1º de julho de 2007
“Perguntas e Respostas”
OM… OM… OM…
Sai Ram
Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,
Queridos Irmãos e Irmãs,
A NATUREZA DO AMOR POR DEUS
Estou contente de receber uma pergunta de uma de nossas irmãs a respeito de minha palestra da última semana. Aceito também de bom grado as perguntas de qualquer outra pessoa, se as tiver. Permita-me dizer que tento responder a todas as perguntas o melhor que posso, mas unicamente dentro do contexto da literatura Sai. Nos casos onde não sei as respostas, deixá-lo-ei saber que não sei. Também serei sincero em meu intento por alcançar as bênçãos de Bhagavan, buscando uma oportunidade para conseguir uma resposta direta Dele, quando for possível.
Assim, aqui estão as duas perguntas
que me foram passadas. Muito obrigado por estas perguntas, porque podem
surgir outras similares nas mentes de alguém mais aqui.
“Você disse na última semana que a adoração não é espiritual; que somente é uma preparação, e que a indagação é mais importante. É a indagação diferente do amor, ou eles vão de mãos dadas?”
Aqui há dois pontos:
Um, que o culto ou adoração não é espiritual; e
dois, que a indagação é a senda definitiva. Isto foi o que disse na semana
passada e continuo sustentando-o. (Não sou um político que muda suas
declarações!)
“Em sua opinião,
o amor de todo coração a Deus é uma preparação ou não?”
O questionador está perguntando se
não é suficiente amar a Deus.
Meus amigos,
deixem-nos examinar a palavra “amor” de uma forma que entendemos. O
amor e o ódio freqüentemente vão juntos, do mesmo modo que o dia e a noite
vão juntos. A noite e o dia não estão separados;
a ausência da luz é escuridão, isso é tudo. Assim, quando uso o termo
“amor”, sabemos que há ódio também.
A maioria de nós ama Deus por nossas próprias razões: para satisfação pessoal ou para encontrar alívio e consolo. Encontramos Nele um refúgio, um apoio, uma âncora, um socorro; assim, O amamos. Mas se qualquer coisa se complica, se a situação torna-se negativa, nosso amor inteiro torna-se ódio.
Assim, amar a Deus é o bastante? Que
tipo de amor sentimos por Deus? Amanhã se transformará em ódio por alguma
razão? Nós não vemos milhares de pessoas que deixam sua fé, a qual tem
seguido por décadas? Não vemos milhares de pessoas que param de vir aqui,
embora tenham sido previamente devotos leais por muito tempo? Como se
explicam estas coisas? Dando-se conta que o amor comum não é suficiente. Não
deve ser amor condicional. O amor que é condicional poderá se transformar em
ódio mais dia ou menos dia.
A maioria das estrelas de cinema
desenvolve este tipo de amor romântico. O que acontece após seis meses de
seu novo relacionamento fantástico? O amor torna-se ódio. Você sabe muito
bem sobre o amor dos políticos. Amam-se uns aos outros pela manhã e se
odeiam à noite. (Risos) Muito bem! É como o tempo: a única constante
é que está mudando constantemente! Assim, nosso amor não deve ser
condicional. O amor não deve ser limitado pelo tempo, espaço, idade, status,
dignidade, conhecimento, respeitabilidade ou posição.
”Amo-te sempre que tenha uma boa
posição. Amo-te somente se você me der um empréstimo. Amo-te somente se você
concorda com meus pontos de vista. Amo-te somente se você me obriga. Amo-te
somente se você diz “sim” a tudo que digo. Somente então te amo.”
Este tipo de amor não é amor em
absoluto. Isto não é senão uma denominação diferente para egoísmo. O amor
que for incondicional, que for eterno, que for imaculado, que não está
contaminado, que for doce – esse será amor verdadeiro. Se continuarmos a
amar mesmo em situações negativas, esse é o verdadeiro amor. Podemos
encontrar uma série de falhas. Podemos nos sentir frustrados e
decepcionados; mas se continuarmos ainda a amar, esse é o amor verdadeiro.
Como exemplo, tome qualquer grande
devoto de qualquer grande religião. Atravessaram os tempos mais árduos e
mais difíceis, contudo mantiveram seu amor por seu Mestre. Tiveram amor
imenso e intenso por Deus. Esse é o amor real.
Assim, é suficiente se amamos? Não,
não é bastante, a menos que tenhamos a mais pura forma de amor possível.
Examinemo-nos e descubramos se nosso amor é verdadeiro ou não, se é eterno,
se é ilimitado e incondicional. . . ou não.
”Amo meu próximo; amo a minha gente.
Amo aqueles que pertencem a minha terra natal, a meu país, e a minha rua.”
Este não é amor em absoluto!
Isso que é regional, lingüístico, nacional e provincial não é amor em absoluto. Seu amor está além das circunstâncias geográficas? Está além de todas as limitações? É infinito ou não? Então, podemos ver se é amor genuinamente puro ou não. É neste contexto que disse que não é bastante se amarmos simplesmente; devemos também ser amados. O amor é tráfego de duas mãos. Não é uma rua de mão única.
Mas, para que Deus se sinta
satisfeito conosco, isso é mais difícil. Devemos agir, falar e pensar de uma
maneira que resulte aceitável por Ele, de uma maneira que goste, da maneira
que Ele quer que façamos as coisas. Somente então Ele estará satisfeito
conosco e sentiremos Seu amor. É por isso que digo que o amor é
bidirecional. Não é unilateral. Pode dizer: “Eu o amo.” Perfeito. Mas Ele
está satisfeito com você? Seu amor mostra-o que Ele está satisfeito com
você?
O AMOR É A PRIMEIRA ETAPA À INDAGAÇÃO
Vamos retornar à primeira pergunta: A indagação é diferente do amor, ou vão de mãos dadas?
Existe uma relação entre indagação e amor. Não vai indagar a menos que você ame um assunto. Somente se amo alguém vou realmente me incomodar em descobrir acerca dessa pessoa – encontraria, conversaria com ela, far-lhe-ia perguntas e assim por diante. Desta maneira, podemos ver que o amor é o primeiro passo - aquele que conduz a indagação. A menos que você ame, você não indagará. O amor, de fato, leva à indagação. Não pode fazer uma indagação sincera se não há amor primeiro.
A indagação é ridícula; não tem
nenhum objetivo. É somente uma maneira de passar o tempo. Algumas pessoas
indagarão: “De onde você é? Quantas crianças você tem? Como você pode me
ajudar? Preciso de cinqüenta mil rúpias com urgência. Você pode me dar essa
importância?”
Ontem, dois amigos estavam brincando
entre si. Um perguntava: “Como você está?” Imediatamente o outro amigo
respondeu: “Não estou bom. Necessito cinqüenta mil rúpias. Você vai me
ajudar?” (Risos) Este tipo de indagação que toleramos é
barata. É um desperdício de tempo.
Por outro lado, o tipo de indagação
que está baseada no amor-indagação baseada num amor genuíno, no amor por
Deus e na meta da vida – você encontra a si mesmo como uma verdadeira imagem
de Deus. Este amor lhe ajudará a identificar-se totalmente com Deus, indo
além do corpo e da mente. Este tipo de amor lhes ajudará a mover-se para a
indagação; mas não funciona no sentido contrário.
A ADORAÇÃO NÃO DEVERIA SER MECÂNICA
Afirmei que a adoração
não é espiritual. O que quis dizer? Algumas pessoas adoram de uma maneira
mecânica. Vão a qualquer templo e vêem os sacerdotes que adoram jogando
flores sobre os ídolos ou sobre algumas fotografias. Não encontramos nenhuma
expressão em seus rostos.
Por outro lado, vão ao Salão Sai
Kulwant quando Swami está passando, e observem
suas próprias expressões. (Você não pode prestar atenção a seu próprio
rosto! Portanto, apenas pergunte a alguém como seu rosto se ilumina.) Quando
Swami passa junto a vocês, seus rostos estão radiantes; sorriem. Certamente,
não ficam indiferentes. Se você permanecer sério com uma expressão fechada e
sem nenhuma expressão, deve ter algo errado com você; vá consultar urgente
um psiquiatra!
Quando como os doces de que mais
gosto, alguma expressão estará em meus lábios. Ou quando como as conservas
de que mais gosto, haverá uma outra expressão. Assim, a expressão do
sentimento é natural. Mas no tocante a adoração, pode ser que haja uma
expressão ou não. Isto significa que é também natural (com expressão) ou
forçada e mecânica (sem expressão). Por exemplo, devem ter observado o
sacerdote nos templos. Não sei por que são assim. Fico muito triste em
mencionar isto.
Tive uma experiência muito amarga
uma vez quando assisti a uma das celebrações do
kalyanam (sagrado matrimônio) em
Tirupati-Venkateshwar Kalyan. Era um
evento muito famoso. As pessoas gastaram muitos milhares de rúpias para
realizá-lo. Sentei-me lá. Vi o sacerdote fazer isto. . . (Anil
Kumar faz a mímica de jogar algo com uma
expressão impávida). Não sabia o que ele estava fazendo.
Sua expressão facial permaneceu a
mesma enquanto atava o nó. Teve o mesmo rosto executando os ritos de
sacrifício; o mesmo rosto enquanto colocava a guirlanda na noiva e no noivo;
manteve a mesma expressão enquanto entregava o presente de roupas novas –
sempre a mesma expressão! Comecei a sentir pena desse homem. Entretanto,
todos os devotos observavam a Venkateshwar
Kalyan, e estavam extasiados. Cantavam jubilosos
“Govinda! Govinda!”
extasiadamente! Mas o sacerdote simplesmente
repetiu “Govinda, Govinda”
mecanicamente até terminar com seu trabalho. É
por isso, meus amigos, que o culto, a adoração, não deveria ser algo
mecânico. Não deveria ser programado. Não deveria ser condicionado. O culto
não é condicionamento.
Que tipo de adoração fazemos? “Oh Deus, Te oferecerei vinte cocos se conseguir a primeira classe.” “Te ofertarei o meu cabelo se me ajudar a ganhar a loteria de dez milhões de rúpias.” Sob nenhum conceito posso chamar isto adoração!
A adoração não é uma rotina. A
adoração é uma oração que vem das profundezas de nosso coração. Enquanto lhe
falo, quão afetuosamente nos falamos uns com os outros, quão
personalizadamente falamos a cada um. A adoração é dessa forma. A adoração é
o romance Divino entre um devoto e a deidade.
A ORAÇÃO É UM SUSSURRO SILENCIOSO
Não observo nenhum diálogo romântico na rua, vocês observam? Não tenho encontrado uma situação assim até agora. É algo muito pessoal. Tanto assim que quando adoram e oram, se trata de um ato pessoal entre você e seu Deus amado. Você quer Sua ajuda; quer seu amor; se entrega a Ele. Considera-O como sua própria vida. Declaram e sentem que Ele é mais do que suas famílias e parentes, mais do que seus amigos.
Então, que tipo de relação você tem
com Ele? Você pode fazer com que sua adoração seja mecânica, se tiver esse
tipo de estima por seu amado Deus? É esse tipo de adoração que estou me
referindo quando digo que a adoração não é espiritual. Estamos simplesmente
trazendo-a para uma condição de tempo e de espaço.
Você não pode generalizar a oração.
Você não pode dizer: “Esta é a maneira que você deve rezar.” Seria o mesmo
que se dissesse: “Esta é a maneira que você deve comer.” Você não pode me
dizer isso! Como você sabe o que é adequado para mim?
Suas orações são ouvidas por seu
amado Deus interno. Pode manter-se calado e mantê-la totalmente
confidencial. É por isso que a Bíblia Sagrada diz: “Nunca reze nos
cruzamentos das estradas. Nunca reze no meio da rua. Nunca reze alto”.
Por que é dito na Bíblia para nunca rezar alto (especialmente quando tenho uma boca grande)? Por que não devo? Porque a oração não é uma emissora de rádio; não é um slogan político que deve ser aclamado. A oração é um sussurro silencioso. É uma conversa carinhosa entre você e seu Amado. Você não quer que uma terceira pessoa a ouça.
Conheço algumas pessoas que dizem a
Swami: “Quero falar-lhe pessoalmente.” Significa: “Não me misture com o
grupo. Não quero que eles me ouçam quando estiver Lhe falando.” Sei também
que quando Swami chama algumas pessoas na sala de entrevista, olham ao redor
para se certificar de que Swami está ignorando os outros e está lhe falando
diretamente. Isso acontece ou não é uma coisa diferente. Mas o ponto é
observar quando pessoalmente estas pessoas Lhe prendem a atenção ou não; que
tipo de segredo é mantido entre Deus e eles.
A oração que surge do
coração, das profundidades internas de seu coração, o que você necessita
expressar, é um pensamento sem palavras. É uma expressão sem palavras. Não
necessita pronunciá-la. Quando você olha seu (sua) bem
amado(a), a seu (sua) namorado(a), você não tem que falar. Seus olhos
e sua expressão dizem tudo. Tudo o que é verbal, tudo expresso por palavras,
é limitado. As palavras não podem
expressar o que realmente querem dizer. Não, isso é uma sensação; é uma
emoção; é um sentimento. Por isso, quando adorarmos desta maneira, desde o
fundo de nossos corações, então, sim, o ato de adoração é sublime. Então é
nobre e espiritual. Do contrário, a adoração pode representar meramente um
ritual mecânico.
Swami disse a um estudante que a
senda espiritual é muito fácil. Swami orientou: “Ame a Swami acima de todos
os demais.” E é isso o que quero dizer. Se amam a
Swami acima de todos os demais, está feito! Tudo estará feito. Mas nós não o
fazemos. Simplesmente não o fazemos. Sejamos honestos conosco mesmos.
Acho que as duas perguntas estão
respondidas, certo? Então, tem mais alguém que tenha outras perguntas, por
favor? Se não, prosseguirei com os pontos de hoje.
A VERDADE ESPIRITUAL É INVARIÁVEL E ETERNA
Um cavalheiro na audiência pergunta: “O que é verdade?”
Explicarei usando as palavras de
Baba. A verdade não é simplesmente relatar o que vemos. Vi-o. Assim, digo a
alguém que o encontrei; Acho que esta é verdade. Não, não é. Nem tampouco é
verdade informar o que ouvi: “Ouvi esse homem falar-lhe. Ele disse isto…”
Não.
Verdade não é somente relatar o que
é ouvido, o que é dito, ou o que se experimenta. Isto não é inverdade
tampouco; é somente verdade mundana. É verdade mundana repetir o que você
ouviu, dizer o que você fez, ou descrever o que você viu. É verdade, nenhuma
dúvida. Mas é somente verdade mundana, verdade meramente mundana.
Então, há uma verdade espiritual. A
verdade espiritual se refere àquela que é eterna. Baba dá um exemplo
simples: Você era uma criança em dado momento; mais tarde, um menino; e
ainda mais tarde, um homem jovem, um pai, e finalmente, um avô. Estes são
todos estágios diferentes. Quando criança, você
se diverte com brinquedos; quando menino, você brinca com os outros meninos;
quando homem, você realiza seu trabalho; como pai, você tem
responsabilidades familiares a cumprir; como avô-bem, nada necessita dizer
sobre esse estágio! (Risos)
Mas você é o mesmo em todas as etapas. Infância, adolescência, juventude, paternidade, e o período de avó não são senão diferentes etapas para você. Por exemplo, ninguém dirá: “Eu, o homem velho, está falando-lhe.” Não precisa dizê-lo. Suas dores articulares são suficientes evidências que vocês estão bastante velhos! Assim também, ninguém dirá: “Eu, o homem jovem, está falando-lhe.” Seu tom de voz é uma expressão da etapa em que você está. Também, ninguém dirá: “Eu, o menino, está falando-lhe.” Sua idade é óbvia a todos lá. Simplesmente são coisas que não se diz.
De modo que este “eu” não
pode ser identificado especificamente com a infância, adolescência ou
velhice de vocês. Não obstante é um mesmo “eu”
que continua durante todas as etapas Assim aquele que continua e que não
muda é verdade espiritual; no entanto, aquilo que está mudando continuamente
é verdade mundana. A verdade mundana está sempre mudando, mas a verdade
espiritual é imutável e eterna.
Baba dá-nos um outro exemplo: Ir ao
mar. Lá você encontrará três coisas: espuma, ondas e oceano. Na superfície,
você encontra ondas. Na superfície das ondas, você encontra a espuma. Estou
claro? Estas são as três partes que Ele menciona - espuma, ondas e oceano.
Mas todos os três contêm somente água. As ondas não contêm licor. A espuma
não significa cerveja! (Risos) Não. O oceano não é café. Todos os
três são somente água - H2O. Aquilo
que é mais profundo é oceano, aquilo que está na superfície são ondas, e
sobre as ondas se forma a espuma.
Estes são os exemplos fornecidos por
Baba. Também lhe deu estes três nomes: O oceano é
paramarthika satya.
Paramarthika se refere ao oceano. O
Pararmarthika
satya representa a verdade espiritual. Aquilo que é uma onda na
superfície é prathibhasika, que significa
“superposição”. As ondas não são permanentes. Emergem naturalmente a partir
do oceano. Formam-se devido ao toque do vento na superfície da água. Isso é
superposição. A espuma que se junta das ondas é o aspecto mundano, ou
vyavaharika.
Assim, de acordo com Bhagavan, a verdade tem três dimensões: uma é mundana, a espuma, vyavaharika. Então a própria onda é superposição ou prathibhasika. Finalmente, o oceano profundo é paramarthika satya – a realidade final. Sou claro, senhor? Isso é o que o Swami disse.
Mais alguma pergunta, por favor?
Sim.
O
LIVRE ARBÍTRIO NÃO É LIVRE
Um
outro cavalheiro pergunta: “O livre arbítrio é realmente livre?”
Esta pergunta já me foi feita umas mil vezes! O livre arbítrio não é livre.
Quero dizer que não é como se pudesse comprá-lo! O livre arbítrio é baseado
em suas mentes. O livre arbítrio é baseado na sua escolha. Baseia-se em seus
gostos. Mas a vontade Divina não é seletiva.
Há mais alguma pergunta, qualquer um? As senhoras
são tão boas que não têm nenhuma dúvida em absoluto! (Risos)
AS
PALAVRAS COMO VEÍCULOS DE EXPRESSÃO
Um cavalheiro faz uma pergunta: “Como é que Meerabai começa a cantar, quando a verdadeira oração é silenciosa e sem palavras, e se encontra nas profundidades de nossos corações? Se isso é assim, porque então Meera começou a cantar em voz alta?”
Fazemos a mesma coisa quando cantamos nossos
bhajans! O que faz a diferença é o
sentimento que acompanha no cantar. Meera
teve tal amor por Krishna! Seu amor era mudo,
vinha das profundidades de seu coração. Quando um amor surge assim, pode
encontrar sua expressão nas palavras. Pode encontrar a expressão nas
palavras ou na canção quando se manifesta em voz alta. Mas lá dentro, é sem
palavras, além do discurso. No íntimo, esse anseio, esse sentimento, essa
sensação, essa emoção não encontra palavras que o expresse plenamente.
Quando você diz: “Gosto de você,” é somente uma expressão. Mas internamente esse sentimento interior de anseio não é uma mera expressão verbal. Você me compreende?
De modo que aquilo que é pleno e profundo, aquilo que está cheio de anseio e que se encontra no fundo do coração, nas profundezas do coração, carece de palavras e de som. Mas quando transborda, quando o vaso do coração humano está cheio até as bordas e a água da emoção e do sentimento transborda. . .
Suponha que este vaso aqui esteja cheio de água. Vou derramando cada vez
mais água; de modo que, naturalmente vai transbordar. Do mesmo modo, quando
o copo do coração humano está cheio, transborda. E quando derrama, pode
somente encontrar a expressão nas palavras ou na canção.
Isso foi o que Jesus fez. Isso foi o que Gautama
Buda fez. Isso foi o que Guru Nanak fez. Todos
os sábios e santos, todos os profetas se expressaram verbalmente.
Usaram palavras como veículo de sua comunicação.
Mas, primeiro chegaram ao estágio onde seus corações estavam totalmente
cheios, quando seus sentimentos estavam transbordando tanto que começou a
manifestar-se por diferentes meios de expressão. Estou sendo claro? De modo
que somente internamente não existem as palavras nem o som.
Incidentalmente, o marido de Meera não gostou disto. Havia uma diferença de opinião. Mas o mesmo marido, no final, começou a chorar a perda de Meera. Quando Meera morreu, o marido falava entre lágrimas: “Meera, Meera!” mas ela já havia ido. A luz do coração dela viajou e se fundiu no ídolo de Krishna. De que valia chorar então?
A VERDADE NÃO BASEADA NO AMOR NÃO É VERDADE TOTAL
Um outro senhor perguntou: “A harmonia do pensamento, da palavra e da ação é essa verdade?”
A harmonia do pensamento, da palavra e da ação é seu caráter.
Suponha que diga: “Te matarei.” Quero matá-lo, declaro que o matarei, e
termino liquidando-o! O pensamento, a palavra, e a ação estão certamente em
harmonia. (Risos) Então, posso dizer que isto é verdade? Assim faziam
os comunistas. “Te liquidarei amanhã pela manhã!”
É verdade. Parece ser verdade, absolutamente e em harmonia perfeita. Veio o
pensamento e o seguiu a ação – as pessoas iam lá e os liquidavam! Isso é
tudo.
Mas isto é verdade? Não, não é verdade real e total. Por quê? Porque a verdade é sacrifício. A verdade é não-violência. A verdade é amor. Quando o Amor se expressa é chamado Verdade. O Amor na ação é dharma. O Amor como sentimento é shanti. O Amor como compreensão é ahimsa (não-violência).
Assim, o Amor é a base. Quando o Amor começa a se expressar, transforma-se em verdade. Quando o Amor começa a agir, é verdade. Por isso, a harmonia do pensamento, da palavra e da ação pode ser verdade, mas somente se for baseada no Amor. Se não, não posso dizer que é verdade total.
Agradeço-lhes muito por apresentarem perguntas genuínas que provoquem
reflexão. Não me importo em respondê-las. Sinto-me feliz de que tenham feito
algumas perguntas que me ajudaram a olhar dentro de mim e também encontrar
as respostas nas páginas da literatura Sai.
Agora, há uns poucos pontos que queria compartilhar com vocês esta manhã.
A
INQUIETAÇÃO DA MENTE HUMANA
Em primeiro lugar, qual é, hoje em dia, a natureza de nossa mente?
A mente está cheia de pensamentos. Há um fluxo contínuo de pensamentos.
Quanto maior a velocidade dos pensamentos, mais agitada uma pessoa torna-se.
Um homem fica mudando de um lugar para outro sem descanso. Um homem poderá
estar mudando de trabalho, agindo com grande inquietude. Um homem lhe fala,
e então repentinamente começa a falar com outra pessoa, mostrando sua
intranqüilidade total.
Esta instabilidade é um sinal de inquietude, a ausência da paz. Por isso, os
pensamentos que fluem continuamente numa velocidade
terrível -como uma cachoeira, como um jato, como uma fonte - causam
esta inquietude. É a causa de toda a turbulência no oceano de nossa mente,
de todas as perturbações no tanque de nossa mente.
Ninguém pode falar como Baba. É por isso que gosto tanto de Sua literatura
e, por isso, cada vez sinto desejo de citá-la em profusão. Suas respostas
são satisfatórias. A mente moderna estará satisfeita com as explanações de
Baba. Sei que muitos de vocês concordarão comigo que Swami nos dá uma
interpretação no contexto moderno. Sua interpretação é antiqüíssima - mas
Ele a modifica e nos apresenta tão apropriadamente, para se ajustar a mente
atual nesta era da computação.
A
MENTE HUMANA É COMO UM TANQUE DE ÁGUA
Assim, o que Baba diz sobre o fluxo do pensamento? Como refrear nossos pensamentos?
A menos que o fluxo de pensamento
seja refreado, você não pode ter a paz da mente. Um exemplo simples que Baba
da é este: Aqui está um tanque cheio de água. Sabe-se geralmente que se você
jogar uma pedra nele, o que acontecerá? Esta ação produzirá ondulações uma
após a outra. Toda a água é perturbada quando você joga uma pedra num tanque
de água.
Similarmente, a mente humana é como um tanque de água. A mente humana pode
estar tão firme e forte - como a água que enche até as bordas de um tanque.
Mas uma vez que o pensamento humano (como algum desejo ou qualquer outra
coisa) é jogado no tanque, perturbará o tanque inteiro.
Assim, somos agitados por causa de nossos pensamentos. Por exemplo, de
repente penso em minha família. Ou penso em meu escritório. Depois disso,
penso no Mandir, na varanda, os arranjos para a
cadeira, ou qualquer tipo de roupa que devo usar; então, imediatamente
depois disso, penso nas aulas que devo ter amanhã.
De modo que, se concentrem ou não, lhe atribua ou não um interesse especial
a um pensamento, estes fluem de maneira contínua. É algo assim como vagões
ou compartimentos que estão todos conectados a uma locomotiva, como num trem
expresso. Corre muito rapidamente em sua trilha. Todos os compartimentos vão
“tak, tak,
tak, tak”. Os
pensamentos humanos são dessa forma. Funcionam, fluem em velocidades
tremendas. E por isso que nossa vida é assim.
A
VIDA É AQUI E AGORA
Não há nenhuma razão para que esteja infeliz. Ainda assim faço uma cara fechada porque estou duvidoso se serei feliz amanhã ou não! (Risos) Assim, o amanhã pode realmente me fazer infeliz hoje! E por isso faço uma cara feia. Por quê? Porque acho que você é mais feliz do que eu; de modo que me sinto infeliz.
Verdadeiramente falando, nenhum de nós é infeliz. Temos todas as razões para
sermos felizes. Escolhemos ser infelizes. Sentimo-nos felizes em ser
infelizes! E de fato somos felizes fazendo os outros infelizes! Infelizmente
somos assim. Vivemos nos comparando com os outros. Vivemos imaginando
coisas. Por exemplo, começo imaginando o que será de mim daqui a dez anos.
Mas quem disse que vou viver mais dez anos?
Algumas pessoas perguntam-me: “Anil Kumar, após
cinqüenta anos, o que vai acontecer com o ashram?”
Digo: “Antes de tudo, não é seu problema. Em segundo, você não vai estar
aqui daqui a cinqüenta anos - Dar-lhe-ei isso por escrito!” Simplesmente não
é problema seu. Além disso, você não vai estar aqui daqui a cinqüenta anos.
Então, para que se preocupar?
O que é você agora? Como você está agora? A vida é aqui e agora. Por favor,
compreenda isto. A vida é aqui agora. A vida não é o passado; a vida
não é o futuro. A vida realiza-se neste momento. A vida é aqui e
agora. Conseqüentemente, devemos prestar atenção a nossos pensamentos.
Você vê retratos de grandes personagens como Buda, Cristo,
Bhagavan Baba, Ramana
Maharishi, ou Ramakrishna
Paramahamsa. Seus rostos são todos muito calmos
e serenos; todos têm um sorriso em seus rostos. Visto que, nossas caras. . .
a menos que o fotógrafo diga, “Sorriam por
favor,” não sorrimos! (Risos) Hoje em dia, o fotógrafo tem que
dizer-nos para sorrir! A menos que nos diga, não estamos preparados para
sorrir. Se ele fotografar como estamos, mais tarde sentimos vontade de
vomitar quando olhamos nossas expressões fechadas. (Risos) Portanto,
sorria, por favor, (pelo menos agora) assim você ficará feliz quando vir seu
rosto amanhã na foto.
Aqui está uma pergunta interessante: Por que não sorrimos? Por que o
fotógrafo deve nos dizer para sorrir? Nós apenas não sorrimos. Por que não?
É porque estamos pensando e nos preocupando demasiadamente com o que vai
acontecer amanhã. Estamos pensando: “O ontem não deve ser repetido.”
Por isso, meus amigos, temos que restringir o
fluxo de pensamentos. Não se pode voar a velocidades supersônicas. Um método
sugerido para deter a corrente de pensamentos são os exercícios
respiratórios. É bem conhecido que os exercícios respiratórios desaceleram
nossos processos pensantes. Os exercícios de respiração são chamados
pranayama.
Pranayama é uma prática de respiração pela qual você pode baixar
a velocidade de seus pensamentos. Este é o primeiro ponto que quero
compartilhar com vocês hoje.
O EXERCÍCIO FÍSICO NÃO É YOGA
O que é o ioga verdadeiro?
O segundo ponto se refere ao ioga. Esta palavra
“ioga” é muito popular hoje. Você pergunta a alguém, “por que você é tão
magro? Por que tenho perdido peso?”
“Ioga.” Oh!
“Estou sofrendo de um resfriado muito forte.”
“Faça ioga!”
Todo mundo fala a respeito como se fosse a última
moda, embora, para dizer a verdade, é uma ciência milenar. Muitas pessoas
hoje tem começado a usar esta palavra “ioga”.
Mas o que é o verdadeiro ioga? Todos os
exercícios que fazemos em nome do ioga não
são uma ioga real no verdadeiro sentido da palavra. Todos não são
mais do que exercícios físicos. Não há problemas, façamo-los. Estarão mais
fortes fisicamente. Ficarão livres de várias doenças. Você estará livre das
alergias. Livrar-se-ão de todas as queixas. Ficarão aptos para fazer toda
sorte de insensatez! (Risos)
É assim que temos que entender todo o ioga que fazemos, todos esses
exercícios físicos não são ioga
verdadeira. Por favor, entendam - Não estou dizendo que desistam. Por favor,
faça-o. Mesmo desembolsando dinheiro para fazê-lo. Mas, meus amigos,
compreendam que estes exercícios físicos não são o
ioga real. Os exercícios físicos lhes farão aptos, vigorosos e
saudáveis fisicamente. Isso é tudo.
O VERDADEIRO “IOGA” PREPARA A MENTE PARA FUNDIR-SE EM DEUS
Então, o que é ioga verdadeiro? Segundo Bhagavan, refinar a mente, polir a mente, devolver-lhe a mente calma e equânime, equilibrada – isso é o verdadeiro ioga. Este verdadeiro ioga prepara a mente para que possa finalmente fundir-se em Deus.
O propósito do ioga não é fazê-lo viver
até os cem anos. Sim, a maioria dos depósitos de lixo
pode viver trezentos anos, e também os pólos elétricos. De modo que
o ioga físico que praticamos pode ajudar a
longevidade. Mas o verdadeiro ioga não é
esse. O ioga real é uma preparação. Para
quê? Uma preparação para fundir-se em Deus. Como? Através da purificação e
refinamento da mente, da santificação da mente, poderão ser capazes de
identificar-se com Deus.
Às vezes, é como uma gota no oceano; algo como um rio que se funde no mar.
Todo este ioga é uma preparação. Todo este
esforço não é mais do isso. (Acho que fui claro.) Por isso, o ioga
verdadeiro é preparar a mente para fundir-se em Deus, na Divindade.
Bhagavan dá um exemplo: Um menino pode estar
jogando; um menino pode estar assistindo tevê; um menino pode estar falando
com todos e sorrindo. Entretanto, na noite anterior a
seu exame, não jogará, não gracejará nem assistirá tevê. Estudará
seriamente porque no dia seguinte terá provas. “Oh! O amanhã é o exame!”
Assim, qualquer estudante se concentrará 100% ao preparar-se para um exame -
mesmo que se trate de uma preparação na hora nona! Veja como ele é sério,
como está concentrado, como ensimesmado que está. Isso é ioga.
O ioga é atenção unidirecional.
O ioga é preparação para fundir-se em
Deus. Esta é a definição que tem dado Bhagavan.
O
“SADHANA” É VOLTAR-SE PARA O INTERIOR
Então, o que é sadhana? O que é prática espiritual?
Algumas pessoas dizem: “Faço sadhana nas
primeiras horas da manhã.”
“Então, o que faz o resto do dia? “
“Faço algum sadhana – prática espiritual - pela manhã.”
“O que faz à tarde? À noite, o que mais você faz?” Assim, realmente, o que é sadhana?
Digo-lhes, meus amigos, corremos atrás de Baba por causa de Suas jóias
preciosas (palavras) e dos diamantes preciosos (analogias). Não podemos
ouvir estas coisas de qualquer um. As pessoas podem contar-lhes muitas
histórias de Sai.
Até recentemente, eu era um perito em contar história. Sim. Inclusive agora,
quando conto coisas pessoais, tenho um propósito por trás dela, é o de
transmitir a mensagem atrás da história, de modo que o milagre ou a
experiência tenham uma aplicação universal, um valor geral, e uma relevância
para todos.
O que é sadhana? Encontramos algumas
pessoas segurando um japamala ou um
talismã, pensando que isto é sadhana.
Entendo. Seus dedos se movem, mas sua mente está movendo-se também em algum
outro lugar, pelas ruas. Posso chamar isto de
sadhana? Não.
Algumas pessoas seguem escrevendo “Sai Ram Sai Ram” no papel. Mas onde está
sua mente? Na cozinha, perguntando-se: “O que teremos para o almoço?” Posso
chamar isto de sadhana? O que Baba diz
sobre isto? Sadhana é voltar-se para o
seu interior. Voltar-se para o interior – que é o verdadeiro
sadhana.
Tudo que se volta para o externo é um ritual. Tudo que faça se voltar para o
interno é prática espiritual ou sadhana.
Suponha que esteja andando de bicicleta; não posso chamá-lo
sadhana. Ou estou dirigindo um carro; não
posso chamá-los sadhana. Mas quando me
volto para o interior, isso é verdadeiro sadhana,
segundo Swami.
“Swami, como sei que viajei para o meu interior?”
Há muitas pessoas que dizem: “Não, não. Vou até o meu interior.” Oh,
entendo. Como você sabe que você vai para o seu interior?
Há algumas pessoas que dizem: “Anil Kumar, parei
de falar com todos.”
“Bom! Algum incômodo está resolvido!”
Ou, “não sinto estar interagindo com ninguém”.
“Bom. Em todo o caso, estavam fartos de você!”
O que quer dizer por “voltar-se para o interior”? É o abster-se de falar? É
o retirar-se para a solidão ou isolamento? Está fugindo da responsabilidade?
O que quer dizer por voltar-se para o interior? O que quer dizer com isso? É
tão simples como você diz? O que quer dizer por voltar-se para o interior?
NÃO REAGIR AO ELOGIO OU A CRITICA É UM SINAL DE VOLTAR-SE PARA O INTERIOR
Bhagavan disse (e isto representa um teste de acidez ou de papel tornassol) que quando as pessoas o elogiam, e não se inflama seu ego, ou não se regozija. . .ou se as pessoas o culparam ou criticaram, se em ambos os casos você manteve o equilíbrio, então, sim, você se voltou para o interior.
Alguém diz: “você é um grande homem!
“
“É assim?” (Risos) “você só veio saber isto hoje?
Tch, tch,
tch! Quanto está atrasado!”
Ou alguém diz: “Algo está errado com você!”
“Oh, tem algo errado comigo?”
“Todos estes dias tudo anda mal com você!”
Quando reagimos aos comentários dos outros, quando reagimos
à critica de outros, quando valorizamos a opinião
dos outros, esquecendo nossos “si mesmos” verdadeiros, não se pode dizer que
você se tem voltado para o interior.
Você pode se preocupar: “Senhor, o que pensam os outros de mim?”
Por que você está incomodado sobre o que os outros pensam de você? Os outros
podem pensar que você é um sábio quando você não é. Ou podem sentir que você
é insignificante, embora você possa ser grande.
A maioria de vocês deve ter ouvido sobre a filosofia Zen.
Todos os mestres Zen levavam uma vida simples.
Alguns deles inclusive serviram como lavadores de pratos nos hotéis. Alguns
eram empregados na residência de pessoas ricas. Mas permaneceram anônimos;
permaneceram assim simples. Ninguém os reconhecia pelo que eram. Esse era o
tipo de vida que levavam os Mestres Zen. Queriam
ser anônimos; manter-se na retaguarda. Não queriam nenhum elogio ou
reconhecimento. Portanto, não reagir ao elogio ou à culpa é um sinal de uma
pessoa que se volta para o interior. Isso é o que
Bhagavan tem dito.
SUA MENTE É RESPONSÁVEL PELO NASCIMENTO E MORTE
Alguém perguntou: “Swami, por que nasci? Nascimento e morte, nascimento e morte: é um ciclo. Há assim muitos ciclos de vida! Por que nasci repetidamente? Por que devo morrer repetidamente? Qual é a causa da morte? Qual é a causa do nascimento?”
Swami disse simplesmente: “Sua mente é a causa. Sua mente é responsável pelo
nascimento e morte. É a mente que está cheia de
vasanas, cheia de emoções e cheia de reações”.
É o que poderíamos chamar de software – o software da mente. Esta mente
contém um registro de todos seus pensamentos, palavras e ações. Esta mente é
responsável por voltar a nascer; esta mente é responsável pela morte. Uma
vez que a mente esteja livre, se libertarão de nascer e de morrer.
Por isso, é somente a ação ou o karma que
são responsáveis pelo janama ou o
nascimento. No processo da ação, acumulamos os
vasanas ou os traços básicos gravados na mente. São eles os
responsáveis pelos repetidos nascimento e morte. Isso é o que
Bhagavan disse. Por isso, Swami diz sempre:
“preste atenção as suas palavras.” Por quê? Porque as palavras estão
gravadas na mente.
Suponhamos que usem palavras ásperas. Penso que insultei; mas depois que você sai, sinto-me muito triste por ter usado aquelas palavras. Por que tive que ser rude com ele? Por que usei palavras ofensivas? Sou ignorante? Deveria ter sido polido com ele. Deveria ter sido cortês com ele. Por que devo usar palavras rudes?' Você se arrependerá.
Conseqüentemente, as palavras que usamos serão registradas também. Como
também nossas ações e suas conseqüências. Até mesmo nossos pensamentos
estarão registrados. Assim, todos os registros estarão lá na mente, como o
software. Quando é posto no equipamento, o computador,
começa a aparecer na tela. Clique. . . use
o mouse e todo as coisas começam a aparecer. É similar com todas as nossas
ações.
É por isso que Swami diz: “Preste atenção as suas palavras, preste atenção a seus pensamentos, preste atenção as suas ações.” Preste atenção a tudo de modo que a mente se vá limpando. Apague tudo que seja néscio; suprimam toda insensatez. Esvazie o cérebro; esvazie a mente para fique limpa. Então não haverá mais renascimentos futuros. E quando não se nasce de novo, não aparecerá nenhuma questão de morte. Isso é o que Bhagavan nos tem dito.
Continuaremos na semana seguinte. Obrigado por estarem aqui. Obrigado por
seu tempo. Deus os abençoe. Obrigado.
OM…OM…OM…
Asato Maa Sad Gamaya
Tamaso Maa Jyotir Gamaya
Mrtyormaa Amrtam Gamaya
Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Loka Samastha Sukhino Bhavantu
Om Shanti Shanti Shanti