5 de novembro de 2006

 

“O que Sai Baba disse sobre sua

Missão de Avatar”

 

OM…OM…OM…

Sai Ram

Com Pranams aos Pés de Lótus de Bhagavan,

Queridos Irmãos e Irmãs,

Na próxima semana, 12 de novembro, será o último dia do Akanda bhajan, as vinte e quatro horas de bhajans globais, que começa no dia anterior, 11 de novembro. Como acaba num domingo, não será possível nos encontrarmos na semana que vem. No dia 19 de novembro, é o Dia das Senhoras. Eu não sei se será possível nos encontrarmos. De repente, pode aparecer no quadro de avisos que nós temos um compromisso, ou pode ser cancelado. Não sabemos. Depois disso, só nos encontraremos no dia 26 de novembro, depois do aniversário de Bhagavan. Estava só pensando sobre o que eu poderia compartilhar com vocês nesta manhã.

 

Antes de entrar em detalhes, gostaria de compartilhar com vocês uma importante tentativa que eu tenho feito. Estou tentando classificar todas composições de Sai, todos os escritos de Sai, tema-sábio. Tome, por exemplo, o que Baba diz sobre os próprios escritos. O que Ele diz sobre Suas composições? Todos os Vahinis são escritos por Ele, e há certas canções que Ele compôs. O que Ele sente sobre os próprios escritos? O que Ele diz sobre os próprios poemas? O que Ele diz sobre a própria literatura? Qual é Sua estimativa dos Seus artigos?

 

Há um artigo com o título: Panchajanyam. O Panchjanyam é a concha do Senhor Krishna, e Krishna soprou essa concha na época da batalha de Kurukshetra. Então tudo que Baba fala é equivalente ao som da concha — panchajanya — do próprio Senhor Krishna. Sob esse título, todos os poemas e todas as composições de Swami são publicadas na forma de um artigo. A tradução inglesa está também disponível no website: saibabaofindia.com e saiwisdom.com. A website saiwisdom.com tem todas as nossas Conversas Dominicais (Sunday Talks), mas este artigo Panchajanyam também é encontrado lá.

 

Além disso, um segundo artigo, coincidindo com este Dia da Declaração do Avatar, que cai no dia 20 de outubro, está aí na website. Há também um terceiro artigo, que coincide com a celebração do Aniversário de Bhagavan. Então, gostaria de chamar sua atenção a todas as diferentes composições de Swami classificadas por temas. Elas estão sendo fornecidas aos leitores e visitantes da website, de modo que temos toda a informação da literatura Sai para a nossa própria leitura, para a nossa própria contemplação, sempre que desejarmos acessá-la.

 

DEVEMOS ESTAR FAMILIARIZADOS COM A MENSAGEM DE BABA

 

Esta manhã, eu gostaria de dedicar a respeito do que Baba diz sobre Sua missão de Avatar, porque, como começamos com as celebrações do Aniversário de Baba, é necessário que nos familiarizemos com Sua missão de Avatar. Não pode ser possível cobrir todos os pontos, nem é minha intenção fazer isso. Falarei somente sobre alguns.

 

Se estes pensamentos despertam algum interesse em você para estudar e colecionar estas jóias preciosas da literatura Sai, o propósito é compreendido. Inspirá-lo para ler os ensinamentos, fazê-lo reunir todo este conhecimento por si só — se isso acontecer, então me considero bem sucedido em minha tentativa, e meu desejo será cumprido.

 

Estamos sempre sabendo de histórias e passando por experiências. Sei da importância delas porque são verdadeiras. Ao mesmo tempo,  devemos conhecer as mensagens subjacentes aos ensinamentos de Bhagavan, que são muito importantes. Deixe-me compartilhar alguns destes pontos com vocês, seguindo esta linha de pensamento.

 

NÃO OLHAR PARA BABA COMO UM HOMEM DOS MILAGRES

 

Bhagavan disse: “Não me olhem como um homem dos milagres. Não estime minha Divindade em termos de milagres.” Este é o primeiro ponto para a conversa desta manhã. Você pode querer saber o porquê disso.   É que quando falamos em Bhagavan, o mais comum é discutirmos os milagres.

 

Um dia desses, encontrei alguns amigos e eles disseram, “Anil Kumar, conta-nos algumas histórias.

 

Então, eu disse-lhes: “Você pensa que eu sou um contador de histórias, como uma avó? (Risos) Ou você pensa que são todas somente meros contos? Não. Existem fatos. Há fatos reais, não são somente meras histórias. Uma história pode ser ficção; as histórias podem ser tramadas; as histórias podem ser controladas ou manipuladas; as histórias podem ser geradas ou criadas. Eu não sou um contador de história nesse sentido.

 

Isso foi o que lhes disse diretamente. Assim, meus amigos, a maioria de nós considera Deus como um homem de milagres. Não temos nenhuma idéia do que venha a ser um milagre. Quando obtemos o que quer que queiramos, pensamos que é um milagre. Isso não é necessariamente assim. A falha é um milagre. O nascimento é um milagre; a morte é igualmente um milagre. A vitória é um milagre; a derrota é também um milagre. O que consideramos o positivo pode não ser positivo todas as vezes. Pode terminar negativamente no curso devido do tempo.

 

Alimentar-me é positivo. Mas pode conduzir a uma indigestão amanhã, que é negativo. Eu ganho muito dinheiro - positivo. Eu me transformo mais tarde em um homem cheio de vícios. Fico doente - negativo. Mas foi esta tal doença que me trouxe para perto de Swami. Então, o que é positivo e o que é negativo? Nada. É somente uma questão de tempo. Aquele que parece ser conveniente em um determinado período de tempo pode se transformar mais tarde em alguém inconveniente.

 

NOSSO CONCEITO DE MILAGRE DEVE MUDAR

 

Sendo assim, nossa idéia sobre milagres deve mudar. Sempre que eu inspiro e expiro, eu considero que é um milagre. O sangue que circula é um milagre. As batidas do coração; isso também é um milagre. Entretanto, quero controlar meus pensamentos, os quais eu não consigo. A mente é sempre cheia de pensamentos. A mente transformou-se num mercado de pensamentos. Isso é um milagre. Eu quero controlar isso, mas não consigo... é milagre dos milagres. Eu quero fazer algo a partir deste aniversário. Eu quero começar algum sadhana a partir deste aniversário. Embora esta decisão esteja sendo feita a cada aniversário, nenhum deles foi executado até agora. Isso é um milagre.

 

Bhagavan teve muitos Avatares no passado... muitos, muitos Avatares. Este é o último Avatar - Sri Sathya Sai Baba. Apesar dos nascimentos repetidos, Deus não pode mudar-nos. Isso é um milagre. Eu permaneço o mesmo. Deus pode vir e pode ir, mas eu permaneço no mesmo estado de imperfeição. Isso é um milagre. Conseqüentemente, nosso conceito de milagres deve mudar. Esse é o que Bhagavan disse, “Não veja Deus como um negociante de milagres. Eu não sou o homem dos milagres.”.

 

O milagre dos milagres é vir para conhecê-Lo. O milagre é vê-Lo. O milagre é ouvir sobre Ele, ler sobre Ele, cantar sua glória, participar em seu satsang e para compartilhar uns com os outros de nossas experiências. Isso é um milagre. Isso é o que temos que fazer e não como um acontecimento, não como uma situação, não como um evento que mude segundo nossa escolha ou qualquer outra coisa semelhante.

 

A TRANSFORMAÇÃO NA NOSSA ATITUDE É UM MILAGRE

 

Qualquer coisa relacionada a Deus - palavra, pensamento ou ação, ou serviço, ou música ou dança, ou leitura ou qualquer uma dessas coisas, são um milagre. Por quê? Porque no tempo presente, quando a própria vida é auto-centrada, quando as pessoas são altamente presunçosas, altamente orgulhosas, altamente egoístas, não é um milagre saber que nós não somos ninguém? Não é um milagre saber que nós não somos nada? Não é um milagre saber que sou uma gota no oceano? Não é um milagre que eu não tenha mais desejos? Não é um milagre que eu não esteja perturbado se Swami olha para mim ou não? Não é um milagre que eu não fique perturbado se eu recebo um presente do Swami ou não? Considero tudo de forma casual.

 

Não é um milagre que eu não tenha mais tanto mau humor comparado ao que eu tinha antes? Não é um milagre que eu não tenha praticamente nenhum desejo comparado ao meu passado, quando estava cheio deles? Não é tudo isso o suficiente para ser considerado um milagre? Não é um milagre que eu não seja provocado tão facilmente como eu era no passado? Isso é um milagre, meus amigos. Em outras palavras, a transformação em nossas atitudes, em nossa vida, em nosso pensar, nos nossos relacionamentos e no nosso padrão da vida diária, é um milagre. Não deve ser considerado ou reduzido a um evento em um ano do calendário. Aquele que acontece de acordo com a nossa escolha ou preferência não é realmente um milagre. Eu mantenho esse ponto de vista.

 

OS MILAGRES ACONTECEM PARA TANSFORMÁ-LOS EM HOMENS DE DEUS

 

Assim, Bhagavan disse estas significativas palavras: “Não me olhe como o homem de milagres. Não. Eu não sou um homem de milagres.

 

“Sendo assim, Swami, então Você é o quê? E os milagres?”

 

Baba disse: “Todos estes milagres acontecem somente para transformá-los em homens de Deus”.

 

É por essa razão que os milagres nos acontecem - para nos direcionar a Deus. Bem, nós somos semelhantes a Deus? Eu não penso assim, porque somos mais externos. Queremos dizer a todos como devotado somos, listamos o número dos milagres que experimentamos, revelamos como nos sentimos grandes e quanto mais velhos somos, mais orgulhosos ficamos dos milagres exclusivos que nos aconteceram.

 

De fato, alguém me disse: “Sr. Anil Kumar, este anel me foi dado por Swami e não o deu a nenhum outro.” E daí? Um anel é um anel, e você está em um anel. Você deve compreender isso. (Risos) Você está quase cercado. Até nestes presentes Baba nos abençoa com eles, nós queremos também nos sentir egoístas, nos sentindo orgulhosos com isso.

 

Não se admire, Baba disse: “Estes milagres podem ser vistos como dispositivos.” Um dispositivo é uma técnica. Um dispositivo é um método. Um dispositivo é um plano. Para fazer uma criança ler, eu digo à criança: “Eu dar-lhe-ei chocolate Cadbury amanhã se você aprender estas lições decoradas, querida, certo?” A criança então se levanta e começa a ler. Repetirá palavra por palavra e exigirá então: “onde está o chocolate?” Assim, o chocolate é um dispositivo para fazer a criança ler. Similarmente, os milagres são dispositivos para nos tornar formas de Deus. Não gastar uma vida toda com milagres... esperando milagres acontecerem como sendo a própria vida, já é, em geral, um milagre.

 

Um outro ponto que Baba comentou sobre milagres é que eles acontecem como uma expressão de Seu amor para com a humanidade. “Amo as pessoas, e estes milagres são expressões do Amor. Isso é tudo.” Isso é como nós temos que considerá-lo.

 

A MLEHOR MANEIRA PARA CONHECER BABA É CONHECER  SEU AMOR

 

“Swami, nós O compreendemos neste aspecto de apreciar Seus milagres, e compartilhando seus milagres com todos com quem encontramos. Então, qual seria a outra maneira de conhecê-LO?”

 

Baba disse: “Se você soubesse que há Amor, que Eu sou  Amor, que Eu estou cheio de Amor....se você soubesse disso, se você conhecesse um pouco desse Amor, isso, então, seria a melhor maneira de me conhecer. Se você quiser saber de qualquer coisa, se você quiser me conhecer em geral, a melhor maneira não é através do milagre. A melhor forma é saber que há Amor em mim, e que eu sou Amor.

 

”Conseqüentemente, meus amigos, a maneira de conhecer Baba é experimentar Seu Amor e estarmos convencidos de que Ele é a verdadeira personificação do Amor, em todas as situações, aconteça o que acontecer. Eu posso estar negligenciando; eu posso estar reconhecendo; eu posso estar elogiando ou eu posso estar responsabilizando. Eu posso ser olhado ou apontado... qualquer coisa pode acontecer. São todas as expressões do Amor. O amor não significa somente dar-nos os doces da cantina de North Indian, ou a distribuição da prasadam como foi feita esta manhã.

 

Às vezes, enfrentando a tortura, às vezes, gritando,  o derramamento de lágrimas é também um presente de Deus. Presente de Deus! Quando eu grito na agonia, eu me interiorizo. Quando eu sou infeliz, eu me examino. Assim, o auto-exame, a auto-avaliação, a introspecção, girando no íntimo e transformando-se nas formas de Deus acontecerão mais em momentos infelizes... nos momentos de tristeza e de pesar. Você não pensa então que isso é também um presente de Deus? Sim, por que não? Você não pensa que é também por causa do amor de Deus? Por que não? É sim.

 

O TRAJETO DE SAI É COMPREENDER QUE DEUS E EU SOMOS UM

 

O segundo ponto é este. Nós pedimos: “Swami, você poderia me mostrar a maneira de alcançá-Lo?”

 

Conhecê-lo é saber somente que Ele é amor, isso é tudo. Em seguida todos queremos conhecê-LO, “O que devo  fazer para alcançá-Lo? Como seguir o caminho de Sai? Devo  pegar o próximo vôo pela Indian Airlines para Bangalore e tomar um táxi? Qual é o trajeto de Sai? Qual é a forma para alcançá-Lo?”

 

 Baba deixou tudo muito claro: “O momento que você conceber que você e Eu somos um, você tomou o caminho correto.” Você e Eu somos um, mas é uma grande distância a percorrer. É mais fácil dizer do que fazer. É a única verdade. É a realidade correta. É o único objetivo e o destino apropriado.

 

Saber que eu sou Deus, saber que eu não sou diferente de Deus, experimentar a Divindade dentro de mim, representa o caminho de Sai. Este é o caminho de Sai que devemos seguir. Se considerarmos que Deus está em um lado do mar, e que nós estamos do outro lado, então temos que tomar um desvio. Você observa nas épocas das inundações, ou quando há um acidente, o trem toma uma outra rota - um desvio. Conhecemos também o desvio da atenção. Assim, temos que desviar nossa atenção se não estivermos indos pelo trajeto correto. O caminho correto, o caminho de Sai, foi-nos dado a compreender, “Eu sou Deus. Eu sou Sai. Ele e eu somos um.

 

COMO BABA NÃO DEVEMOS SER AFETADOS POR ELOGIO OU CENSURA

 

Para ilustrar apenas, para ser mais enfático e mais claro, me fazendo um pouco melhor compreendido, deixe-me colocar da seguinte forma: Se você elogiar muito Baba, Ele dirá: “Basta... Pare!” Se você Oo censurar, Ele permanecerá simplesmente o mesmo. Ele não é frustrado pela censura; não é exaltado pelo elogio. Ele permanece o mesmo.

 

Assim, quando eu digo: “Eu sou Deus”, eu devo ser como Ele, não me deixando afetar pelo elogio ou pela censura. Mas não somos assim. Por exemplo, deixe o elogio ou a censura de lado, se esse companheiro não disser, “Sai Ram”, para mim, bem, fico perturbado, porque estarei trazendo poucos simpatizantes para a minha associação. (Risos) Tenho um grande número de simpatizantes. Se alguém não me disser “Sai Ram” – Oh! um está indo embora! Como trazê-lo para mais perto de mim é meu sadhana espiritual. (Risos)

 

Veja a tragédia. Veja isto. Swami compreende tudo com equilíbrio, com um espírito de justiça. Se eu tiver esse espírito de equanimidade, então eu estou verdadeiramente mais perto de Deus.

 

E se fôssemos dizer a Swami: “Você fez isto e aquilo,” Swami também não gostaria de escutar isso.

 

Muitas vezes, Ele diz: “É meu dever fazer tudo isso para você. Eu sou sua mãe e seu pai. Eu tomo conta de você. Você não tem que me agradecer. Por que você diz isso?

 

Além disso, Ele disse: “Não há nenhuma propaganda cobrindo meus projetos e nenhuma publicidade.” Assim, se eu evitar a publicidade, se desencorajar a propaganda, se for também contrário ao reconhecimento de todos os meus simples atos, então eu estou mais perto de Deus.

 

Mas nós não somos desta forma. Por exemplo, veja o que eu digo a meus jovens amigos na faculdade. Para cada simples coisinha, virão a mim e dirão: “Senhor, o que Baba diria?” Para as jovens crianças que estão estudando para conseguir seus diplomas, eu dou esta resposta:  “Swami gostou. Swami diz que é muito bom.” Eu digo-lhes isso. Se for uma pós-graduação, então eu lhes direi: “Baba diz que você é um tolo!” Por quê? Porque já está na hora de saber que o que quer que faça é orientação de Deus. O pensamento que lhe vem é alertado por Deus. Se todas as suas ações forem por causa da vontade de Deus, então por que você quer saber o que Baba diz? Você carrega um pote daqui para lá. Você quer saber, “Baba viu isso?” Isto é amadorismo, abordagem do nível do jardim de infância. Nós não podemos permanecer desse jeito durante toda nossa vida. Devemos morrer permanecendo no nível do jardim de infância? Não. Nós devemos aprender mais e mais.  No dia em que nós não formos afetados pela mania do reconhecimento, então eu acho que estaremos mais perto de Deus.

 

Baba é mais feliz quando doa e doa. Ele está muito feliz; observe a sua face. Ele está muito feliz quando nós comemos mais e mais, embora Ele não coma. Ele está feliz quando concede, contudo não aceita e nem recebe. Conseqüentemente, eu devo também aprender a dar. Eu devo também desejar ver as pessoas felizes quando comem. Eu devo também aprender a ser feliz, para compartilhar com todos essa alegria. Por enquanto, Eu não sou dessa forma. Porque eu bebo um café quente ou como doce, eu me sinto exclusivamente feliz. Assim nós queremos a felicidade exclusiva, a felicidade individual; mas se nós formos coletivos, se formos socialmente orientados, se fizermos outros também felizes doando, nós estaremos mais perto de Deus.

 

TODOS ESTÃO PERTO DE DEUS

 

Baba não está de maneira alguma atrás do posto ou arquivo pessoal de ninguém. Infelizmente, suponha que eu conheça uma pessoa que seja muito próxima de Swami.... Eu, então, me sinto muito importante. Mas como você pode se sentir importante pelo fato de conhecer alguém que seja próximo a Swami? Impossível! Suponha que eu tenha um amigo que seja um doutor. Que importância posso ter? Apesar de tudo, eu não vou ser um doutor sendo o amigo de um doutor. Eu posso ser um paciente ideal, mas eu não posso ser um doutor. (Risos) impossível! Sendo muito perto de um administrador... um VIP (Pessoa Muito Importante), eu nunca posso ser um VIP. Eu posso somente ser um seguidor.

 

Olhe para Swami, a maneira como Ele fala ao presidente da Índia, e a maneira como fala a uma criança da escola primária. É o mesmo - totalmente equilibrado, cheio de amor, cheio de simpatia. Mas se nós conhecermos um homem um pouco maior que nós, então nos comportamos como se fôssemos muito próximo dele, e começamos a ignorar o homem com quem tivemos crescendo até então. Você é meu amigo. Mas no momento em que eu conhecer um homem mais influente, evito você e tento estar com ele. No momento em que eu conhecer um que seja ainda mais do que ele, evito-o também. Este tipo de consciência do status, consciência da “Pessoa Muito Importante”, status da respeitabilidade, é tudo falso. Tudo isso é ilusão e tolice total.

 

Eu encontro alguém andando para bem próximo de um grupo de pessoas em particular - não de todas as pessoas. Ele não demonstra ser simpático com todos; fala somente com um ou dois. Se você examinar o que os fez um grupo, pode ser que seja porque pensam que estão muito perto de Deus. Você pode ficar perto de Deus apenas por estar próximo a alguém que esteja próximo de Deus? Começar a ficar mais perto de Deus é tão fácil quanto pegar um vôo direto ou um vôo indireto? Eu não sei o que é.

 

Se você for simpático, você deve ser simpático com todos. Você não deve ser simpático somente com quem está perto de Swami. Pode ser que Swami não fale com ele amanhã. Então, você vai deixá-lo cair como uma batata quente, ou o quê? Isso é tudo nossa própria criação, porque a mente não tem nenhum outro trabalho para pensar nesta linha particular de ilusão do pensamento. Não fique preso nessa armadilha.

 

Você está perto de Deus e eu estou perto Dele. Todos estão perto de Deus. Ninguém pode estar distante de Deus. Sim, todos estão perto de Deus. Eu estou falando do fundo de meu coração. Acredite em mim, por favor. Todos estão perto de Deus. Quando as pessoas vêem e o elogiam, “Sr. Anil Kumar, você está perto de Deus”. Bem, eu concordo com ele e tenho pena de mim mesmo por ter sido compreendido dessa forma.

 

Todos estão perto de Deus. É uma questão de direito inato. Conseqüentemente, nós temos que amar a todos. Nenhum status consciente, nenhuma consciência de VIP (Pessoa Muito Importante), nenhum tratamento especial a algumas pessoas seletivas.

 

NÃO HÁ NENHUM PRIMEIRO E ÚLTIMO PORQUE TODOS SÃO IGUAIS

 

Ouvi alguém dizer: “você sabe, eu me sento sempre na primeira fila.” E daí? A Bíblia diz claramente que você será mais respeitado se você for o último. Baba dá um exemplo. Você deve ter visto nossos ônibus. Os ônibus estão cheios de passageiros. O homem que entra primeiro no ônibus senta-se na primeira fila, exatamente atrás do motorista. O homem que entrar no ônibus no último momento estará muito próximo do condutor. Mas quando o ônibus chega ao destino, quem começa a descer primeiro? O homem que entrou por último desce primeiro. O homem que se sentou na primeira fila é o último a descer do ônibus. Dessa forma,quem é o primeiro e quem é o último?

 

Assim, pensar que eu sou o primeiro e o último é uma ilusão. É imaginação; é um tipo de ego-projeção; é uma reflexão do pensamento. Não se deixe aprisionar por este tipo de pensamento. Eu sei que Swami ficava na última fileira quando as aulas de verão estavam a todo vapor. Eu sei que Swami se sentava no chão, junto com muitas pessoas, quando havia uma cadeira especial para ele no estrado. Quando o próprio Deus sente que é Um com muitos, e eu me considerar incomum, extraordinário - que tipo de doido eu sou? Este não é o lugar onde eu devo estar. Conseqüentemente, se eu considerar que eu sou normal, que todos são iguais, se eu não mostrar nenhum tipo de diferença em meus contatos com as pessoas e tratar todos da mesma maneira, estou mais perto de Deus.

 

A UNICIDADE É UMA QUALIDADE RELIGIOSA

 

Você deve ter ouvido o nome Saradamai. Sarada é a consorte de Sri Ramakrishna Paramhansa, o venerado nome que todos vocês devem ter ouvido falar. Sua esposa era Sarada. Era a cabeça da missão de Ramakrishna após a morte de Sri Ramakrishna Paramhansa. Um número de discípulos continuou depois de Sarada, dirigindo-se a ela como, “mãe, mãe.” É chamada assim Saradamai, mãe Divina.

 

Alguém pediu a Saradamai: “mãe, por que há alguns ladrões em torno de você? Por que há alguns goondas (salteadores) e negociadores do mercado negro em torno de você?

 

Você sabe qual foi a resposta da mãe Divina? Ela disse: “Olhe aqui, são crianças arruinadas. É somente isso. Quando minha criança está brincando no chão, quando a criança começa a sujar sua roupa com negligência, eu não dou palmadas na criança. Quando a criança vai brincar com areia, quando a criança vai brincar com os seixos e suja a sua roupa, eu puno minha criança? Não. Eu mudo a roupa; eu dou a minha criança um bom banho.

 

Sim. A criança está brincando bem. Se a criança não brincar e se sentar lá com sua roupa assim, a criança se sentirá sem vida. As crianças brincam e ficarão sempre com suas roupas sujas. O trabalho da mãe é mudar sua roupa e manter a criança limpa dando um banho, sem se queixar.

 

Assim aqui é Saradamai quem diz: “Estas pessoas, a quem você se refere são pessoas más, os goondas, ladrões, comerciantes do mercado negro, elas são as minhas crianças. São crianças corrompidas. Eu devo ensiná-las uma lição, é só isso. Elas devem reivindicar o mesmo amor meu. Compreenda isso.

 

Conseqüentemente, meus amigos, se alguém disser que não confia em estar com qualquer um, somente com uma determinada classe de pessoas, que gosta somente da companhia dos intelectuais.... mande para o inferno  tais pessoas! Quando Deus pode misturar-se com todos, quando os santos podem andar com todos, quando um homem espiritual pode ver a reflexão do Divino em todos, quando o Adi Shankara diz que há Deus em todos, quando pode ver Deus em um intocável, quando os santos podem ver Deus nos animais, e eu não posso amar um homem... Contudo, eu ouso chamar a mim mesmo um homem religioso...Que tipo de hipócrita eu sou! Que duplicidade de padrões eu tenho?

 

Conseqüentemente, meus amigos, sentir esta singularidade é uma qualidade religiosa. Amar a todos é religioso. Você está mais perto de Deus. Conseqüentemente, seguir o caminho de Sai é ter o sentimento que você e eu somos um. Você e eu somos um. Quando você sofre, eu não posso estar feliz. Quando você está feliz, a seguir eu tenho uma parte devida nessa felicidade. Quando você me diz: “Senhor, Swami me dê vibhuti”, devo me sentir igualmente feliz. Não devo dizer que: “Ele lhe deu vibhuti desta vez? Deu-me um número de vezes antes. E daí?” (Risos) Considero este tipo de conversa um desperdício de energia Divina.

 

Se você não aprendeu a apreciar os outros, se não aprendeu a compartilhar da felicidade dos outros, se não puder sorrir com o outro, se não puder verter uma lágrima quando o outro está infeliz ou aflito, você está longe de Deus. Quando você compartilha de tudo com o outro, você está mais perto de Deus. Se qualquer um vier e disser a Swami: “Swami esta é a situação.” Você sabe o que Swami diz,  ““Ayyo paapu, paapu ...  é uma pena!Não dirá, “diga-me somente boas notícias.”

 

Conseqüentemente, meus amigos, neste caminho de Sai, você e eu somos um.

 

BABA NÃO DESEJA NADA EXCETO SERMOS SEM DESEJOS

 

Ponto seguinte, o que é que Baba deseja? O que Ele quer? Swami, você quer um outro estádio? Você quer um outro hospital? Você quer uma outra faculdade? Você quer uma outra escola? Ou você quer mais alguns devotos? Ou você quer mais recursos? O que você quer?

 

 

Se você fosse familiar com a literatura Sai, (e isto está publicado) Bhagavan, após ter assistido à reunião da Central Trust, dirigiu-se aos devotos. Bhagavan disse: “Assisti à reunião da Central Trust. Eu disse a todos os membros que eu não tenho nada a ver com recursos. Eu não tenho nada a ver com o dinheiro. Eu estou relacionado com meus devotos; Eu e meus devotos somos um. Eu não tenho nada a ver com seus recursos.” Aquilo é o que o Baba declarou. Então o que Baba deseja? O Central Trust? Não. Há Sua própria declaração na ata. Instituições? Universidades? Nenhum destes.

 

 Uma vez disse: “Swami, quero inscrever meu filho na sua faculdade.

 

Você sabe o que Baba disse? “Minha faculdade? Não. Não é Minha faculdade. Todas as faculdades são Minhas. Esta faculdade é nossa. Não diga minha faculdade, sua faculdade. Não diga, “meu, meu, meu, meu.” Sua maya, maya, maya.” (Ilusão). Assim, não há nada como sua faculdade, minha faculdade, meu hospital, seu hospital. Isto tudo está errado.

 

Então, o que é que Baba deseja? Não deseja uma instituição; não deseja grandes adeptos. Não deseja qualquer coisa. Tem somente um desejo supremo.

 

Meus amigos, não duvidem de mim. Eu tenho no registro, o número da página e as linhas dos livros da literatura Sai. Eu assisto a tudo. Você pode verificar o texto porque eu não quero dar minha própria interpretação, porque tentando interpretar, você pode errar. Mas quando você cita verdadeiramente palavra por palavra, você nunca pode estar errado. Particularmente, quando a literatura de Swami está disponível assim abundantemente, você não tem que fazer sua própria interpretação e criar uma confusão adicional entre aqueles que já estão confusos. Não deve ser dessa forma.

 

Baba tem somente um desejo supremo. Swami, o que é? Há um número de VIPs (Pessoas Muito Importantes) em torno de você. Há presidentes, e representantes de governos e pessoas ricas e pessoas influentes, e mais pessoas jovens. Você tem estrelas de cinema como seus devotos. Sim, você tem representantes do mundo inteiro. O que é que Você deseja?

 

Baba disse: “Eu tenho somente um desejo supremo - fazê-los sem desejos.

 

Fazer-nos assim sem desejo é Seu desejo. Certo, e nós estamos cumprindo com o seu desejo? Eu acho que não. Nós achamos que Baba está lá somente para cumprir nossos desejos, e um outro desejo é não cumprir os desejos do próximo ser humano. (Risos) Um outro desejo: Ele deve cumprir o meu desejo somente. É assim que funciona.

 

A RELIGIÃO VERDADEIRA É SEM DESEJOS

 

Assim, meus amigos, por que Baba diz ser sem desejos? Porque a ausência de desejos é religiosidade. A religião verdadeira é não ter desejos. Todos os desejos são mundanos. Todos os desejos são mundanos, físicos, e emergem do ego. Quando eu quero ser alguém, quando eu quero ter uma identidade, quando eu quero manter meu próprio ser, então o que se tem é o ego, que diz: “eu tenho desejos.” Dessa forma, um homem com desejos não pode ser totalmente religioso. Não ter desejos, para estar nesse estado de ausência de desejo, é a qualidade de um devoto.

 

Então você pode dizer: “Sr. Anil Kumar, você não tem desejos?”

 

Meus amigos, eu digo sempre isto. O que quer que eu fale não significa que 100% disso seja visto em minha vida. Não. Eu sou também um viajante companheiro como todos vocês. Nós somos todos  companheiros peregrinos, andando juntos de mãos dadas; seguimos, marchando para a frente. Eu não acho que todo palestrante aqui, incluindo a mim, é de alguma forma diferente de qualquer um que me escuta aqui. Mas, eu sinto que meus ouvintes são mais inteligentes. Praticam mais o que eu falo. Enquanto eu falo, vocês praticam. Eu falo como um professor, um profissional; contudo você pratica como um buscador da verdade. Como um aspirante, vocês praticam; como um professor, eu preparo um discurso. Agora, quem é superior? Vocês são superiores a mim. (Eu não ganho qualquer coisa elogiando vocês. Eu não sou dado ao elogio ou lisonja do agora. Acredite-me, tive que pagar caro porque eu não podia lisonjear pessoas no passado. Alguns de meus amigos sabem disso.)

 

Assim, o fato é que somos todos companheiros peregrinos. Assim, quando você me pergunta se eu tenho desejos, a resposta é sim. Sim, eu tenho desejos; mas o número dos desejos está começando a ser reduzido lentamente. Eu posso ter tido algumas centenas de desejos antes. Agora está começando a reduzir a cem ou cinqüenta, ou a vinte, lentamente. Porque quando o trem alcança a plataforma, começa a reduzir. O trem não terá uma parada total a menos que o motor seja desligado. O ventilador não fará uma parada total a menos que o motor desligue. Se qualquer coisa desligar de forma repentina, então há algo errado com o mecanismo.

 

Há pessoas que dizem: “Sr. Anil Kumar, estou muito determinado a conduzir uma vida disciplinada por aproximadamente quarenta dias.” Isso é muito bom. Do quadragésimo primeiro dia, certifique-se senão está duplamente indisciplinado. Do quadragésimo primeiro dia, a probabilidade é que você esteja multi-indisciplinado. Assim, a disciplina sobre um período de tempo particular é artificial, é um tipo de regimento militar. É forçada e transforma-se em um utensílio mental, um exibicionismo exterior.

 

Se esse tipo de observação da austeridade nascer fora da convicção e da discriminação, seguirá em frente até o último suspiro da vida. A disciplina, as austeridades que você observa... se tiverem que continuar até a última respiração da própria vida de alguém, devem nascer fora da convicção, consciência, discriminação, e devem ser totalmente  apoiados pela vontade e pela graça de Deus.

 

Vemos assim muitas pessoas que declaram: “A partir do Ano Novo, eu farei isso.” Eu recordo você me dizendo a mesma coisa nas muitas passagens de ano anteriores.“ A partir deste dia, eu farei isso”. Mas esse dia nunca chega. Assim, meus amigos, nós necessitamos da graça de Deus para executar o que queremos realmente fazer. Nós não podemos fazer isso tudo sozinho. Impossível, necessitamos do apoio de Deus.

 

Dessa forma, rezo a Deus. Por quê? Não meramente para cumprir meus desejos. “Oh! Deus, rezo a Você de modo que eu possa não sentir desejos. Rezo a Você, Deus, de modo que eu seja capaz de fazer tudo que você quer que eu faça. Você me quer fazendo determinadas coisas para as quais necessito do seu apoio. Sem seu apoio, eu não posso fazer o que você quer que eu faça. Impossível!”

Vamos considerar um exemplo simples. Para ver o sol, a luz solar é necessária. É somente na luz solar que você pode ver o sol. É somente na luz da lua que você pode ver a lua. Com a graça de Deus, você pode fazer ações de Deus. Você pode ser religioso somente por causa da graça de Deus. Conseqüentemente, o que Baba deseja? Deseja-nos sem desejos.

A DUALIDADE VEM DA PREGUIÇA

 “Baba, o que você faz o tempo todo?” Algumas pessoas me perguntam, “ Sr. Anil Kumar, você sabe o que Baba faz na Sua residência?”

 

Eu não acho que Ele tenha uma agenda diferente. Essa pergunta emerge de nós somente porque costumamos fazer determinadas coisas em público. Enquanto, confidencialmente, nós fazemos determinadas coisas, a maioria das quais não se deve mencionar aqui. Temos uma percepção bidimensional. Mostramos uma cara aqui, uma outra cara lá. Devido a esta vida dualística e padrões duplos, queremos saber o que Baba faz em Sua residência. Algumas pessoas fazem-me esta pergunta.

 

Baba não faz nada diferente confidencialmente do que faz em público. O que Ele faz aqui, a mesma coisa Ele faz lá e em toda parte – espalhando amor, importando-se, distribuindo a graça, recomendando, consolando, às vezes, insistindo, às vezes, gracejando. Tudo que faz em público é repetido em sua residência também.

 

 

Conseqüentemente, meus amigos, Baba deve dar a resposta a esta pergunta.

 

Suponha que eu faça esta pergunta: “Swami, o que é que Você faz lá e aqui? Dizemos que nós pensamos que você faz a mesma coisa aqui e lá, mas nós queremos saber sua resposta. O que você faz em ambos os lugares?

 

Baba disse: “O que eu tenho a fazer é remover a preguiça em você. Ajo para remover o ócio de modo que você veja Deus em você mesmo.

 

Deus está em mim, mas considerando minha indolência, não posso vê-Lo dentro de mim. Essa é a tragédia. Eu posso vê-Lo, mas eu não posso ver dentro de mim mesmo. Posso ver seu erro, mas não posso ver os meus próprios erros. Posso ver o Deus no templo, mas eu não vejo Deus dentro de mim. Posso ver Baba fora, mas não posso vê-Lo dentro de mim.

 

Tudo isto é por causa da preguiça, do sono e do cochilo. O que é a preguiça? A preguiça é não assumir o sadhana ou à prática espiritual. Como gastamos o tempo? Na tagarelice, em conversa vã, na notícia diária, no noticiário da tevê. Todas estas notícias, como Baba põe, são incômodas. Gastamos o tempo desse jeito. Isso tudo é um bom exemplo de preguiça. Swami está aqui para nos tornar livres dessa preguiça.

 

 “Preguiça é ferrugem e poeira, enquanto realização é a paz e o melhor de tudo,” como Baba expõe. Assim uma vez que eu esteja livre dessas ferrugens e poeiras da preguiça, eu estarei cada vez mais perto da realização, que é a paz e o melhor de tudo. Isso é o que Baba faz.

 

OS DOIS PRESENTES QUE BABA ESPERA DE NÓS.

 

Bhagavan, quando participo de aniversários, dou presentes a meus amigos. Dou presentes a meus parentes. Quando tomo parte em qualquer casamento, quando faço parte de qualquer aniversário de casamento, dou presentes. Seu aniversário é no dia 23 de novembro. Que presente devo lhe oferecer? Que presente Você gostaria de receber? Quantos dólares você quer? Quantas libras devo lhe dar? Ou devo dar-lhe algum grau de doutorado, ou  elogiá-lo? Sim. Devo elogiá-Lo   como uma oferta a Você, como um presente?”

 

Baba tem dito qual é o presente que Ele espera de nós, particularmente para seu aniversário. Meus amigos, estamos prontos com tantos presentes, mas não temos os dois presentes especiais que Ele espera de nós.

 

Quais são eles? Um é abster-se ou abandonar o egoísmo. Ser altruísta. Seu altruísmo é o que Baba quer de presente.

 

Bem, Baba, nós não temos esse presente para dar-lhe em seu aniversário, mas pelo menos somos muito honestos com relação a ele. Entretanto, meus amigos, deixem-nos estar prontos com este presente da abnegação para ser dado ao nosso Baba em seu aniversário, e deixem-nos continuar a ser abnegados nos anos que estão por vir.

 

“Swami, peça por favor outro presente, porque eu não quero comprar nada agora.”

 

Baba disse: “Eu quero um outro presente, que eu mencionarei somente porque você me deu uma escolha a fazer.

 

Qual é esse presente? Serviço à sociedade. Assim, estes são os presentes preciosos que Baba quer de nós: Que sejamos abnegados e sirvamos à sociedade.

 

Bhagavan, eu lhe dou estes presentes. Você tem me dado o caminho, e Você também me ensinou o que ser e o que não ser. Mas, você faria uma promessa? Eu quero que você faça uma promessa agora, Swami, por favor.”

 

Baba disse isto: “Nós fazemos promessas e faltamos com cada uma delas.

 

Nós faltamos com cada promessa. Conseqüentemente, costumamos prometer, e com esta tendência, queremos que Deus também faça uma promessa.

 

“Swami, me faça uma promessa.”

 

Baba disse: “Sim, eu faço.

 

Qual é essa promessa? Ah! Uma promessa maravilhosa, meus amigos! Uma promessa que vale recordar por toda a vida; uma promessa que nenhum companheiro de vida possa jamais fazer. Uma promessa que nenhum pai jamais tenha feito. É uma promessa que Ele sozinho pode dar.

 

Aqui está: “Eu não, (sua atenção, por favor!) Eu não o rejeitarei. Eu não o negarei. Eu sou sua Mãe. (Aplausos) Eu não o negarei, Eu não o rejeitarei.

 

Que promessa maravilhosa! Nenhum pai diria isto. Nenhum companheiro diria isso. Nenhum chefe, mesmo de uma incorporação ou do governo, jamais diria isso. Somente Deus faz essa promessa. Essa promessa fala do amor fundamental, infinito - é assim tão maravilhoso!

 

TUDO SOBRE BABA É ESPECIAL

 

“Swami, você é como minha mãe. Você é como meu pai. Você é como meu guru.” Sim. Quando dizemos isso,  vocês sabem o que Ele diz? Eu dar-lhe-ei um exemplo.

 

Em Kodaikanal, Swami estava somente olhando o projeto do Hospital de Super Especialidades, que devia ser construído ainda naquela época. Mostrou-me o projeto do hospital.

 

Swami pediu: “Anil Kumar, como você gostaria que fosse?

 

Bem, eu devo me manter quieto. Esta é a minha fraqueza. Eu não me mantenho quieto. (Risos) Eu falo e gero problemas!

 

Eu disse a Swami: “este tipo de edifício eu nunca vi em lugar algum.” É verdade; não há nada errado nele. Você sabe o que Baba disse?

 

 “Um como este jamais existiu. Se houvesse existido um, você o teria visto. Um como este nunca existiu até agora. Como você poderia ter visto um?” (Risos)

 

Sim. Todas suas construções são especiais. Todos os seus trabalhos são especiais. Todas as suas ações são especiais. Seu estilo de vestir é especial; cabelo - especial, a cor de suas vestes - muito especiais. Seus gestos, sua postura, a maneira que se inclina na cadeira.... tudo isso é assim especial. A maneira com que  olha para você é muito especial. Às vezes, Ele o evita, mas o olha despercebido. Ah! Os olhares de lado, os relances, o olhar romântico, o olhar de apoio, os doces olhares cativantes, os olhares de resplendor, brilho, atração e os olhares da Divindade - sim. Os olhares de Bhagavan são muito especiais. O sorriso é muito especial. O sorriso que fala de Sua alegria, o sorriso que é mordaz, às vezes, crítico, às vezes, incentivando, às vezes, agradando,  às vezes, consolando. Seus sorrisos são originais, o cabelo é original, a maneira com que arruma Seu cabelo é original, a maneira como limpa Seu rosto com um lenço é especial, nenhum dos quais nós podemos imitá-Lo.

 

BABA É ORIGINAL E IMENSURÁVEL

 

Tudo é especial. Por quê? Ele mesmo declarou: “você não pode Me comparar com qualquer um porque Eu sou incomparável. Eu sou único e imensurável.” Por quê? Baba disse: “Eu, significa Divindade, Deus. Deus é imensurável. Deus está além de sua estimativa, além de todo o cálculo, e além do domínio de seus pensamentos e expressão verbal. Conseqüentemente Swami diz: “Eu sou único. Você não pode comparar-se a mim.”

 

Isto ficou registrado em minha mente. Você deve ter visto esse carro vermelho de Swami....o carro Jaguar... Era o número um naquele tempo, quando chegou em Brindavan.  Swami estava muito feliz, como uma criança. Estava muito feliz olhando para aquele carro. E então pediu que eu falasse. Então eu disse: “Carro número um, Deus número um - Sathya Sai Baba.” Eu disse número um porque não há nada que se compare a Ele.

 

 

Ekam Eva Dvitiyam Brahma.

 

Ekam - um, eva - somente um, dvitiyam - sem um segundo. Ekam eva dvitiyam Brahma. Conseqüentemente, Baba é único e incomparável.

 

O DARSHAN DE BABA REPARA NOSSOS PECADOS

 

“Swami, nós O vemos todos os dias. Vendo-O, tendo o darshan, o que é que eu consigo? Eu escuto seus discursos. Assim, o que acontecerá, Swami?”

 

Ele mesmo disse sobre o ganho que você terá recebendo Seu darshan. Olhando para Deus, nosso amado Bhagavan Baba, os pecados são espiados – para nashanam. Papa nashanam é reparação dos pecados. Sim. Porque ninguém pode dizer: “Eu não cometi um pecado.” É um pecado dizer: “Eu não cometi um pecado.” Sim. Apesar de tudo, nós somos todos seres humanos.

 

Todo pensamento mau é tão igualmente um pecado como qualquer ação má é, de acordo com o Bíblia Sagrada. A Bíblia Sagrada diz claramente que um pensamento mau é tão pecaminoso quanto uma ato mau ou uma ação má. Quem pode dizer: “Eu não cometi um pecado.” Aquele que disser isso é o mestre do blefe do século, se ousar dizer isso. Assim, para reparar nossos pecados, nós devemos ter Seu darshan.

 

 A coisa simples é esta: No meio da noite, é tudo escuro ao redor. Com o nascer do sol nas primeiras horas da manhã, a escuridão se dissipa. À medida que o sol se levanta, a luz solar enche o mundo que estava coberto antes pela escuridão.

 

Da mesma forma, quando o darshan de Baba acontece, não temos mais que nos sentir culpados. Você estará livre de uma consciência culpada. Uma consciência culpada é pior do que a própria culpa. Quando você comete um pecado, não há como voltar atrás. Quando você tem uma consciência culpada, ela é trazida adiante como um livro de contas: O último item é o primeiro na página seguinte. Assim, uma consciência culpada é muito pior. O darshan de Bhagavan far-nos-á livres de toda a culpa como também de uma consciência culpada.

 

O DISCURSO DE BABA NOS FAZ ESQUECER NOSSOS PROBLEMAS

 

“Swami, escuto seu discurso Divino. Às vezes, somos bastante afortunados em tê-Lo falando para nós na sala de entrevistas. O que preciso além disso?”

 

Quando você escuta o discurso de Baba, quando Ele lhe fala, o que acontecerá? Você esquecerá de todos os seus problemas. Você pode também esquecer de entregar sua carta a Ele! Você esquecer-se-á também da solicitação de sua esposa - porque ela escreveu uma carta a Swami e ela quer que você leve e entregue-a a Ele também.

Nessa condição, somente ela lhe permitiu que viesse aqui, tomando conta sozinha da casa. Ela cuida das crianças e da família desde que você entregue sua carta a Swami. O que fazer? Quando Ele começa a lhe falar e você esquece de tudo, assim sendo a carta tem que ser devolvida a sua esposa: retornar ao remetente! (Risos)

 

Isso é o que acontece, você sabe. Todos os seus problemas se dispersam quando Ele começa a falar a você, porque Ele o conduz além da problemática, da dualística, da natureza diabólica e paradoxal do mundo. A natureza diabólica e paradoxal do mundo incomoda-o, preocupa-o. Quando Ele fala, o elevará além desse estado. Assim a conversa com Bhagavan é sankata nashanam. Sankata - problema, nashana - desaparecendo para sempre, livre.

 

O TOQUE DE BABA NOS TORNA LIVRES DAS CONSEQÜÊNCIAS DE VIDAS PASSADAS

 

Tocando Baba, o que temos? Sempre que os meninos têm uma chance, eles perguntam-lhe: “Swami, posso tocar seus pés?

 

Por quê? Por que nós devemos tocar? O que há em um toque?  Certamente, sabemos o que é o toque quando colocamos o dedo numa tomada elétrica. Você quer saber o efeito do toque? Há diversas tomadas aqui, ponha seus dedos nelas e você saberá certamente qual é o efeito do toque! (Risos)

 

O toque é algo sublime, particularmente o toque Divino, porque o faz livre de todas as conseqüências da vida passada. Karma vimochanam - significa nos tornar livres das conseqüências de nossas vidas passadas.

 

O UNIVERSO INTEIRO É A RESIDÊNCIA DE BABA

 

Meus amigos, Baba uma vez disse outra coisa. Estes são lampejos evidentes da Divindade. Quando Swami retornou de sua viagem à África, havia uma solenidade muito grande em Bombaim. As pessoas o elogiaram. Elogiaram a África e tudo mais.

 

Swami levantou-se e disse: “Por que essa agitação sobre isso? Por que você faz tanto alarde sobre minha viagem à África? Compreendam que eu estou em toda parte. Compreendam que eu estou em toda parte - aqui, lá, e em toda parte. Assim não há nada especial sobre minha viagem à África. Como se eu não estivesse aqui quando eu estava nessa viagem! Eu estava aqui e igualmente lá. O mundo inteiro é minha residência, Minha mansão.

 

Kasturi traduziu: “o mundo inteiro é a residência de Baba.

 

Baba disse: “Kasturi, corrija seu inglês. Eu não disse que o mundo é a Minha residência. Diga que o universo inteiro é a Minha residência.

 

“O universo inteiro é minha residência.” Aquilo é o que Baba queria nos fazer saber. Aquilo é o que o Baba queria que o professor Kasturi dissesse no processo de tradução. (É assim tão agradável cometer alguns erros no processo de tradução e ser corrigido, muito para o divertimento dos ouvintes e o esclarecimento do próprio tradutor.) (Risos)

NOSSA FELICIDADE É A FELICIDADE DE BABA

“Bem, Swami, então o que Você necessita agora? O que é que Você quer?”

 

 “Eu não tenho necessidade de nada.”

 

“Não, Não, Swami. Eu quero saber das suas necessidades.”

 

Baba disse: “Quero que sejam todos amáveis. Quero que sejam alegres. Quero que todos sorriam. Quero que sejam felizes. Quero que sejam conduzidos a uma vida longa, saudável e espiritual. Isso é o que necessito, nada mais do que isso, porque sua alegria é a Minha alegria.”

 

Que afirmação cheia de verdade. “Sua felicidade é a Minha felicidade.” Que declaração! Ele pode fazer isso sozinho, e Swami disse isto.

 

SWAMI APRECIA O TRABALHO SILENCIOSO

 

“Swami, o que é que Você aprecia? Você aprecia quando eu canto?” (Eu estou certo que não, porque vocês mesmo não estão apreciando meu canto; como posso esperar que Swami o aprecie?) (Risos) Assim, o que é que Swami aprecia? Baba disse: “Eu aprecio somente uma coisa: o trabalho silencioso.

 

O trabalho silencioso, não trabalho com enaltecimento, ou com auto-elogio ou visando a auto-glorificação ou publicidade. Trabalho silencioso. O que a mão esquerda faz, a direita não é para saber. A Bíblia diz que se você reza a Deus na encruzilhada, Deus nunca ouvirá sua prece, porque você o fez para a publicidade. Os gritos não são necessários. Com sussurros silenciosos, Deus pode ouvi-lo porque Ele está em você. Não estou dizendo que está perto de você; não. Está