3 de junho de 2007

 

Kodaikanal 2007”

Parte I

 

OM… OM… OM…

 

Sai Ram

 

 

UMA VIAGEM MARAVILHOSA A KODAIKANAL - PARAÍSO NA TERRA!

Agradeço a Swami por nos trazer de volta com segurança após um intervalo de dois meses. Meus sinceros agradecimentos a Swami pela oportunidade que Ele me deu para acompanhá-Lo a Kodaikanal e permanecer lá por 23 dias. As pessoas dizem que esta viagem com Bhagavan foi muito agradável, muito rentável, significativa e cheia de propósito. O clima também cooperou: não choveu todos os dias como ocorreu no passado.

  
Um sentimento geral compartilhado por todos os devotos foi a grande oportunidade que foi dada para ver Swami bem de perto. Já não havia lá nenhuma pergunta do darshan do carro ou darshan do pneu do carro! (Risos). Não. Pudemos ter o darshan de Swami, não o darshan do carro!

  
Swami circulava entre as filas do darshan na cadeira de rodas duas ou três vezes, tanto pela manhã como à tarde. Todos se sentiam extremamente felizes. A situação era tão boa que todas as pessoas que estiveram por meses sem poder entregar cartas em Prasanthi Nilayam, tiveram a chance de dar dez cartas cada uma, pelo menos. De modo que parece que velhos arquivos também foram esvaziados! (Risos)

 

Cada dia alternado, todos pegavam a primeira fileira. Como as filas eram menores e o espaço mais reduzido, havia menos gente e mais oportunidades. Também tivemos bhajans diários ao entardecer com Swami sentado ali. Houve também a oportunidade para que dois ou três estudantes falassem à platéia. Expressando isso numa frase: “Era o paraíso. Em verdade, era o céu na terra!

  

Kodaikanal é ainda prístino e puro em sua beleza. Não foi urbanizada; nem industrializada. Não é poluída. Ainda é pura. É ainda bonita e não poluída, graças às pessoas que ainda não chegaram lá para pôr tudo a perder! (Risos).

 

Segui Swami após um intervalo de aproximadamente quatro anos. Durante aqueles anos, não poderia seguir Swami a Kodaikanal porque tenho visitado países estrangeiros. Mas esta vez, roguei decididamente para ser levado com Ele, e me coloquei à disposição. Foi tão misericordioso de Sua parte que Ele me pediu que O seguisse.

 

Após não ter visto Kodaikanal por tanto tempo, bem, encontrei tantas mudanças lá. Mais instalações tinham sido adquiridas, assim havia mais acomodações. E a nova construção fez com que o lugar parecesse muito mais bonito do que antes.


TOPOGRAFIA DA MORADA DE SWAMI EM KODAIKANAL

Há um lago que mede seis quilômetros de diâmetro. Seis quilômetros, um lago grande, enorme! Fornece água a todo Kodaikanal -- aos hotéis e aos residentes. Num lado do grande lago, há uma floresta densa de árvores gigantescas – nada de ervas ou arbustos. No outro lado do lago, há uma inclinação. Sobre a inclinação está uma área montanhosa onde a residência de Swami está localizada. É como estar no alto de uma montanha! Esse lugar é chamado Sai Sruthi. Sruthi significa “Veda.” Sai Sruthi significa Sai Veda – Na verdade um nome bonito!

 

Lá no alto deste monte, há o edifício Sai Sruthi. Num lado há um salão de bhajan. Bastante perto e na frente do salão de bhajan, há cerca de doze quartos de convidados. A cantina para os hospedes está no lado direito a partir do centro. Para repetir esta descrição uma vez mais, há o edifício de Swami à esquerda e os quartos de hóspedes e o salão de bhajan no lado direito. Em toda a frente há plantas totalmente floridas. Oh, que panorama para os deuses!

 

E, então, há um galpão para veículos no outro lado do edifício de Swami. Depois, cerca de quatro chalés bonitos, com algum espaço entre eles. Não estão assim tão próximo como os quartos de hóspedes. Em outras palavras, há um espaço entre os dois chalés num típico estilo ocidental. Estão bem mobiliadas. As casas de campo são tão bonitas que vocês sentem o desejo de olhá-las por dentro, sem ser convidados e sem que os peçam.

 

De fato, você se sente como se permanecesse lá. Os quatro chalés são tão bonitos, com um jardim todo ao redor. E, então, todos os telhados de todas as casas de campo são inclinados, como uma pirâmide. (Anil Kumar está se referindo a um telhado inclinado, que é um velho estilo britânico e que não é visto normalmente em construções indianas onde se usam telhados planos). Havia quatro destes tipos de telhados. Os quartos tiveram pisos de ladrilhos, tinham portas de vidro e eram acarpetados, com jardins que os rodeiam. E então havia também uma garagem de carro e sobre ela um quarto de médico. Poderia dizer, o dormitório dos médicos. Tinha também (como no oeste) um telhado de duas águas. Contava também com uma instalação para computadores. Ali se alojavam quatro médicos.

 

Assim, há um edifício de Swami, uma casa de convidado, uns chalés e, mais abaixo, um pórtico onde Swami dá darshan. Do outro lado do pórtico, o caminho é semicircular por estar num monte. É um caminho afastado, para que o veículo de Swami pudesse passar facilmente.


Swami dá darshan desde o balcão e se senta na cadeira de rodas e passa por um caminho asfaltado, desde Sua residência até onde se congregam os devotos. Na parte dianteira, há um enorme galpão. De um lado se sentam as senhoras, e no outro os homens. Esta é a topografia. E abaixo dos pés da colina, há outro galpão. Um tipo de caminho com degraus. Todas as pessoas sobem os degraus para alcançar o alojamento. Oh, é tão bonito! E ainda lá, há uma floresta do outro lado do lago.

 

As pessoas começam a reunir-se cedo na manhã, a partir das quatro ou cinco horas em diante. Kodaikanal é um lugar muito frio, como você pode imaginar. Lá você encontra chalés de todas as diferentes cores, que são usados pelas pessoas de todos os grupos etários. De modo que sobem as escadas e se sentam no galpão, no lado esquerdo e direito. Num dos lados, algumas cadeiras são mantidas, para pessoas importantes.


NÃO VIVEMOS A VIDA ATÉ QUE APRECIEMOS A NATUREZA

É possível que haja um lugar tão bonito? É tão difícil para mim reconciliar-me com o fato de que eu estava lá. Para qualquer homem de classe média, é simplesmente impossível permanecer por três ou quatro dias em Kodaikanal. O preço mais barato para uma acomodação é 1.000 rúpias por dia, isso é tudo! E quanto à comida, você tem que comer o que quer que forneçam, não há escolha. Assim, não podemos permanecer mais do que quatro dias. Mesmo as pessoas privilegiadas também não podem pagar para permanecer lá mais do que uma semana.


Há hotéis caros, oferecendo quartos por 5.000 ou 6.000 rúpias por dia, incluindo o café da manhã, almoço e jantar. Assim, é muito caro. Contudo Swami me fez estar com Ele por 23 dias, assim sou quase um bilionário ou um milionário! (Risos) De outra maneira, nunca poderia permanecer por tanto tempo.

 
O lugar é tão bonito! Particularmente nas manhãs em torno das seis horas, quando alguém olha pela janela ou caminha e observa o lago enquanto a névoa começa a se assentar sobre a água. No alvorecer, há nuvens brancas em toda parte, por sobre o lago. Oh! Que coisa maravilhosa! Se houvesse alguns poetas como William Wordsworth, Coleridge, Robert Browning ou Kalidasa da literatura sânscrita ou sábios como Valmiki, teriam se inspirado e escrito volumes e volumes. (O que pode, apesar de tudo, um biólogo como Anil Kumar descrever sobre este lugar?) (Risos) Além disso, quem é ele? Agora, enquanto o sol se levanta, quando a luz solar cai sobre a água, parece um tapete de prata! Um tapete de prata, que brilha branca e brilhante por seis quilômetros!

 
Uma noite, aconteceu ser uma lua cheia, uma lua brilhante. Oh! Que lua brilhante! Quando andamos em torno do lago, olhando a água, a lua e as árvores, começamos a saber o que a vida é. Temos estado pensando que a vida, apesar de tudo, é posição, compromissos, situação financeira, dignidade, respeitabilidade. Tudo isso é besteira. Não temos vivido a vida. Não temos desfrutado a vida de forma alguma. Não temos visto a Natureza de nenhum jeito! Tudo que estamos acostumados é olhar nossos cartões de crédito, nossas contas bancárias, conta de eletricidade, e assim por diante. Isso é tudo! Não temos visto a Natureza, que está tão belamente decorada. Não temos visto a Natureza que foi feita pelo Próprio Deus e está aí a nossa disposição.

 

UNIÃO DO CRIADOR E DA CRIAÇÃO

Kodaikanal, com sua aparência límpida, era como uma noiva esperando seu prometido, Bhagavan Baba. Que lugar bonito! Que união maravilhosa do Criador e da criação! E Bhagavan, movendo-se lá nas filas entre os devotos, parece fazer algo como uma dança cósmica ou uma dança celestial... a Tandava (a própria dança cósmica) de Shiva! Não estou exagerando nada. Não estou falando nenhuma palavra extra, mais do que o necessário. Mas me detenho brevemente na descrição poética, sendo um estudante de ciência. Todas as descrições poéticas das montanhas, de estações da colina, de William Wordsworth, combinariam perfeitamente com  Kodaikanal e sua ambiência. Tão bonito!


UM PRÊMIO DE OSCAR DAS MÃOS DE BHAGAVAN

Os arranjos feitos pelo governo de Tamil Nadu eram insuperáveis. Reconhecimento à Organização Sathya Sai Seva de Tamil Nadu! Apenas como no jogo de críquete que se elege um Homem do Jogo, devo dizer que a Organização de Seva de Tamil Nadu é a Organização do Ano. Recentemente, foi anfitriã do Ati Rudra Maha Jnana Yajna lá em Madras com um estilo tão soberbo, excelente, insuperável, imbatível e maravilhoso! Então receberam todos os tributos, louvores e elogios de Bhagavan e de todos os devotos assistentes. As pessoas começaram a sentir: “Não teríamos um yajna melhor em um outro lugar porque não podemos igualar o estilo de Tamil Nadu!” Isso foi o que aconteceu. Então eles ganharam o Premio do Oscar das mãos de Bhagavan.


UMA EXPRESSÃO SORRIDENTE É UM DOM DE DEUS

Esta viagem de Kodaikanal os fez obter o número restante de prêmios, devido aos arranjos serem muito bem feitos. As pessoas do Seva Dal são tão disciplinadas, tão profundamente devotadas. Irmãos e irmãs, às vezes pensamos que, em certas ocasiões, Swami passa por alto ou mais ainda cancela o darshan da manhã, como aconteceu hoje. Às vezes, quando escutamos Suas conversas, Ele está, de alguma forma, se esquecendo de fatos, cifras e pessoas. Sem ocultar nada, esta é francamente nossa sensação de vez em quando. Mas, muito lentamente, nos damos conta de quão ignorantes somos, quão desprovidos estamos.  É hora de tomar consciência de que Baba é Divino; não podemos tomar nada como garantido. Tenho estatísticas comigo para provar os fatos. Para aumentar mais sua curiosidade, quero trazer a sua atenção alguns exemplos.


Uma pessoa, que estava cuidando dos quartos dos hóspedes, veio de Coimbatore. Seu nome é Prabhu. É um contador público. Cuidou de vinte de nós em doze quartos de hóspedes, ajudado por dez voluntários.

 
O momento em que você abria a porta, um homem seva dal vinha perguntando: “Senhor, o que deseja? Devo servir-lhe café ou o quê? Você gosta de tomar suco de fruta? Você deseja comer uma refeição rápida? Você gosta de comer torradas? O que você quer?” Se a porta se abrisse, aquele homem seva dal lhe atendia. Estavam sempre alerta.

  
Não acho que para qualquer casamento, nem mesmo uma despedida de solteiro, haveria este padrão de hospitalidade e de recepção! Não do meu conhecimento. Este é o estilo Divino. Estilo de recepção de Baba. Ninguém pode jamais igualá-Lo! Baba é o anfitrião ideal. Temos que aprender com Baba como ser um anfitrião. Sim! Uma vez que todos os convidados O acompanharam, a equipe os tratou todos como convidados reais, Divinos convidados de honra e respeitáveis.

  
Prabhu era quem distribuía o trabalho entre os voluntários. Todos os dias me saudava. Após uma semana, disse ele: “Senhor, estou indo embora.” Eu perguntei: “Por quê?” “Senhor, trabalhamos em turnos, em grupos. Nosso grupo está aqui por uma semana e na próxima semana algum outro grupo virá. Assim, estou saindo.

 

Disse-lhe: “Muito obrigado por todos os seus serviços. Em especial, me agrada seu rosto sorridente!” Uma expressão sorridente é um presente de Deus. Não é a conta bancária, nem a posição. Um rosto com um sorriso é o mais valioso e rico dom de Deus! Um rosto sério é uma maldição, é a causa da ruína da vida. Deve-se ao acúmulo de pecados por várias vidas! (Risos)

 

Quando a Natureza dança, quando voam os pássaros, quando as flores nos falam por todos os lados, se nós, companheiros, andarmos com uma cara fechada, com expressão séria, quão miserável a vida é! (Risos) Não vale a pena ser vivida. Uma vida sem um sorriso não merece se viver. É como se não existisse, como se tivesse morto.


BABA ESTÁ FAZENDO SEU TRABALHO SILENCIOSAMENTE

Prabhu disse: “eu estou indo.” Eu disse-lhe:“Muitíssimo obrigado! Gostei do seu rosto sorrindo. Motivado pelo seu sorriso, bebi diariamente mais alguns copos de café!” (Risos) Sou um viciado em café. Tamil Nadu em especial é conhecido por um tipo especial de café. Ninguém pode fazê-lo como lá. Assim, o agradeci. Despediu-se de mim e se preparou para partir.

 
À tarde, de algum modo, o encontrei no ponto de ônibus. Estava indo num carro. Ele parou o carro e disse: “Senhor, estou indo agora. É muito bom vê-lo outra vez. Você daria uma olhada neste papel?” Era uma mensagem de fax enviada somente para ele. “Você foi promovido com um aumento de 10.000 rúpias no salário.” Uma promoção de 10.000 rúpias! Nunca vi Swami falar a Prabhu. Nunca vi Prabhu sentar-se na fila do darshan, não especialmente na primeira fila. Mas, não obstante, a graça de Baba recaiu sobre ele.

 
Meus amigos, o que quero dizer a vocês é isto: Baba está fazendo silenciosamente Seu trabalho. Silenciosamente, embora externamente pareça que está numa cadeira de rodas, num carro, como se estivesse em Sua natureza esquecida. Mas Ele está fazendo Seu trabalho silenciosamente! Este é o primeiro exemplo que quero chamar a sua atenção.

 

Então há um segundo exemplo que quero apresentar. Lá na cantina, os membros do seva dal serviam o café da manhã, almoço e tudo mais. Um menino veio até mim: “Senhor, meu nome é Shyam Sundar.
 
“Bom! De onde você é?”

 
“Senhor, sou de Chennai.”

 
“O que você quer dizer?”

 
“Senhor, me diplomei em administração hoteleira e estou servindo num grande hotel em Shimla, Himachal Pradesh. As pessoas do hotel sabem que sou devoto de Baba. Estavam me perguntando sempre desde que cheguei ao hotel: “Quando você vai a Prasanthi Nilayam? Quando você vai ver Baba? '”


E minha resposta foi: “Espero até que o chamado venha; antes disso não vou. “Depois que soube que Baba vai para Kodaikanal, fui me encontrar com meu diretor administrativo no hotel”. Eu disse: “Senhor, Swami vai visitar Kodaikanal. Queria que me desse sua permissão e me enviasse.”


O diretor imediatamente disse: “Pegue essas 10.000 rúpias com você para suas despesas. Estão aqui os dois bilhetes para voar de Shimla a Kodai. Ida e volta. “É assim como Baba trabalha! Sundar estava me dizendo: “Senhor, recebi dinheiro para minhas despesas e também para as passagens de ida e volta das mãos de meu gerente!” Isto não acontece em nenhum outro lugar!

 
Este é o segundo exemplo para deixá-los conhecer como Baba trabalha silenciosamente; como faz Suas coisas de uma maneira silenciosa. Parece ser tão inocente como um bebê num balanço ou num berço, com Sua coroa de cabelos ao vento. Seu sorriso bonito e inocente O mostra como uma criança, Vatapatra Sai, a eterna criança; contudo Ele faz seu próprio trabalho silenciosamente.


NÃO NOS RECORDAMOS QUE BABA É DEUS

Darei um outro exemplo de uma pessoa que estava servindo lá como voluntário seva dal. Ele tem sua própria história. Foi a seu diretor e disse: “Senhor, tenho que ir a Kodai. Baba vai para lá. Sou um voluntário seva dal. Conceda-me, por favor, a licença para me ausentar.

 
 O chefe disse: “Por que quer permissão? Você vai, mas não retorne!” (Risos) Significa: “Se você for, você está demitido! Você pode ir. Não há nenhum problema com a permissão. Mas não retorne!”

  
Assim, deixou seu trabalho, deixando tudo nas mãos de Swami. Veio a Kodaikanal servir na cantina. Após vinte dias, quando este rapaz ainda estava lá em Kodaikanal, recebeu uma carta na qual comunicava que havia um trabalho para o qual tinha se inscrito dois anos atrás! Na Índia, isto acontece. (Risos) É possível até que requerimentos da vida passada possam somente ser considerados agora! (Risos) Este rapaz se inscreveu há dois anos, e apenas agora começou o trabalho.

 

Podemos ver que Ele cuida de cada um de nós. Ele sabe tudo. Quanto mais experiências temos, quanto mais ouvimos falar de outras experiências, quanto mais devotos conhecemos, mais aprenderemos  para sobreviver e nos tornarmos um devoto fervoroso. Se nos deixamos pegar pelas redes da ilusão enganosa, da confusão, do trabalho, das responsabilidades, da posição, das coisas do ego, nunca sobreviveremos como um devoto.


UMA VIDA SEM BABA NÃO VALE A PENA SER VIVIDA

Podemos estar vivendo, mas sem Baba, não é vida na realidade. Posso estar vivo, mas não pode ser chamada uma vida! Se esta vida estiver unida a Swami, se esta vida estiver conectada a Swami, então somente esta vida é significativa. Do contrário, será “somente viver” Isso é tudo. Como um vegetal ou uma parte de madeira inoperante.


A ONIPRESENÇA DE BABA

Dar-lhe-ei outro exemplo. Swami insistia que os estudantes deviam circundar o lago diariamente. Deviam sair cedo pela manhã, talvez fazer alguma caminhada (de modo que pudessem comer mais)! (Risos) Baba queria que eles fossem.

  
Um dia, Swami perguntou ao diretor: “Todos vocês foram para uma caminhada pela manhã?


O diretor disse: “Sim, Swami. Todos nós fomos.

 
“Não. Não. Não. Três meninos não foram. Três meninos não foram!”

 
Isto veio como uma surpresa. O que você diz agora? Swami sabe as coisas ou não sabe? Swami recorda ou não recorda? Somente nós não recordamos que Ele é Deus! Nós não recordamos sempre que Ele é Deus; mas Ele recorda tudo. Ele funciona sempre nesse nível.


VISLUMBRES DA DIVINDADE DE BABA

O presidente da organização Sathya Sai nos Estados Unidos, chamado Bob Bozzani, veio a Kodaikanal. Alguém disse: “Swami, Bozzani está aqui.” Essa pessoa lhe disse que tanto Bozzani e sua esposa pudessem ser convidados para o almoço ou algo semelhante.

 
Swami respondeu imediatamente: “Somente Bozzani está aqui. Sua esposa não o acompanhou.

 
Swami ainda não tinha saído do edifício. Bozzani estava sentando do lado de fora. Mas Swami sabia e disse: “Bozzani está lá… chame-o. Mas sua esposa não o acompanhou.” O que devemos dizer? Como explicamos?

 
Logo havia um outro homem que estava lá em Sai Sruthi, que dirigia Seu carro de Bangalore a Puttaparthi. Swami olhou-o e disse-lhe: “Amanhã, nesse horário, você estará em Bangalore.” Ele ficou  realmente chocado. Mais tarde, veio a saber que seu vôo de volta estava confirmado e que poderia chegar a Bangalore na hora que  Swami já havia predito.

 
Assim, Swami sabe o passado, o presente e o futuro de todos nós. Swami pode nos dizer a todos o que vai acontecer agora, no presente momento, ou mais tarde. Estas coisas constituem uma grande surpresa. Compartilho essas coisas para elevar-lhes, para aliviar algumas das suas cargas, para deixá-lo saber que Swami sabe tudo.

Posso dizer-lhes mais. Swami estava perguntando sobre a viagem de volta de todos. Ele perguntou a um doutor: “Quais são seus planos?

  
Ele disse: “Swami, virei a Puttaparthi, descansar por dois dias, e então irei para Londres.

 
“Bom.”
 
Perguntou a um outro homem: “Quais são seus planos?

 
Ele disse: “Swami, O seguirei, descansarei por dois dias, e então voarei de volta para Ottawa, Canadá.

 
Então, Ele me olhou: “Quais são seus planos?

 

Eu disse: “O seguirei. Imediatamente depois, irei a meu lugar de nascimento, Swami.” Eu venho de um lugar chamado Guntur, Andhra Pradesh. É um verdadeiro forno lá! Você estará mais confortável numa fornalha do que em Guntur! (Risos) Somente quarenta e oito graus Celsius (118 graus Fahrenheit), isso é tudo! (Risos).

 
Então, Swami disse: “Você quer ir agora a seu lugar? De Kodaikanal a Guntur?

  
Eu disse: “Swami, eu nasci lá. Fui trazido para lá. Sem problema.

 
Então imediatamente antes de começar, Ele disse: “Onde você vai?”

 
“Swami, estou indo a meu lugar de nascimento, como disse.”

 
Então, Ele disse: “Recentemente morreram trinta pessoas lá por causa de insolação. (Risos) Você ainda quer ir?” (Risos)

  
Então, disse-Lhe: “Eles não pertencem a meu lugar, Swami. Todos os trinta companheiros que morreram não pertenceram a meu lugar. Pertenciam a algum outro lugar. Devem ter ido para lá ver o lugar e  morreram lá. (Risos) Pertenciam a algum outro lugar e foram lá como visitantes, mas deixaram seus corpos. Não são nativos.” Swami se manteve  quieto.

 
A coisa engraçada é que quando fui para casa, meu amigo foi bom o bastante para trazer seu carro. Visitei um ou dois amigos lá, e então não pude me levantar por um dia e meio por causa da insolação! Isso é tudo. (Risos) Estava deitado na cama o tempo todo (Risos) É por isso que Swami indiretamente sinalizou: “Não vá.” Mas tinha me decidido ir. Que aconteceu? Gastei o tempo todo somente deitado. Apesar das experiências pessoais, apesar dos devotos que dizem o que lhes aconteceu, recusamos aprender. Isso é triste; isso é destino. Recusamos aprender a lição; recusamos crescer. Isso é porque permanecemos onde estamos.

 

MOMENTOS DE INTIMIDADE E DE PROXIMIDADE

Devo também dizer-lhes outras determinadas coisas interessantes neste contexto. Swami conversava ou falava agradavelmente diariamente. Compartilharei de algumas partes das conversações.

 
Um dia, de repente Ele olhou-me e disse: “Você pode me dizer o que está acontecendo em seu lugar de nascimento? Você pode me dizer o que está acontecendo lá?” Eu não sou Bhagavan Sri Sathya Sai Baba para dizer-lhe o que estão fazendo lá! (Risos) Estou a mil milhas de distância daquele lugar.

 
Eu disse: “Swami, este é um verão quente e época para conservas. A preparação da conserva de manga agora é uma indústria. Haverá frascos enormes. As mangas serão cortadas com facas em partes triangulares. A metade do frasco será enchida com as partes das mangas. Então misturarão na mostarda, no óleo e tudo isso. A outra metade do frasco será enchida com óleo. Será uma pucca (correto) cor vermelha. Você pode sentir o cheiro a um quilômetro de distância!” (Risos) Isso foi o que Lhe disse.

 

Ele estava me olhando como se estivesse pensando: “Este companheiro é capaz de falar somente de comestíveis!” (Risos) “Hmmm… bom. Mantenha seus planos.” E Ele me lançou um grande sorriso.

 
Essa manhã na cantina, serviram pesarattu. Pesarattu é um prato típico de Andhra, um dosa preparado com farinha de arroz e dhal  de grão de bico verde. Serviram isso na cantina.

 
Swami me perguntou: “Quantos dosas você comeu?”

 
Eu disse: “Swami, não muitos -- somente dois.

 
“Somente dois? Isso é tudo?”

 
Swami perguntou: “Por que, por que não mais?

 
Eu disse: “Esta não é a preparação ideal.” (Risos)

 
Ele disse: “Por que não é a preparação ideal?

 
Eu Lhe disse: “Swami, em Andhra Pradesh, do distrito de Godavari em diante, este grão de bico verde é especial.

 
Como uma criança inocente, Ele me olhou e disse: “O que há de especial nisso?


Eu disse: “É uma coisa triangular grande, belamente dobrada como um saree de seda, (Risos) – de cor verde claro. É belamente dobrada, com cebolas, pimentões e dentro partes de gengibre, e cheio de óleo. Ocupa o prato todo! Para comê-la se vai pegando pedaço a pedaço e misturando com molho picante, até tudo chegar no estômago. Você pode sentir o gosto dele! Quando termina de comer, você estará pensando nele certamente por mais outra semana! (Risos) Esse é o estilo no qual é feito.” Ele estava rindo e apreciando!

 
“É uma coisa grande, Swami, triangular e verde. Não deve ser preto.... não demasiado torrado. Verde claro, somente verde claro. Deve ser agradavelmente dobrada, como um saree. Você não pode apenas colocá-la sobre o prato. Deve ser dobrada adequadamente”. Ele somente me fitava fixamente.

 
Não quis perder a ocasião. Imediatamente disse: “Swami, você pensa que posso falar somente de comida. Não. Não. Não! Tenho uma coisa a dizer! Uhh.

 
“Aproxime-se, você vai nos dizer de qualquer maneira. (Risos) O que você quer dizer?” Disse Swami.

 
Eu Lhe disse: “Como até que minha barriga esteja cheia. Eu Lhe vejo com meus olhos inteiramente abertos. Eu Lhe ouço com meus ouvidos inteiramente abertos. Eu falo a Seu respeito incansavelmente, por qualquer espaço de tempo. Escrevo artigos sobre sua glória, qualquer número de páginas, por qualquer tempo, e durmo perfeitamente bem. Não necessito nenhuma pílula para dormir. (Risos) Não necessito de nenhuma pílula para abrir o apetite. Estou muito bem, por Sua graça, Swami. Vejo-O, escrevo e falo a Seu respeito. Bem, também como e durmo bem. O que mais quero nesta vida?

 

Sei que há muitas pessoas que pensam que têm mais do que eu com respeito às contas bancárias e tudo isso. Mas eles estão tendo problemas de pressão sangüínea elevada e açúcar também. Junto com ganhar muito dinheiro, também começa a “conta da saúde”! (Risos)

  
“Swami, estou muito bem,” disse.

 
Então, Bhagavan disse: “Tudo bem, assim é como você deve viver. Abençôo-te para que tenha uma vida longa. Assim é como você deve viver.” (Risos)

 
Era uma conversa agradável. Após quatro anos, tive tal tipo de intimidade e proximidade. Após quatro anos, tive esse tipo de relação, de vínculo. Em verdade, desfrutei plenamente cada segundo!

 
Voltando ao alimento, o menu lá era típico: alguma sopa de salsa, algum dal, algum sambar, qualquer coisa semelhante..... típicos, como você encontra em toda parte. Um dia, Swami veio na cadeira de rodas e parou. “Anil Kumar, que tal lhe parece o alimento?”

 
“Que devo dizer? Swami, os lugares são muitos, mas os pratos são os mesmos. (Risos) As jóias são muitas, mas o ouro é o mesmo. (Risos) Os lugares são muitos, os itens são os mesmos!”

 
Swami riu e disse: “Oh, eu sei… talvez você esteja perdendo sua conserva. Muito bem, a conseguirei!” Então perguntou a um menino: “Hei… forneça-lhe alguma conserva de modo que fique confortável!” (Risos) Como esse, havia uns momentos muito agradáveis do humor de Sai.

 
Uma manhã, um menino trouxe um abanador e abanava Swami de modo que tivesse ar fresco. Swami disse: “Arey! (Hei!) Você está abanando com a mão esquerda. Não sabe como fazê-lo?”.

  
O menino disse: “Oh, desculpe”. Então começou fazê-lo corretamente, com sua mão direita.

 
Então, Swami acrescentou: “Em Kodaikanal, no clima frio, você necessita de um ventilador?” (Risos) Portanto, fosse como fosse havia um problema. (Risos)

 

DURANTE A VIAGEM, SWAMI SE MANTEVE SUAVE COMO UMA FLOR

Em nosso percurso para Kodaikanal, paramos num lugar chamado Gangarapatti. Gangarapatti é uma área num vale com muitas, muitas árvores. Existe ali um eremita, um ashram do passado. Você pode me perguntar: “Como você sabe que é um ashram do passado?” Através dos livros, da narração e da descrição de um ashram.

 
Esse ashram estava cheio de árvores e de verdor no vale. Lá no centro, uma casa de campo bonita foi construída e um pandal para todos os convidados. Deram-nos tantos itens: idlies, dosa, puri, e upma. o que quer que alguém quisesse! Finalmente, Swami recebeu o aarathi e se voltou para todos nós e disse: “Você está confortável?

  
“Swami, estamos mais do que confortável,” dissemos. Gangarpatti é um lugar muito encantador. Esse é um lugar visitado por Swami durante nossa viagem de vinda.

 
No nosso retorno, Swami passou algum tempo em Palani, na parte baixa do monte. Em Palani, um devoto construiu uma casa nova, uma casa de campo bonita, uma casa de palmeiras. Swami foi para inaugurá-la, de modo que fomos. Aquela casa de palmeira era tão bonita, com uma piscina de natação e árvores, muito confortável, muito agradável. Lá você seria transportado a um outro mundo! Assim, desfrutamos a experiência.

 
E em nosso retorno, Swami parou em Coimbatore, onde Ele permaneceu por duas horas. Todos nós recebemos muitos presentes maravilhosos dos anfitriões, mais um grande banquete com almoço.

  
Agora, o ponto importante que queria destacar é este: no último dia, quando estávamos retornando, Swami levantou-se às 4:30h da manhã e chegamos a Puttaparthi cerca das 16:30h. Foram doze horas. Por favor, acredite-me, Ele não tomou nem sequer um gole de água!


E creiam-me também: Ele não teve nem mesmo uma colher de água, e Ele não teve nem mesmo uma porção de alimento! Aparentava suavidade, embora fosse 4:30h da manhã. Ele estava viajando das 4:30h da manhã até às 4:30 h da tarde -- por doze horas; contudo estava com uma aparência ainda muito tranqüila

 
Podemos parecer tão relaxados? Não penso assim. Se pudéssemos aparentar assim tão relaxados, não haveria demanda para os cosméticos e cremes faciais! (Risos) Aqueles que temos que aplicar periodicamente, a cada meia hora, para aparentar viçoso. Mas Swami estava sempre radiante por todas as doze horas de viagem.


DIA DE ESWARAMMA EM KODAIKANAL

Um outro ponto que quero compartilhar com vocês é a celebração do dia de Eswaramma lá. Em 6 de Maio, comemoramos o dia de Eswaramma em Kodaikanal. Aproximadamente dez mil pessoas foram alimentadas. Dez mil pessoas! De onde todos vieram, não sei. O edifício de Swami fica a seis milhas de distância da cidade. Assim, as pessoas tiveram que andar quinze milhas ou vinte milhas para chegar e retornar do lugar. Todos os aldeões vieram -- dez mil pessoas!

 
Swami distribuiu roupas a eles. Sarees, dhotis, camisas, calças, shorts para crianças, lousas, lápis, borrachas, tapetes, tapetes de lã, cobertores. Cada pessoa recebeu quatro ou cinco artigos da mão Divina! Em adição havia prasadam, servido de uma maneira suntuosa. Pulihora e chakkara pongal foram servidos. Estes são os dois artigos usuais servidos em cada ocasião importante.

  
No dia anterior, Swami tinha chamado os organizadores e disse: “Amanhã vocês façam estas preparações para a distribuição como prasadam. Lembre-se, que quando este pulihora é preparado, devem tomar muito cuidado para manter seus sabor e fragrância. Deve ter um cheiro maravilhoso. Deve cheirar à distância, assim tenham cuidado para fazer corretamente.

  
“Também, quando você prepara esse chakkara (doce) pongal, esteja certo de misturar bastante açúcar de castanha. Não sejam miseráveis. Quando estou gastando, por que terão de ser miseráveis desse jeito? Faça-o e sirvam-lhes em abundância. Sim, umas duas colheres grandes de doce. Quero ver que todos os artigos foram distribuídos.”

 
Também, aproximadamente duas mil crianças receberam pelo menos dois artigos de Swami, incluindo relógios de pulso. Era uma grande celebração de gala naquele dia e todos apreciaram. Isto quis compartilhar com meus amigos, particularmente esta manhã, porque estamos mesmo muito perto da viagem a Kodaikanal.


O DHARMAKSHETRA ESTÁ SENDO PREPARANDO PARA SWAMI

Depois do retorno de Kodai, como lhes informara antes, visitei meu lugar de nascimento e tive uns curtos feriados ensolarados em minha residência! Então fui a Bombaim visitar Dharmakshetra. Para sua informação, Dharmakshetra é o nome do lugar onde têm bhajans diários, bhajans semanais e todas as atividades de serviço de Sathya Sai em Mumbai.

 
Quero compartilhar com vocês alguns pontos acerca de Dharmakshetra, que ouvi, vi e experimentei pela primeira vez (embora estivesse na organização por mais de 35 anos). Estive ouvindo sobre Dharmakshetra bastante, mas nunca soube tantos detalhes, como os que comprovei durante esta visita.

 
Dharmakshetra é um edifício bonito. Parece quase como o “Thrayee Brindavan” de Bangalore, embora esteja no topo de uma colina. A certa distância, há um outro edifício, “Shantideep” onde Swami se aloja. Seus cômodos privados estão no andar superior. Há alguns quartos de hóspedes no andar térreo.

 
Agora Dharmakshetra foi renovado. Estão esperando Swami a qualquer dia. Rogo para que Swami viaje até lá para poder acompanhá-Lo. (Risos) De modo que rezem seriamente e me unirei a essas sinceras preces. Há alguns quartos para convidados e dormitórios para acomodar cerca de trinta estudantes, se eles acompanharem Swami.

 

Aqui está uma descrição de Shantideep: Há uma bela sala de estar para Swami, onde Ele pode receber convidados. É muito elegante, e as cores da decoração são sóbrias. Além disso, há um elevador. Há também uma quantidade de espelhos em toda parte (de modo que você pode arrumar seu cabelo onde quer que pare!). Isto é muito típico da cidade cosmopolita de Bombaim. Em torno de Shantideep, se estende uma plataforma onde se podem desenvolver programas culturais. Tudo está disposto de tal maneira que Swami tenha uma vista geral da sua residência. Nem precisa mesmo ir lá embaixo fisicamente.


Na frente da plataforma, há um gramado verde nativo. De ambos os  lados do topo da colina, há uns ídolos bonitos em toda parte -- estátuas de Adi Shankara, Guru Nanak e Jesus Cristo. Tem também um cenário bonito na frente, do qual Swami pode assistir aos programas culturais. Como foi que conceberam toda essa disposição deste plano? É realmente grandioso! As pessoas não criam tais coisas por si mesmas. A menos que possua algum talento, mais uma medida da graça de Deus, ninguém pode criar qualquer outra coisa semelhante! Parece tão bonito.


DHARMAKSHETRA É UMA INSPIRAÇÃO PARA TRABALHADORES DE SAI EM TODA PARTE

Então, na manhã seguinte, quiseram que inaugurasse a premiação do curso de formação para o sétimo grupo de professor de Educação Sathya Sai. Foi entregue o Diploma em Educação Sathya Sai.  Até onde sei, existem somente três lugares no mundo hoje onde se entrega este Diploma. Um deles é Zâmbia, onde Viktor Kanu tem trabalhado arduamente. O segundo lugar é Bangkok na Tailândia, onde Jumsai está trabalhando para seu progresso e promoção.  Estes são os únicos lugares onde se entrega o Diploma em Educação Sathya Sai fora da Índia.

 
Na Índia, há somente um lugar: Dharmakshetra em Bombaim que confere o Diploma na Educação Sathya Sai. O programa é atendido por professores experientes e qualquer um que se interesse na Educação Sai. Assim não são necessariamente professores somente; qualquer um que se interesse pelo programa.

 
É um curso de quarenta e cinco dias. Vi todo o material.... que quantidade de material entregam! Material para leitura, CD, cartas – uma ampla seleção. Você tem conversas pela manhã e debates à tarde. Além disso, levam você para circular pela cidade. Levam as pessoas a determinadas escolas onde pedem para que ministrem lições de demonstração. Então há uns seminários, umas discussões, e umas apresentações dos grupos para todos. O Programa se inicia às 5 horas, após a meditação, e se estende até as 9 horas da noite.

 
Também fazem grupos de meditação em Dharmakshetra. Está envolta numa atmosfera espiritual, completamente separada da cidade, na parte alta de uma colina que abraça um vasto panorama. Imagine como é bonito! Em Bombaim, uma polegada de terra custa uma fortuna. Mas Dharmakshetra se encontra sobre uma ampla colina de onde se pode ver toda a cidade, rodeado de jardins. Aquele que nasce nesse lugar é afortunado. Quando alguém pode passar algum tempo nesse lugar pode se considerar com sorte.

 
Lá na Escola de Educação Sai, me encontrei com todos os estagiários (trinta deles) e assisti também a uma ou duas aulas. Também revisei seu programa de estudo. É um programa de 45 dias para o Diploma em Educação Sai. Era tanta informação sobre valores humanos e no programa de Educare, que fiquei simplesmente encantado!

 

Disse-lhes: “Por que vocês não rezam a Swami e se preocupam por que me enviaram aqui para ensinar a vocês. Sim, posso ensinar. O ensino é meu alento. No momento em que não posso ensinar, minha vida será inútil. Perco o interesse pela vida.” O ensino tem sido meu divertimento, minha iluminação, meu passatempo. Assim disse-lhes que peçam a Swami para me transferir, assim estarei lá e poderei ensinar a estas pessoas.

 

Em Dharmakshetra, há um outro edifício enorme. É um edifício das três-histórias onde tem um hospital com quinze especialistas que trabalham 24 horas por dia. Algumas cirurgias são também realizadas lá, totalmente gratuitas. Além dos quinze médicos, há vinte e cinco médicos de super-especialidades -- especialistas disponíveis na cidade que vêm a Dharmakshetra cada vez que seus serviços são necessários.

 
O hospital de Dharmakshetra é um dos cinco grandes hospitais de super-especialidades na cidade, como Breech, Candy e Apollo. As cidades contam com esses grandes hospitais e os médicos deles também vão ao de Dharmakshetra para tratar os pacientes. Como já havia mencionado, todos os pacientes são tratados gratuitamente. Assim, há muita atividade lá, está cheia de vida, com as pessoas que trabalham as 24 horas do dia!


Além disso, Dharmakshetra mantêm aproximadamente vinte e sete unidades médicas móveis para visitar as vilas e para servir aos aldeões. Vinte e sete são as ambulâncias. Contam com todo tipo de medicamento, peritos, equipe de funcionários para-médicos, além dos médicos, inclusive salas de cirurgia móveis de modo que podem percorrer todo estado de Maharashtra e servir aos pobres. Porque isto é para as pessoas pobres. Todos os serviços médicos são totalmente gratuitos. Nunca soube sobre a maior parte de tudo isto; por isso que pensei que alguns de vocês também não soubessem.

 

MARAVILHOSO CENTRO AKSHA DE BIOTECNOLOGIA

Um dia, os organizadores disseram: “Se você tiver tempo, lhe levaremos a um lugar chamado “Aksha”. Eu disse: “Por que não?” Assim, me levaram lá. Aksha é um lugar há aproximadamente vinte quilômetros de Dharmakshetra, onde existem uns vinte acres de terra.

  
Há um edifício bonito construído lá no centro da área que tem uma grande placa com seu nome na frente. O que diz? “Instituto Sri Sathya Sai de Agricultura e de Biotecnologia”: Ali treinam grupos de estudantes. Cada grupo tem de trinta a cinqüenta pessoas. Estes estudantes são somente aldeões. Não necessitam ser graduados. Podem estar na décima ou oitava série, ou que nunca tenha ido à escola. Admitem aldeões e os treinam. Também são programas de quarenta e cinco dias.

 
O que ensinam? Testar o solo, cultivo de tecidos, horticultura, métodos de purificação de água, instalações sanitárias, saúde e higiene, mais algumas lições do Educare, e também como conduzir acampamentos médicos. Estas coisas todas são ensinadas aos aldeões, em grupos de trinta a cinqüenta por períodos de quarenta e cinco dias.

 
Aprendem todas estas coisas: como cultivar mais; como cultivar frutas de tamanhos grandes; como cultivar tipos diferentes como frutas sem sementes, banana; e também, como fazer cultivo de tecidos. Mostraram-me jacas, bananas e plantas medicinais que  são cultivadas. É um programa excelente.

  
São aldeões pucca (genuínos). Alguns deles não viram até agora nem mesmo um trem. Algumas aldeias não têm nenhuma estrada que levem a elas. Outras não contam com fornecimento de energia elétrica. As pessoas que vêm a este lugar aprendem horticultura, a cultura do tecido e a proteção da água. Então voltam para servir suas aldeias. Vinte e cinco desses grupos já foram treinados no Instituto Sathya Sai de Agricultura e de Biotecnologia junto a Dharmakshetra,  em Bombaim. Vinte e cinco grupos. Imaginem isso!

 

Meus amigos, lendo os livros, adorando com flores, e comendo o prasadam, qualquer companheiro pode fazer. (Risos) Isso não é espiritual; isso não é o que é necessário. Minha visita a Dharmakshetra foi uma revelação. Para mim foi uma bênção. Foi a maior fortuna conferida. É uma questão da minha educação. Sinto-me iluminado por esta visita e orgulhoso de Dharmakshetra e das pessoas de Bombaim, agora.

 
Tendo viajado por todo o estado de Andhra Pradesh, estando familiarizado com muitos estados indianos e visitando muitos países estrangeiros, tive que me encontrar agora com tais atividades ideais. Dharmakshetra, Bombaim está cheio de dinamismo, cheio de serviços públicos disponíveis às 24 horas do dia durante todo o ano. Aqueles organizadores que desejam crescer, aqueles trabalhadores de Sai que desejam aprender, se houver qualquer lugar digno de se visitar, esse é Dharmakshetra, Bombaim!

  
Não tenho nenhum parente lá. Não tenho nenhuma relação comercial com eles. É uma avaliação imparcial, sem preconceitos e correta a que exponho. Aqui nas audiências, temos um cavalheiro, que é do Instituto Sathya Sai de Agricultura e de Biotecnologia. Você pode contatá-lo e verificar o que digo.


CULTURA OCIDENTAL À MANEIRA DE SHIRDI

Depois disso, pela Graça de Baba, pude ir a Shirdi. Fui a Shirdi, que é aproximadamente quatro horas e meia de automóvel de Bombaim. Havia visitado previamente Shirdi no ano de 1975. Essa foi a última vez que estivera lá. 32 anos atrás! Ah! Que diferença entre aquela época e agora! Deve haver uma diferença igual em minha personalidade também! (Risos) Mas me refiro ao lado negativo, no entanto isso está no lado positivo! (Risos)

 
No caminho, me falaram que havia um lugar chamdoIgath”. Conheço   jagath, mas este é Igath. Perguntava-me o que seria este lugar, Igath?

  
No lado da estrada, havia um hotel bonito em estilo ocidental. É um hotel-restaurante, do tipo de qualquer outro Holiday-Inn. Sim, por que não? É um hotel bonito no estilo ocidental ao lado da estrada, como o que encontramos em todas as partes do ocidente. Lá no ocidente, as pessoas dirigem por horas e horas. Podem parar em qualquer lugar, comer uma refeição rápida e então prosseguir. Era assim, estilo ocidental, pucca, bonito, com alguns chalés para que os hóspedes fiquem lá. Vimos crianças jogar no gramado, e havia também uma piscina de natação. Era tão bonito. Mas quem quer que seja devia ter recursos para pagar! (Risos)


Servem também um grandioso café da manhã, 30 pratos no estilo buffet; as pessoas podem servir-se com tantos itens quanto puder  comer! Era tanta a variedade, desde sorvete de creme a café quente, todos os tipos de bolos, etc. Não sou um vendedor. Não sou membro da administração do hotel. Não estou advogando. Estou somente dizendo-lhe o que vi no caminho que não estava ali antes.

 

À medida que avançamos mais para Shirdi, umas milhas antes de Shirdi, você encontra uma quantidade de placas ao longo do caminho. Hotel Meet Me, Hotel Dwarakamayi, Hotel Shirdi, Park Inn, Shirdi lhes dá boas-vindas, etc. Uma quantidade de hotéis que não estavam ali trinta e dois anos atrás.

  
Então permanecemos no Hotel Park Inn, de cinco estrelas. Desde o momento que você entra, você nunca sente que é Shirdi. É New York, Washington, Los Angeles ou Londres? Onde estamos? (Risos) Cem por cento ocidental, e isso é tudo.

 

UMA RECEPÇÃO MAGNÍFICA E DARSHAN EM SHIRDI

Quando chegamos, era aproximadamente oito horas da noite ou algo assim. Soubemos que o templo estaria fechado às dez horas. (Cada noite, fecham às dez.) De modo que partimos imediatamente para lá.


Ali se levanta um edifício de três pisos de forma circular. Todos os três pisos estão cheios de devotos, em filas. Passavam de um em um. É outro Tirupati! Aqueles empurrões também existem lá; também aqueles gritos (que você encontra em Tirupati) você não fica isento! De modo que há um edifício circular de três andares, onde se tem que esperar em filas longas e intermináveis.


Em algum momento, o funcionário executivo de Shirdi Samsthan, teve o desejo, nos últimos anos, de ir até Puttaparthi. De modo que ele dizia a todos: “Quero ir a Puttaparthi.” Recentemente
ele disse a alguns de nossos membros de Dharmakshetra: “Quero ir a Parthi.

 
Membros do nosso grupo disseram: “O Sr. Anil Kumar está aqui vindo de Puttaparthi. Você pode fazer alguma coisa para ele? Arranjar um darshan especial?” (Risos)


Meus amigos, aqueles que atravessaram Sai Satcharitha (a história de Shirdi Sai), que é Parayana Grantha, um livro que é lido diariamente lá, sabem que Shirdi Baba disse claramente: “Meu devoto, onde quer que vá, receberá um tratamento VIP (Risos). As pessoas o receberão como se estivesse Me recebendo.” É por isso que Ele disse em Satcharitha. Estou aqui como prova viva na frente de vocês! Em Shirdi, em Maharasthra, onde visitei há trinta e dois anos atrás, fui recebido hoje por um oficial executivo, quando havia três pisos de um edifício cheio de gente fazendo fila!

 

Então me levaram a seu escritório, me colocaram uma guirlanda, me presentearam com um tecido que tinha sido colocado sobre o Samadhi de Baba de Shirdi, e disseram: “Você passa diretamente!” Eu fui.

 
A estátua de Baba, lhe digo, está em uma posição sentada, com as pernas cruzadas. Senti como se o avô estivesse esperando o retorno de Seu neto! “Swami, estou lhe vendo após trinta e dois anos,” Disse a mim mesmo.

 
Pensei: “Isto é o retorno do filho pródigo? Isto é o retorno de um sem vergonha desaparecido? Isto é o retorno de um professor que havia se esquecido de Ti por muito tempo, Bhagavan?” Começaram a rolar lágrimas de meus olhos sem me aperceber. É uma estátua tão bonita. Uma estátua tão bonita!

 
Shirdi olha profundamente em seus olhos com tanta compaixão… oceânica, enorme! Vi seu perfil de um lado e de alguma forma, quis ver também o outro lado. Não podia abandonar o lugar! E então o sacerdote gritou: “Vamos, siga!” Então pude sentir o toque de nosso seva dal local. (Risos)


Pensei: “Oh, Bhagavan, você está sentado de pernas cruzadas, eu sei, como que pudesse saltar imediatamente para salvar Seus devotos!

 
Foi Shirdi Bhagavan que disse: “Sou como o pó sob os pés de meu devoto. Que humildade tão impressionante!” Foi Shirdi Bhagavan que disse: “Aqui está um companheiro que me disse Sai Ram”. Estou esperando uma oportunidade para pagar meu débito de gratidão. Não sei o que fiz no passado para que pudesse vê-Lo hoje. De algum modo, tive darshan e retornei.


Lá no amplo recinto há uma árvore chamada amargosa sob a qual Baba se sentava, naqueles dias. Está bem protegido. Num lado, está o Dwarakamayi, onde há uma pedra enorme sobre a qual Baba se sentava. Ainda está preservada. E também há um pilão que Ele usava diariamente.


Aparelhos de TV são mantidos em torno do edifício de três andares e em Dwarakamayi, para que alguém possa ver tudo o que está acontecendo alí. Samsthan, aarathi, puja e tudo isso! Enquanto se observa a tevê se pode ver a pedra em que Baba está sentado e o prato que usou e a grande panela em que cozinhava.


Você sabe como Baba cozinhava? Você deve ter lido sobre isto. Não necessitava nenhuma colher. Ele apenas colocava Sua mão dentro e misturava tudo! Não quando estava fria, como dentro de um refrigerador. (Risos) Quando estava fervendo, sobre o fogo!

 
Shirdi Bhagavan bebia algo e trazia para fora todos seus intestinos. Lavava-os cuidadosamente e colocava-os de volta dentro Dele, como se estivesse lavando roupa. (Risos) Isso é como Ele era e fazia!


Assim, vi essa árvore amargosa, o pilão, e Dwarakamayi, todos aqueles lugares importantes. E há um grande espaço onde você encontra muitas lojas. Nelas se vendem guirlandas, materiais para puja e prasadam. Visitei também aqueles lugares. É tão maravilhoso!

 
Lá no templo de Shirdi, há também um telhado. Abaixo desse telhado, há chandni. Não é um shamiana. Chandni significa algo como barracas enormes, com pano de bordas cheias de pregas guarnecidas na parte dianteira, todo um projeto floral, feito de cores diferentes como um arco-íris. Assim, as barracas enormes são levantadas sob o chandni. Estão colocadas permanentemente. Num lado, há um palco ou plataforma, onde os programas culturais ocorrem toda noite. Os devotos podem ir e passar um tempo ali. Senti-me feliz de poder presenciar isso também. 


´KAKAD
AARATHI` EM SHIRDI

Então disseram: “Você gostaria de assistir ao aarathi da manhã?” O aarathi pela manhã cedo é chamado Kakad aarathi.


Pessoas diziam que era muito famoso.

 

Então disse: “Senhor, a que horas devo estar aqui?


Disseram: “Você deve estar pronto às quatro.

 
“Muito bem, por que não?”

 
Acredite-me, não pude dormir aquela noite! Uma e meia me levantei...duas horas me levantei....às duas e meia me levantei.... três horas me levantei.... quatro e meia me levantei definitivamente. Ohhh! (Risos) Na manhã seguinte, fomos ao Kakad aarathi. As pessoas estavam em pé na fila do darshan desde as duas e meia. Porque sou um VIP, obtive esta vantagem! (Risos)

 
De algum modo, cheguei lá. Mas mesmo como um VIP, tive que ser o sexto homem ou algo assim. Deve haver muitos VIP ali! (Risos) “O que tenho que fazer, Swami?” Estava me sentindo dessa forma, porque queria vê-Lo, porque foi há trinta e dois anos atrás quando O vi pela última vez! Estava me sentindo muito triste.

 
De repente, veio um homem e disse: “Não. Venha e fique na frente!” De modo que parei exatamente em frente da estátua de Baba. Foi uma surpresa maravilhosa!


O que eles fazem é o seguinte: às dez horas da noite anterior, colocam um mosquiteiro sobre Baba, como se Baba descansasse. Ele vai dormir, após o aarathi da noite em dez horas. Às cinco horas da manhã, Ele acorda. O mosquiteiro é levantado. Então preparam a estátua de Baba para Abhishekam. Removem todas as decorações e vestimentas e então começam dando-Lhe um banho com água de rosas.


Todos os devotos estavam sentados para poder ter o darshan. Enquanto o banho sagrado era dado, Suprabhatam foi cantado no idioma Marathi. Todas as pessoas se vestiam no estilo tradicional pucca. O programa inteiro era transmitido ao público através do microfone.


Após o banho sagrado, apanharam uma toalha turca e enxugaram toda a água...algo como uma mãe faria a seu filho ou criança. O enxugaram minuciosamente, inclusive as orelhas! Isso é o Sagunopathra -- ver a vida numa estátua!

 

Enquanto alguns O secavam, alguns limpavam todo o poço de Samadhi também. E então começavam Kakad aarathi.

Começavam decorando-O com uma coroa e outros enfeites. Então começava o darshan. Tak, tak, tak. as filas começam a vir. É realmente uma experiência emocionante!

 
Algumas pessoas disseram: “Anil Kumar, por que você veio a Shirdi?


Eu disse:Sathya Sai Baba é um banco do estado, quando Shirdi Baba é um banco de reserva.” (Risos)

 
O próprio Sathya Sai Baba disse: “Enquanto eu estava em Shirdi…” “Eu e Ele somos um.” Há muitos exemplos onde Ele se refere às experiências de Shirdi. Há muitos capítulos e muitos livros escritos sobre isso. Assim quis ir ao banco de reserva e visitá-Lo lá. (Risos)

 
A estátua de Shirdi Bhagavan está ainda muito fresca em meus olhos e em meu coração. Rogo a Bhagavan para que possa ver aquele darshan e levar aquela forma gravada em meu coração!


Com estas poucas palavras, me despeço de vocês. Sai Ram!

 

 

            OM…OM…OM…

 

Asato Maa Sad Gamaya

Tamaso Maa Jyotir Gamaya

Mrtyormaa Amrtam Gamaya

 

Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

 

Om Shanti Shanti Shanti