2 de dezembro de 2007
“Simples porém Amplo”
OM…OM…OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de nosso bem amado Bhagavan,
Estamos reunidos novamente, após
faltar quatro dos nossos satsangs de
domingo. Agradeço a Swami por tornar possível nos
encontrarmos esta manhã.
Gostaria de destacar um ponto comentado por Swami numa palestra que proferiu dois dias após o akhanda bhajan. Ele pegou a todos de surpresa, porque nunca esperávamos um discurso. De repente, ele começou a falar sobre akhanda bhajan.
UMA
PERGUNTA E UMA RESPOSTA DIVINA SOBRE O AKHANDA BHAJAN
Um ponto me impressionou muito. Tenho a certeza de que vocês também vão apreciar. Bhagavan fez uma pergunta a si mesmo: "Como é possível cantar sempre a glória de Deus?" Akhanda bhajan, cujo significado é indefinidamente cantar bhajans, não é limitado por qualquer fator tempo. Como você pode continuar cantando estando no trabalho, no escritório, na mesa de jantar, no meio de uma profunda discussão, ou numa reunião? É possível fazer akhanda bhajan, ou seja, cantar glória de Deus, continuamente? Esta é uma questão que Ele colocou para Si e respondeu naquele discurso, numa forma única e especial. Para aqueles que estão familiarizados com os discursos de Bhagavan, continuamos encontrando algo novo.
O que Ele disse? O que quer dizer com akhanda
bhajan? O nosso entendimento habitual é cantar
bhajans continuamente todo o dia e a noite.
Então Baba disse que não é necessariamente assim. Não é possível fazê-lo
enquanto estão atuando como profissionais ou especialistas em nosso campo de
atuação? Se você canta ou não, se você fizer bhajans
ou não, se você está consciente ou não, uma coisa está sempre acontecendo. O
que é? O processo da respiração está acontecendo e se repetindo. Inalação,
exalação. . . continuamente. Ninguém vai perguntar:
"Swami, como posso respirar estando no trabalho?"
Será que alguém vai perguntar: "Swami, como posso
inalar no escritório?" Alguém dirá: "Como posso respirar enquanto viajo?" No
momento que paramos de respirar, alguns incômodos do mundo estão resolvidos. (Risos)
Por isso, meus amigos, o processo da respiração está acontecendo do ventre ao
túmulo.
Então, o que Baba diz é o seguinte: "Quando inalam - So, quando exalam – Ham. Soham: inalação é So e exalação é Ham. Soham é um bhajan acontecendo no seu corpo continuamente desde o nascimento até a morte, mas não temos conhecimento do mesmo. No momento que estivermos cientes do que está acontecendo 21600 vezes por dia, este exercício de respiração é akhanda bhajan. Temos de sentir esse soham. Temos de compreender que cada inalação é So, e cada exalação é Ham. Soham significa: "Eu sou Deus".
Quando esse sentimento está presente, nos tornamos Divinos. Tornamo-nos um com
Deus. Identificamo-nos totalmente com Ele. A gota saberá que é o oceano. A
faísca saberá que é o fogo. Essa alma individual não está separada da alma
cósmica. Isto foi o que me entusiasmou, me
estimulou enquanto traduzia Seu discurso e o que estava esperando para
compartilhar com vocês.
Quando o sentimento de: "Eu sou Deus" surge em mim, é Deus que está me
ordenando fazer akhanda
bhajan. Tenho sempre perguntado: "Como é
possível enquanto ensino na sala de aula?" Agora tenho esta resposta, a
resposta de Swami, uma resposta Divina para uma
dúvida humana. De modo que lhes peço gentilmente que tomem nota deste ponto,
para que voltem a duvidar sobre como podem fazer
akhanda bhajan continuamente,
inclusive enquanto trabalham.
Agora, meus amigos, gostaria de falar do título desta manhã "Simples
porém Amplo". Esse é o tema do dia: "Simples porém
Amplo". Algumas coisas podem parecer ser simples, mas sua intensidade, sua
profundidade na maneira em que são aplicadas. . . seu
significado interno. . . não podem ser descartadas,
mesmo que pareçam tão simples. Quais são algumas dessas coisas simples, mas
amplas?
CONSIDERAR CADA DEVER COMO TRABALHO DE DEUS
Ponto um: Esta é uma coisa simples, mas ampla para conhecer. Alguns de nós fazem o nosso trabalho como dever; alguns fazem seu trabalho mecanicamente; alguns fazem seu trabalho até ficarem exaustos; alguns fazem o seu trabalho até que se cansam. E alguns sentem que o trabalho que estão fazendo, desde o primeiro dia, é bastante aborrecido. Alguns fazem esse trabalho porque não têm outra alternativa. Alguns fazem o seu trabalho, porque ele é o seu único meio de subsistência. Esta é uma coisa simples, mas que é amplo em relação a isso?
Meus amigos, a fórmula é a seguinte: quando consideramos o trabalho que
fazemos como dado por Deus, seja ele pequeno ou grande, de primeira ou de
quarta classe, então, começamos a achar que é amplo. O pouco serviço que estou
prestando, o pouco de trabalho que estou fazendo, é o único atribuído a mim, é
o único dado a mim. É o privilégio dado a mim por Deus, porque Ele me escolheu
como um instrumento. Este é o sentimento de 'amplo' que temos de ter enquanto
trabalhamos no escritório.
CONSIDERAR O TRABALHO COMO ADORAÇÃO
A maioria de nós é profissional. Muitos de nós estão no serviço ativo e, às vezes, temos dúvidas e pensamos: "Não sou capaz de ser espiritual. Não tenho tempo para fazer qualquer sadhana." Este pensamento não é necessário. O Sadhana não é uma agenda separada. O Sadhana não é uma atividade separada de nossas vidas diárias. Meus amigos, espiritualizemos nosso trabalho. Vamos espiritualizar nosso dia. Espiritualizemos nossa programação. Não vamos considerar que a partir das 4:30 até as 5:30 horas da tarde o nagarsankeerthan é espiritual, e que o resto é humano; que os bhajans da tarde são espirituais, e o resto do trabalho é humano, mundano ou físico sem sentido. Não pode haver nada separado, como espiritual e não-espiritual, não pode haver nada parecido. Esta separação é apenas a nossa perspectiva, este é apenas o nosso ponto de vista. Nossa abordagem faz toda a diferença. Por isso, deixem-me apresentar-lhe humildemente o que podemos enfocar e transformar nossas vidas diárias como um ato de adoração. . . totalmente Divino, totalmente espiritual.
NÃO
APEGADO AOS FRUTOS DA AÇÃO
Não vamos dar espaço a qualquer frustração de não sermos capazes de ser religiosos, que não somos capazes de trabalhar e ser totalmente espirituais. Não, não, não! Não há qualquer possibilidade de frustração na religião. Não há qualquer possibilidade de depressão na espiritualidade.
Encontro algumas pessoas com a cara fechada. Quando pergunto ao vizinho: "O
que está de errado com ele?" "Senhor, ele está deprimido." Então, digo-lhe:
"Se ele está deprimido aqui, onde mais ele pode ser feliz? Se ele se sente
frustrado aqui, onde ele pode ser alegre? Se o próprio gerente do hotel morre
de fome, a quem mais ele irá alimentar? Se o banco está falido, o que você
pode sacar dele?"
Portanto, se espera que este centro espiritual lhes dê alegria e felicidade. E
se não somos capazes de prover alegria e felicidade, é muito, muito infeliz -
trágico. O que podemos fazer imediatamente é transformar a nossa rotina diária
em adoração. . . fazer a nossa rotina totalmente
espiritual. Não demarcamos, não
dicotomizamos não dividimos o dia em espiritual e
não-espiritual; tudo é espiritual. Ao fazê-lo assim, o que vai acontecer? Essa
é a pergunta seguinte.
Meus amigos, uma vez que considere o trabalho que fazemos como uma missão
Divina, como um comando Divino, não estamos apegados aos frutos da ação. Não
estou apegado com as conseqüências da minha ação. Não ficarei desapontado por
causa do fracasso. Não subirei ao cume da montanha com meu sucesso e me tornar
egoísta. Não serei egoísta. Não me frustrarei nem com o êxito nem com o
fracasso. Por quê? Não é meu trabalho, é o Seu trabalho.
Algumas pessoas me perguntam, "Senhor Anil Kumar,
por que você fala dessa forma? Por que você puxa o tema? "Eu disse: "Não posso
trazer temas à pauta a menos que seja solicitado a fazê-lo." "Por que fala
disso dessa forma?" "Sou solicitado a fazê-lo assim. O que posso fazer? "Posso
bater neste microfone e continuar martelando-o. Ele poderia dizer: "É inútil
companheiro! Estou apenas amplificando sua voz. Por que você me bate?" Não
estou certo? De maneira similar, vocês não estão vinculados aos frutos das
suas ações, ou às conseqüências, uma vez que considerem que a ação foi feita
por Sua ordem, por Seu Comando, por Sua vontade.
Muito bem, quando vocês não estão apegados, o que acontece a seguir? "Vou
fazer tanto trabalho", vocês dizem, "Não estou apegado aos resultados." O que
acontece a seguir? A vida tornar-se-á monótona, se tornará insípida?
Se tornará inquieta, sem sentido? Não. Não. Se não
estão apegados aos resultados, se tornarão um yogi
- um santo. Serão um santo ou um yogi se
não estiverem apegados aos resultados. Como é possível? Resposta simples:
considerando todos os trabalhos, cada dever, como havendo sido dado pelo
Próprio Deus. Este é o trabalho que Deus nos deu. Estou fazendo o trabalho de
Deus. Esta é uma coisa simples, com amplo significado e aplicação na vida
cotidiana.
NÃO
SOU UM EXECUTOR, MAS UMA FLAUTA NAS MÃOS DO DIVINO
O segundo princípio simples é este: vamos ficar livres da qualidade de executor. Ser executor – é a sensação de que eu estou fazendo. Eu estou fazendo. Não. Não. Ele consegue que as coisas se façam através de mim. Sou somente um canal, sou apenas um fio pelo qual a eletricidade do Divino flui. Permito-me tão somente ser uma flauta na qual se toca a melodia e a música que adorna os lábios do Divino. A melodia da música é ouvida quando a flauta adorna os lábios do Senhor. A flauta não pode dizer: "estou cantando." A flauta não pode cantar. É o Senhor que sopra nela para produzir a melodia. Vamos usar esse sentimento para perceber que não sou o executor.
O primeiro ponto a considerar é que cada ato que executamos está sendo feito
de acordo com o Seu comando. O segundo ponto é que está sendo feito segundo
Sua ordem, para não ter dúvida de quem é o executor. Temos de compreender que
não sou o executor. Esta é a segunda coisa simples que temos que cultivar.
Mais cedo ou mais tarde, a compreensão de que não sou o executor deve ser
realizada.
"Por quê? Eu não sou executor? Quem obterá a promoção se não sou o executor?
Quando eu faço, você obterá a promoção? Se eu faço, você vai receber o
dinheiro? Quando estudo, você vai conseguir as melhores notas da classe? O que
é tudo isso"?
Não. Por favor, entendam corretamente. O sentimento do
eu-ismo – é ‘que estou fazendo’, ou ‘tenho feito’ - não é outra coisa
que ego. O ego se infla, como o ar sendo bombeado dentro de um pneu.
Encontramos algumas pessoas que vivem no ar; não falam com ninguém. Fazem-me
pensar nesses pneus de caminhão. Se essas pessoas participassem de uma eleição,
deveriam ter um pneu de caminhão como emblema. Não
sei o que há de errado com os pobres colegas. Um pequeno furo é suficiente
para secar seus egos. O pneu é tão grande, está com tanta pressão, que quando
ocorre um pequeno furo - pssss! O ar
escapa . . . ponto
final! (Risos)
Portanto, meus amigos, não pensemos que estamos
fazendo. Não sou o executor; Ele (Deus) é o executor. O sentimento que estou
fazendo é por causa do ego. Este ego sempre reclama a autoria; este ego sempre
pensa que é superior, anda voando alto - considera-se
algo especial, uma categoria especial, tal como um VIP.
Quem é um VIP? Pode haver um VIP na frente de Deus? Se houver VIP na frente de
Deus, a minha interpretação seria a de Very
Insignificant Person
[Pessoa Muito Insignificante, ocupando as mesmas iniciais de
Very Important
People = VIP – N.T.].
(Risos) Não é muito importante, mas uma pessoa muito insignificante, porque
diante de Deus, você é insignificante. Você pode dizer: "Eu sou muito
importante na frente de Deus"? Se você puder, então talvez você
deve ser um ser espiritual superior. Um ser
espiritual superior é significativo, mas somos muito insignificantes. Afinal,
o que somos?
Portanto, meus amigos, para que o ego se vá totalmente, devemos sentir que Ele
é o executor, e não eu. Ele é como o manipulador de fantoches. O que comanda
os fantoches está por trás, enquanto os fantoches dançam no palco. O diretor
está por trás dos atores, que estão no palco. As lâmpadas estão aqui, enquanto
o interruptor está ali. Por isso, vamos entender que o interruptor. . . Deus.
. . está lá. A luz. . . Você e eu. . . Estamos aqui.
Esta é a segunda coisa simples, com grande significado, que gostaria de
compartilhar com vocês.
FAÇAM SADHANA CONTINUAMENTE ATÉ QUE SEJAM UM COM O DIVINO
Em seguida, o terceiro ponto é outra coisa simples. Algumas pessoas me dizem: "Senhor Anil Kumar, optei por permanecer solteiro".
"Eu sei . .
Por quê?" Ele não tem resposta.
Então lhe digo: "É bom que você tenha escolhido viver dessa maneira. A vida de
uma mulher estará salva (Risos), porque você parece ser um sádico (Risos).
Você parece ser uma pessoa que não pode se adaptar a uma vida com ninguém. (Risos)
Por isso, é melhor permanecer solteiro, em vez de tornar a vida de uma mulher
miserável".
Permanecendo celibatário e solteiro, não está contribuindo em nada para o
universo. Você não está servindo a ninguém. Trata-se de uma alegação falsa. É
estúpido dizer: "Eu sou um solteirão por motivos religiosos." Não, não! Vocês
são solteiros para o seu próprio bem, porque o celibato não tem nada a ver com
a religião.
Algumas pessoas dizem: "Sou casado. Sou chefe de família". E depois? Algumas
pessoas dizem: "Tenho me afastado de todas as minhas atividades. Distribuí
meus bens com os meus filhos. Estou vivendo totalmente por mim mesmo".
E então? Você não renunciou a nada a menos que você tenha desistido de sentir este “eu”. Este sentimento de “eu” deve ser abandonado. Até então, você pode distribuir todos seus bens como prasadam, ou solicitar aos filhos que saiam de sua casa, ou você pode sair de sua casa e ir para a floresta. Enquanto mantiver a sensação de eu fiz, você ainda tem tudo.
O que tem de renunciar agora é este sentimento do eu-ismo.
Todo o sadhana
espiritual de todas as religiões, sem considerar a época, é só o abandonar
este sentimento do eu-ismo. Se isso não for feito,
ainda temos de continuar caminhando. Temos ainda que crescer. No nosso
entendimento, há um longo caminho à frente por percorrer. O rio flui abaixo
das montanhas e corre até os vales, com todas as suas curvas. Corre
rapidamente, e por quanto tempo? O rio continua até que se funde no oceano.
Até que encontre o oceano, o rio tem que seguir adiante.
Como o rio que viaja para o oceano, nós têm de viajar até Deus. Temos que
fazer sadhana continuamente até que sejamos
um com o Divino, até que sejamos um com Deus. Esse é o ponto que queria
compartilhar com vocês.
IDENTIFICANDO-NOS COM A NOSSA MENTE
Alguém me perguntou: "Anil Kumar, qual é a melhor maneira de estar perto de Deus"?
Eu disse: "A melhor maneira de estar perto de Deus é não pensar que você está longe Dele." (Risos) Não pensem que estão longe. Quando você está com Ele, Nele, como é que pode estar perto Dele? Que loucura é essa? É um erro. Assim, a melhor maneira de estar perto de Deus é não pensar que estamos distantes Dele.
.
Esse erro é comum. Trata-se de um simples erro de entendimento, que provoca um
dano amplo. Qual é? É o de nos identificarmos com a nossa mente ou ego.
"Quem é você?"
"Bem, você não sabe que é fulano?"
Sei. Penso e sinto porque me identifico com o meu corpo, em particular na
frente de um espelho. Identifico-me com a minha mente, especialmente como
chefe no meu escritório, ou presidente de um centro. O identificar-se como o
seu corpo e mente, ou ego, é a maior tragédia. É a pior das coisas que pode
acontecer.
VOCÊ
NÃO É A MENTE – POR QUÊ?
De modo que o simples erro que cometemos é nos identificarmos com a nossa mente. Vocês não são a mente. "Por que você diz isso? Não sou a mente? "Não." Por que diz isso"?
A mente está muito bem na parte da manhã, 50% fora de forma à tarde, e completamente pervertida à noite. Então, como pode dizer que são a mente? A mente não é estável. Ele muda continuamente. A mente desenvolve amizade de manhã e à noite inimizade. A mente pensa coisas altamente sagradas e yogicas, espirituais, celestiais na parte da manhã, mas, à noite, é totalmente terrestre, terrena, mundana. . . um inferno vivente. A manhã e a noite - ambos são os mesmos, mas mente não é!
Mente é assim. Alguns dizem: "Hoje tivemos um belo darshan de Swami." "Quer dizer que o darshan de ontem foi feio? (Risos) O que você quer dizer por darshan bonito? Cada darshan é bonito".
Algumas pessoas dizem: "Você teve um belo darshan?
Ah, eu não assisti ao de ontem." Estão dizendo que "Eu sou o pobre indivíduo
que não fui ontem para ter um belo darshan"?
(Risos) Algo está errado aqui. Cada darshan
é uniformemente bom e bonito. Dizer: "Que belo darshan
o desta manhã!" não é mais do que a sua imaginação. Porque sua mente está em
repouso e pacífica, uma vez que não está brigando com a sua esposa e seus
filhos não causaram problemas, porque as pessoas em seu escritório foram
colaboradoras, e porque sua conta bancária está bem e seu retorno foi
confirmado - você teve um belo darshan. (Risos).
Imaginem só a sua mente, se a sua passagem de volta não tivesse sido
confirmada, se o visto não fosse prolongado, quando um ou dois empregados
criam problemas no trabalho, se sua esposa tivesse revisado suas contas. . . (Risos).
. . se seus filhos questionassem sua autoridade. "Algum
darshan eu tive!" (Risos) Não um belo
darshan. De modo que um belo
darshan, ou um
darshan normal, ou um darshan
anormal ou um extraordinário darshan não é
outra coisa senão reação, reflexo e ressonância. Sua própria reação, seu
próprio reflexo e sua própria ressonância - isso é tudo.
É como o nascer e o pôr-do-sol. O sol nunca nasce,
o sol nunca se põe. Somente quando a Terra gira em seu redor, o sol nasce e se
põe. O sol nunca nasce e nunca se põe, é somente o nosso sentimento. Do mesmo
modo, Bhagavan é o sol, e nós somos a terra -
amanhecer, pôr-do-sol; belo darshan,
darshan normal,
darshan anormal. (Risos)
Portanto, meus amigos, o comum e simples erro que cometemos ao nos
identificarmos com a nossa mente precisa ser eliminado, e quanto mais cedo
melhor. O não nos identificarmos com a nossa mente é o sinal de progresso
espiritual, um marco na nossa senda.
CONSIDEREM ATÉ OS PIORES ACONTECIMENTOS COMO BONS
Outra coisa é a seguinte.
Certas coisas acontecem conosco, que não podemos prevenir ou evitar. Enquanto
caminhamos, podemos cair. Você não pode impedir uma queda. O corpo pode cair
doente, não podemos evitá-lo. Algo pode acontecer no seio da família ou para
os nossos filhos, e não podemos detê-los. Portanto, não podemos manter o
estado de felicidade; não podemos nos sentir alegre o tempo todo. Então, o que
devemos fazer? Essa será a próxima simples pergunta.
Alguns dirão: "Ora, a vida não é sempre verde." Outros dizem: "O outro lado da
cerca é mais verde." Estas são palavras que muitas vezes dizemos quando certas
coisas acontecem para nós, que não podemos prevenir ou evitar. Então, o que é
que temos de fazer?
A vida não é uniforme. Há momentos desafiadores, momentos de desagrado,
momentos de provação, momentos de doença, momentos em que não podemos ajudar a
ninguém e não podemos ajudar a nós mesmos. O que fazer? Deus lhes ajudará? Os
bhajans irão ajudá-lo nesse momento? Talvez
seja mais confortável sem bhajans, então o
que fazer?
Meus amigos, a solução é esta: aproveitem todas as oportunidades, cada
ocasião, cada evento, bem como todos os incidentes na nossa vida como
algo que acontece para o nosso próprio bem. Será apenas para nosso benefício.
Mesmo a tristeza deve me ajudar. Mesmo o sofrimento deveria nos ajudar. Mesmo
a doença deveria me ajudar. Uma fratura deveria me ajudar. Uma hospitalização
deveria me ajudar. As coisas negativas também terão resultados positivos.
Como?
Bom, tenho uma febre alta e estou em casa, de modo que é o melhor momento para
eu ficar comigo mesmo. Quando existe alguma fratura na perna, ninguém vai
perturbar você e você não pode incomodar-se porque não pode se mover. Medite,
ouça bhajans, ouça os discos de
Swami, e releia a literatura de
Swami. Como você pode ver,
os momentos negativos também podem nos brindar com vantagens.
Não digamos: "Estou sofrendo com febre, por isso estou assim." Não. Não, mesmo
quando você estiver bom, você está horrível. (Risos)
Enfermos, vocês são terríveis! (Risos)
Portanto, meus amigos, deveríamos aprender este
processo de transformação nos momentos de provação, nos momentos que
constituem um desafio para nosso proveito, para o nosso ganho espiritual.
Como? Vocês podem estar sozinhos; ninguém vai perturbar você.
O
BHAGAVAD GITA FOI DADO DEVIDO AO CHORO DE ARJUNA
Era
Arjuna quem chorava; nós também choramos.
Arjuna chorou, e seu choro foi uma pedra, uma
faísca para a mensagem divina. Ele foi um pretexto para
Krishna entregar ao mundo inteiro a mensagem do
Bhagavad Gita. Temos o
Bhagavad Gita
porque Arjuna chorou por nós. Devemos
agradecer-lhe, apreciar seu choro
melodioso. Portanto, embora Arjuna estivesse
sofrendo, lhe foi dado o Bhagavad
Gita – ambrósia, elixir,
amritha - ao final. Por seu sofrimento, chegou a
amritha. Por sua tristeza, chegou
a ambrósia. Somente imaginem-no.
Foi o Senhor Buda que viu todas aquelas coisas trágicas. . .
ferimento, velhice, morte. Essas coisas
literalmente o abalaram até as raízes do seu ser. Estava totalmente abalado.
Ele se tornou mais tarde em Bhagavan. A tristeza
fez dele Bhagavan. A tristeza de
Arjuna lhe fez merecer o
Bhagavad Gita.
VELHICE É UM PROCESSO NATURAL, E NÃO UMA MALDIÇÃO
Agora, é a tristeza negativa? O sofrimento é negativo? A hospitalização é negativa? Não. Será a velhice uma maldição? Não. A velhice não é uma maldição. Por quê? Quando percebo que estou envelhecendo, quando estou consciente de que estou envelhecendo, deveria parar de me envolver com os jovens. Deveria parar de interagir com os mais jovens. Deveria aprender a comprometer-me comigo. Deveria ter minha própria agenda. Se alguém vem até você e diz: "Lamento, não me perturbe".
Quando você estiver numa posição de dizer: "Lamento, não me perturbe", então a
velhice será uma benção. A velhice é uma benção, mas o esforço constante para
parecer jovem é muito mais horrível do que ser velho. (Risos) Você
nunca poderia parecer jovem, faça o que fizer. . .
tratamentos faciais, salões de beleza ou seja o que for. Seu caminhar
irá dizer-lhe que são suficientemente velhos. Apesar de seu rosto não poder
dizer isso, a sua memória o indicará!
Não estou rindo de ninguém. Este é um processo natural, meus amigos.
Permita-nos amar a natureza. Amemos aquilo que é natural, e não o vejamos como
uma maldição, não como um elemento negativo, não como um castigo, mas para
nosso proveito. Eu estou suficientemente velho. Sou um
Bhismaacharya agora. Sim. "Não tenho tempo para falar com você. Não
posso perder tempo. . . bem. . . na próxima semana,
domingo a tarde, certo? "Isso está certo. Significa que você está totalmente
empenhado, envolvido com o seu próprio sadhana
- lendo (parayana), meditando (dhyana),
ouvindo bhajans, fazendo
bhajans - assim você não tem tempo.
Não tenho tempo. Após a aposentadoria, estarão mais ocupados que enquanto
trabalhavam. O que está acontecendo aqui? As pessoas não têm nada para fazer
depois da aposentaria; portanto, eles continuam a exercer sua autoridade. Mas
agora eles não têm ninguém para obedecê-los. Finalmente,
aterrisam num hospital devido à hipertensão. (Risos) A
hipertensão vem depois da aposentadoria, enquanto trabalhavam, era normal. Por
que a pressão alta vem após a aposentadoria? Por quê? De repente, esse
companheiro pretende dominar, quer mandar em todo mundo. E, por isso, a
pressão arterial vai subir as nuvens! (Risos).
A
VELHICE É PARA GASTAR O TEMPO CONOSCO MESMOS
Devemos comemorar. Estou aposentado, estou feliz. Não é mais necessário ir ao escritório, sem mais documentos para assinar. Eu já estava farto de me misturar com esses indivíduos. . . chega! Agora é tempo de contemplar; é tempo de meditação; é tempo de viver para mim. Até agora, vivi para a minha família. Até agora, vivi para o meu escritório. Até agora, vivi para a minha empresa. . . obter lucros, perspectivas, promoção e carreira. Não mais, pare isso. Estou muito feliz porque, a partir de agora, vivo para mim, e sou dono do meu tempo. Sou o dono da minha poupança. Essa é uma classe privilegiada. Estes são os abençoados.
Portanto, meus amigos, o erro que se comete mais freqüentemente é o de
considerar como negativo a vida de aposentado ou a doença. Não. Doença não é
negativo; falta de saúde não é negativo; fracasso não é negativo, nem a
tristeza nem o sofrimento. Eles não são ruins, porque lhes levam ao que é bom.
Introspecção. Adentrem-se em si mesmos enquanto têm saúde. Porém, preferimos o
Holiday Inn ou um cassino. (Risos) Enquanto
descansa, vá até dentro de si mesmo – não haverá nada ali. Por isso, entendam
que não existe nada como a tristeza ou a miséria total neste mundo. Tudo é
totalmente positivo.
A MENTE É COMO UMA MOSCA
Esta mente é como uma mosca. Você sabe, moscas caem nos doces. Moscas também pousam sobre o lixo. A mosca não os distingue. Ela quer voar e descansar em qualquer lugar - alimento ou poluição. De modo que a mente é como uma mosca. Ela quer pensar em coisas sagradas na presença de Swami - Om Hari Om. Hari Om. Tão logo termina o darshan, a mosca cairá sobre um sorvete. (Risos) Durante o bhajan, a mosca se eleva às alturas sublimes, voando pelo maravilhoso - aadithyam Hari Om. Após isto, a mosca vai descansar numa pizza. (Risos) Vamos entendê-la.
VIGIAR A MENTE
Portanto, o nosso assunto é vigiar a mente e não se identificar com ela. Por favor, entendam isso. Não nos identifiquemos com a nossa mente. Vamos vigiar nossa mente. Vamos observar onde está caindo. Vamos observar onde está indo. Vamos observar o que pensa. Vamos observar o que está manipulando. Vamos observar o que está manejando. Então, seja um observador.
Sejam vigilantes da sua própria mente, porque outras pessoas podem não conhecê-la.
Alguns dizem: "Muito prazer em vê-lo." Sabemos que eles não estão satisfeitos
em nos ver. (Risos) Sabemos isso. Mas eles dizem isso. Não podemos
conhecer a mente dos outros. Pelo menos, deixe-me conhecer a minha própria
mente. Não podemos ler a mente dos outros. Mas é possível estar vigilante, ser
um cão guardião, ser um espectador, ser um observador da sua própria mente,
vendo suas excentricidades, seus rumos e caprichos.
RENDER-SE NÃO SIGNIFICA DESPRENDER-SE DE SEUS PRÓPRIOS BENS
Talvez pensemos também que estamos aqui por Bhagavan; que estamos empregando o nosso tempo por nosso Bhagavan; que todos os nossos recursos são de Bhagavan. Quão verdade é isto? Espero que não esteja ofendendo ninguém, porque quero ter certeza de estar a salvo, inclusive após a reunião acabar. (Risos)
Na verdade, doar seus bens, deixar a sua família, não é o sinal de devoção.
Isso não é rendição. Qual é a rendição? Meus amigos, há
quem defina a forma mais elevada de rendição como "entregar suas propriedades".
Bem, se você não fizer isso, o governo vai retirá-lo. (Risos) Então, o
que é entrega, rendição? Algumas pessoas dizem, "Este
corpo é para Swami." Se fosse para
Swami, por que razão dormem
durante os bhajans e durante um discurso? (Risos)
Por quê? Muitas pessoas acham que é conveniente dormir quando
Swami dá Seu discurso, porque ninguém vai
perturbá-los. (Risos) Algumas pessoas são muito espertas ao administrar
o sono. (Risos) Eles podem dormir enquanto Swami
está fazendo discursos ou durante os bhajans.
Oh, sim. Muito bonito. Porém, não estou me queixando, porque não estou isento
de culpa. Não sou isento, nem uma exceção.
ENTREGA SIGNIFICA ESTAR CONSCIENTE DA DIVINDADE INTERNA
Então, o que é renúncia? Meus amigos, a verdadeira renúncia é saber que Deus está dentro de você. Ao sentir que Deus está fora, você pode ter que renunciar a sua propriedade. Quando você sente que Deus está fora, você tem que entregar seus pertences, posses, tudo o que pode ter. Quando Deus está dentro de vocês, a quem se vai render? Quem há de entregar-se? O que é que há para ser entregue? Portanto, rendição significa consciência da Divindade interna. Ter consciência da Divindade interna é a verdadeira rendição. . . uma simples coisa que se tem de compreender e ser amplo em alcançar.
O
BHAJAN LHES DÁ DISCIPLINA
CORPORAL
Por que cantar bhajans quando Deus está dentro de mim? Por que assistir aos bhajans no mandir? Desde que não posso fazer bhajan dentro de mim e que é inútil fazer bhajan fora, vamos para um hotel. Não, não. Meus amigos, o que os bhajans vão fazer? Primeiro, eles vão manter o seu corpo aqui. Não pode continuar se movendo, como numa parada de ônibus ou estação ferroviária - não, não. O corpo tem estado circulando, como Baba diz: "Como gato e rato, de quarto em quarto, de pousada em pousada, de edifício em edifício." Portanto, em primeiro lugar, o movimento do corpo é detido, porque em nome do bhajan se sentará lá -- primeiro, disciplina corporal.
A
MENTE ESTARÁ ESTÁVEL
Em segundo lugar, enquanto canta bhajans, a mente se manterá estável. Quando as pessoas começam a cantar em voz alta, não se pode pensar nisto ou naquilo. É impossível, sobretudo quando o homem ao seu lado grita até estourar seus tímpanos. É difícil permitir a mente flutuar durante os bhajans. A mente estará firme; a mente agitada ou perturbada vai tranqüilizar-se graças aos bhajans.
A mente tem esperado uma oportunidade para ignorá-lo, a mente está esperando
uma oportunidade para castigá-lo, a mente está esperando uma oportunidade para
discutir com você, a mente está esperando uma oportunidade para derrotá-lo.
Mas, durante os bhajans. . .
Hari Om.
. . Ela não pode dizer nada. Ela só pode cantar essa canção. Portanto, a mente
ganhará equanimidade; a mente estará equilibrada.
O equilíbrio mental é possível graças aos bhajans.
Deus está em você. Aceitamos que é a verdadeira entrega; entendemos, mas por
que os bhajans? Para manter o corpo
estável e calmo, para manter a mente estável, descansando na equanimidade -
que é a vantagem dos bhajans para a mente.
O
INTELECTO DEVE SER SAGRADO
E o intelecto deve ser sagrado. Na maioria das vezes, o nosso intelecto é defensivo. Um homem com um mestrado em Ciências tem grande capacidade intelectual, e poderia utilizar seu intelecto para defender todos os seus erros. Um homem tão bem educado nunca aceitará seus erros, porque através do intelecto, ele irá tentar se defender.
Apenas um inocente colega diz: "Lamento, senhor.
Cometi um erro". O companheiro inteligente não fará nada para aceitar seus
erros, e muito menos se desculpar. Um companheiro PhD pode fazer com que você
sinta que o dia é noite por causa de suas abordagens
super-intelectuais.
Por isso, o intelecto atua aqui segundo a sua conveniência. O intelecto
certamente irá ajudá-lo a defender seus atos, a defender seus erros, a
defender seus pecados. Porém o intelecto é mais do que isso. A inteligência
deve ser sagrada. . . Divina, totalmente Divina. Estas são as vantagens do
Nome Divino e dos bhajans.
A
GRAÇA DE DEUS É ESSENCIAL
O outro ponto que gostaria de chamar a sua atenção é a liberação ou moksha. Moksha é uma coisa simples. As pessoas dizem: "Por que você fala sobre moksha?" Elas pensam sobre moksha como se fosse algo como um pacote de biscoitos disponíveis lá fora, ou um ursinho com quem brincar. O que é a liberação? O que é moksha? Quem é que pode obtê-la? Ela parece com quê? Muito formosa, mais bonita do que você, mais ativa do que você, mais qualificada do que você, mais inteligente do que você? Não!
Em primeiro lugar, para ter uma idéia de liberação, para ter uma noção de
liberação, para ter uma noção de moksha,
devíamos ter a graça de Deus, do contrário tudo será nossa imaginação - apenas
psicológico. Necessitamos da graça de Deus para ter uma idéia
correta do que é.
Como a graça de Deus pode nos ajudar? Este ano é muito frio durante a noite,
ao contrário de épocas anteriores. Assim, usamos trajes completos, e, em
seguida, temos o nosso cobertor para manter-nos suficientemente quente. Logo,
nos sentimos demasiado quente. O que deveria fazer agora? Enrolar a manta,
remover o cobertor. Todas essas coisas que foram cobrindo você têm que ser
removidas, de modo que você possa sair delas. Não posso cobrir meu corpo com
cobertores e mantas e dizer: "Oh! Oh! Ajude-me, ajude-me". Não, não. Você tem
se coberto com o cobertor; em cima do cobertor está a manta; acima da manta,
você manteve o rasai (cobertor grosso), de modo que você diz: "Oh! Oh!
Retirem-nos”!
Portanto, a graça de Deus nos ajudará a superar todos os obstáculos, nos
ajudará a atravessar todas essas interferências que provêm de um
karma passado e de
vasanas passados, que nos têm acompanhado como contas transferidas
a esta vida. Elas têm de ser apuradas. Então a graça de Deus irá nos ajudar
imensamente a limpar todas essas coisas. Todos os detritos, todo o lixo, as
mantas, os cobertores. . . . todas essas coisas
terão de ser retiradas. Isso é possível devido à graça de Deus.
Então vocês serão postos em liberdade. Isto é o que é
moksha. Moksha ou liberação não
é algo num país estrangeiro. Temos de reconhecer que já estamos liberados, que
vocês já são moksha. Infelizmente me cobri
com o cobertor do ego; me cobri com a manta do
intelecto; me cobri com a rasai, um cobertor fino, da identificação do
corpo. Devo descartá-los e eliminá-los para poder abandonar a identificação
com a mente e o corpo e reconhecer a moksha.
ABRAM AS JANELAS DO EGO PARA DEIXAR ENTRAR A LUZ
De modo que não pensemos que um homem de moksha tem uma coroa, uma espada com efeitos especiais, cosméticos e um traje especial. É uma falta de senso pensar de moksha como uma posição especial. Não. Todos nós estamos liberados. Todos nós estamos em moksha, verdadeiramente falando, mas devido termos coberto a nós mesmos, não somos capazes de sabê-lo. Temos fechado todas as janelas e dizemos: “Está escuro” Quem é o responsável?
Você fechou as janelas; agora deve abri-las e verão a luz. Assim também, vocês
são o moksha, vocês são
a liberação. Mas devido a isso temos fechado as janelas — o ego, a mente, o
intelecto e o corpo — a luz está impedida de entrar. As janelas fechadas nos
impedem de ver a luz. O que devemos fazer é abri-las.
De modo, meus amigos, esta manhã queria realmente falar de aspectos simples,
mas amplos. Acho que é o momento de terminar. Muito obrigado pelo seu tempo e
por sua amável presença. (Aplausos)
Enfatizo uma vez mais que me sinto pessoalmente
muito beneficiado por estes satsangs de
domingo. Por quê? Porque preparo, porque coleto material dos ‘Discursos
de Sathya Sai’, da literatura de Sathya Sai para poder
articular e expor as idéias que resultem em aceitáveis por vocês. Estou
aprendendo, estou me educando. Este é o propósito de um
satsang. O satsang não se dá
onde um homem que sabe mais fala para uma pessoa que sabe menos. Não. Ambos
são igualmente néscios. (Risos) É somente um fluxo de conhecimento de
duas vias; um fluxo bi-direcional de sabedoria. Suas vibrações me ajudarão
muito. Oro a Bhagavan que abençoe a todos. Muito
Obrigado.
Anil Kumar concluiu com o bhajan, “Shriradhi Shayana Narayana”
OM…OM…OM…
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti Shanti