10 de junho de 2007
“Kodaikanal 2007 – Parte 2”
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,
Queridos Irmãos e Irmãs,
DEUS NÃO RECEBE – SOMENTE DÁ
Agora chegamos à segunda parte dos detalhes da viagem a Kodai. Na última semana, compartilhei com vocês alguns detalhes relativos a nossa viagem a Kodaikanal e a Shirdi. Recordo também de haver falado de algumas experiências que tive em Shirdi, para o benefício de todos. Esta semana, dedicarei algum tempo às experiências da viagem de Kodaikanal.
Um eminente engenheiro que está a cargo do projeto de água trouxe um
volumoso álbum de fotografias. Veio perto de Swami e disse, “Swami, quero
apresentar-lhe este álbum.” Swami disse: “Muito bem, você mantenha-o com
você.” O homem disse: “Swami, este álbum é para Ti.” Quero que saiba o que
respondeu Baba.
Aproveitando a situação, Baba entregou uma mensagem para todos nós. Swami disse: “Se aceitasse álbuns como este, necessitaria outros tantos edifícios para acomodá-los!” Baba disse ainda: “Olhe aqui, Eu não recebo, Eu somente dou..” A apresentação do álbum pode ser um evento simples, mas Swami aproveitou para comunicar a mensagem de que Deus não recebe; Deus somente dá e dá.
Gostaria de compartilhar uma outra experiência com vocês. Um cavalheiro veio
a Kodaikanal junto com Swami e queria
ir embora no dia seguinte, se possível. Queria
retornar para concluir a viagem de modo que pudesse voltar a
Bangalore junto com Swami. Estávamos todos
reunidos e o cavalheiro estava aguardando a aprovação de Swami de que estava
livre para ir.
Antes que abrisse sua boca, Swami olhou imediatamente para ele e disse:
“Amanhã, a esta hora, você estará em sua casa.” O
cavalheiro nem sequer havia reservado sua passagem ou desejado mesmo pensar
em ir, mas Swami respondeu imediatamente a seu pedido. O cavalheiro ficou
muito surpreendido e disse: “Swami, de fato, queria pedir sua permissão para
ir; mas me concedeste também o horário de minha chegada!” Estava realmente
surpreendido. Esse é Bhagavan!
PERMITAM QUE SEUS CORAÇÕES PUROS SEJAM COMO UM XALE COBRINDO SWAMI
Swami queria que os meninos comprassem algo para seus pais, irmãs ou irmãos. Deu dinheiro a todos os estudantes para fazer algumas compras. Antes que se fossem, Baba disse: “Em Kodaikanal, lá existem muitos homens, mulheres e meninas tibetanos. Vieram do Tibet e estão vendendo xales de lã, casacos e agasalhos, e outros produtos de lã. Estarão esperando a chegada de Sai Baba. Vendo os meninos, vestidos de branco, todos aqueles tibetanos se sentirão extremamente felizes, porque fariam bons negócios. São pessoas vindas do Tibet, de modo que quero que se dirijam até eles e comprem o que quer que vocês queiram”.
Naturalmente, nossos meninos foram lá e, vendo-os vestidos de branco, os
tibetanos lhes ofereciam alegremente suas mercadorias. Eles conhecem todas
as línguas regionais. Estavam felizes com a
chegada destes meninos, indicação clara da “temporada Sai”. Os meninos
compraram tudo que desejavam.
Quando retornaram, um dos meninos quis presentear um xale a Swami, assim, o
colocou na frente Dele dizendo: “Swami, este xale é para você.”
Bhagavan disse: “Eu não Me cubro com nenhum xale
como este. Quero seu coração, seja um xale que Me cobre. Quero estar envolto
no xale de seu coração. Seu coração é meu xale, não um xale de lã. Esse, Eu
não o quero.” Isso foi o que Baba disse. Estas podem ser conversações
individuais confidenciais, mas nos entusiasmam. Escutando tais doces
conversações entre Swami e os estudantes se criam um senso de emoção e de
alegria.
OS DEVOTOS ENCONTRAM UM LUGAR NO CORAÇÃO DE DEUS
Um outro menino se adiantou e disse: “Swami, trouxe um presente para Ti.” Em thechinav?” Swami perguntou: “O que você trouxe?”O menino abriu a caixa e removeu um ídolo bonito e pequeno de Meerabai. Swami disse: “O quê? Você quer apresentar-me Meera? Não é necessário. Meera já está em Mim e comigo”.
Para a informação daqueles que não ouviram falar de
Meera, podia dizer-lhes que Meera é uma
grande devota. Os bhajans de
Meera são muito populares na Índia e Swami
disse: “Meera está comigo,” querendo dizer que o
devoto encontra um lugar no coração de Deus. “Meera
não está fora; Meera está em Mim, comigo.” Deve
ser uma oração genuína. Deve ser um sadhana
sincero para que cada devoto encontre um lugar no coração de Sai, de modo
que Baba possa dizer: “Nunca me esqueci de você; você está aí”.
Swami encontrou-se com um casal recentemente casado. Swami tinha celebrado
sua união e Ele olhou a menina no lado das senhoras e disse: “Como você
está? Como está a vida? Como está seu marido?” E então Ele disse: “Ele se
recorda de Mim?” A menina se surpreendeu, e não soube o que dizer.
Manteve-se em silêncio e Baba disse: “Não importa. Mesmo que ele tenha se
esquecido de Mim, o importante é que não se esqueça de você.” (Risos)
Todas estas conversas e conversações estão cheias de sagacidade, de humor,
de divertimento e de alegria; contudo conduzem uma mensagem que se torna
profundamente gravada.
SWAMI É ONISCIENTE
Uma outra coisa interessante aconteceu. Swami queria que, a cada manhã, os meninos se exercitassem em volta do lago em Kodaikanal. Swami disse àqueles meninos: “Vejam, se dão uma volta no lago, que tem seis quilômetros de diâmetro, isso será um exercício. Assim vocês podem comer mais!” Swami foi peremptório que os meninos deviam caminhar ou correr em volta do lago.
Nesse dia, Swami olhou para o diretor e disse: “Todos vocês foram correr, movimentar-se em torno do lago pela manhã?” O diretor disse: “sim, Swami, todos nós circundamos o lago.” Bhagavan disse imediatamente, “Não. Não. Três meninos não se juntaram ao grupo. Encontraram algum escape e estão dormindo ainda. Eu sei.” Estes são os lampejos de Sua Divindade que chegamos a conhecer perguntando aos outros. Ele sabe a verdade; não pode ser escondida nem oculta de Sua Divina atenção.
INVESTIGUE SEU INTERIOR PARA ENCONTRAR DEUS
Swami distribuiu uma quantidade de presentes a todas as pessoas. Swami nos entregou artigos básicos como pasta dental, escova dental, limpadores de língua, sabão, toalhas turcas, conjuntos para enfeitar, perfume, cobertores, camisas, vestidos, máquinas fotográficas e relógios – suficientes para encher uma mala completamente! Embora todos houvessem viajado com uma mala, tivemos que retornar com duas malas – sendo que a segunda cheia de Seus presentes!
Swami nos presenteou com relógios de HMT
(máquina indiana) que vêm em pequenas e bonitas caixas pretas, cobertas com
papel fino de presente. Ele entregava os relógios, mostrava os relógios, e
falava-nos. (Ele é Deus, você sabe. Ele não pode dar e manter-se quieto!)
Ele disse, “Olhe aqui, esta caixa é o corpo; nesta caixa estão escritas as letras HMT. Isso representa o nome de seu corpo -- você é tal e qual, você é Rao, ou você é David. Seu corpo é como a caixa e o nome é como a marca escrita aqui. O papel que envolve a caixa é como a mente, que está intimamente associada com o corpo. O relógio que está dentro é Deus.
“O relógio que está dentro é Deus, presente na caixa, que é o corpo, e a
caixa está coberta por um papel branco, que é a mente,” disse-nos Swami.
Esse simples presente carregou esta bonita mensagem. Sempre que escuto estas
coisas, recebo um impacto. Que interpretação agradável e bonita é esta! Me
produz um prazer muito maior em saber estes detalhes do que receber o
próprio relógio. Um relógio se pode conseguir em qualquer lugar, mas esta
interpretação não se pode encontrar em parte alguma. Somente Swami pode dar
uma interpretação bonita.
Seis de maio foi uma ocasião festiva, dia de Eswaramma.
Nesse dia, Swami distribuiu roupas e cerca de 2.000 relógios a
aproximadamente 10.000 pessoas. Às crianças, Ele distribuiu lousas, lápis,
livros, borrachas, xales, cobertores, tapetes de lã e outras coisas mais.
Cada qual deve ter recebido pelo menos seis presentes! Eram pesados para
carregar. E o prasadam foi suntuoso -
grandioso, tanto em qualidade, como em quantidade.
Na noite anterior, Swami tinha instruído aos Seva
Dal sobre o pulihora, a comida
picante que seria servida na manhã seguinte. Ele estava dizendo-lhes como
deveria ser feita: “Seu aroma deve ser tão atrativo que deveria alcançar a
todos os que se reuniam aqui perto do lago. Devem sentir todo seu odor.
Trouxe de Puttaparthi o arroz especial para
fazer o pulihora. Esse arroz de qualidade
especial é chamado “arroz basmati”. E é bastante
solto.”
Disse-lhes repetidas vezes: “Tenham cuidado ao prepará-lo, e usem bastante azeite para que fique o mais saboroso possível, sem regatear. Quando sou Eu quem entrega o arroz e os materiais, vocês não têm que ser mesquinhos. Façam um uso generoso de tudo”.
Esse
dia, a partir da manhã, desde as 8 horas até as 12 horas, Ele estava
circulando entre os devotos. Usualmente, são os devotos que caminham ao
redor de Deus num templo, mas, surpreendentemente aqui temos Deus
circundando ao redor do devoto. Muito interessante!
Swami não mostrava cansaço algum. Pude dar-me conta que não havia tomado nem uma única gota de água em toda a manhã até meio-dia. Sentia-se tão feliz distribuindo todas estas coisas. Em outras duas ocasiões, tivemos também a distribuição do prasadam numa escala maior, de uma forma similar, cheia de amor e de preocupação.
REZE A ELE PARA TER SEU DARSHAN ETERNO
Queria chamar a sua atenção especialmente para estas coisas: Não havia nenhum discurso formal. De fato, não havia nenhum, à exceção de um discurso que Swami proferiu no dia de Eswaramma. Bhagavan permaneceu lá por vinte e quatro dias e fez somente um discurso público. Mas, acreditem-me, por favor, todos os vinte e quatro dias estavam cheio de entusiasmo, cheio de alegria e de sorrisos. Como passaram tão rápido os vinte e quatro dias, não o sabemos! Pareceu-nos como se o tempo tivesse sido somente dois segundos, exatamente como um flash.
Todos os devotos estavam extremamente felizes porque Swami andava entre eles
pela manhã e à tarde, três vezes pela manhã e três vezes à tarde. Todos
tiveram oportunidade para entregar uma carta. Cada um teve oportunidade para
se sentar na primeira fileira. Não vi nenhuma cara fechada, nem nenhuma alma
decepcionada.
Também se colocou em dia assuntos
pendentes. Aqueles que não puderam entregar uma carta a Swami por quatro a
cinco meses em Prasanthi
Nilayam poderiam dar dez cartas lá em Kodaikanal.
Assim todos os devotos estavam cheios de alegria com essas voltas que Swami
dava repetidas vezes, pela manhã e à tarde.
Tem sido nossa boa sorte, boa fortuna, que
Swami está circundando agora em Sua cadeira de rodas nos três a quatro
últimos dias em Prasanthi
Nilayam. Oramos a ele para que continue a fazer assim. Estamos
cansados do darshan no carro, estamos
cansados do darshan dos pneus (Risos),
estamos cansados do darshan do motorista,
porque queremos o darshan de Baba! Quando
Baba passa na Sua cadeira de rodas pelas filas, é realmente fantástico. Ele
tem feito assim nos últimos dias. Oremos todos juntos para que Ele continue
fazendo dessa forma.
O TEMPO PARA EXECUTAR UMA TAREFA AUSPICIOSA É AGORA
Queria chamar sua atenção para isto: Em conversações confidenciais, na companhia dos estudantes e de alguns convidados escolhidos, encontramos algumas jóias preciosas nas mensagens de Swami. Um dia estava falando sobre a ação e a atividade humanas.
Alguém queria saber quando deveria começar
a execução de algum projeto. As pessoas procuram as quintas-feiras, momentos
auspiciosos como às 10 horas. Alguns diziam que às 10:05h
é o momento adequado. Como vocês sabem que é realmente
10:05h? Seu relógio é 10:05h, o relógio do
seu vizinho é 10:10h, o relógio do outro homem é 9:45h e o tempo padrão
indiano é 9:30h (Risos). Não existem dois relógios que coincidam
a mesma hora. Mas queremos olhar os relógios e
encontrar o momento auspicioso para começar toda a tarefa importante ou
algum programa de atividade.
Comentando a respeito; o que diz Baba se
aplica a todos. Ele disse: “O momento em que você
começa, o momento em que você tem um pensamento
nobre ou um pensamento sagrado, esse será o momento auspicioso. Esse será o
momento de entrar em ação.” Se você quiser fazer algo bom, vamos, faça-o
quando surgir a idéia, nesse momento auspicioso. Não tem que esperar por uma
quinta-feira que nunca chega. Você quer esperar o dia de Natal ou do Ano
Novo para o começo do seu projeto?
Para o início do programa bom que deseja começar, Baba disse:
“Thadeva
lagnam, sudinam.
Chandra balam, tara balam.” O Thadeva
lagnam significa “Esse é o momento mais
precioso”; Sudinam significa “dia
auspicioso”; Tara balam, Chandra balam,
“Isso que tem toda a força do sol e da lua, o que tem toda a força e bênçãos
do universo inteiro.” Por isso, esta pequena mensagem enfatiza este ponto,
que no exato momento em que surja a idéia de fazer um trabalho ou para
empreender um projeto auspicioso, devemos entrar em ação.
SINCERIDADE E DEVOÇÃO NOS OUTORGAM SABEDORIA
Um menino, que estava trabalhando para seu programa de doutorado, disse: “Swami, tenho uma pergunta”.
“Sim, qual é a sua pergunta?” Disse Swami.
“Swami, como alguém desenvolve o shraddha
(Constância, sinceridade) e o bhakthi
(devoção sincera)?” É uma boa pergunta. Não sei se as desenvolveu após
escutar a resposta ou não, mas é uma pergunta sincera.
A resposta que
Bhagavan deu é esta: “Se tiver esse sentimento, esse amor, você
desenvolverá estas qualidades. Um tipo de amor, de anseio, e de desejo de
cumprir isto ajudará naturalmente a cultivar o
shraddha e o bhakthi.”
Então Bhagavan disse, “Shraddha
e bhakthi dar-lhe-á finalmente o
jnana, ou sabedoria.”
Jnana, ou sabedoria, não é um
subproduto. É a culminação, a liga, a combinação e a síntese do
shraddha e
bhakthi. A sinceridade e a devoção juntas nos outorgam
jnana, ou sabedoria, como explicado por
Bhagavan.
COMO FOR A VISÃO QUE TENHAM, ASSIM SERÁ O PANORAMA
Um senhor devoto, levado pela emoção, fez uma pergunta. (Os nomes dos devotos que fizeram perguntas não são importantes; o importante é o tema. Embora recorde seus nomes, não seria justo de minha parte mencioná-los em público.)
O homem estava criticando o mundo: “Swami, o mundo está horrível; o mundo
está terrível. Mas, na Sua presença estou no próprio céu. Os meninos aqui
são modelos. Mas lá fora, não encontramos nada bom.” Seguiu falando
emocionadamente neste sentido. Nosso bom Deus escutou-lhe por muito tempo;
naturalmente, a alguém tem que ser dado uma corda longa o suficiente para
pendurar-se!
Prestou-lhe muita atenção, e então Ele disse: “Não. Não! Você está errado.”
“No mundo, o bem e o mau existem juntos,” Swami
disse: ”Você afirma que tudo é mau neste mundo. Não. Você está confundido.
Há também muito de bom na sociedade. É uma infelicidade você não o ter
observado. A vida é uma combinação do bem e do mau. O mundo é uma combinação
do bem e do mau.”
Swami continuou dizendo: “O bem carece de
valor quando não há nada mau. Somente o mau é que
contribui para o bem.” E disse finalmente, “Bom e mau dependem do tempo.
Realmente a Verdade está além. A Verdade não é nem boa nem má. É não-dual. É
somente o tempo que faz as coisas parecerem más ou boas. É sua atitude,
naquele momento particular, e sua condição nas circunstâncias dominantes –
isso é tudo”.
Isto envia a todos nós uma mensagem de que
devemos estar cientes que há o bem ao nosso redor. Há alguns que andam
criticando e apontando tudo que é mau, dizendo: “Ele é mau; ela é má.” Se
deve a que você sendo suficientemente mau, vê somente o mau. Estão usando
lentes coloridas que os fazem ver tudo como mau.
Se tudo que você vê é mau, algo anda mal com você. Terão que fazer uma
revisão na vista. Etti
drishtiyo atti
srushti
– “Como for a visão, assim será a
criação.” Se sua visão for boa, tudo será evidentemente bom; e se sua visão
for má, naturalmente, tudo será compelido a aparecer como mau. E a
verdadeira realidade está além. Essa é a mensagem transmitida nesta história
particular.
NÃO HÁ NECESSIDADE DE TEMER QUANDO SE FAZ SEU TRABALHO
Há também outra indicação feita por Bhagavan. Um cavalheiro disse: “Swami, sei determinadas coisas, conheço determinados valores; mas não sou capaz de praticá-los em meu escritório. Não posso colocá-los em ação em meu campo de trabalho porque tenho muito medo sobre o que fazer”.
Bhagavan
mencionou dois pontos aqui: “Você não necessita temer para fazer qualquer
coisa boa. Você não necessita estar receoso em fazer qualquer coisa na qual
você acredita, quando você tem uma convicção profunda da coisa que você está
fazendo. Uma vez que você teme fazer qualquer coisa contra sua própria
consciência, se você agir contra sua consciência, se agir em algo mau do seu
ponto de vista, então a voz interna o advertirá. Do contrário, você não
deverá sentir nenhum medo.”
E logo Swami declarou outra coisa: “É mais
raro que o bom receba apoio. Um estudante universitário que queira assistir
a bhajans não terá nenhum de seus
companheiros que lhe acompanhe, no entanto um estudante que vai ao cinema
terá uma quantidade de amigos que vai com ele. O mau
terá um amplo apoio; o bem não terá apoio algum. Não obstante, haja apoio ou
não, recordem sempre que você terá o apoio de Deus. O Deus interior os
apoiará. Podem atuar. Isso é o que a fé é.”
SWAMI É O RESIDENTE INTERNO EM TODOS NÓS
Alguém se encontrava num estado de ânimo extaticamente feliz, e disse a Swami: “Enquanto você está fazendo tantas coisas, como é que o mundo não sabe? Lá fora, as pessoas fazem coisas pequenas, até triviais mesmo, a qual tanta publicidade é dada. Quando muito poucas, insignificantes, mínimas coisas são feitas, são dados a máxima propaganda ou publicidade a estes atos. Quando você está fazendo tanto pela humanidade, como é que o mundo não sabe?”
Swami disse: “A publicidade é necessária quando uma pessoa é diferente de
outra pessoa. Alguém lhe ajuda. Você e eles estão separados, ou você é o
receptor e eles são os doadores. Vocês são separados. De modo que, quando há
dualismo, quando há separação, publicidade e propaganda são necessárias. O
que faço por todos vocês não precisa de publicidade, porque Eu não estou
separado de vocês. Você e Eu somos um. Onde está a necessidade por
publicidade?”. Baba disse.
“Não há nenhuma necessidade por publicidade porque você e eu somos um. Se fôssemos separados, haveria necessidade de propaganda. Quando o faço, é Meu dever. É para Meu próprio prazer. É para Minha ananda.” E finalmente, concluiu: “A verdade não necessita de publicidade. É somente a mentira que necessita de publicidade. A verdade é bastante por si mesma. O sol não necessita de nenhuma publicidade. Basta sua luz. A lua não necessita de nenhuma publicidade. O luar é o bastante.”
Baba é o mesmo Residente Interno em todos nós. Ele e nós não estamos
separados, e não somos diferentes.
A UNIDADE É UNICIDADE COM DEUS A TODO MOMENTO
Acho que você se surpreenderá muito ao ouvir a seguinte declaração de Swami. É a primeira vez que escutei algo assim dEle.
O tema era unidade. No passado, Ele falou na unidade muitas vezes; todos
sabem disso. Particularmente em referência à Índia,
Bhagavan disse: “A Índia necessita de unidade. Não há unidade na
Índia. Bharath é a terra dos recursos. É uma
terra das pessoas – multirracial,
multicultural e multilíngue –
pessoas de talento e de excelência; contudo o país necessita de unidade. E
onde há unidade, você é bastante forte. Nada e ninguém pode atacá-lo.”
Bhagavan deu um número de exemplos, que
discutimos em outras ocasiões.
Qual tem sido nossa compreensão da unidade? É que todos nós vivamos juntos
sem diferenças – isso é unidade. Vivamos todos juntos com um propósito
comum. Isso foi o que Baba disse antes. Entretanto, desta vez disse algo
diferente sobre o que é a unidade.
Desta vez disse: “O próprio sentimento de que Deus está dentro de vocês - que não estão sozinhos, que há dentro de vocês uma unidade com Deus, a identificação com Deus, uma consciência de Deus dentro de vocês, a experiência de Deus dentro de vocês – isso é a unidade verdadeira.” Isso foi o que Baba disse.
Quando sinto que estou sozinho, isolado,
somente uma pessoa sem nenhum apoio, isso é desunião. Quando sei que há
desunião dentro de mim, então sei que não sou um. Quando sei que tenho Deus
dentro de mim, sei que há uma unidade em mim. Que maravilhosa definição ou
interpretação desta vez! Devemos guardar isto pelos anos por vir.
O QUE QUER QUE NÓS DAMOS DEVE SER útil ao OUTRO
Swami estava distribuindo presentes de graça e de amor a todos. Como falei anteriormente, as câmeras e filmes nos foram dados. Qual o uso em ter uma câmera sem filme?
Swami estava inquirindo todos: “Onde está sua câmera?” E Ele olhou-me e me
perguntou: “Onde está sua câmera?” Eu disse: “Swami, você me deu um bom
número de câmeras; mas nunca usei uma câmara antes. Não sei usá-la”.
Swami riu e disse: “Se você não souber como, pergunte a qualquer menino.
Eles o ensinarão. Nossos estudantes ensinar-lhe-ão como usar a câmera porque
todos os últimos modelos estão disponíveis em
Puttaparthi”.
Quando Ele distribuía artigos, disse uma coisa importante: “Sabem por que
dou? De fato, vocês têm toalhas, mas outra vez dou-lhes toalhas; você tem
sabonete, mas ainda dou-lhes sabonetes. Por quê? A razão é para fazê-los
saber que o que quer que dêem deve ser útil.”
Suponha que dê um computador a um homem na rua, o que fará? Jogá-lo-á no rio
Chitravathi. Um homem que está com fome
vêm até Mim e, se lhe der uma câmera, que fará?
Quebrá-la-á ou quebrará Minha cabeça. Assim você deve dar aquilo que é útil
ao outro.
“Para ensinar isso, estou dando-lhes estas coisas,” Swami disse.
NÃO EMPREGUE MAL PRESENTES MARAVILHOSOS DE DEUS
O segundo ponto que Ele frisou a respeito aos presentes foi: “Todos os presentes que dou não devem ser usados mal.” Meus amigos, detenhamo-nos um minuto nisto. Tudo que temos são presentes de Deus. Não devemos empregá-los mal. O ar é um presente de Deus. Seu mau uso resulta em contaminação do ar. A água é um presente de Deus. O mau uso da água resulta em sua contaminação. A mente é um dom de Deus: para pensar, contemplar e meditar. O emprego errado da mente resulta em incorrer em pecados e más ações. O corpo é um presente de Deus. O emprego errado do corpo resulta em muitos vícios e maus hábitos. Por isso, quando Baba disse: “Não empregue mal tudo que Eu lhes dou,” isto significa que devemos saber sua preciosidade; devemos saber seu valor; nunca devemos empregá-los mal. Essa é a maneira como Swami comunicou indiretamente e sutilmente a mensagem.
Para resumir uma vez mais, temos que aprender duas coisas: uma, para dar
aquelas coisas que sejam úteis para os outros; e dois, para não empregar mal
os presentes de Deus.
O MUNDO É UMA PROJEÇÃO DE NOSSA MENTE
Então alguém disse: “Swami, minha mente é uma mente de macaco. Não sei como posso controlá-la. Minha mente me causa angústia, não sou capaz de controlá-la. Sugira-me um método. Queira, por favor, dizer-me como devo manejar minha mente de macaco.”
Swami é como um diamante. Como todos vocês
sabem, Ele dará uma interpretação na segunda-feira e outra na terça-feira.
Exatamente igual a um diamante que tem muitas faces, o conhecimento Divino
de Swami é multifacetado. Todas as facetas são verdadeiras. Não são
contraditórias, mas complementares. Uma interpretação representa uma
dimensão do tema. Uma outra interpretação apresenta uma outra dimensão do
assunto.
Quando Swami descreve a mente como um macaco, o que Ele quis dizer? Muitas vezes disse: “O corpo é uma bolha da água; a mente é um macaco louco.” O que significa? O macaco é conhecido por sua natureza hiperativa. A mente, também, é muito instável e inquieta. Por isso que tem dito que a mente é uma mente de macaco.
Mas esta vez, Swami não disse isso. Se a
mente não é um macaco, o que é? Um indivíduo como eu, que pensa que sabe
todos estes pontos e compartilha com outros, recebe um choque repentino
quando se dá conta que Swami mudou Seu ponto de vista anterior.
“Swami, disseste que era uma mente de macaco; agora falas que não é um macaco. Então quem é o macaco?”
“Não é uma mente de macaco; é a
humanidade.” Agora Swami diz: “Quando a mente está cheia de pensamentos bons
e nobres, ela lhe levará à humanidade. Quando está contaminada, é mente de
macaco. De modo que a mente como é, está além de tais limitações; é pura e
não-dual.”
Mamo moolam idham jagath: “O universo inteiro é criação da mente.” O cosmos inteiro é a projeção da mente, diz Adi Shankara. Nós estudaremos mais tarde o que o santo tem a dizer acerca da mente.
De modo que, quando você diz mente de macaco, significa somente que a mente está poluida e cheia de pensamentos maus e vacilantes. Por outro lado, quando a mente está cheia de pensamentos bons, ela o eleva ao nível da humanidade. Isso foi o que Bhagavan disse.
ENTREGUEM-SE COMPLETAMENTE A DEUS PARA CONTROLAR A MENTE
Mas esse cavalheiro não se manteve satisfeito. Perguntou, “Swami, como controlo a mente?” É uma pergunta boa porque ele sabe o suficiente para se dar conta que há uma necessidade de controlar a mente. (Algumas pessoas não compreendem mesmo a necessidade. Pensam que a mente é tudo. Mas não nos deixe incomodar sobre elas).
A mente tem que ser limitada de alguma maneira. Tem que ser controlada. A
pergunta é como controlar a mente. Bhagavan
disse: “Se você tiver o espírito de rendição, daiva
arpita – rendição a Deus, com esse
sentimento pode controlar sua mente.”
Alguém poderia perguntar: Como o sentimento de rendição e o controle da
mente seguem juntos? Como a rendição ajuda a controlar a mente? Swami
explica agora: “Quando você pensa que você é a mente, é o ego; mas quando
você pensa que a mente está separada de você, é rendição. Quando você pensa
que você é a mente, ele é ego.” Por isso, Baba diz que somente o espírito de
rendição lhe ajudará a controlar a mente.
“Swami, ajude-me, por favor, a desenvolver pensamentos bons. Swami,
ajude-me a remover todos os pensamentos maus.
Bhagavan, ajude-me a deixar cair este `euismo',
ou ego.” Com essa oração, com esse espírito de rendição, alguém pode crescer
além de si mesmo. Alguém pode controlar a mente; de outra forma é impossível
controlar a mente. É somente a devoção e a rendição que nos ajudarão a
controlar a mente; assim diz Bhagavan Baba.
Ele É O executor -- VOCÊ É SOMENTE SEU INSTRUMENTO
Então um menino, um outro estudante de PhD, perguntou: “Swami, estou permanecendo no albergue junto com seiscentos outros estudantes. Como posso controlar minha mente? São tantos os que vêm e me perturbam. Falo com tantas pessoas. Tenho que interagir com tantos meninos no albergue. Como posso controlar minha mente?”
Esta situação aplica-se igualmente a todos nós. É um problema com a maioria
de nós. Como controlar a mente, vivendo entre tantas pessoas, com tanto
trabalho e responsabilidades, altos e baixos, dificuldades da vida diária.
Bhagavan disse: “Se você pensar que não é o
executor, você pode saber que controlou a mente. Você não é o executor.
Pense que Deus é o executor. Ele está fazendo através de você. Ele está em
você. Ele é tudo. Você é somente um instrumento.”
Assim, com este sentimento que você é um instrumento nas mãos de Deus e que
Ele está fazendo todas as coisas através de você, a mente se controla por si
mesma. Ao circular entre os estudantes no albergue, entenda que está
cumprindo com seu dever, isso é tudo. Não se ressinta com as coisas. Não se
deixe arrastar por suas responsabilidades.
A maioria de nós traz para casa o que quer que façamos no escritório, e
criamos confusão em casa. Haverá uma Guerra da Coréia em casa porque se tem
transferido o escritório para lá. Algumas pessoas transferem os problemas de
casa para o trabalho e se transformam em incômodo para seus colegas. Devemos
conhecer esta arte de viver. Devemos saber como viver no trabalho e também
como viver em casa. Não devemos levar nada para casa e não devemos levar
nada de casa para fora de nossa família. Uma vez que desenvolvemos isto “eu
não sou o executor”, seremos capazes de nos impor à mente, como explicado
por Bhagavan.
AMÁ-LO, ACIMA DE TUDO O MAIS, GANHAR SUA GRAÇA
Quando Swami diz que você pode fazer qualquer pergunta, é porque está de bom humor. Você está livre para fazer quaisquer perguntas. Um menino disse isto: “Swami, é bastante se eu estiver aqui em Sua companhia, contigo? É suficiente?”.
A pergunta feita por esse menino aplica-se num sentido mais amplo a todos
nós, porque há muitos que pensam que é o bastante
permanecerem aqui em Puttaparthi. Há
alguns que pensam que se sentarem no salão de bhajan,
é bastante; ou se sentarem no mesmo lugar até Deus removê-los e levá-los
para outro planeta, é bastante. Há algumas pessoas que pensam que é bastante
se coordenarem pessoas em sua volta e gritarem, contanto que estejam aos Pés
do Senhor. Basta com essas pessoas
É bastante apenas estar na companhia de Bhagavan?
Bhagavan não é um ser humano simples. Se fosse
um ser humano, Ele diria, “É suficiente estar comigo.” Mas Ele não disse
isso. Swami disse: “Não é bastante se você estiver com Swami sozinho. Não,
não, algo mais. A mera associação não é suficiente. Deve ganhar a graça de
Deus. Você deve ganhar a minha graça.” Isto se aplica a
todos nós. Podemos sentir que é bastante estar aqui, mas não! Não é.
”Eu ganhei sua graça? Sou o receptor de Sua graça? Tenho recebido a sua
graça?” Essa era a primeira pergunta que passava pela minha mente quando
ouvi a resposta de Swami.
O mesmo menino fez imediatamente uma outra pergunta: “Swami, como alguém
ganha sua graça? “(Risos) (Estes são os meninos na idade do
computador. Naqueles velhos tempos, nunca ousávamos fazer perguntas. E pelo
tempo que deixamos à escola, esquecemos da própria pergunta. Mas os meninos
modernos não o deixarão sozinho! Eles o pegarão e virão a sua casa para
fazer estas perguntas.) Assim a pergunta é: “Como
ganhar sua graça, Swami?”
A resposta de Swami era esta: “Muito fácil, muito fácil.”
“Oh, é assim fácil ganhar a graça de Deus?”
“Sim.”
“Como, Swami?”
“Amar – isto é bastante. Se você amar a Deus, você ganhará Sua graça. Nada
mais.”
Infelizmente, complicamos as coisas porque amamos a complicação. As pessoas
não comem três vezes numa semana: “Oh! Muito bem. Levantam-se às 3 horas e
fazem o japa. Muito bem, e dormem na sala
de aula.” (Risos) Queremos tencionar,
esforçar e torturar a nós mesmos.
Ou alguém dirá: “Leia este livro. Termine-o em um dia.”
“Como posso terminá-lo?” você pergunta.
“Tem que fazê-lo, se quiser conseguir a liberação deve terminar este livro,
todas as 500 páginas num dia.”
“Oh!” Você deve simplesmente passar as páginas; isso é tudo.
E alguém vem e diz: “Circunde o templo de Ganesha
108 vezes.”
“Oh? Manhã ou noite? “
“Ambos - 108 vezes cada uma.” (Risos)
É fácil recomendar. Posso dizer-lhe que, “circunde à tarde também.” (Risos)
E quando alguém não pode circundar 108 vezes, você diz (em um tom
bombástico), “Bem, eu estou circundando.”
“Oh, você está circundando também. Bem, circundo
Ganesha duas vezes cada vez, 108 vezes.”
“Oh. Assim você é mais do que eu.”
Um outro companheiro diz: “Não, não, circundo três vezes cada vez, 108
círculos!” (Risos)
E segue assim, como uma contagem numa partida de críquete. Sentimo-nos
felizes em complicar as coisas. Encontramos alguma sensação de satisfação em
empreender trabalhos extenuantes, cansativos. Mas Deus não é assim, tão
pouco amável para nos dar trabalhos tão árduos. Não somos trabalhadores
temporários.
Ele diz simplesmente: “Ame. Isso é bastante.” Mas não podemos compreendê-lo.
Em vez disso, dizemos: “Ah, por que amor? Não, não, não. Não é necessário.
Quero alimentar mil pessoas.” Muito bem, e o quê? Deus alimenta o mundo
inteiro diariamente; você alimenta apenas uma vez no ano e sente como se
tivesse feito uma grande coisa, portanto não há nada de grande nisso. Você é
alimentado por Ele, antes de tudo. Vocês pensam que fazem algo em alimentar
os pobres, mas Ele o alimenta. Primeiramente, compreenda isso. Por isso,
meus amigos, é mais doloroso o que queremos
exercer e exceder-nos e tornar a vida mecânica.
“Não, não,” Swami diz, “é bastante se você amar.” Ame-O mais do que você ama
qualquer um. Ame-O mais do que você ama a si próprio. Ame-O de modo que seja
a prioridade número um em sua vida. Ame-O incondicionalmente. Ame-O de tal
forma que você aceite o que quer que Ele faça. Ame-O não importa o que
aconteça em sua vida. Continue apenas a amá-Lo; isso é suficiente. Assim é
como Bhagavan disse que ganhamos Sua graça.
O AMOR NUNCA É EXPRESSO, MAS SENTIDO
Um cavalheiro observou: “Swami, sou muito feliz, muito feliz, muito feliz.” Ele não parou de dizer que era feliz. Continuou repetindo, “muito feliz.” Soou demasiado para mim. Você pode dizer: “Swami, sou feliz.” Você não necessita dizer, “feliz, feliz, feliz!” Queria ver a reação de Swami.
Swami disse: “A felicidade verdadeira nunca é dita: mas sentida. Seja feliz
internamente; não diga que é feliz. Quando você diz que é feliz, ainda está
por experimentar a verdadeira felicidade. Ainda não é inteiramente feliz.
Quando você é plenamente feliz, permanece na felicidade”.
Quando você é continuamente feliz, não diz que é feliz. Quando você diz que
é feliz, significa que você ainda está por ser feliz, por experimentar ainda
a felicidade. Bhagavan disse: “As coisas
preciosas nunca são expressas. Você não expressa seu amor. Você não expressa
sua felicidade. Sente-se em cada célula, em cada nervo, em cada batimento
cardíaco. O amor nunca é expresso; é sentido.” Isso é o que Baba disse.
PRESTEM SERVIÇO NO MELHOR DA SUA HABILIDADE
Alguém disse: “Swami, você está distribuindo mangas. Devo dar esta manga a essa pessoa?”.
Baba disse: “Nunca pediria a alguém para dar da Minha parte. Dou diretamente
eu Mesmo porque considero que dar é Meu dever. Me sinto
tão feliz dando. Não delego poderes; não lhe peço que dê da Minha parte. Eu
dou diretamente.”
Logo me volto para todos e digo: “A menos que você mesmo dê diretamente,
você não terá a completa satisfação de dar. Do mesmo modo, a outra pessoa
sentirá mais alegria somente recebendo diretamente de Mim”.
Se Swami me der um laddu diretamente, oh,
é muito precioso! Cubro-o de imediato e ponho-o no bolso para que ninguém me
peça para compartilhá-lo (Risos) Se um seva
dal me der um, quebrá-lo-ei em mil partes e os distribuía a
todos. Quando vem diretamente de Deus é muito mais precioso. Swami disse:
“Aprenda a dar diretamente, por si mesmo. Não delegue poderes a alguém. Não
peça a mais alguém que dê em seu nome”.
Um cavalheiro inocentemente perguntou, sem más intenções: “Swami, haverá uma
alimentação para os pobres no dia de Eswaramma?”
O Swami perguntou: “O quê? Cheppu de
Malli (significa: “Repita
outra vez”)”
“Swami, haverá uma alimentação pobre no dia de
Eswaramma?”
[Aqui segue um jogo de palavras devido à ordem em que expressa essa pessoa – disse “poor feeding” falando da distribuição de alimentos aos necessitados. Swami o corrige dizendo que não se trata de “poor feeding” (literalmente “alimentação pobre”), senão “feeding the poor”, alimentar os pobres com comida substanciosa – N do T]. Essa foi a maneira como Bhagavan corrigiu seu inglês. Isto é muito importante para todos nós.
A MUDANÇA DO TRABALHO É DESCANSO
Numa outra ocasião, alguém disse: “Swami, estás muito cansado. Estás tão ocupado das 7 horas na manhã até 12 horas, e outra vez estás de volta às 14:30h. Agora são 18:30h da noite e estiveste ocupado o dia inteiro. Swami, descanse um pouco. Você está muito cansado.”
Baba disse: “Não necessito de descanso. Não desejo descansar. Não desejo ter
descanso.” Então Baba voltou-se para os meninos e perguntou: “O que é
descanso?”
Um menino disse: “Dormir.” Um outro menino disse: “Sentar-se”; outros
disseram: “Não fazer nada”. Swami disse: “Mudar de trabalho é descanso.
Vocês estão fazendo um tipo de trabalho e se sentem cansados. Mudem ou
troquem para outra forma de trabalho. Isso é descanso”.
Então disse: “Se eu descansar, o que lhes acontecerá? (Risos) Se eu
descansar, quem tomará cuidado de vocês? Deus nunca está de férias. Deus
nunca descansa. Não deseja nenhum descanso”.
Similarmente, em nossa vida, desperdiçamos a maioria de nosso tempo
descansando, relaxando. Se aprendermos também a mudar a forma de trabalho
como descanso, faremos mais trabalho e renderemos mais serviço a todos que
estão ao nosso redor.
DEUS TEM UM RELACIONAMENTO PESSOAL COM SEUS DEVOTOS
Então alguém disse: “Swami, existem tantos milagres acontecendo na minha vida e na vida das pessoas. Por que não são publicados num livro?” Esta era uma boa pergunta!
Baba disse: “Não, não, é um caso de romance Divino. É um assunto entre Mim e
Meu devoto. Eu o ajudo; ele recebe a ajuda. Eu o abençôo e ele é abençoado.
É um assunto entre Mim e ele. Não necessita ir para a imprensa. Não é
necessário”.
Para adicionar aqui uma nota ou observação: se começarmos a registrar todas as experiências e milagres de cada devoto, acho que nunca conseguiremos terminar de escrever o livro. Transformar-se-ia num número infinito de volumes. Essas histórias a ser mencionadas estão além de uma contagem e de toda medida, e toda uma vida não bastaria para registrá-las. Esta é a verdade. Estou seguro que a maioria de vocês concordará comigo.
O AMOR DE DEUS É A ESSÊNCIA DE MIL MÃES
Gostaria de contar-lhes um milagre que aconteceu. Um menino torceu o seu tornozelo e não podia andar. Baba foi perto dele e com Suas próprias mãos aplicou um ungüento. O menino estava muito embaraçado. “Swami, você está tocando meu tornozelo, meus pés. Você está aplicando um ungüento, desculpe. Por favor, não faça isso.”
Baba disse: “Quando você tem dor, quando você sofre, sua mãe não aplicará um
ungüento nos seus pés? Sua mãe não lhe servirá, ou pressiona seus pés? Por
que não esta mãe que sente um amor de mil mães por ti?” Esse é o amor de
Swami por Seus devotos.
ELE CONHECE TODAS NOSSAS AÇÕES
Um cavalheiro veio de lá e disse: “Swami, permita-me fazer padnamaskar.” Baba disse: “Você já o fez. Por que outra vez?”
O homem disse: “Swami, acabo de chegar. Por que me diz que já o fiz? Não.
Por favor, bendize-me com esta oportunidade de fazer
padnamaskar - para tocar Seus pés.”
Baba disse: “Você está vindo de Bombaim. Antes de sair para pegar o vôo do
avião, você fez padnamaskar na minha foto
em casa. Eu já o tenho recebido. Você não tem que fazê-lo agora.” (Risos)
O que quer que seja feito é registrado. Há algumas coisas a mais a
dizer-lhes. Swami fez muitas referências ao Ramayana
e a Shirdi Sai. Swami mencionou alguns
episódios relacionados à história de Meerabai.
Isso será tratado no domingo próximo. Com isso, termina a série referente
a Kodai.
Obrigado pelo seu tempo e graciosa presença. Queira
Bhagavan abençoá-los! Muito obrigado.
OM…OM…OM…
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti Shanti