“Sejam Prudentes”

 

7 de outubro de 2007

 

 

OM…OM…OM…

 

Sai Ram

 

Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,

 

Queridos Irmãos e Irmãs,

 

Alguém fez uma pergunta sobre o Vishwaswarupa darshan que Bhagavan mencionara há alguns poucos dias. O Senhor Krishna primeiro concedeu Vishwaswarupa darshan a Arjuna no campo de batalha de Kurukshetra, e quem perguntou agora queria que eu explicasse o Vishwaswarupa darshan proposto por Bhagavan Sri Sathya Sai Baba recentemente.

 

Toda a criação é o VIRAT SWARUPA de deus

Apenas Bhagavan pode explicar com alguma autoridade aquilo que Ele quis dizer quando sugeriu que Ele conferiria um Vishwaswarupa darshan a todos nós. Não compreendemos suficientemente, uma vez que nossas percepções conscientes são limitadas ao nível humano. Nossa tentativa de explicar ou interpretar qualquer coisa num nível superior seria um erro. Portanto, por favor, me desculpe se não comentar a respeito, já que não entendo mais nada do que vocês.


Para explicar o conceito de Vishwaswarupa como é encontrado no Bhagavad Gita, vou tentar explicar-lhes o que sei. No Bhagavad Gita, só Arjuna podia ver o Vishwaswarupa do Senhor Krishna, e não o via com seus olhos físicos. Ele foi, desta forma, abençoado com um tipo especial de visão. Foi só com Jnana netra (o olho da sabedoria), que podia ver a forma cósmica de Krishna.

 

O Mahabharata também fala de um velho e cego rei chamado Dhritharashtra, a quem Deus concedeu essa visão, a fim de que o rei pudesse também ter o Vishwaswarupa darshan do Senhor Krishna. Depois de ter visto a forma do Senhor Krishna, o Rei Dhritharashtra rogou ser deixado cego novamente, porque depois de ver a forma de seu Senhor, não queria ver mais nada.

 
Uma vez aqui em Puttaparthi há alguns anos, lá no Kulwant Hall, Bhagavan fez um Divino Discurso durante o festival Kalasa no qual Ele tratou do Virat Swarupa. Durante este Festival, os devotos vêm com jarros com água sobre suas cabeças e eles formam uma procissão para adorar um Lingam. Um Lingam foi mantido muito perto do estrado e estes devotos estavam sentados ali para fazer o seu puja. De repente, vi esses VIP formarem uma fila para ver o Lingam, de modo que, levado pela minha curiosidade, me juntei a ela. Cada um de nós ficou muito espantado ao ver Baba nesse Lingam.


Um médico disse: "Swami, vemos Seu Virat Swarupa neste Shiva lingam!"

  
Baba olhou para o médico e disse: "Você tem de olhar lá para Me ver? Todo mundo neste salão está tendo Virat Swarupa ".

  
Não sabendo o que tinha sido conversado entre este médico e Swami, me mantive olhando para o Shiva-lingam e ignorando Swami. Ele travessamente, se deu conta e no discurso disse: "Anil Kumar está interessado em ver Swami no Shiva-lingam, sendo que Swami está aqui exatamente a seu lado! (Risos) Mesmo com Swami aqui a seu lado, ele quer olhar para o Shiva-lingam! "

Foi isso o que Baba disse sobre o Virat Swarupa. Ele disse que toda a criação é Virat Swarupa. O Bhagavad Gita declara que quando Krishna deu esta visão de Virat Swarupa a Arjuna, Arjuna encontrou as galáxias, o sistema solar, as montanhas, os vales, os sete mares e o cosmo completo no Senhor Krishna. Isso é o Virat Swarupa.


Além destes detalhes, não sei mais nada. Deverão chegar às suas próprias conclusões. Não podemos saber o que Baba quis dizer, porque Sua consciência vem de um plano absolutamente diferente, algo que é espiritual e Divino. Somente Ele pode explicar o que quis dizer; apenas posso dizer-lhe que este foi o exemplo que Ele deu naquela ocasião.


Para ver um objeto, o que você precisa? É necessária a luz solar. E para ver o Sol, o que é necessário? Também é necessária a luz do sol. Quando vemos o sol, o que realmente vemos é a sua luz, correto? Para ver a lua, o que realmente vemos é a sua luz. De modo que para saber o que Baba quis dizer, devemos nos referir a Swami, já que só Ele pode explicar o que significava. Ele é o único que pode responder a estas questões. A luz nos ajuda a ver a luz; da mesma forma, só Ele pode nos ajudar a entender o que ele quis dizer. Pessoalmente, não tenho mais nada a dizer sobre este assunto.

 

Cada um dE nós. recorre À senda espiritual individualmente

Muitas vezes não pensamos por nós mesmos, como indivíduos. Muito freqüentemente nos deixamos levar pela opinião pública, seguindo a massa como o povão. Mas devo dizer-lhes, não somos uma multidão; mais do que isso, somos indivíduos. Isto é particularmente importante no que concerne as nossas sendas espirituais.


Cada um é um individuo e cada um deve se movimentar por si mesmo, qualquer que seja a sua senda. A realização tem que ser alcançada no nível individual. A realização não é como uma atividade de grupo – nada como os casamentos em grupos, jantares de grupos ou viagens em grupos. A senda espiritual é gratificante quando a percorremos sozinho. Por isso, o ponto que quero frisar aqui é que, como criadores das nossas sendas espirituais, não viajamos como uma multidão ou uma massa. Somos individuais nisso. Lembremo-nos que a senda espiritual é uma experiência individual e não uma experiência coletiva.


O homem é um criador, não Uma criatura

Muitos de nós também pensamos que estamos indefesos neste mundo. Quando nos apresenta um desafio, pedimos outros, "O que vai fazer sobre este dilema? Somos pobres criaturas indefesas, então o que é que poderíamos fazer diante deste dilema? Somos limitados, nossos poderes são finitos, então, o que é que podemos fazer? Somos pobres mortais, então, o que é que podemos fazer"? Esse é o modo como as pessoas pensam.

 

Mas não somos simples criaturas! Não! As formigas, os mosquitos, as plantas, os animais, as abelhas, os animais selvagens… são todas criaturas. Mas pode-se dizer que o homem é também uma criatura dessas? Não! Um ser humano não é uma criatura, mas sim um criador. Somos criadores, não criaturas!


As criaturas e criadores são diferentes. A criatura tem de seguir um determinado padrão, mas cada um de vocês é um criador. Criam dependendo de seu próprio nível de imaginação. Criam de acordo com suas próprias habilidades. Criam de acordo com a profundidade de seu próprio conhecimento. É por isso que constroem edifícios, criam projetos, pintam quadros, escrevem poesia, descobrem medicamentos e criam a agricultura.

 
Todos os campos do conhecimento humano crescem e melhoram mais e mais a cada dia. Cada criação começa com uma idéia intuitiva. Por quê? Uma idéia intuitiva é algo individual. Cada um é criativo; todos somos criativos. Portanto, saiba que somos criadores e não apenas criaturas. Nossas vidas estão cheias de significado e propósito.


Um escultor cria um belo ídolo. Um pintor cria um belo quadro. Como é que podemos chamá-lo uma criatura? Não posso chamar um escultor de uma pobre criatura. Não posso dizer a um pintor: "Você é apenas uma criatura." Não! O quadro que ele criou não é senão um pensamento manifestado. Por isso, entendemos que você é um criador, e não apenas uma simples criatura.


Pensas no sonhador, não no sonho

Muitos de nós estamos dispostos a sonhar. Estamos muito confortáveis em nossos sonhos, porque o que não podemos fazer aqui, podemos fazer lá em nossos sonhos. Lá, você pode resolver todos os seus problemas, atingir seus planos e fazer com que seus inimigos sejam vencidos. Portanto, o país dos sonhos fornece um lugar para se conseguir tudo o que não podem fazer aqui. Mas, amigos, não vivamos somente no país dos sonhos.


Peço-lhes que considerem o sonhador mais que o sonho. O sonhador é diferente do sonho. Por que digo isso? Três dias atrás tive um sonho, e há dois dias tive outro, e na noite passada tive ainda outro sonho, mas sou ainda o mesmo homem que tem estado sonhando. Eu sou o sonhador.

 
Meus sonhos foram mudando dia-a-dia. O sonho de alguns dias atrás não é o mesmo que o sonho de dois dias atrás, e que não é o mesmo sonho de ontem à noite. Meus sonhos mudam muito rapidamente, no entanto eu, o sonhador, sou imutável. O experimentador, o sonhador, não muda.

 
O mundo é um sonho. Perceba isso! A vida é um sonho! Perceba isso! A vida é um sonhar acordado, enquanto o outro é um sonho noturno. O sonho diurno não existe à noite, e o sonho noturno não existe durante o dia. Mas você existe em ambos os momentos. O sonhador continua existindo em ambas as situações, embora os sonhos sejam diferentes. Este é o ponto que temos em mente. Assim , concentre-se mais no sonhador do que no sonho.

 

Respeitem e VEneREm todos os lugares de culto

A espiritualidade, tal como é praticada hoje em dia, infelizmente, tem se tornado intolerante e leva a diferenças e conflitos. Os que vão a um templo não vão a uma igreja. Aqueles que vão a uma igreja não respeitam um templo, e nenhum de ambos os grupos compreendem os que vão a uma mesquita. Isso não é correto.

 

Podemos chamar estas pessoas de religiosas, mas isso não é o que se entende por ser espiritual. Cada religião tem uma escola filosófica em particular. Cada religião adere a uma determinada filosofia, mas a espiritualidade vai mais profundamente do que isso. A espiritualidade exige reverência e respeito onde quer que se vá, e que se mostra a qualquer um que se encontre. O tipo de sentimento que você tem no templo deveria se manter ao entrar numa igreja. Deveria manter o mesmo respeito e reverência se vai a uma igreja, uma mesquita, ou um Gurudwara.

 
Portanto, vamos ser de forma reverencial e respeitosa. Vamos praticar a adoração uniformemente em todos os lugares, mais como uma atitude do que como um ato. Os atos são mecânicos, enquanto que uma atitude é vital. Um ato é uma rotina, mas uma atitude é vibrante e radiante. Por isso, vamos ter uma verdadeira reverência para todos os lugares de culto e de todas as religiões. Nós, sendo devotos de Sai, deveríamos ser ainda mais sintonizadas para com isso do que os outros.  


o desapego é liberação

Não devemos nos apegar a nenhum individuo, a nenhum lugar em especial nem a nenhum livro porque a fonte é uma. A verdade é uma. O apego é escravidão e o desapego é liberação. As pessoas perguntam: "O que é escravidão?" Não necessariamente tem que existir essa servidão para com sua família, nem sua propriedade ou sua profissão. A escravidão é simplesmente um apego a um indivíduo, um lugar ou uma ideologia.


O desapego é liberação. Vocês permitem que as coisas aconteçam. Se permitem a si mesmos estar abertos à Verdade onde quer que se expresse, onde quer que se declare ou encontre. Vocês vêem a mesma Verdade com absoluta reverência e respeito. Como um exemplo simples disto, suponha que existe um rio. Você admite que o rio flui, e, à medida que flui, você simplesmente o aprecia. Se você não lhe permite fluir, torna-se estagnado, uma piscina ou um lago, e você não pode apreciá-lo como antes porque você está permitindo que ele se torne poluído.


Agora pense no desapego como algo como um rio ou um riacho. Ele flui continuamente, mantendo-se totalmente sem contaminação, mantendo-se puro e apto para que suas águas sejam bebidas. A vida espiritual é uma corrente contínua de água, onde encontramos a Verdade, em qualquer ponto, porque simplesmente não pára de fluir. É por isso que as pessoas dizem que a espiritualidade é uma eterna viagem, uma senda sem fim. Não tem começo nem fim. Segue e segue. É uma eterna peregrinação.


a verdadeira liberdade é incondicional

Temos algumas idéias engraçadas sobre liberdade. Todo mundo pensa: "Sou livre". Quando vocês são livres, façam por onde os outros também desfrutem a liberdade deles. Negar-lhes a liberdade enquanto vocês se declaram livres não é nem justificável nem lógico. Vocês estão livres e a outra pessoa também está tão livre quanto vocês. Permitam-lhes exercitarem sua própria liberdade. Permitam-lhes pensarem livremente por si mesmos. A liberdade significa que pensem que os outros sejam tão livres quanto vocês em pensamento, palavra e ação. Não posso dizer que sou livre se penso de uma maneira e atuo de outra. Isso não significa senão que gostaria de prevalecer sobre os outros. Soaria como se quisessem converter os outros em escravos, enquanto que vocês querem ser livres.

 
De modo que um homem que é totalmente livre é aquele que ama a liberdade e dá igual liberdade a outra pessoa. Assim como respeita sua própria liberdade, o homem livre dá liberdade ao outro e respeita a liberdade dos outros. Qual é a verdadeira liberdade? A verdadeira liberdade é incondicional. Quando digo isto, quantas pessoas discordam? Serão muito livres até que possam concordar que a liberdade é incondicional.


a liberdade é flexível e imprevisível

O que é liberdade? A liberdade requer que não se atenham apenas aos mesmos pensamentos e crenças ao longo de todo o seu trajeto. Muitas pessoas acham que algo está certo num momento; mas depois, com mais experiência e maturidade, suas noções anteriores de Verdade são substituídas. Com maturidade e experiência, mudamos e crescemos. Portanto, a liberdade é fluida e flexível, bem como incondicional.


Ao apreciar a minha própria liberdade hoje e permitindo-lhe a sua, não posso dizer o que vou fazer amanhã. Não sei como vou reagir amanhã. Não posso dizer quais os meus sentimentos amanhã, já que a liberdade é imprevisível. Meus amigos, a liberdade tem três qualidades. A liberdade é incondicional, é fluida e flexível, e é imprevisível. Estas são as três qualidades essenciais da verdadeira liberdade. Tudo o resto é apenas um espetáculo, um drama ou um fingimento.


Ser fiel a si mesmo

Não podemos ser complacentes com todos o tempo todo e não necessitamos fazê-lo. Não é necessário. Por favor, entenda isto. Ao tentar agradar alguém, é possível desagradar a outro. É impossível agradar a todos. Mesmo para um político! Ao tentar agradar a todo mundo, nos enganamos e nos frustramos.

 
Baba uma vez deu um exemplo para nos ajudar a compreender este conceito.

  
Assim, durante um verão quente quando as mangas se vendiam em abundância, um colega colocou uma grande bacia de mangas na frente de sua loja com uma placa que dizia: Boas mangas vendem-se aqui!


Alguém viu isso e disse-lhe: "Você parece ser um bobo".

 
O vendedor lhe perguntou por que dizia isso, e o homem lhe falou: "Esta é a época de manga e são vendidas em todos os lugares. Você não precisa dizer que mangas são vendidas aqui! É insensato".


Portanto, o vendedor chamou um pintor e retirou a palavra “manga” da sua placa de forma que, em seguida, lia-se: Vendem-se aqui boas frutas.

 
Então, passou alguém e disse: "Que frutas você vende? Sua placa dizia simplesmente frutas, não indicava se vendia uvas, mamão ou banana. A que frutas se referia"?

 
Portanto, o vendedor chamou novamente o pintor e mandou tirar a palavra frutas. Então, o que se manteve na placa? Vendem-se boas aqui. (Risos)

 
Em seguida, um outro colega chegou junto e disse: "Vemos sua loja aqui. Você não precisa dizer "aqui". Afinal, você não pode ter a sua loja aqui e ainda vender em algum outro lugar. O que você quer dizer usando a palavra “aqui”? Não vê? É uma placa muito ilógica".


De modo que o vendedor chamou novamente o pintor e pediu para remover a palavra “aqui”. Portanto, “boas” e “vendem-se” eram as duas únicas palavras que permaneciam na sua placa: Vendem-se boas.

 
Outro indivíduo chegou e disse: "O que quer dizer com “boas” ou “bens”? O que significa"?

 
"Não, senhor, só é “boa, não bens", respondeu o vendedor.

 
E o visitante lhe disse: "Alguém vai querer frutas más? A palavra "boa" é desprovida de sentido".

 
Portanto, o vendedor convocou novamente o pintor e retirou a palavra “boa” da sua placa. Portanto, agora tudo o que se manteve foi à palavra: “Vendem-se”.

 
Outro sujeito, em seguida, veio e disse: "O que vai vender? Você mesmo? Ou você está vendendo a placa em si?" Por isso, ele convocou o pintor mais uma vez e tirou a palavra “vendem-se” da placa.


O pintor, em seguida, apresentou-lhe duas contas. A primeira conta foi pela pintura "Vendem-se aqui boas frutas", e a segunda foi por remover cada palavra. Ao tentar agradar a todos, ele perdeu tudo. Mesmo a placa! Portanto, você não ganha nada, procurando agradar a todos.

 
Existe também uma outra história que tem a ver com isto. Parece que um jovem e um homem idoso estavam passando um dia com um burro, e alguém disse: "Esse burro está andando e esses dois colegas estão andando também. Que inútil! Companheiros! Poderiam subir no burro e deixar que ele se preocupe em andar! Para que serve o burro? São donos do burro, mas vocês parecem ser os verdadeiros burros! Por que vocês dois vão a pé ao lado do burro"?


Estes dois companheiros ouviram isto e disseram: "Oh! É mesmo"!

 
Em seguida, o homem mais jovem fez o velho homem se sentar na parte de trás do jumento. Agora, enquanto seguia seu caminho com o homem velho sentado no burro, passou outra pessoa e disse: "Que vergonha. Há um jovem, e este velho que pode andar devagar, no mesmo passo deste jumento vagaroso. Pelo menos o pequeno colega pode sentar no burro." Portanto, o velho desceu e, em seguida, o jovem sentou nas costas do burro.


Ainda outro homem disse: "Este jovem está sentado no burro, enquanto este colega idoso está caminhando. Que falta de cérebro"! De modo que ambos se sentaram nas costas do burro.

 
Alguém veio junto e disse: "Este pobre burro tem de levar o peso desses sujeitos!" Portanto, os dois homens saíram de cima do burro e andaram com suas próprias pernas. (Risos) Assim, estes dois perderam o burro e suportaram os insultos e críticas de todos aqueles que passaram junto a eles.


Portanto, amigos, se vocês continuarem a escutar os outros "rumores, fofocas e opiniões e viverem de acordo com eles, lhes acontecerá algo como a história destes dois homens e seu burro. Se vivemos nossas vidas tentando agradar aos outros, terminamos, por assim dizer, perdendo o burro e a placa, e ainda por cima ainda tendo que pagar. De modo que não podemos agradar todas as pessoas o tempo todo. Ao tentar agradar a todos, traímos a nós mesmos, perdemos o pouco que nos podia sobrar. Isso era o que gostaria de dizer - lhe.

 

A autocondenação é o pior dos pecados

Permita que o título da palestra desta manhã possa ser "Sejam prudentes". A próxima coisa a qual gostaria que fossem prudentes é sobre evitar a autocondenação.

 

Algumas pessoas me dizem: "Você não sabe, Senhor Anil Kumar, eu era um fumante numa época”.

 
Por que deveria me preocupar com o fato de ele ter sido um fumante? É bom que ele não seja um fumante agora. Da mesma forma, alguém poderia dizer: "Numa época, eu era um terrível bêbado".

 
Então, o quê? Meus amigos, o condenar-se é muito pior do que qualquer coisa que alguém possa ter realmente feito anteriormente. Podemos cometer qualquer erro, mas o manter uma consciência culpável é muito pior. Qualquer erro que tenha cometido está feito e acabado; mas se continuo contando a todos: "Vocês sabem, na semana passada, cometi um erro terrível", isso é muito pior. Se cometeu um erro! Então, o quê?

 
Algumas pessoas pensam que não são dignos de estar aqui em Prasanthi por causa dos erros que cometeram no passado. "Não somos dignos de ver Bhagavan ou não somos dignos de estar em Prasanthi Nilayam ".

 
Por favor, então, basta ficar em casa! (Risos) Autocondenação é o pior dos males! É o pior de todos os pecados! Não deixe que nos condenemos. Bom ou mau, seja o que for o que tenhamos feito, deixe-nos aceitar a nós mesmos como nós somos agora, hoje. Vamos nos aceitar como somos, com todos os nossos “mais” e “menos”, com tudo o que é positivo e negativo, com todas as virtudes e com os defeitos. Aceite-se como você é! Isso é a verdadeira espiritualidade. Autocondenação é errônea e é uma fraqueza. Conduz à depressão e à frustração. Enquanto aprendemos a andar de bicicleta caímos repetidamente; mas chega o momento em que a manejamos perfeitamente e então não caímos mais.


DEUS perdOA todos os nossos erros

Ouvi uma grande evangelista cristã chamada Joyce Meyer, que aparece na televisão todas as manhãs. Como estou aberto para ouvir o pensamento de qualquer um, ouvi suas palestras para conhecer as idéias sobre espiritualidade que poderia ter. Não mantive meus ouvidos fechados. De qualquer forma, Joyce Meyer fez uma declaração que foi gravada em mim e queria compartilhar essa idéia com vocês.

 
Ninguém, agora ou no futuro, é capaz de cometer um erro que seja imperdoável por Deus. Não pode cometer qualquer erro que Deus não perdoe. Isso significa que seja o que for que digamos ou façamos é trivial aos olhos de Deus. Para Ele, todos e quaisquer um são perdoáveis. Não pense que vocês são imperdoáveis. Não pense em si mesmos como um pecador, desonesto, ou bêbado. Pare com essa estupidez! Pare, porque temos que aprender a aceitar nós mesmos.

Quaisquer erros que possamos ter feito são perdoáveis. Autocondenação é muito ruim, seja para um materialista ou um espiritualista. Se um materialista, um cientista, não faz senão condenar-se a si mesmo, terminará sendo um fracasso. Se um espiritualista se condena continuamente, ele se tornará agnóstico. É por isso que a autocondenação não deve estar em nossas mentes, em nenhum momento!

 

a morte é tão auspiciosa quanto o nascimento

Qual é o próximo ponto sobre o qual deveriam ser prudentes? Sejam prudentes para não considerar a morte como desfavorável. Consideramos a morte como uma tragédia, como o fim da vida, como algo que não deve acontecer a qualquer um, mas isso não é certo! A morte é tão favorável quanto o nascimento. Não é uma desgraça. Não é uma tragédia. A morte é tão auspiciosa quanto o nascimento. A morte é uma celebração. É por isso que quando falecem santos e iluminados ninguém chora. Ninguém chora, porque o santo e o iluminado simplesmente se retiraram de seu corpo. Isto não é algo para se lamentar.


A morte deveria ser uma celebração. O homem começa a morrer desde o momento em que nasce. Se pensarem que ter 65 anos significa que passaram 65 anos, então já estão mortos. Não podem repetir seu aniversário de 30 anos. Não está disponível em nenhum cassete para você rebobinar e tocar novamente. O ontem está morto, e o antes de ontem já está esquecido.


Momento a momento continua o processo de morte, enquanto que há sempre adiante um outro momento para nascer. Amanhã é nascer e ontem está morto. Os momentos que chegam trazem nascimento e os momentos que já passaram falam de morte. Agora, qual o momento mais importante? É o das 10:45 o menos auspicioso? É às 10:50 o mais auspicioso? Isso é loucura! Não é assim. O nascimento e a morte são inevitáveis. Um leva ao outro. Um deles é o corolário do outro. Portanto, não temam a morte. Não deve ser causa de preocupação. Um homem espiritual jamais temerá a morte.


Swami Vivekananda disse num discurso em Chicago no qual lhe foi perguntado: "Swami, o que é que se deve ter sempre em mente? O que tem de ser lembrado por toda a vida"?

 
E vocês sabem o que ele disse? Swami Vivekananda respondeu: "A morte".

  
Assombrados, eles responderam: "A morte é o que se deve recordar? Mas, recordando-se ou não, a morte vai acontecer. Então, por que havemos de lembrá-la"?

 
Vivekananda disse: "Se recordarmos constantemente da morte, você irá desenvolver desapego. Não se sentirão tentados para ser maus ou pecadores. Você nunca será arrogante nem egoísta. Nunca serão egoístas, porque o pensar todo o tempo na mortalidade lhes manterá vigilantes e prudentes. Por isso, é a coisa mais importante para lembrar".


A morte é uma celebração

Numa de suas palestras, Sadhu Vaswani de Pune disse uma coisa muito interessante. Havia ocorrido uma tragédia numa família. O chefe da família havia morrido. Isso deixou a todos chorando pela alma que havia partido, o qual se perguntava, entretanto: "Por que eles choram? Afinal, o meu corpo estava doente, sofria dores terríveis. Meus olhos já não podiam ver, meus ouvidos já não podiam ouvir; minha mente já não podia pensar ou lembrar. Quando morri, esta alma foi liberada daquele corpo doente! Então, se esta alma se tornou feliz, porque estão chorando?" Que belo pensamento é este! A alma se sentirá muito triste com os parentes que estão chorando ao redor do cadáver que foi deixado para trás, porque a alma está se sentindo muito feliz.


Quando o meu casaco está cheio de manchas negras, o jogo fora. Se as pessoas sentem pena do pano, o que haveria de fazer? Assim, o corpo é abandonado, mas lembre-se de que a alma é eterna. Ela está pronta para adquirir um novo corpo. Vai possuir um novo corpo, saudável -- um mais bonito, mais elegante, mais funcional, mais dinâmico e mais ativo. Por que as pessoas devem se sentir tão mal com relação ao corpo que deixou de ser funcional e tornou-se um fardo para a própria alma? Movidos pela compaixão, poderemos servir o corpo, mas a perda do corpo não é para ser lamentada. A perda do corpo é para ser celebrada.


De modo que a morte é uma celebração, um festival. Quando um santo (ou alguém) perde seu corpo, é motivo de celebração. Isto é o que tem que ser mantido na mente.


A Meditação deve levá-lo além do espaço e do tempo

Alguns de vocês têm idéias engraçadas sobre meditação. Algumas pessoas dizem: "Quando medito, sinto cores vermelhas ou vejo cores azuis." Recomendo a estas pessoas que consultem um oftalmologista. (Risos)

 

Em meditação, há quem diga: "Eu sinto uma brisa fresca que sopra até mim." Verifique se você está muito perto de um ar condicionado! (Risos)

 
Em meditação, há quem diga: "Vejo anjos circulando". Por favor, consultem um psiquiatra. (Risos)

 
Em meditação, alguns dizem: "Sou transportado para outro mundo". Sunita Williams foi por si mesma ao espaço, mas não em meditação. Se ela meditasse para chegar lá, não teria retornado.


Meus amigos, o que é meditação? É uma viagem a algum outro lugar? Será algo além do corpo? Algumas pessoas dizem que é o corpo astral. Nada sabem sobre este corpo, assim como é que podem falar de corpo astral? Por favor, tomem cuidado com este corpo físico, pois ele tem que viver aqui por mais algum tempo ainda!

 
Portanto, o que se entende por meditação? Trata-se de tentar obter algo novo? Imaginar retratos, figuras ou personalidades? O que é isso? Deixem-me dizer-lhe o que Bhagavan disse, ou o que Ramana Maharshi disse. As opiniões de Ramana Maharshi e as de Baba são exatamente as mesmas. Então, o que é meditação?

 
Meditação é um momento de estar em nenhum lugar. Não vai a nenhum lugar. Não estão em nenhum lugar. Permitam-me que chame um momento de “parte alguma”. Parte alguma é a qualidade da meditação. Parte alguma significa que você não está aqui, nem você está lá. Não está em parte alguma. Tem ido além do tempo e do espaço. “Parte alguma” é uma qualidade necessária da meditação.


Meditação deve torná-lo consciente da verdade

Estar consciente é a segunda qualidade da meditação. O que quero dizer por estar consciente? Estar consciente significa que enquanto estiver no estado meditativo, não sou o corpo, mente ou intelecto. Sou o Si Mesmo eterno, o infinito testemunho além do nome e da forma. Na meditação, sou a Verdade imortal. Isso é estar consciente. Além do corpo, mente e intelecto está a consciência, e essa consciência é acessada na meditação.

 

A MEditação é AUSÊNCIA DE PENSAMENTOS

A terceira qualidade da meditação é ausência de pensamentos (estar livre de pensamentos). Quando há pensamentos, não é meditação. Sento-me para meditar, mas os meus pensamentos podem estar no darshan da tarde. Posso me sentar para meditar, mas os meus pensamentos podem estar numa série da TV ou no menu para o jantar desta noite. Enquanto houver pensamentos em minha mente, ainda estou me movendo em direção à meditação, mas não estarei ainda meditando. A meditação é um estado de ausência de pensamentos, livre de pensamentos, um estado de não-mente. Esta é uma qualidade essencial da verdadeira meditação. Portanto, meus amigos, a “parte alguma”, a concentração e a ausência de pensamentos são as três qualidades da verdadeira meditação.


a verdadeira experiência está além da mente

Estamos muito contentes por estar na companhia de pessoas de todo o mundo. Aceitemos essa verdade. Se alguém fala de apartamentos na aldeia de Puttaparthi, de imediato perguntamos se o preço será de duzentas ou trezentas mil rúpias. Se alguém menciona os últimos artigos chegados numa loja, ou pretende debater os méritos dos vários sabores de sorvete que podem ser experimentados, estamos muito interessados em conversar sobre essas coisas mundanas. Se encontrarmos um buscador espiritual, entretanto, temos medo deles. Aterroriza-nos um buscador espiritual, mas queremos estar perto de um materialista. Por quê?

 

A espiritualidade lhes leva a um lugar que vocês não conhecem, enquanto que um materialista vai falar das coisas que você sabe e pode ver. Sentimo-nos mais confortáveis com o que é conhecido e familiar. Uma coisa conhecida é freqüentemente mais bem vinda na meditação, porque é cômoda e todos desejamos nos sentir mais confortáveis quando estamos meditando. De modo que não necessariamente buscamos a Verdade nas nossas meditações.

 
Mesmo na nossa senda espiritual queremos experimentar coisas conhecidas. Acho que concordam comigo. Queremos experimentar aquilo que nos resulte conhecido inclusive na nossa senda espiritual. Então, o que é conhecido?

 
Quero uma promoção na minha vida de modo que rezo: "Oh, Baba, por favor, me dê isso. Tenho algumas propriedades, mas, por favor, duplique o tamanho delas. Faça com que todos os meus filhos se casem, consigam vistos e vão ao exterior".

 
Estas são todas coisas conhecidas. É assim que, inclusive na senda espiritual, queremos coisas conhecidas. Mas a espiritualidade, como um rio caudaloso, leva você a um destino desconhecido. No entanto, podemos ter medo de ir a um local misterioso. Tememos entrar num campo que nos é desconhecido. Por exemplo, você sabe que esta estrada vai trazê-lo até aqui, mas se eu levá-lo a uma floresta desconhecida, você vai dizer: "Por favor, deixe-me. Prefiro tomar a estrada que já conheço. Talvez outro dia possamos ir até a sua floresta misteriosa".

 
Não queremos tomar uma direção que não conhecemos. Queremos ir numa direção que realmente sabemos. O que conhecemos são nossos interesses mundanos, desejos e pensamentos, e é por isso que convertemos em assunto de nossas orações e jornada espiritual. Portanto, estamos confusos porque tivemos a nossa experiência mundana em parte de nossa senda espiritual. Por que temos feito isso? Fizemo-lo porque nos são conhecidas as coisas do mundo. Se consigo uma promoção, sei o que isso significa. Se consigo mais dinheiro, sei o que isso significa. Se permito que o rio flua em torno de mim, no entanto, não sei o que vai acontecer ou onde serei levado. De modo que o que ocorre é que temos medo do desconhecido.

 
Você pode então perguntar: "Por que é desconhecida a senda espiritual e por que são conhecidos os assuntos mundanos?" O mundo se conhece através da mente. É a mente que conhece. A mente tem o que seus olhos vêem, o que as mãos tocam, o que o nariz cheira e o que os ouvidos ouvem do mundo. Ela processa essas informações como conhecimento. É a mente que conhece, mas os ouvidos e os olhos podem só perceber. A mente processa estas percepções e decide o que é algo e o que sentimos sobre ele. Todo o nosso saber do mundo é conhecido através da mente.

 
A espiritualidade, por outro lado, está além da mente, e assim é desconhecida, ou talvez devesse dizer incognoscível. Fui claro? Por isso, temos medo de tudo o que é desconhecido. De modo que temos medo de tudo o que não se pode conhecer.

 

"Como é que vai ser? Vai me horrorizar ou aterrorizar? Não! Vou pedir a Baba para me dar vibhuti, porque isso é conhecido".

 
Por isso, meus amigos, deveríamos entender que temos medo da verdadeira busca espiritual, apesar de dizermos que somos buscadores e que atuamos religiosamente. Não somos verdadeiros buscadores porque não estamos preparados para essa experiência desconhecida. Não estamos preparados para essa experiência incognoscível. Por quê? Não queremos correr o risco. Simplesmente não queremos nos arriscar. Quem sabe? Poderíamos encontrar isso ou pode ser aquilo. . . mas este sorvete eu sei, assim vou pegá-lo. Estamos com medo do desconhecido; o espiritual, estando além da mente, é desconhecido e incognoscível.


a verdadeira espiritualidade é ausÊncia de desejos

O que estamos todos buscando hoje em dia é só a satisfação dos desejos. A maioria de nós está aqui em Puttaparthi porque quer que se façam certas coisas, ou porque tem a sua agenda pessoal. Não estamos aqui pelo desconhecido, mas pelo conhecido. É pelo conhecido que estamos aqui -- para a satisfação dos nossos desejos. Mas sejam prudentes, porque os desejos acabarão por nos tornarem neuróticos. A vida não nos foi dada para que possamos ser neuróticos. A vida foi dada para que possamos desfrutá-la. A vida é poesia! A vida é uma canção e deve ser melodiosa. Não deveria querer fazer da vida uma jornada neurótica, psicótica, mas os meus desejos intermináveis acabarão por criar exatamente isso. Por outro lado, a ausência de desejos vai me tornar espiritual e livre. O verdadeiro estado espiritual é aquele livre de desejos.


A vida é beleza, poesia e FELICIDADE

Se não tiver desfrutado este dia, não vivi este dia. Se não tiver partilhado beleza hoje, não vivi este dia. Todo dia tem que ser vivido alegremente, belamente e com felicidade, com todos os sorrisos. Vamos desfrutar cada dia lindamente. Vamos celebrar todos os dias como um festival. A vida não é uma praça de mercado. A vida é um local de felicidade. É para ser desfrutada dia a dia.

 
Se disser: "Desfruto-a, sempre que…", então se acabou; ou você diz: "Gosto se…", então se acabou. Nada de “ses” ou “mas”. Não! Permita-nos desfrutar deste momento totalmente. Busquemos ser prudentes sobre a nossa visão da vida. A vida é um carnaval de alegria. A vida está cheia de glórias, mas, infelizmente, a tornamos séria. Fazemos a vida tão complicada. Quando ver a vida assim, é tão simples.

  
Depois de tudo, não nos deixe dar demasiada importância à nossa mente, porque ela nunca vai ficar quieta. Posso pedir a um homem seva dal para fazer um outro homem se calar, mas não posso fazer minha mente se calar. Posso fazer você se calar, mas a minha mente está sempre falando. Portanto, cedemos muito frente a nossa mente. Penso que temos de analisar, contemplar e meditar, a fim de que não a sigamos muito. Demasiada mente não é senão um excesso, um exagero.


Como um exemplo simples, se eu tiver a tensão arterial alta, a minha mente imediatamente pensa: "Você tem pressão arterial elevada agora, e continuará a ser elevada amanhã. Em seis meses, estará cheio de açúcar e, então após um ano, haverá abscessos. Depois de dois anos, me cortarão as mãos, e depois de três, uma perna. Finalmente, após quatro anos, vou perder a outra perna"!

 
A mente infame faz isso. A mente é assim. Suponha que você perca dez rúpias hoje, em seguida, sua mente vai dizer: "Você pode perder uma centena de rúpias amanhã. Você pode perder mil! Você pode perder toda a casa! Você pode perder a sua vida"! É assim, os excessos, o exagero é uma qualidade da mente. Algumas dizem: "Não sou assim." Mas esse sujeito não sabe o que é a mente. Não lhe dê importância.


A mente também pode pensar positivamente. Swami olha para mim, e Swami me fala, de modo que a mente pensará: "Sou muito importante. Swami me falou. Oh! Eu sei. Sou um devoto muito especial! Um devoto único! Sou um VIP! Sou muito importante! O meu nascimento agora está reservado permanentemente no céu! "É assim que a mente exagera, seja para um ou outro lado. A mente continua exagerando. Achamo-nos egoístas quando é positiva e frustrado quando é negativa, mas ambos são devidos unicamente a nossa imaginação, uma criação da mente. Um excesso, um exagero da mente. Não tomemos partido da mente.


Viver no momento

Como evitamos nos alienar com a mente? Vivendo no momento! "Swami, estou feliz agora. Bhagavan, sou saudável agora. Bhagavan, estou confortável agora. Graças a vós, Senhor." Viva no momento! Isso é tudo. Esse é o caminho para libertar-se das garras da mente. Simplesmente vivam no momento, no presente. Esta é a maneira de escapar da escravidão da mente, para evitar o egoísmo e a frustração. Este é o segredo. Sejamos prudentes.


Não tente, só sejam

Sejamos prudentes também frente a outra coisa. Não tratem de ser nada. A maior parte de nossas vidas é gasta tentando chegar a ser alguém ou algo. Quando tratam de ser algo, pretendem ser algo mais. Mas quando conseguem, ainda assim se sentem vazios. O chegar a ser algo é insensato. O chegar a ser algo é loucura. Não tente ser nada porque já são tudo.


Baba, quando abriu a palma de Sua mão e perguntou,: "O que é isso"?

 
Alguém disse: "Nada, Swami."

 
E Swami disse: "Ah, esse nada é tudo"!   

 
Portanto, meus amigos, ao tentar ser alguém ou algo, terão perdido a beleza da vida. Ao ser algo, perderam o sabor deste momento. Suponha agora que tenha algumas coisas muito interessantes para comer, mas gostaria também de ser alguém -- um VIP ou alguém encarregado da varanda. Se perco o meu tempo pensando em estar no comando da varanda, não penso nos quitutes que tenho no meu prato. Alguém pode então me perguntar: "Por que não come?" Mas mesmo se eu comer, ainda estarei pensamento na varanda, uma vez que não estou no comando!


Assim, por tentar ser algo, você perde o agora, este momento de alegria, este momento de felicidade ou êxtase. Portanto, não vamos tentar ser alguém ou alguma coisa. Vamos ser simples. Sejamos humildes. Isso é tudo. Nada é tudo. Essa é a atitude correta, o temperamento que todo verdadeiro buscador espiritual deveria ter.


Alguns podem dizer: "Quero estar perto de Deus. Por que vocês dizem que estou errado? Desejo realizar Deus. Por que você acha que estou errado"?


A resposta simplesmente é esta: Vocês são Deus, então por que querem chegar a ser alguém, quando seu céu está aqui, agora? Sua felicidade está aqui, esperando por você neste céu. Por que querem algo diferente? Portanto, sendo Deus, são a liberação e a Verdade. Quando são bem aventurados, o que é que querem chegar a ser? Não há nada para chegar a ser, de modo que não tente chegar a ser.


Com essa intenção, encerro este satsang da manhã. Não vamos tentar nos tornar qualquer coisa. Não há nada em que se tornar. Tudo está no ser. O ser é mais importante do que chegar a ser. Simplesmente sendo o que são, nem o que foram e nem o que serão.


Permitamo-nos estar em nosso ser. Deus abençoe vocês. Obrigado. Jai Sai Ram.

   
Anil Kumar concluiu sua palestra cantando o bhajan, "Bhaja mana Narayana Narayana Narayana…"

 

                OM…OM…OM…

 

Asato Maa Sad Gamaya

Tamaso Maa Jyotir Gamaya

Mrtyormaa Amrtam Gamaya

 

Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

 

          Om Shanti Shanti Shanti