14 de outubro de 2007
O Significado Interior de Dasara, o Yajna Sacrificial
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,
Queridos Irmãos e Irmãs,
Veda PURUSHA SAPTAHA JNANA YAJNA
Estou extremamente feliz por estar aqui entre vós, em particular porque esta é uma manhã tão especial. Vamos presenciar um yajna que é uma apresentação anual em Prasanthi Nilayam, coincidindo com a festival de Dasara. Este festival se estende por um período de nove dias e Swami permite a execução de sete dias de yajna. Os nove dias de festival é chamado Nava rathri (Nava - nove, rathri – estação de festival). Os sete dias de yajna em que vamos participar e testemunhar é chamado Veda Purusha Saptaha Jnana Yajna.
Veda
Purusha Saptaha
Jnana Yajna:
Veda - uma escritura.
Veda Purusha - a fonte da escritura, o
próprio Deus
Saptaha - sete dias
Jnana - sabedoria espiritual
Yajna - uma abnegada, universal, atividade
espiritual
Então, durante esses sete dias, vamos adquirir sabedoria. Vamos adquirir o
conhecimento do Si Mesmo, da consciência. Obteremos o conhecimento do Divino –
o conhecimento espiritual supremo, Saptaha
Jnana.
Portanto, meus amigos, Veda
Purusha Saptaha
Jnana Yajna é um
ritual espiritual sagrado que se observa ao longo dos sete dias na Divina
presença da fonte verdadeira das escrituras. Mas se ficarmos sentados ali
assistindo sem saber o significado ou significância de
yajna, então não seremos diferentes
dos pilares, no Auditório Poornachandra (Risos).
Os pilares têm testemunhado yajna por
muitos anos, eles ainda continuam a ser pilares! Não somos pilares, nos
comovemos! Emocionamo-nos ao presenciar um yajna;
nossos corações estão cheios de felicidade. Assim este
yajna tem importância especial para todos nós.
as conversações de dmingo estão disponíveis na Internet e em forma de livro
Detalhes do yajna nos primeiros anos de nosso satsang (companhia espiritual) foram registrados. Com a graça de Bhagavan, essa informação e as conversações de domingo estão agora disponíveis na Internet. O endereço do site é: www.saiwisdom.com. É lá que vocês podem encontrar muitas das coisas compartilhadas com nossos amigos durante estas conversações de domingo.
A Graça de Bhagavan é tão abundante que Ele
graciosamente nos permite oferecer estas palestras em forma de livros também.
Eles são publicados pela Sri Sathya Sai Books
and Publications
Trust sob dois títulos. Um deles é Sai
Sandesh; o segundo é
Saichology. O terceiro volume das nossas conversações de
domingo estarão confiantemente prontos até a data do Aniversário de
Swami, ou pelo menos, para o Natal. O título não
pode ser ainda revelado devido a questões relacionadas a
direitos de patente.
Mas devo admitir abertamente que todo o crédito recai nos nossos amigos que
trabalham como uma equipe. Há aqueles que editam as conversações e aqueles que
as colocam no site. O líder da equipe é o nosso bom amigo, Sr.
Lakhi, sentado à minha frente, que tem realmente
“sorte” (“lucky” em
inglês, que é foneticamente igual ao nome – N.T.)
de ter assumido este trabalho! (Risos) O homem dos vídeos também aqui,
filmando as conversações, os quais também podem ser encontrados no site:
www.saiwisdom.com.
apego ao cORPO
Bem, esta manhã, gostaria de falar com vocês sobre alguns aspectos relacionados com o Veda Purusha Saptaha Jnana Yajna realizado na muito Divina presença de Bhagavan. Esta é uma continuação das palestras anteriores. Certamente não é uma repetição, porque as conversações anteriores estão aí como referência. Esta é uma outra dimensão do assunto.
Meus amigos, a maioria dos rituais que observamos e a maioria das práticas espirituais que seguimos são para satisfazer nossos desejos. Se somos na verdade realistas, temos de aceitar duas coisas. Primeiro, passamos a maior parte de nossas vidas dedicados à manutenção e melhoria do nosso corpo, enquanto o ego melhora também! (Risos) Segundo, muito tempo é gasto na satisfação de nossos desejos.
Por isso, sobressaímo-nos em assegurar a nota mais baixa possível no tema da
prova de Ahamkara (ego). Mantemos o mesmo
nível muito elevado, mesmo enquanto na senda espiritual, sendo totalmente
identificado com o corpo, dehabhimana:
deha - corpo, e
abhimana – apego ou identificação com o corpo. Cinqüenta ou
sessenta por cento da vida é para o ego; o resto da nossa vida é gasto com a
realização de desejos. O resultado é que estamos ainda por desfrutar os frutos
da espiritualidade. Não alcançamos o nosso destino.
O
OBJETIVO É GANHAR A GRAÇA DE DEUS
Vamos ser muito claros desde o começo: antes do início de yajna, o objetivo é Daivanugraha. Daiva Anugraha - para ganhar a Graça de Deus. Esse é o principal objetivo da Navarathri ou Veda Purusha Saptaha Jnana Yajna. Devemos ganhar Sua graça! Pois bem, nós estamos ganhando Sua graça?
Sem dúvida, estamos ganhando Sua graça. . . mas a
estamos usando erroneamente. A graça não tem sido desfrutada ou realizada
objetivamente. Tudo tem sido utilizado para benefícios e lucros mundanos. A
graça de Deus está acima dos benefícios mundanos. A graça de Deus é
para ser desfrutada acima das nossas necessidades físicas. A graça de Deus tem
que ser realizada acima das perspectivas de carreira e de progresso familiar.
Tudo isto é limitado - os objetivos mundanos, a vida mundana, a família –
todos são o mesmo. Deixem-nos todos de lado. Se vocês olharem para a graça de
Deus ainda mais, vocês vão encontrar algo mais, vocês vão encontrar algo
infinito, uma bem-aventurança indescritível. Por isso, a graça de Deus é para
ser realizada; é para ser desfrutada no sentido correto da bem-aventurança.
Esse é o princípio fundamental por trás deste yajna.
A
GRAÇA DE DEUS NOS PROPORCIONA UMA BEM-AVENTURANÇA INFINITA
Pois bem, por que devemos ser tão loucos tentando ganhar a graça de Deus? Por que devemos fazer esforços inesgotáveis neste sentido? Algumas pessoas vão dizer: "Por quanto tempo devo fazer isso?" Outros dizem: "Devo esperar pelo próximo Dasara?"
O tempo voa. Não é para ser adiado, não! Este processo tem de ser continuo.
Por quê? Porque a graça de Deus nos dá infinita bem-aventurança. O cumprimento
dos desejos mundanos dá apenas alegria terrena, mínima e momentânea. Os
desejos mundanos e a sua realização nos dão lampejos ou um gostinho da
bem-aventurança, mas o resultado é um pesar interminável.
Suponha, por exemplo, que eu reze e reze para me tornar o chefe. A infinita
misericórdia de Deus me transforma no chefe, mas o que acontece mais tarde? O
chefe terá uma dor de cabeça! (Risos) Ele luta arduamente para tornar-se
um chefe, mas a partir dessa tarde, sofrerá de dor de cabeça. Após um ano, ele
tem problemas de pressão arterial. (Risos) Depois de três anos, ele
esquece de sorrir. (Risos) Depois de quatro
anos, ele lamenta ser um chefe. Então ele se lembra da alegria que
tinha anteriormente, no início de sua carreira. É isso que acontece, meus
amigos.
Posso ser feliz, porque meu desejo foi cumprido agora. Baba é tão grande, as
pessoas param o trânsito dizendo a todos como Baba os ajudou. Muito bom. Mas
onde ou quando é que acaba? A resposta é que Ele concede tudo o que você
deseja até você parar de desejar. Por quê? Quando você para de desejar, você
começa a desfrutar da bem-aventurança. A bem-aventurança é superior ao desejo.
Tudo o que está dentro do alcance do desejo é apenas alegria superficial, é
apenas uma mão de cal ou de pintura branqueadora; e terminará por nos levar a
miséria interminável e a desventura. Não sejamos culpados por isso. Então o
que é que vamos fazer agora?
É A
MENTE QUE CONTINUA DESEJANDO
Vamos para a causa raiz do desejo. O que é que deseja? O que é que querem? O que é que querem se tornar? O que é em mim que anseia por reconhecimento e fama? O que é em mim que anseia por personalidade? Horrível, horrível! Não há nada pior do que olhar para dentro de si próprio. Não há maior piada. Somos o nosso próprio humorista.
Então, o que é que
impulsiona nossos desejos? É a mente que está desejando o tempo todo. Não pára.
Naquela época, quando andava pela estrada, a mente queria que tivesse, pelo
menos, uma bicicleta. No dia que recebi uma bicicleta, a mente disse, "Não
ache que isso é uma conquista. Veja os colegas em motocicletas e
motonetas . . . você não é tão grande. "Ela me
condena e urge-me para buscar cada vez mais coisas. A mente nunca permitirá o
estado de tranqüilidade. A mente nunca me permitirá estar contente. A mente
não me permitirá rir. Quando rio, a mente dirá: "O outro homem está mais feliz
do que você, fique quieto!" Entenda isso. (Risos)
Essas pessoas que não riem estão sofrendo de uma doença mental ou algum
complexo. Quando a mente está livre, pode-se rir,
sorrir e desfrutar da vida como uma criança. Uma criança não tem nenhuma
agenda; por isso, uma criança continua rindo. Mas, temos esquecido como rir.
Nosso riso é sarcástico ou nosso sorriso é maldoso. Por isso,
meus amigos, temos de compreender que a mente é a
causa fundamental de todos os desejos.
A
MENTE OSCILA ENTRE O QUE É MUNDANO E A DEVOÇÃO
O festival Navarathri com o Veda Purusha Saptaha Jnana Yajna é uma tentativa de treinar, domar e tornar a mente amigável. Você tem que domá-la, treiná-la e desviá-la. Por que digo isso novamente? Bem, não domamos a nossa mente. Olhamos para nossa mente como um inimigo. Algumas pessoas dizem: "Minha mente é um macaco. É horrível e terrível". Mas, se vocês forem bons, suas mentes também estarão bem. Não há nada de errado com nossas mentes. (Por favor, observe os recentes discursos de Bhagavan). Por isso, vamos ser amigáveis, domemos e desviemos as nossas mentes.
A mente é tal que quando ela é orientada para o mundo, será totalmente mundana. Uma vez que é desviada para Deus, será religiosa. A mundanidade e a devoção são os dois extremos aqui. A mente é como um pêndulo que oscila entre ambos. Vejamos que ela oscila em direção à devoção de modo que vamos ser capazes de compreender o sabor e a beleza da graça Divina.
Antes de passar para o próximo ponto, permitam-me terminar com esta declaração.
Tomem qualquer religião, qualquer filosofia, qualquer ideologia, ou qualquer
abordagem teísta, o objetivo é somente um - a
retirada ou a aniquilação da mente. A retirada ou a aniquilação da mente é a
verdadeira finalidade da religião. Quando, ao invés disso, a mente se torna
mais forte e mais forte, mais grossa que um teto de concreto, não é de nenhuma
forma religiosa. De modo que a mente tem de ser retirada.
SE A
MENTE É RETIRADA, O QUE ACONTECERÁ?
"Ah, se a mente é retirada, aonde irei eu? O que acontecerá com a minha família? O que acontecerá com o meu trabalho e meu salário? O que acontecerá com as minhas propriedades? Se a mente é retirada, o que acontecerá com a minha vida? "
Meus amigos, nada acontecerá. Deixe a mente
sozinha. Se não estamos lá, o mundo estará em melhores condições. (Risos)
Infelizmente, pensamos que algumas coisas são "tão terrivelmente importantes".
Sim, muito importantes! Isso que devemos pensar dessa forma é que é a maior
piada e o maior mito. Essa é a verdade importante!
Ainda estou ensinando botânica. Mas, se pensasse que eu era o único que
podia fazer isto, e que eu sou necessário para a universidade, então
sou um tolo de primeira classe. Há dez ex-alunos que estão prontos para
substituir-me, e seus desempenhos seriam superior
porque são mais atualizados no assunto da botânica. Tenho informações arcaicas
que pertencem à Idade da Pedra!
É a mesma coisa em casa.
Pensamos que somos muito importantes em casa. Não, não, não. Se você sair num
feriado, deve ver como as pessoas ficam felizes com sua ausência! (Risos)
A verdade nua e crua é tão difícil de aceitar, porque vivemos num mito.
Vivemos no nosso próprio mundo imaginário, considerando-nos importantes.
Certamente não é assim.
TODOS TEMOS EXPERIMENTADO
A RETIRADA DA MENTE
O nosso problema é o que vai acontecer se a mente é retirada? Nada vai acontecer com exceção de que seremos mais felizes. Você pode perguntar: "Como você pode dizer isso? Você a tem experimentado"?
Todos nós a temos experimentado e continuaremos experimentando a
retirada da mente. O mundo inteiro experimenta esse estado. Isto é insensato?
Não. Todos nós dormimos, não é? Será que tem alguém que diz: "Nunca durmo"?
Portanto, todos nós dormimos, e todos temos, pelo
menos, algum sono ininterrupto. Por isso, meus amigos, o ponto é que a
retirada da mente é experimentada universalmente por todos durante o estado de
sono profundo.
O sono intranqüilo é provavelmente causado por uma doença física ou alguma
preocupação mental. Mas quando vejo seus rostos, vocês devem ter tido um sono
muito agradável à noite passada. Não há dúvida sobre isso, porque caso
contrário haveria rostos desfalecidos, olhos vermelhos ou um mau humor. Um
sono perturbado faz você gritar com qualquer um. Um companheiro com sono
perturbado irá discutir com a esposa já que ela está facilmente disponível em
casa. (Risos) É claro, que ela acaba se acostumando. Ela poderia
retorquir da mesma forma, ou fazer-se de surda aos seus gritos.
(Risos)
Assim, num sono profundo, desfrutamos da bem-aventurança. Qual é a experiência
desse estado onde a mente é retirada? Não posso dizer. O que é o sono profundo?
O que é esse estado? Não há nenhuma resposta para estas perguntas. Não podemos
descrever com palavras a nossa experiência de sono profundo. Isso que não pode
ser expresso é bem-aventurança; uma experiência de bem-aventurança não pode
ser expressa. A verdadeira experiência que acontece quando a mente é retirada
não pode ser expressa, porque a mente não está lá!
Quando a mente está lá, ela informa, registra, reproduz, exagera, subestima, e
chegaria a causar transtornos como um jornalista. Um jornalista fará uma
montanha de um grão de areia e vice-versa. Portanto, a mente é uma repórter.
Não quero ofender os repórteres, ou devo dizer um repórter incômodo (para os
leitores de notícias, é um novo sentido, mas para Si próprio, um incômodo).
Portanto, este repórter incômodo (a mente) pode apresentar um relatório quando
está ativo. Quando ele não está lá, quem apresentará um relatório? Por isso, o
estado no qual a mente é retirada é um estado de bem-aventurança, devido à
ausência do repórter. A retirada da mente é o propósito do Veda
Purusha Saptaha
Jnana Yajna e o
principal objetivo de todas as atividades espirituais.
TEMOS DE AGIR DE ACORDO COM AS ESCRITURAS
O festival Navarathri dirige-nos a fazer o que dizem as sagradas escrituras. A escritura é a voz de Deus, se é o Bhagavad Gita, Vedas, Upanishads, o Brahma Suthra, a Bíblia, o Corão, ou o Zarathushtra. Temos de agir de acordo com as Escrituras, porque é a voz de Deus.
Algumas pessoas gostariam de exercer a sua escolha, mas a escritura não lhe dá
qualquer escolha. O mundo dá-lhe uma ampla escolha, viver ou morrer. As
escrituras não dão escolha; é a Palavra de Deus. "Não deves mentir". "Tu não
deves dizer falsidades". "Não deves odiar". "Não deves matar". "Não deves
cometer adultério”. As escrituras dizer isto de forma inequívoca, de modo que
não há lugar para escolha como "Dos Dez Mandamentos vou cumprir os de números
1,3 e 8." Não, não é uma questão de prova e vocês
não são estudantes. Vocês não podem nem sequer obter notas de graça.
Assim, na vida espiritual, você tem que seguir as escrituras, a Palavra de
Deus, incondicionalmente, quer goste ou não.
Quando Swami diz: "Isso é tudo! Acabou"! Não
diga:"O que dizer amanhã? Por que terminar agora”?
"Termine!" Swami diz.
Não há nenhuma pergunta
de por quê e por que não. "Não tem que perguntar
por quê, mas fazer e morrer".
Bhagavan Baba põe ênfase em seguir Suas orientações. Quando você fica
fora da pista e faz qualquer coisa errada, você irá lamentar ter transgredido
Suas orientações e se arrependerá.
Portanto, este festival Navarathri deverá estabelecer firmemente um fato importante. Temos de acatar o que Ele diz, seja o que for que Ele diga, quer gostemos ou não. Essa é a terceira coisa que temos de prometer a nós mesmos. (O primeiro foi o de ganhar a graça de Deus e o segundo foi a de desviar a mente para a devoção).
O ESPÍRITO DE SERVIÇO
A próxima coisa a considerar é o serviço. Na atualidade, os alunos vão a áreas diferentes fazendo grama Seva, atividade de serviço nas aldeias. Mas qual deveria ser o espírito de serviço para todos nós? O serviço não é um espetáculo; o serviço não é um processo lento. Não é nem lento nem espetáculo. O serviço é espiritual. O serviço está acima de si mesmo (ego).
Gostaria de lhe dar alguns exemplos enfocando o serviço do ângulo espiritual.
Suponha que gaste algum dinheiro para estar confortável e feliz. Então faço o
mesmo para outras pessoas a fim de fazer a vida deles confortável e
feliz. Do mesmo modo que como, alimento a outro homem. Assim como me curo,
ajudo a outro homem a se curar. Esta é a abordagem errada. "Tudo o que você
deseja que os homens façam a vocês, faça a eles," não é serviço em absoluto.
Eu tenho febre e gasto 50 rúpias para injeções e comprimidos para curar a
minha doença. "Oh, que serviço fiz a mim mesmo!" (Risos) Você tem que
considerar que todos estes atos são "fazer para vocês mesmos". Isso é tudo.
Não é nenhum serviço.
Por quê? Espiritualmente falando, não há segundo homem. Existe apenas o
Um-sem-um-segundo, Saharsa
Sheersa Purushaha
Sahasraksha Sahasrapat.
"Deus é Úm e está presente em muitas formas". O
Deus em mim é o mesmo Deus em você também. Esse deve ser o espírito de serviço.
Com esta atitude, nos distanciamos dos pontos de vista mesquinhos e de ganhos
a curto prazo.
DUALISMO É DEVIDO À IDENTIFICAÇÃO COM
O
CORPO
Meus amigos, temos a percepção dual de que sou diferente de você. Você é diferente de mim; isso me deixa ser muito feliz (Risos). Isto é o que chamamos a filosofia do dualismo. No dualismo, eu e você estamos separados. Esta sensação dual é devido à identificação com o corpo. "Bem, senhor, o que há se esta é a maneira como me visto? Este é o meu estilo". Muito bem, com certeza diferenças criativas vão estar presentes.
TRÊS
DOENÇAS COMUNS DO APEGO AO CORPO
O homem que tem este apego ao corpo também tem três doenças. A primeira das três doenças comuns é o medo da doença. Nenhum animal tem qualquer sentimento de medo a menos que a sua vida esteja ameaçada, caso contrário, estará sem medo. Mas vivemos em constante medo.
Um senhor foi correndo para o darshan. Eu
disse: "Devagar, homem, por que está correndo?"
"Swami, Swami está
vindo."
"Você deveria ter saído mais cedo. Por que correr assim agora"?
"Swami pode notar minha ausência".
As pessoas vão até lá para assegura-se que sua presença é notada pelo seu bem
amado Swami. Este homem está correndo de modo que
sua ausência não seja notada. O rezar para que Ele note minha presença é
devido ao amor; o correr para que minha ausência não seja notada provém do
medo.
A segunda doença: uma mente dualista estará continuamente inquieta. Sem paz,
menos paz. Por quê? Você tem medo do amanhã e o dia depois de amanhã. Hoje,
Swami olhou para mim, muito bem. Amanhã, Ele pode
não olhar para mim, não está bom. Uma mente dualista vive em constante medo e
inquietude.
A terceira doença da mente dualista é o desejo. Podiam me perguntar: "Senhor
Anil Kumar, você não tem desejos"? Permita-me que
humildemente lhe apresente o seguinte. Nenhum de nós tem desejos, estritamente
falando. Temos necessidades, isso é tudo. Uma necessidade em excesso, uma
necessidade que seja extravagante ou supérflua torna-se um desejo. Por isso,
permita-nos ter necessidades, mas não desejos. Um homem de necessidades é
sempre contente. Um homem de desejos não sabe sequer como soletrar
contentamento. Por isso, a terceira doença é permitir que cheguem a existir os
desejos.
Como você pode estabelecer a diferença entre uma necessidade e um desejo? Um
desejo não pode nunca ser satisfeito. Se for, então não é um desejo. Por quê?
O próprio Swami deu este exemplo. (O que quer que
lhes diga vem da literatura Sai, meus amigos. Não é meu conhecimento, nem
tampouco interpreto. Existem disponíveis centenas de livros sobre e de
Swami.) Swami compara
desejo com o fogo. Coloque alguns papéis no fogo e o fogo os queimará. Não lhe
dirá "obrigado". Se colocar algo inflamável no fogo, tampouco lhes dirá 'muito
obrigado'. Você pode continuar alimentando o fogo, mas ele nunca estará
satisfeito. Por isso o desejo é como o fogo. Por isso, uma mente dual sofre
destas três doenças: medo constante, agitação e desejo.
UMA
FORMA DE TORNAR A MENTE DUAL EM UMA MENTE NÃO DUAL
O festival Navarathri com o Veda Purusha Jnana Saptaha Yajna deveria nos ajudar a converter a mente dual em uma bem-aventurada mente não-dual. Como é que isso pode ser feito? Nosso Bhagavan é muito, muito prático, então, Ele nos dá uma forma que é muito simples e muito prática.
O primeiro ponto: auto-exame, ou seja, uma auditoria de si mesmo. Mas não
fazemos isso. Continuamos examinando e avaliamos os outros: "Você é bom,
ele é ruim, ele é melhor, ele está desanimado". Mas deixe-nos analisar a nós
mesmos. Quando me examino interiormente, numa introspecção, começarei a ver
todos os meus erros, fraquezas e deslizes, como se fossem exibidos num museu.
"Sou um homem de mau caráter", "Sou um homem de competitividade pouco saudável",
"Sou um homem de infinitos desejos", "Sou um homem exigente", "Quero que todo
mundo aceite o que quer que eu diga".
Quando você começar a analisar você mesmo, chegará à conclusão de que todos os
outros são melhores do que você. Então você vai parar de julgar e de criticar
os outros. Aqueles que criticam têm um número maior de defeitos do que aqueles
a quem eles criticam. Então, para ter uma mente não-dualista, comece com o
auto-exame, para que todas suas falhas aflorem à superfície e sejam vistas
claramente por você.
Ramana
Maharshi vai um passo mais além. Ele diz: "Como
você pode dizer que o seu sadhana (prática
espiritual) é correto? Como pode julgar se o seu
sadhana está na direção certa? A resposta é simples: no momento em
que toda a sujeira, os erros e falhas dentro de você tornam-se conhecidas,
então você pode dizer que está no caminho certo.
Sadhana é o processo de limpeza de todos os erros que são
percebidos durante o auto-exame. É como limpar uma casa. Não é o sentar-se com
a coluna reta em meditação". Então, esta é uma maneira de ter uma mente não-dual.
YAJNA, DANA E THAPAS SÃO PALAVRAS ESSENCIAIS QUE DEVEM CONHECER
O segundo ponto é este. Três palavras são muitas vezes utilizadas durante esta estação. Uma delas é yajna, a segunda é dana e a terceira é thapas; são palavras do sânscrito. Estou ciente de que existem estudantes que não conhecem, nem aspirantes que entendam o télugo. Bem, em meu caso, tenho conhecimento prático do sânscrito, mas não o conheço em profundidade, e proveniente desta região, sei télugo, mas não o significado de cada palavra. Não há nada de preocupante nisto.
Encontrei alguns estrangeiros que me disseram: "Anil Kumar, não sabemos sânscrito. Não sabemos como cantar o Veda, o que devemos fazer"?
Eu disse: "Deus sabe inglês também". (Risos)
Você pode orar em inglês; a oração ao Senhor será escutada pelo Senhor. Não
existe um Senhor sânscrito, um Senhor inglês, um Senhor francês, um Senhor
espanhol, graças a Deus. Portanto, não vamos nos preocupar com tentar aprender
outras línguas e, no processo, esquecer o idioma já conhecido. Cada idioma tem
sua própria beleza. Não vamos pensar que alguma outra língua é mais bonita.
Cada um tem a sua própria majestade, encanto e sabor.
Mas é essencial conhecer as palavras, yajna,
dana e thapas. Há muitas pessoas aqui
que não sabem télugo nem sânscrito e, portanto,
devo andar devagar com a minha explicação.
O
QUE É "YAJNA '?
O que é "yajna”, que vão testemunhar a partir de amanhã? Você verá um sacerdote sentado sobre o estrado fazendo oferendas para o fogo sacrificial, entoando ao mesmo tempo mantras ou hinos védicos. Não compreendemos o que está acontecendo. Mas ouçamos atentamente esses mantras. Sejamos testemunha do que ocorre, apesar de não o compreender completamente.
Um exemplo simples: você pode sentir o cheiro de um perfume ou da queima de
incenso. Quando há um som alto e assustador, você pula. Ou você escuta alguma
música rítmica e a acompanha com movimentos da cabeça e dos seus pés. Quando
você gosta da música, você mergulha nela - o corpo responde.
Não conhecemos o
significado de todos os bhajans (canções
devocionais) que cantamos, mas ainda assim sussurramos a melodia. Por isso,
meus amigos, enquanto escutamos os mantras, amanhã, o sentido pode não
ser conhecido, mas o seu efeito será sentido. É semelhante ao sentir a
fragrância de uma flor, ou o efeito de um som alto ou música. É assim que
recebem as boas vibrações dos sons dos mantras. Do mesmo modo, inalar a
fumaça do fogo sacrificial resolve muitos
problemas de saúde. Então, fechamos os olhos pensando em Deus dentro de nós e
escutamos os mantras. O maior sadhana
é testemunhar o yajna. De modo que
pessoalmente vocês serão beneficiados.
É possível para nós realizarmos o yajna? É
um assunto muito caro e nós não podemos fazê-lo. Nossas casas também não têm o
espaço adequado para isso. E quanto aos sacerdotes e o fogo
sacrificial? Não, não, não. O
yajna realizado aqui durante este período é simbólico, como uma
bandeira nacional içada no Dia da Independência. Saúdam e
honram a bandeira nacional nesse dia, o que não significa que você a
desonre no dia seguinte, ou nos dias que se seguem. Não, assim como num dia
vocês a saúdam simbolicamente, por isso todos os dias vocês têm que respeitá-la.
Do mesmo modo, o yajna que tem lugar nesta
temporada é simbólico. O que ele simboliza? Isto é o que Baba disse: "Qualquer
ato altruísta, tudo o que é feito desinteressadamente é
yajna." Você não precisa de tantos sacerdotes e de tantas latas
de óleo. Tudo o que é feito além do estado físico e psicológico, além do corpo
e da mente, é yajna. Por quê? No nível
psicológico, a mente sempre deseja. No nível físico, o corpo sempre requer
confortos e conveniências. Assim, qualquer ato altruísta além do nível do
corpo e da mente é yajna. Isso é o
subjacente a este yajna que vai presenciar.
O QUE É "DANA '?
A segunda palavra é dana. A tradução seria "caridade", mas de que tipo de caridade se trata? O que é dana, dado com um verdadeiro espírito? Pode ser dana se eu der o dinheiro que me sobra? Poderá ser dana se a doação se qualifica para uma isenção de imposto? Ou talvez o dinheiro seja dado em troca de uma bênção. Participei recentemente de uma apresentação onde o companheiro deu apenas 10 rúpias ao cantor. O cantor estava tão feliz. Ele gritou: "Oh, Deus, que o Senhor abençoe tal homem por sete gerações". Isso saiu barato - 10 rúpias, incontáveis bênçãos por sete gerações! Jamais havia visto uma negociação como essa antes! (Risos)
Aqui está uma história que Baba contou há muito tempo. Parece-me que uma
pessoa havia ido até a casa de um homem rico para pedir algum dinheiro. Ele
viu o homem rico de joelhos orando. O que estará pedindo? Então ele ouviu:
"Oh, Deus, dá-me mais dinheiro, para que o meu
almariah (armário) fique cheio de dinheiro". Ele estava rezando
para obter mais dinheiro.
Esta pessoa era inteligente e pensou: "Ele está orando a Deus por dinheiro,
por isso deixe-me fazer o mesmo e orar diretamente a Deus. Por que devo lidar
com ele e ficar em segundo na fila”? (Risos)
O que Baba disse acerca do dana? "Você é o doador quando você dá alguma coisa. A outra pessoa que recebe é o receptor. Portanto, há um doador e um receptor. Mas, na verdadeira dana, a verdadeira caridade, não há doador e não existe receptor. "
"Mas estou dando!" Não, você não está dando; o Deus em você é quem está dando. Portanto, por que seu nome está nos jornais? Insensatez! Por que você deseja que todos saibam sobre suas doações? Estupidez! Você não é o doador; o Deus em você é que está doando. O outro homem não está recebendo; o Deus nele é que está recebendo. Suponha que transfira este relógio da mão direita para a esquerda ou vice-versa. Então quem é doador e o receptor? Que é superior a quem? Portanto, ambos são os mesmos.
Quando Deus é o dono de tudo que existe, Ele é Aquele que dá, Ele é Aquele que
recebe. Portanto, não existe um doador que é superior ou um receptor que é
inferior. O que doa não pode ser "o doador", nem o receptor, "o mendigo". No
verdadeiro dana ou caridade, o doador e o receptor não existem - há
apenas Um. Esse deve ser o espírito de sacrifício ou dana.
DEVERIA HAVER RESPEITO E AMOR NO DAR E NO RECEBER
Um segundo ponto é que, no processo de dar e receber deverá haver respeito e amor. Suponha que dê algum dinheiro a alguém e diga: "Sim, leve isso, vá e não me perturbe"! Se não estamos dispostos a fazer caridade, ou irritados, então é melhor que não se dê nada. O processo de dar deveria estar cheio de respeito e de amor, porque, "Oh, Deus, o Senhor tem me dado a chance de dar. Oh, Deus, o Senhor está diante de mim para tomar isso que me tens dado". Esse deve ser o espírito de dana ou caridade.
O QUE É "THAPAS '?
A terceira palavra é thapas. A tradução do thapas é "penitência". O que é penitência? O nosso entendimento comum é que é um exercício espiritual empreendido pelos yogis (renunciantes) numa floresta. Não, não. Isso é absolutamente errado. Thapas não é unicamente para yogis.
O que Baba disse sobre isso? Revisem a literatura Sai,
que é um poderoso oceano de conhecimento. Poderão recolher uma infinidade de
gemas ali, desde que mergulhem a uma profundidade suficiente. Vamos até águas
pouco profundas e recolhemos um pouco de espuma ou de areia ao longo da praia
e pensamos que agora sabemos tudo. Isso é uma tragédia. Você tem de sondar as
profundezas.
O que Swami disse sobre penitência? Meus amigos,
por favor, prestem atenção, pois é muito valioso. Um: os hábitos alimentares
devem ser regulamentados. Às vezes, comemos em excesso e, às vezes, não
comemos por várias razões. Algumas pessoas comem continuamente - as mandíbulas
estão sempre ativas. (O pobre sujeito pode ter sido uma moedora na sua vida
anterior). (Risos) Ingerimos alimentos picantes ou em conserva. Não,
não, não. O consumir uma quantidade limitada (mitha)
de alimento o qual é naturalmente saboroso (hitha)
é thapas. O alimento também deve ser
fresco. Estas regras alimentares são sátvicas
(piedosas).
ACEITE A VONTADE DIVINA.
A segunda thapas é esta: Sigam escrupulosamente os mandamentos de Deus, custe o que custar, goste ou não. Ha! É um trabalho difícil porque Ele quer que façamos justamente muitas das coisas de que não gostamos. Alguém perguntou: "Por que é que Baba fala de prema (Amor) e bhakthi (devoção) tantas vezes?" Ele fala repetidamente de Prema (Amor), Sathya (Verdade), Dharma (Conduta Correta), Shanti, (Paz), Ahimsa (Não-violência) porque estão faltando em nossas vidas. É simples – necessitamos e não os temos.
Por isso, meus amigos, vamos aceitar o que temos de
fazer, quer se goste ou não. Ou vou colocá-lo desta forma: "Oh,
Bhagavan, permita que minhas preferências e
aversões coincidam totalmente com Suas preferências e aversões. O que quer que
goste, deixe que isso seja também meu desejo, o que quer que desgoste, permita-me
que também me desagrade". Meus amigos, não temos
compreendido o espírito de aceitação da lei Divina. "Faça-se a Tua
Vontade, assim na terra como no Céu”.
Vocês não podem fazer com que Swami ajuste Sua "agenda" aos horários dos trens ou vôos que vocês usam, nem dizer: "Conceda-me uma entrevista no dia 26 de outubro, porque tenho que viajar essa noite".
Alguém disse: "Senhor, esperamos e esperamos, mas Swami
não me chamou". Ele não lhe pediu para esperar. Como você pode culpá-Lo?
"Senhor, Ele não veio esta manhã". Ele pode não vir à tarde também. E então?
Em vez de dizer: "Swami, o Senhor não veio", digam:
"Swami, eu vim". Você não pode dizer: "Swami,
o Senhor não veio", porque Ele nem vai nem vem. Ele já está lá! E
porque você está lá, você pode pensar Nele com mais freqüência. Você estará na
companhia de pessoas espirituais. Você estará sentado no lugar feito para você
por Bhagavan. Você estará onde Ele anda, respira o
mesmo ar. O que mais você poderia desejar?
Não conseguirá isso em outros lugares. Vá e sente-se no aeroporto ou na
estação ferroviária. Cada companheiro está preocupado com seus próprios
pensamentos. Se você se sentar perto de um homem zangado, vai tornar-se
irritado mais cedo ou mais tarde. Suas poderosas vibrações contaminam mais
rápido do que uma epidemia infecciosa.
Em um templo ou Mandir, há boas vibrações. Por que é assim? Todos estão à espera de Bhagavan. Todos estão pensando em Bhagavan. Todos amam Swami. Por conseguinte, as vibrações de Amor e de pensamentos Divinos, as vibrações do Divino que se está desejando sentir quando vocês todos estão esperando, os afetam. Por isso, meus amigos, não vamos pensar que estar sentado no Mandir é inútil quando Swami não vem. Não, não, não. Não encontrarão nenhum outro lugar tão sagrado. Não pode encontrar companhia tão importante ou paz mental em nenhum outro lugar. Vocês não podem experimentar essa calma nem atenção em nenhum outro lugar. Não poderíamos conseguir pagar por cada uma destas pedras preciosas, se eles estivessem à venda. Então, recebemos muitos benefícios apenas por estar lá. Isso só é possível se aceitarmos a vontade Divina.
REDUZAM O APEGO AO CORPO
Por último, penitência ou thapas também significa "reduzir o apego ao corpo". Algumas pessoas reclamam que sentar de pernas cruzadas por muito tempo lhes causa dor nas costas ou nas juntas. Tudo bem, por favor, vá. Por que falam constantemente da sua dor nas costas até que o vizinho comece a sofrer com a mesma dor, também? Permita-nos não ter esse apego ao corpo. Isso é possível pelo nosso próprio treinamento para sentar em silêncio durante períodos prolongados. Não é fácil, é prática espiritual. Mas com a prática e a disciplina serão capazes de fazer isso. Observem os alunos da faculdade à tarde. (O que estaríamos fazendo em outros tempos, com essa idade? É mais sensato não mencionar certas coisas que fizemos nessa idade!) Mas o que ocorre com os universitários de PhD, MSc, MBA sentados ali? Que melhor exemplo poderia haver desse nível de disciplina?
A
VERDADEIRA PENITÊNCIA É DESENVOLVER DOÇURA E
BEM-AVENTURANÇA DENTRO DE SI
Portanto, a verdadeira penitência é desenvolver essa doçura e bem-aventurança no seu interior. Nossas palavras serão doces e agradáveis e nossas ações úteis. Não estou falando do alto de um pedestal. Não, todos nós somos companheiros de viagem. De modo que, em nossas ações – moderação; em nossas palavras - suavidade, doçura e afabilidade. Quando algumas pessoas falam (cujas palavras são cheias de veneno, inimizade e ódio), vocês ficam perturbados pelo resto do dia. Quando vocês olham para alguns rostos, sentem vontade de se afastar porque não há doçura ou felicidade no seu interior. É por isso que não se sentem motivados a falar e reunir-se com todos ou com alguns.
Baba disse que sua mente deve segui-los e não vocês seguirem a mente. Por
exemplo, quero ir para o Mandir, mas a minha mente
quer que vá para a cantina. Mas a sua "mente cantina” deve segui-lo para o
Mandir.
Além disso, Baba disse para nunca deixar a mente inativa. Quando vejo meninos
cujas mentes estão obviamente inativas, imediatamente pergunto: "O que está
errado com vocês? Seus pais estão esperando vocês voltarem para
casa vitoriosos e bem sucedidos. Se eles virem o
seu rosto sem expressão, não creio que eles sobreviveriam! "A mente em marcha
lenta é oficina do diabo - se não estão em casa, um ladrão pode entrar em seu
apartamento.
OCUPEM SUA MENTE EM ATIVIDADES SÃS
Portanto, engaje a sua mente em atividades sãs porque, do contrário, lhes garanto uma pressão arterial alta! Há preocupação com respeito aos filhos. O que está acontecendo a eles? Eles estão muito felizes lá, você está infeliz aqui. As pessoas estão descontentes pensando que seus filhos estão insatisfeitos. Não, não, não. As crianças se sentem muito felizes na nossa ausência. (Risos) Por que deveríamos nos sentir infelizes quando eles estão muito satisfeitos porque você está aqui? Mas pensamos neles e ficamos tristes.
Aqui estão algumas maneiras de ocupar a sua mente.
1. Pense em Swami - pensar em Deus é meditação (dhyanam).
2. Leia os Vahinis ou os Discursos de Sathya Sai (os ensinamentos e discursos de Swami).
3. Compartilhe suas experiências espirituais com outras pessoas e ouça as experiências deles.
4. Busque boa companhia (que é aquilo que estamos fazendo neste momento).
5. Pratique namasmarana (entoar o Nome de Deus), ou cantar bhajans.
Portanto, meus amigos, empreguemos a nossa mente numa atividade saudável. Essa é a mensagem de Navarathri.
QUAL
É O RESULTADO FINAL DE ASSISTIR AO FESTIVAL DE NAVARATHRI?
A última pergunta é esta. Como sabiam que havia terminado o festival de Navarathri? "Testemunhei todos os nove dias!" Muito bom, muito bom.
Um médico lhe dá comprimidos para a febre. Depois de nove dias, ele pergunta: "A febre diminuiu ou não"?
Você diz: "Senhor, a febre aumentou." Oh, oh, então ou o medicamento está
errado, ou você não tomou o remédio.
Do mesmo modo, o que deve esperar dentro de você depois de ter presenciado e
participado dos nove dias de Navarathri, o
Veda Purusha Saptaha
Jnana Yajna? Qual
foi o resultado final para você?
Baba claramente disse: "Você deve ter o mesmo sentimento em relação a um amigo
ou a um inimigo”. O mesmo sentimento! Muito, muito difícil. Isso decide se
conseguimos alguma coisa por estar presente no
Navarathri ou não.
Em segundo lugar, um ponto muito importante. Quando vemos
Swami, estamos muito felizes. Por quê? Sua natureza é felicidade. Você
vê essa felicidade encarnada na forma de Baba na frente de vocês. Isso tem de
ser reconhecido e experimentado. Este é o resultado final de sua experiência
de Purusha Saptaha
Veda Jnana Yajna.
Realmente, podemos nos congratular por ter estado aqui durante estes dias
sagrados. Nós somos especialmente privilegiados por testemunhar o Veda
Purusha Saptaha
Jnana Yajna. As
escrituras também dizem que este é um período muito sagrado para começar
qualquer sadhana espiritual. Se você quiser
fazer japa (recitar o Santo Nome 108 vezes ou 1008 vezes), esta
temporada é muito vantajosa para iniciá-lo. Qualquer
sadhana, talvez ler as Escrituras, pode ser iniciado porque
este festival nos dá o estímulo para começar uma atividade espiritual; para
iniciar nosso sadhana espiritual.
Que Bhagavan abençoe cada um de nós.
Prof. Anil Kumar terminou sua palestra cantando o bhajan, “Ksheerabdhi Sayana Narayana.”
Sainath Baba Maharaj Ki Jai!
OM
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti Shanti
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji Ki Jai!
Jai Bolo Bhagavan Sri Sathya Sai Babaji Ki Jai!