10 de setembro de 2006

 

“Toda a Criação É Uma Família”

 

OM… OM… OM…

 

Sai Ram

 

Com Pranams aos Pésde Lótus de Bhagavan,

 

Queridos Irmãos e Irmãs,

 

 

Há uma frase freqüentemente repetida que reza assim: “Vasudaika Kutumbakam”. Significa que a criação inteira é uma família; nós todos somos uma família, Vasudaika Kutumbakam, somente uma família. Esta idéia particular é explicada muito bem por pessoas de maneiras diferentes, mas eu gostaria de compartilhar com vocês como eu a vejo. Este foi um tópico dado para um grupo do círculo de estudo da Organização Sathya Sai e eles a consideraram de um ângulo particular. Entretanto, gostaria de olhá-lo de uma maneira diferente.

 

Vasudaika Kutumbakam significa que nós todos pertencemos a uma família. As pessoas geralmente restringem-no, limitam-no à sociedade humana, que todos nós pertencemos a uma família – Americanos, Russos, Australianos - que toda a raça humana pertence a uma família. Isso é como o interpretam, isso é como vêem o que significa por “uma família”. Eu, entretanto, olharia para isso desta maneira: a vida de Bhagavan demonstra essa unicidade em vários níveis.

 

A DIVINdade DENTRO DA PEDRA

Em seus dias de juventude, Bhagavan, com idade em torno de 14 ou 15 anos, estava estudando numa escola situada num lugar chamado de Uruvakonda. Estava sentando sobre uma rocha e um fotógrafo veio até Ele e queria tirar uma foto. Swami manteve uma pedra muito pequena na frente Dele e pediu que o fotógrafo tirasse a foto. O fotógrafo tirou a foto. O que você viu? Uma imagem de Shirdi Sai foi fotografada fora da pedra sem forma. Fora da pedra sem forma, um retrato da imagem de Shirdi Sai apareceu.

 

Que significa? Significa que uma pedra não é exatamente uma pedra; significa que não é uma matéria sem forma, estática, inanimada. É algo muito importante, mais do que isso. Uma pedra podia tornar-se num ídolo. Significa que uma pedra pode parecer externamente sem vida para você e para mim, mas há uma consciência latente dentro da pedra. Há uma Divindade dentro da pedra que Baba manifestou quando o fotógrafo fotografou e conseguiu uma imagem de Shirdi Sai de uma pedra.

 

Assim, a matéria não é só matéria, como parece ser. Há uma Divindade dentro dela; há uma Divindade no seu interior. Por exemplo, cada templo tem um ídolo feito de pedra dentro do sanctum sanctorum; mas isso é uma pedra? Se fosse uma simples pedra, por que você deveria ir a um templo? Por quê? Não! Não é uma imagem feita de pedra; é algo mais do que isso. Há uma Divindade lá dentro. A matéria mineral, como a pedra, a dinamite ou o que quer que você possa chamar, não é a matéria passiva, estática, inanimada. Há uma Divindade dentro. Isso pertence a nossa família.

 

A matéria mineral pertence a nossa família. A Divindade em você é muito igual à Divindade dentro de uma pedra; mas numa pedra a Divindade é latente, visto que a Divindade é mais expressa, mais manifesta no ser humano. Portanto, é uma pergunta da magnitude da manifestação, ela é somente uma pergunta da medida da expressão; mas a Divindade é exatamente a mesma. Assim a qualidade é a mesma; há somente uma diferença quantitativa.

 

Assim, quando eu digo que pertencemos a uma família, Vasudaika Kutumbakam, nossos primeiros membros dela são as pedras, montanhas, montes, areias, vales, todo o planeta - estas são partes de nossa família. Nós os adoramos, os veneramos, e uma vez que são perturbados, conduz ao desequilíbrio na natureza.

 

A TERRA PERTENCE A NOSSA FAMÍLIA

 

O segundo membro de nossa família é o planeta Terra. A Terra pertence a nossa família. Se você a negligenciar, um vácuo é criado dentro da terra, e este vácuo conduz aos terremotos. Os tremores do terremoto são devido aos desequilíbrios planetários. Nós devemos considerar a Terra como um membro de nossa própria família. Não devemos negligenciá-la; não devemos explorá-la. Devemos reverenciá-la, respeitá-la, e sermos gratos a ela. Por conseguinte, se faz referência a ela como a Mãe Terra, Bhu Mata.

 

Pessoas rendem culto à Terra em momentos de uma cerimônia de escavação. Adoramos a terra antes de começar a escavá-la, antes de escavar profundamente o bastante para instalar a fundação, geralmente chamamos de cerimônia de colocação da primeira pedra. Você reza de modo que, como você escava bastante profundamente, a Mãe Terra seja misericordiosa com você; você está expressando sua reverência e respeito à Mãe Terra. Assim, a terra não é uma coisa inanimada; está vivendo e conseqüentemente você a adora.

 

É somente fora da terra que você colhe os grãos. Você usa a terra para o cultivo; você extrai minérios, metais, diamantes, ouro etc. fora desta terra. É muito preciosa. Sem terra não temos nenhum lugar onde viver. Ela é o lugar que nos oferece terreno suficiente para que nós possamos nos mover e construir nossas casas. Assim, a terra pertence a nossa família.

 

Muito tempo atrás, em Brindavan, Swami escolheu algumas pedras e começou a brincar com elas. Deslocando de uma mão para a outra, as pedras se materializaram num papagaio - um papagaio saído das pedras! Ele começou a voar. Está registrado. Você pode transformar uma pedra em papagaio? Para Baba é possível; não é possível para você e para mim. Nós podemos transformar um papagaio em pedra, porém não o inverso, mas Ele fez aquilo. Por quê? Porque Ele pode fazer com que a Divindade dentro da pedra se manifeste, expressa na forma de um papagaio -- a Divindade expressa. Meus amigos, pensem apenas nisto!

 

AS PLANTAS PERTENCEM A NOSSA FAMÍLIA

Nosso próximo membro nesta família vem a ser as plantas. As plantas pertencem também a nossa família. Por quê? Porque nos dão os frutos. As árvores carregam frutos e estas árvores oferecem o alimento para todos nós. Os vegetarianos consomem vegetais e os produtos das plantas, enquanto que os não-vegetarianos dependem das plantas indiretamente. Basicamente, entretanto, somos todos vegetarianos; alguns são diretos e alguns são indiretos: Um não-vegetariano consome produtos animais, mas antes esses animais se alimentam das plantas. Assim, todos são vegetarianos - alguns são diretos, outros são indiretos, isso é tudo.

 

Sem plantas, não temos nenhum alimento, não temos nenhuma energia. As plantas extraem a energia da luz solar e preparam o alimento nutritivo, que então nós comemos – comida preparada. As plantas pertencem a nossa família. Nossas energia e saúde dependem das plantas.

 

Swami chamou seu ashram em Bangalore de Brindavan. Ele não o chamou mydaan, terreno plano, não, Brindavan. Chamou sua residência em Ooty como Nandanavanam. Ele ama jardins, Ele ama plantas, e Ele ama flores, particularmente em Brindavan, onde construiu Seu `Trayee Brindavan', um prédio rodeado por um jardim bonito com belíssimas flores.

 

Quando Swami desce pela manhã para conceder o darshan a seus devotos em torno das 7:00h e 7:30h, é uma vista para os deuses. As flores dançam, balançando dum lado ao outro, tocadas pelo vento; os gramados são tão bonitos, como se um tapete verde estivesse espalhado em toda volta. Você encontra os patos agitando suas asas, os cervos dançando e correndo, vindo perto de Swami, pássaros voando; você encontra pavões dançando - o darshan da manhã é um espetáculo para os deuses! Toda a natureza celebra regozijada o darshan do Criador. A criação dá as boas-vindas ao Criador, de todo coração, uma grande saudação amável, bonita, de gala, natural.

 

Uma boas-vindas silenciosa é uma boas-vindas eloqüente. Uma saudação eloqüente é simplesmente aquela de palavras vazias, sem sentido; mas uma saudação que é silenciosa é profunda. Uma boas-vindas carregada de silêncio é profunda porque a língua entre dois amantes é silêncio. O silêncio é eloqüente; sem falar eles se comunicam entre si. Isso é romance. A criação é romântica com o Criador nas profundezas do silêncio.

 

A NATUREZA É PARTE DE NOSSA FAMÍLIA

Swami começou olhando ambos os lados, descendo lentamente. Recordo muito bem, um dia, Swami veio perto e disse: “Você tem se dado conta?

 

Eu não compreendi o que significava. “Você se deu conta de alguém muito importante?” Foi assim que compreendi: ”Você observou a multidão?” Foi assim que compreendi. “Você observou algum carro novinho no caminho?” Foi assim que entendi. Mas algum bom senso prevaleceu sobre mim para não abrir minha boca, que é uma coisa muito rara que acontece em minha vida (Risos)! Eu apenas sorri e mantive-me quieto.

 

Baba disse: “Olhe, olhe aqueles pássaros, como estão felizes voando! Olhe aqueles patos, como suavemente, ordenadamente, delicadamente, majestosamente, lentamente, belamente estão andando. Prestar atenção ao pavão, quão belo está dançando. A natureza inteira está se regozijando no darshan de Swami, mas…

 

Mas… então pensei que algo estava vindo.

 

“Mas,” Baba disse: “vocês, companheiros, andam com uma cara como se tivesse tomado óleo de rícino!” Enquanto a natureza sorri, enquanto a natureza se regozija, nós mostramos uma expressão séria de óleo de rícino, mesmo no momento do darshan! É realmente trágica, realmente trágica, e muito infeliz!

 

O que quero chamar sua atenção é para que a Natureza é parte de nossa família. Quando aprendemos a apreciar a beleza da Natureza, podemos apreciar nossa vida muito melhor do que antes. Quando olhamos as flores, quando olhamos as folhas, os pavões, os cervos e os pássaros, amamos mais a vida. Portanto, eles pertencem a nossa família. Quando negligenciamos alguns membros de nossa família, bem, não haverá felicidade total. Não haverá uma felicidade completa porque nós negligenciamos alguns membros de nossa família.

 

Deixe-nos não negligenciar as plantas que pertencem a nossa família. As plantas são muito importantes. Na época do Natal, vocês encontram uma árvore de Natal especialmente trazida e decorada. Foi Krishna quem se instalou em Brindavan, o jardim. Os Santos gastam seu tempo nas florestas, cheias das árvores. Os Santos jamais se estabelecem em cidades agitadas como Los Angeles ou Chicago, em meio ao rumor e ao ruído ensurdecedor. Vivem nas florestas que estão cheias das árvores ao redor e nos vales. As árvores são associadas com os santos porque fornecem abrigo; fornecem suficiente área para a meditação e a contemplação – são tão bonitas. Eles, também, pertencem a nossa família.

 

AS PLANTAS nos FALAM

Quando cortamos todas as árvores em determinados locais, em nome do desmatamento, a fim de se construirem represas e edifícios palacianos, o que acontece? A atmosfera inteira se aquece, começa a temperatura a subir. Isso é o que chamamos “aquecimento global” ou o “efeito estufa”. Quando há um aquecimento global, conduz a deterioração da saúde da humanidade. Leva às doenças severas como o câncer - devido ao aquecimento global. Temos negligenciado os membros de nossa família, o mundo das plantas.

 

Quando Swami vem para perto de uma flor, como Ele olha para ela! Não permitirá que ninguém arranque a flor da planta. Não permitirá que qualquer um faça aquilo. Uma vez, me recordo muito bem quando uma pessoa arrancou uma flor de uma planta. Swami ficou altamente perturbado. Deu-lhe tal repreensão de modo que não o fizesse outra vez em sua vida! Uma flor, quando nasce numa planta, parece mais bonita quando não é retirada dela.

 

As plantas nos falam. Você pode falar com as plantas. Como pode fazê-lo? Quando você olha as plantas com toda a bondade, com toda a consideração, elas florescem mais cedo do que as plantas que são negligenciadas. Enchem-se de flores totalmente, comparadas com aquelas plantas que são desprezadas. Assim, há uma comunicação silenciosa entre plantas e a sociedade humana. As palavras não faladas são mais significativas do que as expressões faladas. As plantas pertencem a nossa família.

 

 

A ÁRVORE É DEUS

Acredite-me ou não, em Brindavan havia uma árvore enorme em torno da qual foi construído um barracão, que se chama “Sai Ram Shed”, vocês recordam? Swami costumava sentar-se sob essa árvore. Para mim, aquilo era mais bonito do que o Salão Sai Ramesh é hoje. Não encontro beleza alguma naquilo. Desculpe; é puramente pessoal, somente pessoal. Quando Swami costumava se sentar sob a árvore em Sua cadeira, era tão bonito. Quando esta estrutura atual estava sendo construída, essa árvore teve que ser removida. Devido ao seu tamanho enorme, não se podia cortá-la de uma vez. Para começar, iniciaram a cortar primeiramente seus galhos.

 

Quando tinham eliminado seus galhos, eu estava lá em Brindavan naquele momento; você pode verificar isto lá com alguns irmãos Seva Dal.  Uma vez concluído o corte dos galhos, eles podiam ver o rosto de Swami – vocês podem verificar isto. Eles podiam ver o rosto de Swami ao final do corte dos galhos! Não ousaram cortar outro galho. As pessoas não puderam dormir por alguns dias; enquanto durou a imagem do rosto.

 

Naquele tempo, o zelador de Brindavan era Ramabrahmam. Ele mandou uma mensagem a Bhagavan: “O que fazemos agora? Devemos cortar a árvore ou não?

 

Então Swami disse: “Não se preocupe, não se preocupe, você pode prosseguir a partir de amanhã.

 

No dia seguinte, não viram o rosto de Swami nos cortes dos galhos, assim eles puderam prosseguir com a total retirada das raízes da árvore.

 

Agora me veio à razão porque narrei este incidente. Quando você vê o rosto de Swami no corte dos galhos, é que é uma árvore simples? É aquela uma árvore simples, carregando galhos e folhas, frutas e flores? Não, é Divina, ela é Divina. A árvore é Deus. Aquela é a razão porque no Bhagavad Gita o corpo humano é comparado a uma árvore pelo nome de Aswatha.

 

Urdhva-mulam Adhah-sakham Ashvattham Prahur Avyayam.”

 

O corpo é Aswatham. É comparado a um vruksha, Aswatha.

 

PÉTALA para UM DIAMANTE

Recordo também um outro incidente. Swami arrancou uma flor, uma flor amarela, que parecia com um crisântemo, ou uma dália. Brindavan está cheio de crisântemos.

 

Swami escolheu uma flor e chamou-me. “Venha aqui. O que é?” Perguntou-me.

 

“Flor, Swami”.

 

“Oh, oh”, então removeu algumas pétalas. “O que são elas?”

 

Ah! Qualquer um saberá, mas só para brincar comigo em público, perguntou-me: “O que são elas?” Tudo bem, quando sou um objeto de diversão para todos, por que não? Sim. Dizemos: “Swami, quero ser um instrumento em Suas mãos.” Assim, deixe este instrumento ser um instrumento engraçado em Suas mãos! Por que não? O instrumento não tem nenhuma escolha!

 

“Tudo bem, Swami. São pétalas,” disse.

 

“O que são elas?”

 

“São pétalas.”

 

“Oh, oh! Você é um estudante de botânica, eu sei,” Ele disse. Então começou a brincar com as pétalas. Soprou ar nelas. Todas as cinco ou dez pétalas foram transformadas em um anel de diamante!

 

“O que é isto agora?” Ele perguntou.

 

Devo dizer pétalas ou anel? Eu disse pétalas antes. Agora devo dizer anel? Não posso dizer isso.

 

Assim eu disse, “eram pétalas; agora é um anel.” (Risos) “Era um grupo de pétalas; agora é um anel, Swami.

 

Então, Swami disse: “Dê esse anel a um cavalheiro com nome de Dr. Kakade, que escreveu o livro, “De Shirdi a Parthi.”

 

Agora, eram aquelas pétalas, pétalas? Era aquele anel, um anel? Não, pétalas ou um anel ou uma pedra, são todos Divinos. Aquela é a razão porque concluo que também pertencem a nossa família.

 

Nos tempos de Shirdi, Shirdi Baba construiu um jardim, um jardim de lendi. Os Avatares estão sempre buscando jardins, sempre buscando flores e árvores. Eles pertencem a nossa família. Quaisquer danos que se inflija aos membros da nossa família, cortando árvores, danificarão nossa saúde, danificarão nossas vidas. Assim, o mundo das plantas também nos pertence.

 

OS ANIMAIS PERTENCEM A NOSSA FAMÍLIA

 

O membro seguinte de nossa família é o mundo animal. A matéria mineral pertence a nossa família. As plantas pertencem a nossa família. Os animais pertencem também a nossa família. Animais? Sim, por que não? Às vezes, nos comportamos muito pior do que um animal! Sim, os macacos são muito melhores; as formigas são muito melhores. Às vezes, cada animal pode ter uma qualidade má. Se estou chamando de maus animais então nós seres humanos somos uma coleção ou um museu de maus hábitos. Por que não? Um animal se sentirá insultado se chamarmos qualquer um de homem, “Você é um asno.” O asno que está lá dirá, “Não diga asno! Eu sou muito melhor do que ele!” (Risos)

 

Assim, os animais pertencem a nossa família. Por que digo isso? Há muitos anos, como registrado no livro escrito por Howard Murphet, Swami estava perto dos montes Hartley, muito perto de Madanapalli no distrito de Chittoor em Andhra Pradesh. Madanapalli no distrito de Chittoor é muito famosa por duas razões: pelos devotos de Sai é importante porque Bhagavan permaneceu lá, e em segundo lugar, há um lugar pelo nome de Vale de Rishi onde J Krishnamurti fundou uma escola. J Krishnamurti é conhecido também como JK. Eu não sei quantos de vocês ouviram seu nome. J Krishnamurti, JK, é um grande filósofo, um grande pensador deste século, conhecido em pelo menos 70 países. JK é um dos maiores intelectuais de nossas épocas. Ler JK, e compreendê-lo, requer que tenhamos alguma formação e competência.

 

Não me entenda mal e nem pense que estou tentando fazer alguma propaganda. Sou receptivo a todos. Quando todas as janelas estão abertas, o ar pode fluir de todos os lados, desse modo temos bastante ventilação. É nesse contexto que me refiro ao nome de JK. Um grande homem, educado por Annie Besant, passou a maior parte de sua vida no Reino Unido. Falou inglês bem melhor do que muitas pessoas britânicas, e foi um homem de extrema simplicidade. Para ler a literatura de JK, bem, você deve ter essa elegibilidade. Não são todos que podem ler seu trabalho; todos não podem compreendê-lo porque era um homem de profundidade.

 

Permaneceu em Madras num lugar chamado de Vasantha Vihar, Adayar, em frente da Sociedade Teosófica. Estive lá e o escutei falar. Era baixo, delgado, elegante, bem parecido, tão brilhante, de tez luminosa como o ouro, cabelo branco sedoso, vestia uma longa kurtha, ele saiu de sua residência com mãos unidas. Falava suave, silenciosa e delicadamente como a brisa da manhã durante o alvorecer. O discurso inteiro era como uma canção de ninar. Eu realmente o apreciei. Narro isto por causa da escola que começou em Madanapalli no distrito de Chittoor.

 

OBRIGADO

Bhagavan foi a esse mesmo distrito, mas Bhagavan permaneceu próximo dos Montes Hartley. Swami permaneceu lá no alto das montanhas. Enquanto retornava dos Montes Hartley, Swami chegou muito perto de um búfalo, deu-lhe uma palmada na parte traseira e disse: “Obrigado, obrigado.

 

Todos começaram a pensar: “Alguns companheiros não agradecem a outros companheiros; mas aqui está Swami, agradecendo a um búfalo!” As pessoas começaram a querer saber por que Swami estava agradecendo a um búfalo.

 

Swami voltou-se para todos e disse: “Este búfalo trouxe água do subsolo para o topo da montanha todos os dias. Potes e mais potes de água potável são supridos por este búfalo a cada dia. Por isso, o estou agradecendo.

 

 

viagem À ÁFRICA Oriental

Assim, os animais pertencem também a nossa família. Swami fala fascinado sobre Sua viagem à África Oriental. Quando Swami fala sobre Sua viagem à África Oriental, é muito interessante. Naturalmente, as pessoas, como eu, começam a se assustar. Ele fala sobre os leões e elefantes que viu; fala sobre os tigres que passam perto como cães de rua daqui. Swami fala também de Seu passeio sentado nas costas de um elefante.

 

“Ah, Swami, Seu relato me amedronta; sem falar sequer da visão direta daqueles animais selvagens!”

 

Ele fala assim belamente sobre aqueles animais selvagens na floresta. Swami disse: “Eles não causam nenhum dano; eles são tão agradáveis, eles simplesmente passam ao largo.” Oh, deixem-nos ir por favor! (Risos)

 

Falou tão belamente sobre a girafa que dobrou sua cabeça para frente através da janela aberta do carro, tocando em Suas costas. Ah, ah, ah, ah, isso é bastante, é bastante! Ele descreveu todas as girafas, leões e elefantes ao longo do caminho. Baba disse que eles também são membros de nossa família. Eles não os prejudicam. Mas uma vez que você quer prejudicá-los, você estará acabado! Swami estava muito feliz lá.

 

Foi no ano de 1989; Swami tinha ido a uma floresta muito perto de Mysore – a floresta de Bandipur. Levou um grupo de estudantes junto com Ele. Veio a mim e disse: “Você fica aqui.” Por que devo eu ficar aqui?

 

Ele disse: “Sr. Anil Kumar, haverá alguns animais selvagens lá. Eu sei, eu o conheço, assim é melhor você permanecer com algumas pessoas aqui. Descanse aqui. A cozinha está sempre pronta. Sempre que você sentir como se estivesse bebendo uma xícara de café, você poderá tê-la.” (Risos)

 

Swami foi e começou relatando tudo que viu pelo caminho. Ele se sente muito perto daqueles animais. Isso é porque em Brindavan temos muitos pássaros, muitos macacos. De repente, quando os macacos começam a saltar, os meninos olham para cima. Swami olhará para cima e dirá: “Seus próprios irmãos estão lhes chamando irmãos!” (Risos)

 

JAck E JILL

Porque, na vida de Swami, você deve também ter ouvido sobre um episódio em que seus próprios colegas de escola, Ramesh e Suresh, tiveram seus nascimentos subseqüentes como cães a fim de estar próximo a Swami. Swami deu-lhes os nomes de `Jack e Jill'. Ambos os cães estavam com Swami em Brindavan, e Swami relatou que eram nada menos que seus dois colegas de classe, Ramesh e Suresh. Swami disse isto, vocês sabem disso? Aqueles dois cães estavam todo o tempo sentados perto Dele.

 

Você deve conhecer esse episódio. Um cão, ao mostrar o caminho para Puttaparthi, morreu repentinamente ao ser atropelado por um carro. O motorista sem querer passou pela parte traseira deste cão. O cão se arrastou como pôde, latindo até chegar a Swami e colocou sua cabeça sobre os Pés de Sai. Olhando para Seu rosto, o cão respirou pela última vez.

 

O outro cão não pode suportar a separação e morreu tempos depois. Swami construiu um túmulo em Brindavan em memória destes dois cães.

 

Assim, os animais pertencem a nossa família. Os animais não são inferiores; eles nos pertencem. Eles são também membros desta família, Vasudaika Kutumbakam.

 

OS DEUSES TÊM os ANIMAIS COMO seus VEÍCULOS

Você deve ter ouvido falar de Ramana Maharshi de Thiruvannamalai. Os esquilos corriam por todo o corpo de Ramana Maharshi. Algumas vacas viviam na vizinhança e Swami deu-lhes nomes. Deu o nome de Lakshmi a uma vaca. “Lakshmi, Lakshmi!” Ele podia falar com essa vaca. (Sendo que nós não sabemos falar com nossos semelhantes, Ele podia falar com as vacas!) Construiu um túmulo em memória dessa vaca, Lakshmi, após sua morte. Ramana Maharshi amou pássaros, esquilos e vacas. Poderia conversar livremente com eles. Eles pertencem a nossa família.

 

Você encontra Jesus sempre carregando um cordeiro. Os animais pertencem a nossa família, Vasudaika Kutumbakam. O Senhor dos Sete Montes, Venkatesha em Tirupathi, onde os Sete Montes são adorados. Sabari Malai, a morada de Ayyapan - também essa montanha é adorada.

 

Qual é o Divino veiculo de Sri Maha Vishnu? Garuda – um pássaro. Qual é o veículo de Ganesha? Um rato. Qual é o veículo do Senhor Shiva? O touro. Qual é o veículo de Durga? Um leão. Assim, todos os deuses têm os animais como meios de transporte e é assim também que os animais pertencem a nossa família.

 

 

os DIVERTIMENTOs podem ser  UMA TORTURA

Naqueles dias, quando não havia nenhuma facilidade de transporte, as pessoas viajavam em carros de boi para alcançar Puttaparthi, atravessando as areias que se estendiam desde Bukkapatnam até aqui.

 

Swami dizia-lhes: “Desçam! Desçam! Deixem que o carro de boi se mova livremente. Não se sentem lá. Por causa da areia, aqueles touros têm que se esforçar duramente para puxar o carro.” Não. Não. Não. Ele vê vida neles, enquanto vemos vida em nosso próprio conforto. Deixem este “touro” ser carregado por um outro touro. Esse alguém que se senta no carro é um touro e quer ser dirigido por um outro touro!

 

Eu recordo também muito bem alguns anos atrás, os estudantes de Brindavan trouxeram cavalos para o dia anual de esporte. Eles queriam fazer acrobacias nos cavalos na frente de Swami. Eles, com o apoio da polícia, trouxeram cavalos de Mysore. A polícia lhes deu treinamento em como montar a cavalos.

 

Os meninos são meninos, como vocês sabem. Gostam de andar a cavalo, de saltar e tudo isso – todos os malabarismos a cavalo. Swami estava lá naqueles dais. Pensaram que Swami estaria muito encantado e apreciaria as acrobacias. Eu estava lá na plataforma. Mas Swami não estava feliz. Os meninos estavam felizes; a audiência estava feliz, aplaudindo, quando os cavalos estavam saltando. Os cavalos estavam saltando através dos obstáculos pelo caminho! Tão bonito! Mas Swami não estava feliz. Por quê?

 

De repente, Swami fez um comentário. Ao saltar sobre os obstáculos, os estudantes tiveram que chicotear o cavalo. Quando estavam chicoteando, Swami estava se sentindo muito mal. E, além disso, era aproximadamente 11 horas na manhã. Estava quente e os cavalos estavam suando terrivelmente quando os meninos os chicoteavam.

 

Swami disse: “eu não gosto disso! Eu não gosto disso!” De repente, Ele levantou-se e deixou a plataforma. O que era um motivo de divertimento para os meninos, era tortura para Swami. O que era motivo para muitos aplausos e gritos de alegria da audiência estava incomodando a Bhagavan. Ele não gostou daquilo. Assim, os animais não são simplesmente animais. Pertencem a nossa família e merecem ser tratados como tal.

 

OS ANIMAIS SÃO DIVINOs

Uma vez Sai Baba de Shirdi disse a uma senhora: “eu virei a sua casa amanhã para o almoço.” Mas Ele não veio na hora marcada. Assim, à noite, essa senhora veio até Ele e disse-lhe: “Swami, você não veio! Você prometeu que viria. Eu tinha todos os doces prontos.

 

Swami disse: “Não. Eu vim.

 

“Não, Swami, você não veio.”

 

Então, Swami mostrou-lhe Suas costas, revelando listras pretas. Swami riu e disse: “Eu vim na forma de um cão, mas você bateu-me. Veja as listras nas minhas costas!

 

Assim, Sai Baba de Shirdi disse que viria para o almoço, e então Ele mostrou as listras nas suas costas. Quando o cão foi batido, as listras, as marcas foram vistas nas costas de Shirdi Bhagavan. Isto significa que Ele era o cão. Sim, o que você diz agora? Quando o cão foi açoitado nas suas costas, Shirdi Baba mostrou as marcas nas suas costas.

 

Assim, os animais são só animais? Não, eles são Divinos. Pertencem a nossa família. Não podemos negligenciá-los; nós temos que cuidar deles.

 

 

VERSOS Do BHAGAVAD gita

Para sua referência, vou ler partes do Bhagavad Gita, meus amigos. Não vou ler tudo porque sei que sânscrito não é conhecido por todos, incluindo a mim. Assim, eu dar-lhes-ei apenas as referências.

 

O quinto capítulo, 18o sloka, diz claramente que o mesmo Deus está presente num estudante, num cão e num elefante.

 

O sexto capítulo, 32o sloka, diz claramente que se você tiver o mesmo sentimento que tem para com você mesmo pelos outros também, isso é espiritualidade. Apenas porque você sente mágoa quando qualquer coisa lhe acontece, se você tiver o mesmo sentimento para com os outros, isso é espiritualidade. O que fere você feriria igualmente o outro. O que dói em você doeria igualmente nos outros. Isto é o que é necessário para um homem espiritual.

 

Sexto capítulo, 9o sloka: o espírito da igualdade, o espírito da equanimidade através de toda criação, é religião verdadeira.

 

Décimo quarto capítulo, 24o sloka: esse espírito de igualdade no prazer e na dor é religião.

 

Vigésimo capítulo, 18o verso: sua mesma reação para um inimigo e um amigo é a qualidade de um devoto.

 

O sexto capítulo, 29o verso, explica claramente que há Deus em cada criatura, em cada ser.

 

Sexto capítulo, 19o verso: A menos que você tenha a graça de Deus, você não experimentará essa consciência da Divindade em todos.

 

Sétimo capítulo, 7o verso: Apenas como uma linha que amarra as flores, para formar uma guirlanda, assim a Divindade é a linha ou o acessório. A Divindade é Essa que traz a criação inteira junta, fazendo uma guirlanda bonita que adorna o pescoço do Criador.

 

O sétimo capítulo, 19o verso, diz claramente que o conhecimento real é a consciência da Divindade na criação inteira.

 

O décimo oitavo capítulo, 20o verso, diz que o conhecimento verdadeiro é aquele que lhe ajuda a estar ciente da Divindade em toda a criação.

 

Eu lhes digo que estas são todas as partes que coletei do Bhagavad Gita as quais nos dizem que Deus está presente em toda parte.

 

Por outro lado, há um capítulo intitulado Vibhuthi Yoga, onde claramente Deus explica: “Eu sou aquele, Eu sou este.” No Vibhuthi Yoga, diz, “Eu sou o sol; Eu sou a montanha Himalaia; Eu sou a lua; Eu sou o Tempo; Eu sou o leão; Eu sou o pássaro; Eu sou Margaseera – o nome de um determinado mês no  calendário anual; Eu sou a primavera entre as estações; Eu sou o fogo; Eu sou a montanha; Eu sou a árvore; Eu sou o cavalo; Eu sou a serpente; Eu sou o vento; Eu sou o crocodilo; Eu sou o Ganges.”

 

Alguns podem estar querendo saber: “Por que este homem está falando sobre plantas, animais, planetas, Bhagavad Gita, onde Ele diz: `Eu sou aquele e este,' e que não?”

 

O ponto é que a criação inteira é uma Divindade cósmica, uma família orgânica.

 

POEMA DE BABA

 

O que Baba diz no poema?

 

Sukalaneau Brahma, Suryaundu Brahma.

Chandrudandalu Brahma, Jalamu Brahma.

 

Sukalaneau Brahma.

As estrelas são Divinas.

 

Suryaundu Brahma.

O Sol é Deus.

 

Chandrudandalu Brahma.

A Lua é Deus.

 

Jalamu Brahma.

A Água é Deus.

 

Sorgamanamu Brahma, Vaikuntam Athi Brahma.

O Céu é Deus.

 

Thalliu Brahma, Thandri Brahma.

Mãe é Deus, Pai é Deus.

 

Bhagyam Mananu Brahma, Vallabyam Adi Brahma.

Jevarasulu Brahma, Jeeveyu Brahma.

Jevarasulu Brahma, Jeeveyu Brahma.

Todas as criaturas viventes são Divinas.

O individuo é Brahma.

 

Puttingchuttathe Brahma, Pushingchutathe Brahma.

Gittingchuttathe Brahma, Grihini Brahma.

O Nascimento é Divino, A Morte é Divina.

A Dona de Casa é Divina, O Mestre é Divino.

 

Kaalam Anthayau Brahma, Ee Shrustri Brahma.

(Arre arre arre! Este é Baba!)

Kaalam Anthayau Brahma, Ee Shrustri Brahma.

O Tempo é Deus. Esta Criação é Deus.

 

Prakruthianthayum Brahma, Aashakthiyu Brahma.

Prakruthianthayum Brahma, Aashakthiyu Brahma.

A Natureza é Divina. Esta Energia é Divina.

 

Sarvamunu Brahma, Ee Sabhayu Brahma.

Sathyamunu Delpu Baata Ee Saiye Maata,

Sathyamunu Delpu Baata Ee Saiye Maata.

 

Prakruthianthayum Brahma.

A Natureza é Brahma.

 

Sarvamunu Brahma.

O Universo Inteiro é Brahma.

 

Ee Sabhayu Brahma.

(Apontando para toda a congregação em Sai Kulwant Hall)

Toda a assembleia, toda a congregação é Divina.

 

Sathyamunu Delpu Baata Ee Saiye Maata.

Esta é a palavra de Bhagavan.

Esta é a verdade de Sathya Sai.

Swami explica a Divindade desta forma.

 

Baanudhechamukuntae Bassilnuchundunu,

Brilha mais luminosa que o sol,

 

Mansuthelupukante Mincheyundu Mansuthelupukante Mincheyundu,

Mais alva, mais luminosa que a neve branca,

 

Aaksayamuna Kandae Akkisukshamaiyndu,

Sarvajeevunalona Parveyundu.

 

Aaksayamuna Kandae Akkisukshamaiyndu,

Mais sutil e leve que o espaço.

 

Sarvajeevunalona Parveyundu.

Deus está presente em toda a criação, em todos os seres.

 

Paramathmane Ithi Paramavunu Laethu.

Não há nenhum átomo sem Divindade;

não há nenhum átomo sem Deus.

 

Anthata Nendi Thaan Antakundanundu.

 

Oh, oh! Aquelas pessoas que conhecem o télugo, por favor tolerem minha tradução inglesa. Na tradução, 50% da beleza do significado são perdidas. A tradução, apesar de tudo, é uma tradução. O télugo de Swami carrega com ele a beleza da língua.

 

Se eu tivesse que traduzir Shakespeare ao télugo, as pessoas inglesas assassinar-me-iam! (Risos) Se eu traduzir Milton ao télugo, você teria que levar a cabo meus últimos ritos funerários! (Risos) Assim, quando você traduz ao inglês, algum significado é perdido.

 

Paramathmane Ithi Paramavunu Laethu.

Anthata Nendi Thaan Antakundanundu.

Não há nenhum átomo sem Deus.

Embora Deus esteja presente em tudo,

Ele não está aderido.

 

A corrente está lá na lâmpada elétrica; mas a lâmpada elétrica não está lá na corrente. O microfone recebe o fluxo da eletricidade, mas o microfone não está lá na eletricidade. Esse é o significado de Anthata Nendi Thaan Antakundanundu.

 

Paramathma Santharshchaiya Baiva Vikaasamu,

Lokamu Moodintha Nelechiyundu.

 

Três quartos desta Divindade são responsáveis pelo funcionamento deste cosmos ou do universo.

 

Esta é a quintessência, a linha final, a culminância:

 

Brahmamandura Meeru Meelona Brahma.

Brahmamandura Meeru Meelona Brahma.

Meerae Brahmamdu Meerae Brahmamaiyu

Brahma Maiyulaku Meerae Brahmalaiyugathuru

Kaanea Kaanea

Mohaathikulakuta Kaanarairi

Mohaathikulakuta Kaanarairi

 

Uma outra vez:

 

Brahmamandura Meeru, Meelona Brahma.

Você está em Deus, Deus está em você.

 

Brahmamandura Meeru.

Você está em Deus.

 

Meelona Brahma.

Deus está em você.

 

Meerae Brahmamdu.

Você é Deus.

 

Assim, Deus está em você, você está em Deus e você é Deus.

 

Ai ....ai..... ai  ………ai, veja isso!

 

Brahmamameeraeayyu,

Sendo Deus você mesmo,

 

Brahma Maiyulaku Meerae Brahmalaiyugathuru.

Você não é outra coisa que Divino, nenhum outro senão Deus.

 

Mohaathikulakuta Kaanarairi.

Por causa deste apego, a essa identificação com o corpo, por causa deste nome e forma, você não pode compreender que você é Deus, que você é Divino.

 

Observe quão belamente Ele o expressa!

 

Uma vez Ele recitava este poema, e não pude traduzi-lo; ou pelo menos, eu não fiz assim. “Ah, ah, Swami, ah?” Eu hesitei.

 

Yenu matala, cheppu cheppu!”

 

“Diga, diga, diga” Ele ordenou.

 

“Swami, como devo traduzir um estilo poético tão bonito? Como farei justiça a língua tão bonita?

 

Cheppu, diga! Porque você diz, `Ah, ah, ah, por quê?' ”

 

Eu disse, “Swami, eu não sou uma máquina, eu não sou uma máquina. A língua que você está falando é minha lingüa materna. Aprecío a beleza da língua. Aprecío Sua conversa. Como posso traduzir mecanicamente, Swami?

 

Manjuthaiy. Mundu cheppu!”

 

“Está bem. Venha, você poderá apreciar mais tarde. Primeiramente, traduza.” (Risos) Primeiramente, termine seu trabalho, Ele disse.

 

Visvamandu Vebudu Veluguchudanu,

Visvamandu Vebudu Veluguchudanu.

Vebudiyandu Velugu Visvam Eppudu,

Vebudiyandu Velugu Visvam Eppudu.

 

Isso é o que o Swami diz.

 

Visvamandu Vebudu Veluguchudanu.

 

Toda esta luz, toda esta bem aventurança, todo este prazer não é outra que aquela de Deus. É somente a bem aventurança de Deus que experimentamos; é somente o resplendor de Deus que vemos.

 

Vebudiyandu Velugu Visvam Eppudu,

Vebudiyandu Velugu Visvam Eppudu.

 

A criação resplandece por causa de Deus, do contrário seria totalmente escura.

 

Vibudu Velugakonna Visvambu Veluguthu,

Vibudu Velugakonna Visvambu Veluguthu.

 

Sem Deus, não há nenhuma luz, não há suprimento

de energia.

 

Agora, o que acontece? É hora de deixar o lugar; está totalmente escuro.

 

Isso é o que o Swami disse.

 

 

os slokas sânscritos de SWAMI

Swami compôs também alguns slokas em sânscrito, os quais Ele entregou no ano 1973, durante o curso de verão.

 

Bhaskarae Bindae Bitham Daivam.

Lochanamachae Sukam Daivam.

 

Bhaskarae Bindae Bitham Daivam.

Nós pensamos que é o Sol que brilha, não. É a Divindade

no sol que é responsável pela luz.

 

Lochanamachae Sukam Daivam.

Com os olhos, você pode ver; não é o olho que vê.

É a Divindade no olho que vê.

 

Seethalakiranae Guptham Daivam.

O luar é assim fresco e recomfortante por

causa da Divindade.

 

Thrigunitha Bhuvanae Vyaptham Daivam. Bhaskarae Bindae, Bhaskarae Bindae Bitham Daivam.

Bem, bem, Swami!

Isto é sânscrito.

 

Thrigunitha Bhuvanae Vyaptham Daivam.

Todos os três mundos são impregnados pela Divindade.

 

Aakhash Shamala Gaathrum Daivam.

Taaraaravichise Neethram Daivam.

Vyapaka Mandala Hasitham Daivam.

Paraavaara Swedam Daivam.

Bhaskarae Bindae.

 

O espaço inteiro está cheio da Divindade.

Os planetas, as estrelas, a galáxia são todos Divinos.

 

Estes são todos versos em sânscrito compostos pelo próprio Bhagavan.

 

Conseqüentemente, meus amigos, o tema desta conversa da manhã é Vasudaika Kutumbakam: somos todos uma família. Na quintessência, em resumo, significa que há somente Um que se manifestou em muitos.

 

Que Um, nosso mais caro Bhagavan, o único, possa Ele estar com você para sempre e sempre! Sai Ram. (Aplausos)

 

            OM…OM…OM…

 

Asato Maa Sad Gamaya

Tamaso Maa Jyotir Gamaya

Mrtyormaa Amrtam Gamaya

 

Om Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

Loka Samastha Sukhino Bhavantu

               Om Shanti Shanti Shanti