estada em Navanagar e em Jamnagar. Quando estava lá, apareceu um grande carro vagão, cheio de bandejas com centenas de doces que foi trazido até Swami. Ela disse: “Swami, este é para Seu café da manhã.”

 
Swami disse: “Não vou comer tudo isto. Por que tudo isto? Por que trouxe tudo isto?”

 
“Mas Swami,” ela disse, “é uma tradição real, o estilo real da apresentação. Podes apenas provar uma pequena porção e então deixá-lo. Prová-lo e deixá-lo. Isso é tudo. Isso então transformar-se-á em prasadam a ser distribuído a todos.” Isso é o que ela disse.

 
Swami elogiou também sua inteligência, frisando que cultivava plantas medicinais perto do palácio, que eram de grande valor na medicina indiana. Swami tinha em alto conceito sua inteligência e sua devoção.


RAMAKRISHNA rao foi UM GRANDE devoto

Swami mencionou também Veer Ramakrishna Rao, Gurukula Ramakrishna Rao, um grande devoto e um homem incomparável. Posso dizer que não havia igual. Era muito baixo de estatura, e Swami sempre amou fazer brincadeiras com ele.

  
Swami uma vez lhe disse: “Ramakrishna Rao, quem é o mais alto de nós - você ou Eu? Eu sou mais alto do que você, ou você é mais alto do que Eu?” (Risos)

 
Ramakrishna Rao, um devoto grande, disse com toda a humildade, enquanto se inclinava com as mãos unidas: “Swami, Tu és mais alto do que Eu”.

 
Baba disse: “Não, não, não! Você é mais alto do que Eu. Devido a meu cabelo, pareço mais alto do que você, mas realmente você é mais alto do que Eu!” (Risos) É isto que dizem entre si todas as vezes que se encontram!


Ramakrishna também teve a sorte de haver seguido Swami quando Ele excursionou pela Índia. De fato, foi útil em organizar a excursão de Bhagavan pelo país. Quando Bhagavan foi a Rishikesh e a Badri, a viagem inteira foi planejada por Ramakrishna Rao, que era, naquela época, o Governador de Kerala. Ele era também fluente em quinze línguas, como um grande erudito que é! Swami sempre se refere a Ramakrishna Rao com grande afeto.

 

PURUSHOTAMANANDA ESPEROu por swami em penitÊncia por toda a sua vida

Quando Swami visitou uma caverna no norte da Índia perto de Badrinath, de repente, Ele pediu a todos que esperassem do lado de fora enquanto Ele entrava na caverna. “Não Me sigam aqui dentro. Vou entrar sozinho,” anunciou.

 
Assim, entrou nessa caverna perto de Badrinath sozinho, e lá se encontrou com Purushotamananda, um grande santo daqueles dias. Purushotamananda estava imerso em penitência, esperando a chegada de Bhagavan. Tão logo Swami chegou, Purushotamananda compreendeu que na sua frente estava à manifestação da Divindade, para quem orava durante toda sua vida!

 
Então Swami falou com ele. Todos os demais continuavam esperando na parte externa, como Swami lhes havia dito:

 

Observavam enquanto Swami falava a Purushotamananda e materializava uma fotografia que lhe presenteou. Então Purushotamananda pôs a fotografia de Swami sobre seu peito. Desse dia em diante, disse a todos os seus discípulos, “Se vocês querem ver a Deus, se você quiser experimentar a Deus, Ele não é outro que Bhagavan Sri Sathya Sai Baba!”


SWAMI NÃO É O CORPO

Swami falou por algum tempo sobre Sua viagem ao norte da Índia, e como as pessoas O seguiam. Todos vestiam roupas de frio - agasalhos, luvas e meias; mas Bhagavan andou pelo Himalaia sem nenhum agasalho, xale, chinelos, ou mesmo sapatos em seus pés! Nunca poderíamos sonhar em fazer isto!


Swami foi capaz de fazer isto porque Ele não é o corpo. Às vezes acreditamos equivocadamente que Ele é o corpo, porque estamos tão perto Dele e temos o privilégio de ter Seu darshan tanto pela manhã como à tarde.

Mas Ele não é o corpo. Como sabemos? Vamos! Trate de caminhar descalço sobre o gelo - impossível! E Ele nem mesmo usava qualquer agasalho, apenas um dhoti! Isso é tudo!


Andando no frio, Swami disse: “Itlane vellanayya”: “Eu sou assim.” Disse também: “Yemi naku akkarledu”, significando: “Não preciso.” Disse: “Extra emi ledu”, significando que “Não tenho nenhum traje extra”.

 
Quando nos disse isto, perguntei a Swami: “Levavam algum tipo de alimento com eles, porque havia tantas pessoas no grupo?”

 
Explicou que todos estavam muito confortáveis. Eswaramma estava também no grupo. “Sim, sim,” disse, “tínhamos caminhões de conservas e toda sorte de coisas para que todos comessem!” Isso foi como Swami descreveu a viagem ao Himalaia com Gurukula Ramakrishna Rao.


RAO DE RAMAKRISHNA - UM GRANDE poeta

Eu recordo uma frase de um poema escrito por Ramakrishna Rao, um grande poeta:


Ni kutilalaka  bhramul lalanaseyu, bhagya laalasul…

 
Sim, há um poema escrito por Ramakrishna Rao. Dele é uma frase que vou sempre recordar:


Ni kutilalaka bhramul lalanaseyu…


Ele está dizendo: “Oh, Deus querido, estás arrumando Seu cabelo. O Senhor ajusta Seu cabelo de uma maneira tão encantadora. Aquelas pessoas que O testemunham arrumando Seu cabelo são bhagya laalasul, pessoas muito afortunadas.”

 
Palanasetu yallara krupa matin…

 
“O Senhor cuida deles. Através da Sua graça, os abençoa”
 
Quem são “eles”? Aquelas pessoas que O presenciam arrumando Seus cabelos encantadores.

 
Swami estava muito feliz e disse: “O que há nas outras três filas?”

 
Tive que admitir: “Swami, não as recordo.”

 
Então Swami começou a recitar o poema inteiro composto por Ramakrishna Rao uns 60 anos atrás. Faz 60 anos! Então Swami explicou o poema para o benefício das pessoas que não sabem o idioma télugo.

  
O poema diz que seu cabelo é como uma nuvem, como uma coroa. Isso era como Ramakrishna Rao descreveu o cabelo de Swami. Eu estava tão feliz em ouvir Swami recitar os poemas de Ramakrishna e explicá-los a todos.


a dEVOÇÃO DE RAJA de VENKATAGIRI

Swami falou também de Raja de Venkatagiri. Raja teve também um lugar importante na vida de Sai. Raja era corpulento e tinha uma personalidade que combinava com seu físico. Media mais de dois metros de altura, além disso, sua personalidade era igualmente imponente. Era também um devoto fervoroso, costumava visitar freqüentemente Parthi. Sendo um raja (rei), sempre  andava acompanhado por duas escoltas, uma de cada lado.

 
Um dia, quando estava andando nos montes aqui, um menino da aldeia que pastoreava carneiros aproximou-se. O menino não sabia que era um raja e chegou muito perto dele, perguntando: “Você tem um beedi?” (Risos)

 
Você sabe o que é um beedi? Eu não sabia. Não é um cigarro. Um beedi é uma folha de tabaco enrolada na forma de cigarro. De qualquer forma o Raja respondeu: “Eu não fumo.”

 
Ao que o menino disse: do “Em gadidha madiri vunnavu, bidi kalchadam chetha kaada?” (Risos)

 
Este menino disse: “Você é tão grande, tão forte, e não sabes como fumar?! Para que serve teu corpo tão grande então? És tão alto e não sabes fumar? Você está desperdiçando sua vida!” (Risos) Isto foi o que disse o menino da vila rindo do raja. Era um menino tão inocente!

 
O Raja de Venkatagiri era um devoto tão fervoroso que, cada vez que Swami visitava Venkatagiri, no último dia, quando Baba partia em Seu carro, o Raja de Venkatagiri se estendia sobre o caminho, para que a poeira levantada atrás do carro de Swami pudesse tocar o seu corpo. Fazia isso porque aquele solo havia sido tocado pelos Pés de Deus, e pensava: “Deixe essa poeira tocar o meu corpo.” Swami se sentia muito feliz ao recordar e falar sobre Raja de Venkatagiri.

 

SOMENTE DEUS SABE SUAS MANEIRAS DE atuar

Swami também nos falou sobre o Coronel Jogarao. A maioria de vocês deve ter visto Jogarao.

  
Um dia, Swami anunciou que a Faculdade de Anantapur iria estar pronta logo, e que seria inaugurada pouco depois. O coronel Jogarao, entretanto, como um membro do Central Trust, sabia que não havia dinheiro suficiente nos cofres do Trust para terminar o projeto; contudo Swami dizia que a faculdade estaria pronta muito em breve.

 
Assim, sabendo que o Central Trust não tinha o dinheiro para cobrir o que Swami tinha prometido, Jogarao não pôde dormir aquela noite e sua pressão arterial disparou.

 
Na manhã seguinte, Swami pediu a Jogarao para juntar-se a Ele no café da manhã. Olhou profundamente nos olhos de Jogarao e disse-lhe: “Jogarao, fui Eu quem anunciou aquilo. Por que você deixa sua pressão disparar assim? (Risos) Por que sua pressão arterial subiu? Eu o anunciei, assim por que você se preocupa tanto assim?”

 
Ao que Jogarao respondeu: “Swami, não há nenhum dinheiro nas contas para continuar com o projeto, assim eu estava me sentindo mal que o Senhor tivesse feito tal anúncio.”

 
Mas Swami lhe disse: “Ei! Não se preocupe. É Meu dever! Eu tomarei conta disso.” Mais tarde, no mesmo dia, quando Jogarao foi ao banco, encontrou centenas de milhares de rúpias depositados na conta do Central Trust!

 
Quando ele viu Swami outra vez, Baba riu e disse: “Somente Deus conhece suas maneiras de atuar. Somente Deus sabe como Ele vai atingir Seus objetivos. Você não pode tirar conclusões. Você não necessita estar receoso dos planos de Deus. Somente Ele sabe Suas próprias maneiras, e como cumprir e manter Suas promessas.” Essa é a história que Swami nos contou sobre Jogarao.


SWAMI brincava FREQÜENTEMENTE COM RAMABRAHMAM

Swami também nos falou de Ramabrahmam, que era o guarda do campus de Whitefield em Bangalore. Uma vez, nas primeiras horas da manhã, ouviu bater na janela. Quando abriu a janela, viu Sai Gita (a aliá de estimação de Swami), com sua tromba levantada. Quando Ramabrahmam viu isto, começou a tremer, como se seu corpo inteiro estivesse dançando. (Risos)

 

 E chamou: “Swami, Swami!”.

 
“O que aconteceu?” Swami perguntou.

 
Ramabrahmam continuou, “Swami, Sai Gita veio aqui. Sai Gita levantou sua tromba, Swami, e quer entrar no Mandir pela janela! O que posso fazer?”

 
Swami disse: “não se preocupe. Ela deixou Puttaparthi e foi vista correndo sozinha! Acaba de chegar a Brindavan. Não se preocupe. Irei acalmá-la.” Então Swami abriu a porta e foi acariciar e falar com Sai Gita, tranqüilamente.


Swami era também muito informal com Ramabrahmam na forma que Baba brincava com ele. Um dia Swami chamou Ramabrahmam no recinto interno e disse: “Ande e avise a todos que não haverá nenhum darshan esta manhã.” (Isto era algo sem precedentes naqueles dias.)
 
De modo que Ramabrahmam saiu da casa de Swami em Brindavan e caminhou até o galpão Sai Ram, onde havia reunido milhares para o darshan da manhã. Disse a todos que não haveria darshan naquela manhã.”

 
Dizendo isso, girou sobre seus calcanhares. Para sua imensa surpresa, viu que Swami estava exatamente atrás dele! (Risos) Assim, o que Swami fez? Disse, “Ramabrahmam! Fora!” (Risos)

 
Pobre Ramabrahmam, este pobre companheiro perdeu seu equilíbrio.  Quando Swami contou essa história, ria como uma criança. Foi uma história muito engraçada, e encantador ouvir como Swami brincava com Ramabrahmam.


Um vez Swami instruiu Ramabrahmam a respeito de um VIP (pessoa muito importante) muito conhecido: “Não o permita entrar no Mandir. Não o deixe entrar, mas não diga que o proibi entrar.”


Esse homem sempre costumava acompanhar Swami na mesa do café da manhã, no almoço e no jantar. Assim este V.I.P. sempre passava muito tempo com Swami; mas, de repente, Swami instruiu a Ramabrahmam para não deixar este homem entrar! Que podia fazer o pobre Ramabrahmam?

 
Na manhã seguinte, esse homem veio para entrar no edifício. Agora, como podia Ramabrahmam não deixá-lo entrar, sem dizer que ele estava proibido de entrar?

 
Assim, o que Ramabrahmam fez foi simplesmente dizer “Sai Ram!” (Anil Kumar gesticulou com seus braços esticados.) (Risos)

 
Ele n
ão disse: “Você está proibido.” Não disse: “Saia.” Disse somente: “Sai Ram!” E isto aconteceu a este VIP por três dias.

  
No quarto dia, Swami saiu e vendo esse cavalheiro nas filas do darshan, perguntou-lhe: “O que lhe aconteceu todos estes dias? Você não está vindo para o darshan? Ramabrahmam, por que você não o permitiu entrar no Mandir? Inútil! Ordeno-te sair do Mandir! Essa não é a maneira que deve se comportar!” (Risos)

 

Tudo o que o pobre Ramabrahmam pôde dizer foi “Sai Ram.” Isso é tudo. (Risos) Ele não tinha outra coisa a dizer senão “Sai Ram.”


O AMOR DE BHAGAVAN não tem igual

Quando Swami estava aborrecido com Ramabrahmam, dizia para ele: “Saia do Mandir agora. Saia!”

 

Ramabrahmam teria então que fazer suas malas e sair do ashram. Foi mandado para fora do ashram umas treze vezes ao todo! (Risos) Assim sairia do Mandir com toda sua bagagem; mas então que faria? Poria toda sua bagagem fora do Mandir e então se sentava na frente dessa porta onde Swami poderia vê-lo através da janela. Outras pessoas também vinham vê-lo porque Ramabrahmam era um guarda muito importante, e muito próximo a Swami.


De modo que outros VIPs lhe viam e diziam: “Ramabrahmam, o que aconteceu-lhe? Senhor, por que está sentado aqui?” (Risos) (Anil Kumar imitou a resposta de Ramabrahmam) Essa era a sua resposta padrão a todos. Era um personagem que se destacava como Indulal Shah.

 
“Ramabrahmam, por que está sentado aqui?” todos perguntavam.


Entretanto, Swami estaria observando Ramabrahmam através da janela. Ramabrahmam se mantinha sentado lá fora do portão o dia inteiro, com pastilhas de menta forte em seu bolso, de modo que não tivesse que se levantar para beber água. Então, quando os bhajans terminavam à tarde, Swami o chamaria através da janela, “Ei! Ramabrahmam, aproxime-se! Por que você que está sentado aí?”


E Ramabrahmam dizia: “Swami, você pediu que eu saísse do Mandir. Por isso estou sentando com os outros devotos.”

 
E Swami perguntava: “E seu almoço?”


Ele respondia: “Swami, não almocei.”

 
Então Swami lhe dizia: “Ramabrahmam, da mesma forma que você não almoçou, como poderia pensar que Eu teria almoçado, Eu, também não almocei. Assim, aproxime-se. Vamos almoçar juntos agora.” E assim levava Ramabrahmam para almoçar. (Aplausos) Este é o amor de Bhagavan por seus devotos.


a preocupação de SWAMI com SEUS DEVOTOS É imensa

Uma vez, Swami disse a Ramabrahmam: “Ramabrahmam, sua esposa está gritando. Este lugar é sempre silencioso; mas estou ouvindo constantemente a voz de sua esposa. Está perturbando.”


“Sim, Swami,” disse.


Sabem o que Ramabrahmam fez? Pediu que sua esposa fosse embora, fosse para sua aldeia e permanecesse lá, deixasse Brindavan, Hari Om! Ele realmente pediu a ela que fosse devido ao que Swami tinha dito.


E na manhã seguinte Swami perguntou-lhe: “Onde está sua esposa?”


 “Swami, eu a mandei para sua casa.”


Swami lhe perguntou: “Por quê? Eu lhe pedi que fizesse isso?”

 
”Sai Ram”, era tudo que Ramabrahmam poderia dizer. (Risos)

 
No dia seguinte, Swami perguntou a Ramabrahmam outra vez: “Onde está sua esposa?”

 
“Eu não sei, Swami.”

 
“Onde está sua esposa?” Swami continuou perguntando a cada dia e o advertindo: “Traga-a de volta ou Eu o mandarei embora também. Eu te ordeno que vás e traga-a de volta”. Este é o nível de preocupação que Swami tinha para com seus devotos.


O SWAMI TROUXE de volta a vida ao filho de RAMABRAHMAM

Posso também contar uma coisa mais relativa a Ramabrahmam. Um dia Swami chamou Ramabrahmam e disse-lhe: “Ramabrahmam, seu filho já não existe. Não diga a sua esposa agora. Somente leve-a a sua aldeia. Não lhe diga nada disso enquanto estiver no caminho.”


Assim Ramabrahmam e sua esposa foram a sua aldeia e viram o corpo morto do seu filho. No seguinte dia, vieram até Swami e sua esposa clamou, “Swami, por que o Senhor o levou assim? Era um homem novo, e agora não vive mais. O que o Senhor fez?”

 

O Swami disse: “Ele me alcançou.”

 
A esposa de Ramabrahmam disse então: “Mas isso não é o suficiente. Deveria estar comigo. Não basta que tenha chegado até Ti! Isso não me satisfará.”


Continuou gritando, e então Swami pediu ao casal que O seguisse até a sala de entrevista. Quando o fizeram, viram seu filho sentado lá. Viram seu filho que havia morrido - eles podiam vê-lo agora, vivo, na sala de entrevista! Esta história foi contada pelo próprio Bhagavan enquanto estavam em Kodaikanal. Swami mesmo disse: “Eles puderam ver seu filho no corpo físico, carne e sangue, ali na frente deles!”


OS DEVOTOS DO PASSADO CONTINUAM sendo NOSSoS GUIAS

Esta viagem a Kodaikanal foi completamente diferente das viagens anteriores a Kodaikanal, porque Swami falou bastante sobre devotos anteriores, os devotos do passado que continuam servindo como ideais para nós. Se tivermos que aprender, haveremos de aprender deles. Eles não são como os devotos destes dias. Enfrentaram todos os tipos de desafios e de problemas, e suportaram os testes de Bhagavan e foram bem sucedidos. Por esta razão, continuam sendo nossos guias.

 
Muito obrigado por seu tempo. Embora o sistema de auto-falantes tenha falhado, como freqüentemente acontece, ainda assim aprecio sua paciência em estar conosco esta manhã. Agora completamos os três episódios relacionados à viagem de Bhagavan a Kodaikanal. Que Bhagavan os abençoe! Muitíssimo obrigado.

 

                OM…OM…OM…

 

Asato Maa Sad Gamaya

Tamaso Maa Jyotir Gamaya

Mrtyormaa Amrtam Gamaya

 

Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

 

Om Shanti Shanti Shanti